quarta-feira, 31 de outubro de 2007

BOA PROPAGANDA É A ALMA DO NEGÓCIO!...

Em 1907 os administradores da empresa que explorava as águas minerais do Circuito das Águas já sabiam. Sabiam que nossas águas independentemente de que cidade for, Cambuquira, Lambari ou Caxambu tinham as suas qualidades. Com isso, ao divulgar as águas divulgavam as cidades. Mas, os que seguiram não tiveram pulso para dar continuidade nos projetos e na qualidade dos serviços. Por outro lado, o mundo mudou e ficou pequeno. Os turistas que vinham para essas estâncias foram passear em Miami, na Europa, já que representavam os mais abastados daquela época. Hoje o circuito amarga pela pouca frequência, resultado do pouco caso dos administradores que por um século não aprenderam que devem sempre investir não só na propaganda mas também na qualidade.

Quem sabe não está na hora da administração pública voltar ao passado e copiar essa idéia?

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

O FIM DA GUERRA DE 32.

Aqui as autoridades e políticos da cidade dá a boa-nova à população: "A guerra acabou!..."

A foto fala por si só: a alegria do povo com o fim da revolução e a vitória das forças do governo contra os revoltosos paulistas.


Parte das tropas sediadas em Cambuquira batem retirada.....Descem a rua direita rumo a estação ferroviária e outros tomam o caminho de Três Corações.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

IMAGENS DA REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA EM CAMBUQUIRA-MG

Num dia daqueles do ano de 1930, Estêvão Horácio do Prado chega a sua casa e ordena que todos saiam da cidade para se abrigar na zona rural.As tropas do exército brasileiro já chegavam à cidade. Seu "Cassmiro" já tinha sido avisado de que o seu engenho serviria de abrigo para as famílias que não tinhm parentes na roça. E, para lá se encminharam várias pessoas que residiam na cidade.
D. Mariinha do Prado, sua esposa, juntou toda crinçada, agasalhos, colchões e alimentos e rumaram pela estrada até aquele lugar.
Quem viveu na época ainda se lembra da preocupação de Seu "Antônio da Erva", um velho curandeiro do Bairro da Lavra, pediu que a esposa que soltasse sua "cabritinha" de estimação para que não morresse de fome. Não se sabe se a tal cabra sobreviveu ou se virou petisco para os recrutas.
Se Estêvão e outros chefes de família continuariam na cidade para guardar o patrimônio público e particular, eram os "bate-paus", encarregados de informar os comandantes da tropa de qualquer movimento ou pessoa estranha no local.
Os hotéis e o grupo escolar foram transformados em quartéis e alojamentos de soldados.Nesses lugares eram feitas as refeições, eram dadas as instruções para os soldados antes que partissem no trem rumo à região de Passa Quatro, onde as tropas paulistas ameaçavam invadir o Estado de Minas Gerais. Lá também já havia um grande contigente de soldados, entre ele um jovem médico que viria mais tarde se tornar Presidente da Republica, JUSCELINO KUBITSCHEK.(O primeiro da foto da esquerda para direita abaixo)
Juscelino Serviu no hospital improvisado naquela cidade para atender os feridos nos combates..

Cartaz paulista, que nos moldes do apelo do Tio Sam. O que foi a Revolução Constitucionalista?
A Revolução Constitucionalista de 1932, Revolução de 32 ou Guerra Paulista, foi o movimento armado ocorrido no Brasil entre Julho e Outubro de 1932 visando à derrubada do governo provisório de Getúlio Vargas e à instituição de um regime constitucional após a supressão da Constituição de 1891 pela Revolução de 1930.

Foi a primeira grande revolta contra o governo de Getúlio Vargas.

Enquanto isso, Benedito Augusto Ribeiro,KTT, um jovem cambuquirense que tinha ido para São Paulo em busca de novas oportunidades que a sua terra não oferecia, havia se alistado no exército paulista, talvez não por algum sentimento de simpatia aos revoltosos daquele Estado, mas porque não havia outra ocupação já que as fábricas, comércio e outras atividades estavam paralisadas

Paulistas guardavam a saída do túnel em Cruzeiro.


Muitos brasileiros morreram nessa guerra que para uns foi injusta mas que mudou os rumos da história do Brasil.

IMAGENS DA REVOLUÇÃO DE 1930/32

A chegada da Tropa - A população assiste a chegada dos soldados do exército brasileiro que iria lutar contra as forças paulistas que ameaçavam invadir o Estado de Minas Gerais pelos caminhos da Mantiqueira.


Pausa para foto - pelas feições grande parte da tropa teriam vindo de outras áreas do Brasil, principalmente do nordeste brasileiro. Esse um momento de discontração ao lado do muro de arrimo perto do coreto no fim da Rua Direita (Virgilio de Melo Franco)

Nesta foto, o Prefeito Silvio Marinho distribui água mineral para o comando da tropa sediada na cidade.
Após a chegada,parte de tropa esperava novas ordens do comando em frente o Hotel Elite, enquanto outros já tinha embarcado no trem rumo à área do conflito.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

UM HERÓI DA REVOLUÇÕ DESCONHECIDO.

Esta á uma foto de 1930, quando um cambuquirense, herói da Revolução de 1930 era sepultado no Cemitério Municipal. Será que alguém sabe o nome dele? De que família fazia parte? Hoje, alguns acham que o soldado não era de Cambuquira. Mas, teria um estranho consternado tanto população como se pode ver na foto?

CONFORME INFORMAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO DO CEMITÉRIO MUNICIPAL: existe
uma nota sobre um soldado morto a tiro em 14.10.1930, que se chamava Perpetiu Gonçalves de Oliveira e que tinha 23 anos. Mas, a transcrição falha nos impossibilita afirmar que esse era o nome do soldado sepultado naquele dia.


No local da cova tinha um pé de flor...


Contam os mais velhos que uma moça,compadecida da morte prematura daquele rapaz, plantou naquele dia no local um ramo de Bougainvillea que brotou e veio se tornar uma bela árvore que enchia de flores todos anos. Mas, nem isso conservaram. Num dia qualquer, na poda feita pela prefeitura,acabaram por matar também a árvore, única referência da cova do soldado.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

A IGREJINHA DA LAVRA, SEU VENÂNCIO E DONA MARIQUINHA

Quando se começa pesquisar a história descobrimos a injustiças do passado.


O Bairro da Lavra, em Cambuquira, como a cidade, tem os seus fatos e personagens históricas que a ingratidão do povo, ou dos políticos, deixou de lado. Talvez, por ser aquela localidade o local de moradia dos “operários,” gente humilde. Mas, esses humildes também têm história. E, uma das mais belas histórias, exemplo de coletividade e movimento comunitário da cidade aconteceu ali.
Sr Venâncio, “que até agora é essa a única referência”,e sua esposa “Dona Mariquinha” foram exemplos de pessoas boas desprendidas de qualquer sentimento de egoísmo, apesar de ter sido comerciantes.
O casal foi responsável pela construção da Igreja do Rosário que todos conhecíamos como “a igrejinha da Lavra”. E, se aquela casa de orações está de pé e imponente lá no alto do morro, tudo isso se deve a esse casal hoje desconhecido.
Contam que no dia em que as tropas da revolução de 30 entrariam na cidade, seu Venâncio recolheu todo faturamento e levou num saco junto com a multidão rumo o engenho dos Cassimiros, onde grande parte da população se refugiou. O casal, como não tinha filhos, economizou um pouquinho a cada dia que passava para formar uma “poupança” para deixar para os afilhados, já que não tinham ascendentes e nem descendentes.
Quando faleceu D. Mariquinha, a alguns anos depois do marido, um testamento ditou todos os procedimentos de divisão do que restou do espólio.
Vários cidadãos do bairro, ainda vivos, talvez nem se recordem mais que estavam no rol de beneficiários.
O bairro e a cidade devem, por compromisso moral, resgatar essa história verídica, os nomes verdadeiros desses vultos históricos e registrar para que a posteridade se recorde desses bons cambuquirenses do passado.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

A casa de Berthaud

Quem tem por volta de 40 anos deve se lembrar dessa casa. Era uma mansão com relação as demais moradias da vila naqueles tempos do início do Século XX. Ali morou Monsier Berthaud e sua esposa por alguns anos, local que escolheu para viver o marido depois da conclusão de seus trabalhos sobre as águas minerais. Como outras construções históricas da cidade, um dia o proprietário do loteamento mandou demolir tudo para que pudesse vender a um veranista. Dizem que por exigência do comprador, que não queria aquela "Casa Mal Assombrada".