A água, no conjunto dos seus valores, é uma panacéia sobremodo divina, que corresponde a todos os nossos anseios de equilíbrio orgânico e psíquico, por existir em muitas dimensões. Seu poder de cura ainda é um segredo, cujas portas ainda não obtivemos permissão para abrir, por nos faltar o amor necessário para tal empreendimento.
O corpo humano, em toda a sua estrutura, salienta-se com duas partes de água e uma de elementos diversos, que nasceram dentro do seio fecundo e promissor. Desprezar a água é querer separar-se da vida.
Quando beberes a água, não te esqueças da parcela divina que vibra dentro dela em expressão de luz. Ela guarda no seu aconchego a força que restaura e harmoniza todo o mundo celular. Desatar a energia em todos os campos do metabolismo e desobstrui inumeráveis caminhos no mundo da carne para o desafogo orgânico dos restos imprestáveis para a forma física, porém aproveitáveis pela natureza em outros empreendimentos de valores indescritíveis.
Os rios que riscam toda a Terra, em todas as direções, têm a sagrada missão de saciar a sede e a grande tarefa de higienização das criaturas. E não é somente limpar, a sua finalidade. O seu engenhoso trabalho está na doação de um tipo de magnetismo altamente compensador, que recebe onde nasce, de mãos angélicas incansáveis no serviço de caridade na irradiação do amor.
Infelizmente, as águas mais pobres são as que se repartem nas grandes metrópoles, onde as mãos dos homens acrescentam elementos incompatíveis com a harmonia do complexo humano e que desajustam igualmente alguns corpos no mundo das antiformas.
Quando a ciência passar a estudar essas reações, procurar-se-ão outros meios de defesa para esse líquido sagrado que ajuda a sustentar a existência humana. É necessário que todos compreendam que as águas precisam do beijo fortificante da atmosfera pura e, nesta simbiose, as duas se valorizam.
Alguém já disse acertadamente que devemos mastigar o líquido. Faça isso e verás o quanto o teu corpo te agradecerá. Um dos grandes remédios ao alcance das tuas mãos é a água que bebes. Ao tomá-la, bebe os goles sem pressa, deixando que as glândulas da boca selecionem os elementos e os canalizem para os lugares indispensáveis à paz do corpo. Mentaliza esse trabalho de seleção e sentirás o corpo sendo beneficiado pela ação renovadora da água que bebes.
Desprezar a água é querer separar-se da vida.
Miramez - Saúde
Por João Nunes Maia
Espirito Miramez
Do Livro: Saúde
Psicografia de João Nunes Maia
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