domingo, 24 de novembro de 2013

Assista uma ficção sobre as herdeiras de Cambuquira que passadas para trás perderam a fazenda da família e se tornaram domésticas e terminaram em Paris.

Essa é uma obra de ficção e não representa a história real das representantes da Família Silva Lemes.
Para assistir diretamente no Youtube com tela cheia clique aqui
 Aqui no mundo real elas deixaram parte da herança para alguns escravos que depois de indenizados foram assentados no lugar chamado de Garganta no Marimbeiro/Miranda onde até hoje vivem os seus descendentes.
Comentários sobre o filme:
O Brasil pelos olhos de "Amélia", de Ana Carolina

Como ela mesma faz questão de afirmar, não há nada que agrade mais a Ana Carolina do que rir e fazer rir. A entrevista com a diretora deAmélia vira uma comédia de erros quando Ana conta a história doseqüestro do roteiro do filme. Apesar disso, ela se desculpa: "Hoje estou meio chocha." Ana Carolina é uma pessoa maravilhosa. Inteligente, bonita. Não é mais a jovem ousada que arrombou as portas do cinema brasileiro com seu documentário sobre Getúlio Vargas (Trabalhadores do Brasil) e depois exorcizou seus fantasmas de sexo e poder na trilogia formada por Marde RosasDas Tripas Coração eSonho de Valsa. Mas engana-se quem pensa que uma Ana Carolina mais madura tenha deixado de ser provocativa e até malcomportada. A prova é Amélia.

Pode-se fazer uma leitura psicanalítica da obra de Ana Carolina. Isso vale principalmente para Trabalhadores do Brasil e para os filmes da trilogia. Ela observa que Amélia talvez seja o menos psicanalítico de seus filmes, embora a divisão cultural (Brasil e Europa) do filme atual revele algo que se passa na cabeça da autora. Como tal, comporta uma leitura psicanalítica, também. Ana assume que deve muito à psicanálise. Os anos de análise fizeram dela uma pessoa melhor, "menos infeliz". Como - Ana Carolina considera-se uma pessoa infeliz? "Não, mas se eu não tivesse feito análise com certeza ia ficar escavando na minha vida até conseguir ser infeliz." Com a trilogia, ela afirma ter encerrado uma fase. Está agora liberada para contar histórias. É o que quer fazer. Amélia é o primeiro filme do resto da vida da diretora.

Freud, para ela, começou com o documentário sobre Getúlio. Ela cantarola baixinho a letra que criou (e Macalé musicou) para aquele filme - "Todo povo brasileiro chorou/Morreu o presidente/Morreu suicidado..." Discutindo a figura paternal de Getúlio, Ana fez de Trabalhadores do Brasil o seu filme sobre a morte do pai. E, como ela diz, se o pai está morto, "então está tudo liberado". É o sentido da trilogia. Paulistana radicada no Rio, Ana não fechou o apartamento em São Paulo, ao qual volta, periodicamente. Por meio da trilogia, quis colocar na tela a alma feminina. Sexo, dor, gritos e delírios, Ana Carolina liberou geral.

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» Veja galeria de fotos da pré-estréia em SP
» Confira entrevistas em vídeo com a diretora Ana Carolina e a atriz Bety Goffman 


Os três filmes traçam um painel de buscas e angústias, expressam as memórias da moça malcomportada que ela foi (e ainda é). Se alguém alguma vez tentou impor limites à irreverência da diretora, com certeza deu-se mal. Ela reage a qualquer imposição de censura ou poder. "Basta me dizerem não pode para eu tentar mostrar que sim", diz. A trilogia liberou-a, mas é falso dizer que os três filmes marcam um processo evolutivo, rumo aoamadurecimento artístico e pessoal. Isso está lá, claro, mas Ana nunca se preocupou em racionalizar emoções. Mas ela sabe que se projeta nesses três filmes. Em Mar de Rosas, ela diz que fica em casa, em Das Tripas Coração, que vai à escola, e sobre Sonho de Valsa diz que virou gente. E quanto a Amélia? "Olho o Brasil", resume.

Um olhar que consumiu 14 anos da vida da diretora - 14! No início, era um filme sobre três matutas do interior de Minas, no começo do século. Ana escrevia o roteiro, mas não sentia o estalo. Não conseguia ver o filme tomando forma. Procurou pensar no que estava acontecendo no Brasil, na época. Descobriu as referências sobre a passagem da célebre Sara Bernhardt pelo País. Começou a superpor as duas coisas. Foi assim que surgiu a história de "Amélia", a aia brasileira da grande Sarah, irmã das matutas mineiras. Foi assim que o filme evoluiu no rumo de uma análise de choques naturais.

Mas Ana descarta que tudo isso tenha vindo dentro de um processo racional. Mais uma vez é preciso invocar a psicanálise. Ela nunca pensou no filme em relação com "Macunaíma", seja o livro de Mário de Andrade ou o filme de Joaquim Pedro de Andrade embora reconheça que as matutas, irrompendo nos bastidores do teatro, sejam "fúrias macunaímicas". Também diz que nunca pensou em Como Era Gostoso o Meu Francês, de Nelson Pereira dos Santos, mas considera engenhosíssima a leitura de "Amélia" como a antropofagia às avessas daquele clássico. Enquanto no filme de Nelson, os índios comem o Brasil para assimiliar sua força (depois de assimilarem suas técnicas de combate), em Amélia é a forasteira, a francesa, que devora as brasileiras e as incorpora ao seu coro - no desfecho memorável do filme.

Liberada, Ana Carolina pretende substituir a analisanda meio furiosa pela contadora de histórias. Quer fazer um documentário sobre Gregório de Matos, porque admira o poeta, mas sabe que talvez esteja comprando uma briga. "Vou fazer um filme de 40 minutos para exibir não sei onde", diz. "Vou gastar, sei lá, R$ 100 mil para fazer um filme que depois as redes de TV vão querer comprar por R$ 3 mil." Outro projeto é um filme sobre homens. Depois de psicanalisar-se (e psicanalisar as mulheres), Ana quer voltar-se para o universo masculino. Só espera que não sejam necessários outros dez anos para concretizar esse novo e, vindo dela, atraente projeto. O mais surpreendente é a revelação que faz - a primeira montagem de Amélia tinha mais de três horas. Ana mostrou o filme nos EUA a alguns gringos que atuam na indústria cinematográfica. Eles acharam muita coisa redundante. Ana começou a cortar. Desconstruiu o filme na montagem, enxugou-o completamente. Deu certo. Ficou muito bom.
(Luiz Carlos Merten/Agência Estado)

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Fonte: http://www.terra.com.br/cinema/comedia/amelia.htm

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Água: causa do nascimento e morte de uma cidade.

Essa não é a minha cidade, pelo menos a que conheci enquanto nela vivi.
Cadê a alegria contagiante estampada na cara de todos e o jeito meio carioca de ser dos nossos?
Cadê o sentimento de esperança que todos tinham de cada vez o lugar poderia se tornar ainda melhor do era para justificar as alcunhas de "cidade morena", "Shangri-lá", de "paraíso da mantiqueira" e sei lá mais quantos adjetivos?

Cadê a água límpida da serra que fazia inveja? Desmataram a Reserva Santa Clara e ninguém faz nada.
Aliás, falam os políticos "SAAE", expressão que cada vez mais nos enoja antes mesmo de se efetivar.
Uma cópia de e-mail enviada para vários e para mim também mostra que se perdeu a paciência.

 Pelo menos, alguém tomou coragem e quem sabe isso não seja um bom sinal para que se mude o "status quo"deprimente dessa questão da água das torneiras.

Numa sociedade onde poucos têm coragem, se um levanta a voz, já há esperança.
Precisamos nos unir para mudar isso. Chega!...

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Minasul divulga resultado do XXI Concurso Qualidade de Café

11 de novembro de 2013 · Café ·

minasul concurso qualidade 2013Os campeões da 21ª Edição do Concurso Qualidade Minasul de Café são os produtores José Antônio Pinto Filho, de Cambuquira/MG na categoria café natural, e o produtor Claudio Esteves Gutierrez da Fazenda Tahiti, município de Capelinha/MG na categoria café cereja descascado. A final do evento foi realizada no último dia 7, quando foram apresentados os 5 primeiros colocados nas duas categorias.  saiba mais.
fonte: Blog do Madeira

Mas produtores estão em pé de guerra contra o governo.
Veja a reportagem no link abaixo:
http://tv.estadao.com.br/videos,CAFEICULTORES-EM-PE-DE-GUERRA-COM-GOVERNO,217385,0,0.htm

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Cambuquirense toma posse na ASBL - Academia Sul-Brasileira de Letras.

Dia 23 de outubro de 203,Dr. Jose Alberto Barbosa, cambuquirense e promotor aposentado por Santa Catarina, tomou posse com membro da Academia Sul Brasileira de Letras que abrange os Estados de Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, onde é co-fundador com sede na cidade gaúcha de Pelotas.
Promotor aposentado, advogado militante e escritor passou a se dedicar à várias atividade culturais. Ele é autor de várias obras literárias e está atualmente envolvido na pesquisa e edição de livro dedicado a história de nossa cidade.
A cidade se orgulha muito de ser representada por este filho ilustre que faz sucesso lá fora e não se esquece de sua terra natal.

Veja o histórico do Dr. José Alberto Barbosa (clique)

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

A historia de Mohamed Ali ou simplesmente "Mamede", o fotógrafo.

A história retrata hoje no blog dos 100 anos fala de um sírio que por questão de saúde acabou escolhendo nossa cidade para viver o resto de sua vida, depois de ficar órfão na sua terra natal e ter sido conduzido ao Brasil onde já residiam alguns conterrâneos seus.
Mamede, um sírio que adotou Cambuquira como sua terra.


Mohamed Ali, ou Mamede como ficou conhecido, veio para nossa cidade por volta dos fins dos anos 40, a conselho de um médico, depois de tentar outros tratamentos na cidade do Rio de Janeiro. Casado com D. Júlia Gomes Ali, ele, provavelmente nunca tinha ouvido falar de Cambuquira e de suas águas. Mas aqui, além de ter sucesso no tratamento, se apaixonou pela Estância e pelo seu povo, vindo a adotá-la como se fosse a sua terra natal.