Hóspedes do GHT- Grande Hotel Trilogia têm um feriado prolongado diferente em Cambuquira e no lugar de passear, descansar resolveram fazer limpeza geral do Jardim Municipal no dia 26 de dezembro.
O administrador deste blog agradece o empenho desse pessoal tão dedicado e espera que essa ação provoque na administração local reação semelhante com o resto da zona urbana.
Enquanto isso, a Prefeitura despeja na calada da noite "mata-matos", herbicidas que são comprovadamente nocivos à saúde humana, quando inalados, além de contaminar o meio ambiente.
Por outro lado, os sacos de lixo colhidos pelos benfeitores do Trilogia, ainda na segunda-feira estavam amontoados num canto do jardim., sem que alguém da cidade tomasse alguma medida.
Comentário retirado do Facebook
[Cambuquira] Vamos brincar de pensar? Sei que muitos não fazem isto, mas por favor, leve este post como uma brincadeirinha. Estão preparados? Então vamos lá!
Imagine que você tem uma casa grande, e você precisa sair para trabalhar. Então você compra vassouras, rodos, materiais de limpeza e etc.. Contrata funcionários.
Qual é a sua intenção de fazer isto? Deixar a casa limpa ou suja? Respondeu a primeira pergunta?
Agora imagine que esses seus funcionários que tem todos os equipamentos e que, recebem muito bem para fazer seu serviço deixa de fazer o serviço que foi imposto, que é limpar. O que você faria?
E pior, o que você faria se você encontrasse suas visitas limpando a sua casa?
Bom, é isso que aconteceu em Cambuquira, turistas estão limpando nossa casa, e nós pagamos muito bem para deixar a casa limpa. Você como cidadão despediria estes funcionários ou renovariam o contrato deles por mais quatro anos? Pense... é só uma brincadeirinha!
Lembre-se: Toda brincadeira tem um fundo de verdade, e esta tem um fundão! Rs
Foto de Doriane
Imagine que você tem uma casa grande, e você precisa sair para trabalhar. Então você compra vassouras, rodos, materiais de limpeza e etc.. Contrata funcionários.
Qual é a sua intenção de fazer isto? Deixar a casa limpa ou suja? Respondeu a primeira pergunta?
Agora imagine que esses seus funcionários que tem todos os equipamentos e que, recebem muito bem para fazer seu serviço deixa de fazer o serviço que foi imposto, que é limpar. O que você faria?
E pior, o que você faria se você encontrasse suas visitas limpando a sua casa?
Bom, é isso que aconteceu em Cambuquira, turistas estão limpando nossa casa, e nós pagamos muito bem para deixar a casa limpa. Você como cidadão despediria estes funcionários ou renovariam o contrato deles por mais quatro anos? Pense... é só uma brincadeirinha!
Lembre-se: Toda brincadeira tem um fundo de verdade, e esta tem um fundão! Rs
Foto de Doriane



de Rosas, Das Tripas Coração eSonho de Valsa. Mas engana-se quem pensa que uma Ana Carolina mais madura tenha deixado de ser provocativa e até malcomportada. A prova é Amélia.
Freud, para ela, começou com o documentário sobre Getúlio. Ela cantarola baixinho a letra que criou (e Macalé musicou) para aquele filme - "Todo povo brasileiro chorou/Morreu o presidente/Morreu suicidado..." Discutindo a figura paternal de Getúlio, Ana fez de Trabalhadores do Brasil o seu filme sobre a morte do pai. E, como ela diz, se o pai está morto, "então está tudo liberado". É o sentido da trilogia. Paulistana radicada no Rio, Ana não fechou o apartamento em São Paulo, ao qual volta, periodicamente. Por meio da trilogia, quis colocar na tela a alma feminina. Sexo, dor, gritos e delírios, Ana Carolina liberou geral.
amadurecimento artístico e pessoal. Isso está lá, claro, mas Ana nunca se preocupou em racionalizar emoções. Mas ela sabe que se projeta nesses três filmes. Em Mar de Rosas, ela diz que fica em casa, em Das Tripas Coração, que vai à escola, e sobre Sonho de Valsa diz que virou gente. E quanto a Amélia? "Olho o Brasil", resume.
Mas Ana descarta que tudo isso tenha vindo dentro de um processo racional. Mais uma vez é preciso invocar a psicanálise. Ela nunca pensou no filme em relação com "Macunaíma", seja o livro de Mário de Andrade ou o filme de Joaquim Pedro de Andrade embora reconheça que as matutas, irrompendo nos bastidores do teatro, sejam "fúrias macunaímicas". Também diz que nunca pensou em Como Era Gostoso o Meu Francês, de Nelson Pereira dos Santos, mas considera engenhosíssima a leitura de "Amélia" como a antropofagia às avessas daquele clássico. Enquanto no filme de Nelson, os índios comem o Brasil para assimiliar sua força (depois de assimilarem suas técnicas de combate), em Amélia é a forasteira, a francesa, que devora as brasileiras e as incorpora ao seu coro - no desfecho memorável do filme.
Liberada, Ana Carolina pretende substituir a analisanda meio furiosa pela contadora de histórias. Quer fazer um documentário sobre Gregório de Matos, porque admira o poeta, mas sabe que talvez esteja comprando uma briga. "Vou fazer um filme de 40 minutos para exibir não sei onde", diz. "Vou gastar, sei lá, R$ 100 mil para fazer um filme que depois as redes de TV vão querer comprar por R$ 3 mil." Outro projeto é um filme sobre homens. Depois de psicanalisar-se (e psicanalisar as mulheres), Ana quer voltar-se para o universo masculino. Só espera que não sejam necessários outros dez anos para concretizar esse novo e, vindo dela, atraente projeto. O mais surpreendente é a revelação que faz - a primeira montagem de Amélia tinha mais de três horas. Ana mostrou o filme nos EUA a alguns gringos que atuam na indústria cinematográfica. Eles acharam muita coisa redundante. Ana começou a cortar. Desconstruiu o filme na montagem, enxugou-o completamente. Deu certo. Ficou muito bom.


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