sábado, 29 de março de 2008

MARIMBEIRO, UMA DECISÃO.




A ONG Nova Cambuquira comunica aos cidadãos cambuquirenses, que preocupada com a situação da Fonte do Marimbeiro, tomou as seguintes atitudes,que vieram a culminar na autorização de reforma total,pela CODEMIG,a mando do DNPM de Brasília:
1. Denúncia ao DNPM em Brasília feita no dia 21/02/2008 ao diretor geral Dr. João César Pinheiro.
2. Ofício enviado ao Promotor,em 23/03/2008, que deu origem a instauração de inquérito Civil Público para apurar responsabilidades por ação ou omissão da Prefeitura e da CODEMIG.
3. Tendo recebido resposta prontamente do DNPM de Brasília, o Chefe do 3º Distrito aqui esteve avaliando a Fonte do Marimbeiro.
4. No di 17/03/2008, esta entidade esteve no 7º Forum de Águas em São Lourenço,onde reafirmou publicamente o descaso com nosso Parque de Águas,por parte dos responsáveis.
5. Dia 18/03/2008, numa visita surpresa, DNPM de Brasília (Dr. João César), vem conferir as denúncias da ONG e diz que a situação é muito pior do que pensava.
6. Em teleconferência feita por Brasília, em 18/03/2008, entre ONG Nova Cambuquira,CODEMIG, Deputados e o Dr.João César fica determinado que a CODEMIG terá que fazer com urgência, reforma geral na Fonte do Marimbeiro e que não aceitarão uma mera maquiagem.Assim sendo, certos de estarmos sendo fiéis guardiões de nossas águas é que a ONG Nova Cambuquira, vem a Público mostrar seu trabalho e dizer que da mesma forma que conseguiu a reforma do Marimbeiro, estará lutando também pela reforma do Parque da Águas, e sua preservação para que seja reativado o turismo em nossa cidade, adormecido pelo descaso de muitos.
ONG Nova Cambuquira
Marilia Noronha
Postado por silva

segunda-feira, 24 de março de 2008


PRESIDENTE DA CÂMARA PREOCUPADO COM ABANDONO DA CIDADE.

Abaixo, texto publicado pelo Informatívo nº 21 da Câmara Municipal de Cambuquira, onde Manoel da Silva Lemes, atual presidente, declara a sua preocupação, aliás da imensa maioria dos cidadãos cambuquirenses que infelizmente não tem como nem onde protestar.
E, exercendo o direito sagrado de poder informar, transcrevo-o para os leitores:

Neste início de ano foi constante a presença de moradores no prédio da Câmara Municipal para reclamarem do estado de conservação das ruas do município. Não só as ruas, mas também da taxa de iluminação publica, da má conservação dos Parques.
O Parque do Marimbeiro ficou totalmente alagado, tanto na parte interna quanto externa, em razão das chuvas e pelo assoreamento do córrego que passa ao lado. Esta situação tem deixado a população indignada, pois não é aceitável que uma cidade turística, em pleno carnaval, época do ano em que se recebe o maior número de visitantes, fique nessas condições.
Após a última reclamação no dia 08 de fevereiro, o presidente da Câmara Municipal , vereador Manoel da Silva Lemes, saiu às ruas da cidade para verificar as denuncias e para decepção não eram infundadas. No caminho para o Parque do Marimbeiro, na rodovia MG167, já foi encontrado o primeiro problema: a enxurrada que desce a rua Macapá invade o asfalto deixando-o repleto de lama, situação esta que o pode causar um acidente a qualquer momento.
A situação do Parque do Marimbeiro é deprimente. O local estava mais parecendo uma lagoa, a fonte totalmente debaixo d’água, o gramado necessitando ser aparado e do lado de fora, (...) as fotos demonstram!
Na volta o vereador passou pelo Bairro do Marimbeiro na Avenida Minas Gerais onde é quase impossível de trafegar devido a quantidade de buracos.

Nos Bairros Parque São João e Nossa Senhora de Fátima, a precariedade das ruas é semelhante. Em algumas é impossível transitar de automóvel devido às “crateras”; em outras, que estão sendo calçadas o tráfego torna-se difícil devido à paralisação das obras.
O vereador também passou pelos Bairros Regina Coeli, Lavra e Centro e concluiu que o abandono está na cidade inteira.
O presidente da Câmara Manoel da Silva Lemes comunica à população que, com o término do recesso parlamentar no final do mês de fevereiro, a Câmara Municipal de Cambuquira tomará providências para que se resolvam estes problemas, não só os citados nessa matéria, mas também com relação aos assuntos que interfiram na vida e no bem estar do cambuquirense.

Comentário do blog:

O que a população espera é que todos os políticos tomem consciência do seus papéis na sociedade. E, principalmente que escolham melhor a imagem que querem passar para as gerações futuras. Cambuquira chegou ao fundo do poço e “tapar o sol com a peneira” como querem alguns é condená-la a extinção.
Nesse ano de eleições, também cabe a cada cidadão o papel de escolher bem os seus representantes, e dar o voto àqueles que realmente merecem.


Parabéns Manoel,os nossos antepassados Silva Lemes, com certeza aprovariam a sua atitude!...

quinta-feira, 20 de março de 2008

CIDADE DIGITAL, uma opção para nossas estâncias.


A partir do mês de maio deste ano (2008), a Praia de Copacabana receberá rede de acesso à internet wi-fi.

Um programa lançado oficialmente em janeiro deste ano criou o sistema de acesso livre à internet na praia de Copacabana, através do método wi-fi que não depende de modem ou outro equipamento para conexão. O projeto recebeu o nome de Orla Digital.Com esse serviço disponível gratuitamente, qualquer turista que visite o Rio de Janeiro e que se hospede naquela área poderá usar o computador, notebook ou outro dispositivo de acesso para navegar na grande rede de computadores.O Rio está se adequando às novas tecnologia para atrair mais turistas.

E, o que temos com isso? Poderão perguntar.

Temos muito! Num mundo cada vez mais globalizado, não é possível que alguns ainda insistam em viver nos tempos das carroças.
As cidades, nem precisa ser turística ou uma famosa Estância Hidromineral, deverão se adequar aos novos tempos. Caso contrário perderão o caminho do futuro.
Esse serviço de web pela rede wi-fi livre de qualquer custo, que já apelidaram de Cidade Virtual, não será útil só para turistas. Servirá também para atrair investimentos, criação de emprego e renda nos municípios. Terá também papel fundamental na “inclusão digital” de que fala muito o Governo Federal. Nesse ponto, a comunidade com menor poder aquisitivo também poderá ser beneficiada com a sua ligação a esse sistema de comunicação que veio para substituir até mesmo o telefone, caro apesar dos celulares.


Uma cidade do Estado de São Paulo já implantou essa idéia há algum tempo.
Nesse lugar, qualquer cidadão que tenha os dispositivos citados, pode acessar sem custo nenhum ou qualquer exigência, o serviço de internet gratuito.
Enquanto isso....
Alguns ainda olham para seus umbigos, e em algumas cidades (como a minha!) ainda não tem a sua home-page.
Não descobriram ainda que esse é o melhor método para se colocar uma cidade no mapa do mundo.

Fontes de financiamento
Onde está o dinheiro?
Mesmo nos municípios em que a receita é um fator crítico, é possível pensar em um projeto de acesso e informações digitais. O segredo é saber onde buscar recursos. Algumas fontes de financiamento disponíveis atualmente são:BNDES Programa de Modernização da Administração Tributária e de Gestão dos Setores Sociais Básicos (PMAT)Possibilita aos municípios obter recursos e diminuir custos na prestação de serviços nas áreas da administração, assistência à criança e jovens, saúde, educação e de geração de oportunidades de trabalho e renda. Os itens financiáveis são tecnologia de informação e equipamentos de informática; capacitação de recursos humanos: serviços técnicos especializados; equipamentos de apoio à operação e fiscalização; e infra-estrutura física.Informações detalhadas sobre como os municípios podem habilitar-se ao PMAT estão no endereço
http://www.bndes.gov.br/social/municip.aspCAIXAPrograma Nacional de Apoio à Modernização Administrativa e Fiscal (PNAFM)O objetivo do programa é melhorar a qualidade da execução das funções sociais da administração pública, em especial o atendimento ao cidadão. Inclui, entre várias ações, a implementação de sistemas destinados ao controle da arrecadação, atendimento ao cidadão, comunicação de dados, controle financeiro, recursos humanos, consultorias, aquisição de equipamentos de informática, infra-estrutura e geoprocessamento referenciado. Parte dos recursos é originária do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Para mais informações sobre o programa e como aderir a ele, visite o endereço http://www1.caixa.gov.br/gov/gov_comercial/municipal/modernizacao_gestao_publica/pnafm/index.aspMINISTÉRIO DAS COMUNICAÇÕES Governo Eletrônico Serviço de Atendimento ao Cidadão (Gesac)A proposta é promover a inclusão social por meio da inclusão digital, e o objetivo é alcançar todos os municípios brasileiros. Oferece instalações equipadas para uso da informática e acesso à Internet através de antenas via satélite nos mais diferentes locais, inclusive escolas e órgãos públicos. O Ministério das Comunicações vem priorizando o atendimento aos municípios que ainda não foram contemplados com pontos de presença Gesac, notadamente aqueles que não têm oferta de Internet banda larga na região.Para saber mais, visite o site do Ministério, no endereço http://www.mc.gov.br/, vá até Inclusão Digital e clique em Gesac. Visite também a página http://www.idbrasil.gov.br/ ou http://www.idbrasil.org.br/Nesses sites, é possível encontrar todas as informações sobre o funcionamento do programa e também como se candidatar a ele.MINISTÉRIO DAS COMUNICAÇÕES TelecentrosEmbora não constituam por si só um projeto abrangente de cidade digital, os Telecentros – espaços com computadores conectados à Internet banda larga – podem ser um ponto de partida. As prefeituras precisam ficar atentas aos chamamentos oficiais do Ministério das Comunicações quanto aos Telecentros.Mais informações sobre os Telecentros podem ser encontradas em http://www.idbrasil.gov.br/menu_gestao ou no site do Ministério das Comunicações, em http://www.mc.gov.br/Outras fontesO presidente da Associação Hispano-Americana de Centros de Pesquisa e Empresas de Telecomunicações (AHCIET), Luis Di Benedetto, informou, durante visita ao Brasil em maio de 2007, que a associação irá disponibilizar recursos para projetos piloto de Cidades Digitais em toda a América Latina. Isto será feito por meio de investidores espanhóis e portugueses. Ainda não há informações mais detalhadas sobre o tema, mas vale a pena ficar atento para esta possível oportunidade. Mais informações no site da AHCIET (em espanhol), no endereço http://www.ahciet.net/Outra possibilidade, ainda em suspenso devido a questões de regulamentação, é o uso de parte do total arrecadado pelo Fundo de Universalização das Telecomunicações (Fust) para a educação, especificamente para estabelecimentos de ensino público. Embora também não seja, por si só, um projeto de cidade digital, a aplicação de tais recursos poderia ser igualmente um ponto de partida, a exemplo dos Telecentros. Resta ficar de olho para acompanhar os desdobramentos do assunto.
Fontes: Guia das cidades digitais e BNDES, CAIXA, Ministério das Comunicações e portal Convergência Digital

quarta-feira, 19 de março de 2008

PELO MENOS UMA NOTICIA BOA!...

Um projeto de Daniela Milagres, analista de sistemas residente em Caxambu, promete sacudir a região em matéria de divulgação dos valores turísticos do Circuito das Águas, Montanhas Mágicas e Terras Altas da Mantiqueira.
Trata-se de uma
home-page com o nome de Porteiras de Minas, primeiro passo para concretizar a nossa idéia de que unidos os nossos municípios ganharão mais do que sozinhos.
Um portal dessa natureza será capaz de atrair turistas não só do Brasil mas do mundo inteiro, já que a grande rede é um veículo sem barreiras no mundo de hoje. Este blog é o exemplo vivo disso já que tenho
registros de acesso do mundo inteiro, principalmente da Europa e Estados Unidos.
Nossa região é dotado do melhor clima do Brasil, além de ser uma das mais belas e cheia de riquezas naturais, sem falar das maravilhosas águas minerais. E, como o turismo ecológico está em moda, essa pode ser a nossa vez de retomar o lugar no espaço que nunca devíamos ter perdido.
O que espero é que os prefeitos entendam o valor da
idéia e ajudem no que for possível para que isso se concretize.
Parabéns
Daniela!...

Contatos, através deste blog, que serão direcionados para a idealizadora do projeto.

sexta-feira, 14 de março de 2008

DECADÊNCIA DO CIRCUITO, UM ALERTA AOS POLÍTICOS.

NÃO QUERO QUE A MINHA CIDADE SEJA LEMBRADA COMO APENAS UM POSTAL CORROÍDO PELAS TRAÇAS E PELO TEMPO. NEM QUE FIQUE O SEU RETRATO JOGADO NO FUNDO DE UMA GAVETA ESQUECIDA DE UM MÓVEL VELHO! QUERO VÊ-LA SEMPRE COLORIDA, REPRESENTANDO O PROGRESSO, NÃO A DECADÊNCIA E A ESTAGNAÇÃO!.

Sempre encarei a decadência como se fosse um acontecimento exclusivo da minha cidade. Mas, hoje acabei por concluir que o fato atingiu toda região do Circuito das Águas. Quando falo “região” quero me referir ao conjunto formado pelas Estâncias de S.Lourenço, Caxambu, Lambari e Cambuquira.
São cinqüenta anos de decadência que provocou a estagnação dessas cidades. São Lourenço, talvez devido a sua natureza de “centro regional”de sub-região, apesar de ter sido afetado ainda respira algum ar de cidade turística. Em segundo lugar vem Caxambu que tem um comércio mais forte ajudado, como também acontece com São Lourenço, pelas cidades vizinhas e menores que têm nessas cidades o seus centros de compras, e hoje até de cursos superiores. Depois vem Lambari, ajudada no comércio por Jesuânia,Olímpio Noronha e até Heliodora. Cambuquira vem depois quase que empatadas com Lambari, mas infelizmente em pior situação já que não tem ajuda de ninguém, e ainda perde receitas e divisas para o comércio de Três Corações,cidade-polo da região. E, por causa disso perdeu muita coisa nos últimos anos,e ganhou o apelido de “a cidade do já teve”.
São Lourenço culpa a Nestlé por ter prejudicado suas águas com a super exploração, fator que poderia ter contribuído negativamente no seu turismo e na qualidade de suas águas minerais.
Mas, o que aniquilou verdadeiramente o veraneio foi a mudança de comportamento dos visitantes e a não adequação de nossas cidades aos novos tempos. Os antigos veranistas não conseguiram transmitir aos descendentes o mesmo gosto que tinham pelas nossas cidades.Seus filhos passaram a ditar os novos rumos das famílias. Antes era o culto à saúde ao descanso, hoje a mania é praia, atividades diversas e sol. Até nós os caipiras "vez por outra" até vamos ao litoral! Por outro lado, os mais abastados que freqüentavam a região hoje têm mais chances de visitar o “mundo”. E, nós não temos condições de competir com o primeiro mundo.
Assim, vários hotéis foram fechados, cinemas transformados em “templos de seitas”, os cassinos fechados por decreto-lei, e os balneários inoperantes demitiram os seus funcionários. Os charreteiros procuraram outras ocupações e venderam seus cavalos para a “fábrica de salame”.
Os prefeitos, adeptos de apostas, entraram em mais uma roleta, a ficha de que os cassinos seriam reabertos. E, enquanto isso não acontecia nada mais se fez para suprir a falta de empregos. Conseqüentemente, grande parte da população durante os anos que passavam não teve outra alternativa que não fossea a de “migrar” para outros lugares.
Até hoje os culpados estão sendo procurados. Os culpados do passado já morreram. Os de hoje? Ainda se indaga quais são, embora todos os conhecem e muito bem.
Quanto a nós, o pecado mortal é ainda continuar amando nossas cidades para acabarmos junto com elas.

Neste ano teremos eleições. Se não tivermos candidatos competentes para mudar o atual estado das coisas, não elegeremos prefeitos ou vereadores, elegeremos mais quatro anos de decadência e estagnação.
Por outro lado, cabe aos políticos que cuidam das cidades colocar a mão na consciência e escolher qual a imagem que querem deixar para o futuro. O seu nome estará ligado ao progresso ou ao fracasso e isso acompanhará não só cada um dos que passaram pelas prefeituras e pelas câmaras municipais. O mau cheiro ou o perfume será exalado também nos seus descendentes. A história está aí para contar. E, cada um dos nós, principalmente os políticos estamos escrevendo a história que será lembrada mais tarde.
Políticos, pensem nisso!...Não deixem uma herança maldita para os seus herdeiros
.

O POVO NÃO PODE SE ACOSTUMAR COM A DECADÊNCIA E ESTAGNAÇÃO COMO O PEIXEIRO SE ACOSTUMA AO CHEIO DA PEIXARIA.


PENSAMENTO DO DIA QUE SERVE DE ALERTA PARA ESSA GENTE ACOMODADA QUE ESPERA QUE FAÇAM EM VEZ DE FAZER ELA MESMA.

TIANA VERANISTA.

Tiana Veranista, dos retratados por Margô, era a menos sociável. Ela quase não falava. E, o pouco que balbuciava quando ficava furiosa era praticamente incompreensível.
Tiana era sempre provocada pelos garotos que adoravam a cena que ela fazia: "levantava a saia e mostrava tudo, já que não usava roupas íntimas" enquanto gritava algumas palavras do seu dialeto próprio. Em algumas vezes atirava o que tivesse perto dela. Muitos meninos levavam pedradas dela se não corressem depois das provocações.
Qualquer coisa era motivo para as suas cenas. Até mesmo chamá-la de Veranista.

Talvez nem entendeu bem o que a fotógrafa fazia com aquela maquininha perto dela. Ou até soubesse. Mas, como não falava o que pudéssemos entender, não pode opinar sobre essa ação.

* Dizem que o seu apelido surgiu num dia quando ela vestia bons trajes doados por algum turista, com chapéu e tudo, além de uma boca pintada com "baton" vermelho.

BATATA DOCE.

Ela detestava esse apelido, que não sei porque ficou conhecida.
Adorava que a chamassem de Luiza, o seu nome de batismo, embora quase todo mundo a conhecia mesmo como “Batata” ou “Batata Doce”.
Quando me via, nos dias de bom humor, ela se dirigia a mim com uma pergunta repetida continuamente. E, mesmo que eu confirmasse a sua indagação sobre o meu nome ela continuava a repetir por diversas vezes. No final, entoava, para completar, um sonoro “é!...”
__Seu nome é Roberto, Roberto da Naninha. Roberto, não é Roberto? É!...
Para não contrariar, sabendo que ela ficaria furiosa se não confirmasse, eu afirmava:
__Sim! Sou o Roberto da Naninha.
__Pois é Roberto da Naninha, Roberto da Naninha........ “Ela repetia mais um tanto de vezes.
Mas, tinha dia que nem podíamos dizer-lhe: “Oi Luiza!”.
Quando estivesse de mau humor, o melhor seria era fingir que nem a conhecia. Pois, se estivesse enganados com relação ao seu estado de espírito, ela até poderia vir de novo com a mesma indagação:
__Roberto da Naninha? Pois é! Roberto da Naninha.

Diziam que ela num daqueles acessos de mau humor, certa vez pegou um menino lá no Bairro da Lavra e deu-lhe várias dentadas que o levaram para hospital para alguns pontos no traseiro. Mais tarde, esse garoto tornou-se prefeito da cidade. As pessoas até brincavam com esse episódio e diziam em tom jocoso que só a Batata Doce tinha condições de dar um jeito naquele prefeito.

Mas, o episódio mais engraçado aconteceu com dois primos meus: João Roberto e Dirce.
Minha tia, muito brincalhona, para chatear o filho dizia que quando ele crescesse ele iria se casar com a “Batata Doce”. E, num dia ela comentou com Luiza sobre essa “promessa”:

__Luiza, quando João Roberto crescer, ele vai se casar com você!...

E, não é que ela acreditou.Com o passar do tempo, ela foi à casa de minha tia para cobrar o cumprimento da promessa. Queria mesmo se casar com o jovem rapaz e não desistia disso. Minha tia contornava o fato com desculpas de que ele ainda era muito jovem e que estava estudando.
Mas, num dia,Dirce, irmã do jovem João,irritada com tanta persistência, acabou por falar sério com ela. Disse-lhe que não havia condições daquilo acontecer e que ele era um rapaz jovem e ela já idosa.
Para que ela fez isso? Luiza tomou de um ódio mortal pela “cunhada” e saiu depressa da casa para nunca mais lhe dirigir uma palavra e nem voltar à caça daquele noivo. Mais tarde as duas se encontraram na Prefeitura, onde Luiza se dirigiu para indagar sobre alguma coisa.Dirigiu-se à Dra. Mariângela, assessora do prefeito que ficava no mesmo recinto. Como esta estava ocupada, Dirce resolveu se dirigir a Luiza para esclarecer-lhe sobre a sua indagação. Luiza virou o rosto como alguém que levava um a bofetada e falou em alto e bom tom:

“__Oh Mariângela! Mariângela! Diz pra essa menina que a conversa ainda não chegou na cozinha não!...

Todos riram muito, menos Luiza que continuou muito séria.
Mas, Luiza, ou “Batata Doce”, como todos a conheciam, era uma pessoa ativa nos seus negócios. Recebia uma aposentadoria como doméstica com a qual pagava corretamente as suas continhas.Inclusive tinha uma continha na Loja do Pinguinho onde todo mês ela ia lá para pagar a sua prestação.
Nos últimos tempos, teimosa como era, fugia da Vila Vicentina onde não queriam que ela saísse mais, devido à idade. Mas, como o portão nunca era trancado. Luiza saia para os seus passeios e quando voltava já era noite. Isso quando não resolvia dormir na via pública mesmo.
Numa dessas saídas, ela dormia assentada na soleira da porta da casa do Sr. Teófilo Silva, perto do Supermercado do Jaime. E, foi nessa mesma soleira que Margô a fotografou, talvez num dia de bom humor pois ela não se opôs a isso. E, com certeza deve ter passado a noite lá.
Não sei quando foi a sua passagem. Só sei que ela não está mais conosco e com certeza faz falta na paisagem de Cambuquira.

Para mim, ao olhar sua foto vejo que ela ainda se dirigiu à Margô que a fotografava. Mas, essa mesma cena me faz lembrar nas suas constantes indagações:

“__Você é o Roberto da Naninha. Não é? Roberto da Naninha! É!...."

“Feijão Prá Janta”

Para quem não nasceu ou viveu em Cambuquira, o título pode até soar como mais uma comida típica mineira. Mas, não é. “Feijão Prá Janta”foi o apelido que deram a um desses seres “especiais” que vêm ao planeta terra com alguma missão que os pobres mortais, dito normais, não conseguem entender. Mas, pode crer que nada acontece por acaso e tudo tem a sua explicação de “ser” ou “não ser”.
Seu nome, salvo engano, ele nos contou certa vez e há muito tempo atrás, era José Reis. Mas, ninguém sabia desse seu nome de registro pois todos, como “Capricho”, o conheciam como o saboroso nome de “Feijão”. Aliás, com sobrenome e tudo: “Feijão Prá Janta”.
A primeira vez que o vi, foi nos meus longínqüos doze anos, quando nos mudamos para o “Bairro Carioca”, naquele tempo com o apelido nada pomposo de “Pasto do Dr. Ordomundi”, pois quase não existiam casas por lá.
José Reis apareceu na minha casa com um boné de pano cheio de chuchus e ofereceu a minha mãe, que mesmo receosa aceitou para mais tarde jogar tudo na lata de lixo. A razão da sua atitude era que os cabelos do jovens rapaz não tinha mais lugar para “lêndeas”. Em troca daquele presente, minha mãe que já o conhecia, lhe deu um lanche que ele saboreou muito contente. E, assim ele acostumou a passar sempre por lá para pedir alguma coisa.
Com o tempo, José Reis virou “Feijão Prá Janta”. O motivo: ele passou a pedir dinheiro. E, quando lhe perguntavam para quê, ele respondia:
“__Prá comprar feijão, feijão prá janta.”E, assim todo dia ele passava por lá com o mesmo argumento: “prá comprar feijão prá janta.”
Na realidade, o pobre José Reis já era viciado num cigarrinho de palha ou de papel. E, o dinheiro era mesmo para comprar cigarros, que ele fumava sem parar até tornar os seus dentes todos amarelos.
Com o correr do tempo, Feijão Prá Janta já declarava que o dinheiro era mesmo para “comprar cigarrinho” , “tomar cafezinho”e “feijão prá janta”, é Claro!...
Todo dia ele passava pelo bairro e se dirigia a zona rural do Marimbeiro e Miranda de onde ele voltava à tarde com um saco de palhas de milho nas costas, encomenda de sua mãe que trabalhava com artesanato, de onde ela tirava recursos para o sustento de José e de mais uma irmã.
Nos últimos anos de sua vida, levaram-no para viver na Vila Vicentina, onde ele virou uma espécie de porteiro, que ele mesmo deve ter escolhido para continuar esmolando com o velho costume e os mesmos argumentos de sempre; “cigarrinho, cafezinha e feijão prá janta”.

Depois nunca mais o vi. E, mais tarde, soube que teria terminado a sua missão na terra e não estava mais entre nós. Mas, o sonoro “feijão prá janta” ainda ecoa na mente na minha mente e na de muitos cambuquirenses que o conheceram. Como um anjo que nunca prejudicou ninguém foi, como outros tantos especiais que têm a missão de nos fazer refletir sobre a existência de cada um de nós.


Na foto acima, gentileza de Margarida Camerini, José Reis Feijão Prá Janta parece que entendia bem o sentido daquele momento e sorriu,com o seu sorriso literalmente amarelo, para posteridade.

Nelson Lemes, o filosofo das águas.

Nelson Lemes, tido por muitos como um simplório que só sabia carregar água mineral para os fregueses que tinha, era um homem dotado de inteligência acima da média. Atrás daqueles óculos que melhoravam a pouca visão dos seus olhos, residia num corpo fraco um poeta. No seu carrinho, que ele conseguia puxar com dificuldades apesar do peso dos diversos garrafões d’água que ele apanhava no Parque das Águas, ele ostentava inúmeras frases próprias, versículos bíblicos e pensamentos do dito popular, que viraram atração.
Os turistas paravam para se fotografar com ele e sua imagem deve ter corrido o país como lembranças dos velhos e bons tempos da nossa Estância Hidromineral.
Dizem que, como espírita, era capaz de dissertar de improviso, o que encantavam a todos no Centro Espírita Cristão de Cambuquira. Muitos acreditavam que naquele momento ele incorporava algum ente de luz que mudava a sua voz e o fazia um portador de belas mensagens religiosas. Ao sair do centro religioso, Nelson voltava a ser o “agüeiro” de sempre.
Nos últimos dias de sua vida, ele passou a freqüentar também as missas, sem perder nenhum domingo ou dias santos. E, com o mesmo fervor e dedicação acompanhava a liturgia, cantava e rezava com todos os demais.
Num dia tentei ajudá-lo a empurrar o pesado carrinho morro acima perto do Ponto dos Cem Réis, persebendo que ele já sentia dificuldades para puxar aquela carga pesada que quase o levantava do solo. Mas, ele rejeitou a minha ajuda e disse que não era para me preocupar não que ele agüentava. E, subiu sozinho a grande ladeira até a Rua Direita onde ele tinha alguns fregueses.
Passaram-se alguns meses e não vi mais o velho agüeiro. Disseram-me que ele estava doente e que já não conseguia mais puxar aquele seu pesado carro alegórico.
Nelson, pouco tempo depois, foi ao encontro de seus antepassados e deixou nossa cidade mais triste sem as suas frases poéticas, e menos interessante sem esse atrativo diferente.
Na foto, Nelson olha bem a lente da câmera de Margarida Camarini como alguém que conscientemente queria transmitir alguma mensagem para o futuro.

Nota: Quando enviar comentários que exija resposta, favor fornecer o e-mail para retorno.

MARTINZÃO, o cambuquirense que virou andarilho.

Nos bons tempos de Estância, a cidade tinha os seus times de futebol. Dizem que num desses jogava um jovem negro dos seus dois metros de altura, e que chamava atenção do público pelas sua altura e desenvoltura em campo. Pedreiro, trabalhador e honesto, como todo rapaz, tinha a sua paixão. Mas, esse amor não correspondido o fez se transformar num personagem triste que acabou por abandonar tudo e ir para São Paulo e de lá, dizem que foi pelo mesmo motivo, acabou se tornando no andarilho “Martinzão”.
Pegou o pouco que tinha, colocou num saco e tomou o rumo de sua terra natal. Andou muito. Dormia à beira da estrada onde montava a sua cabana de papelão e plástico.
Com certeza essa viagem deve ter levado meses, mesmo sendo a distância da capital paulista à Cambuquira pouco mais de 300 Km. Passava frio e fome nessa viagem de volta até que um dia chegou. Não encontrou provavelmente a sua amada e se transformou definitivamente num homem de estradas. Cambuquirenses que viajavam o encontrava nos mais diversos e longínquos lugares. Ele foi visto com sua cabana à beira da estrada que liga S.Gonçalo do Sapucaí à Cordislândia, na beira da estrada que liga Cambuquira a Três Corações e em vários outros lugares.
Quando voltava à sua terra natal ele acostumava ficar acampado lá pelos lado da “Bacia”, onde ele tinha água para lavar suas roupas e cozinhar,ou perto de onde antes existiu a casa de Charles Berthaud na Av. Visconde de Ouro Preto.
Quem passava pelo local, ou resolvia lhe dar alguma coisa que ele recebia muito agradecido, o via sereno a folhear jornais e revistas velhas, ou mesmo fazendo o seu almoço. Não importunava ninguém, apenas olhava discretamente que parasse para vê-lo como uma curiosidade.Uma das peculiaridades desse cidadão era que ele colocava alguns pedaços de papel nas narinas (como se pode verificar na foto), o que motivo um sobrinho meu quando criança falar que era para não entrar bicho no nariz dele que era muito grande.
Num dia, alguém, talvez um daqueles turistas que tinham casas no bairro, resolveu lhe dar uma barraca de “camping” para que ele pudesse ficar mais confortável e não ter que carregar toda aquela “tranqueira” pesada nas costas quando mudava de lugar.
Martinzão calado recebeu a doação e a usou por poucos dias.
Era pequena e azul mas dava para dormir e se abrigar da chuva e do frio, em vez de usar as enormes caixas de papelão e plástico.
Mas, o que parecia a solução para o seu problema de moradia acabou por ser uma desgraça.
Num dia, quando Martinzão saiu talvez para apanhar água para os seus cozidos, alguma dessas “almas penadas da vida” colocou fogo da barraca e queimou tudo que o pobre negro tinha, talvez até as suas lembranças e parte de sua vida.
Moradores o viram desorientado a caminhar sem nada pelas ruas como se tivesse perdido ainda mais a noção do tempo e espaço. E, sem lugar para dormir e nem roupas para se trocar deve ter sido apavorante para aquele pobre coitado que procurou a sua terra natal como um refúgio.
Essa foi a última imagem que tiveram daquele negro que apesar de ter um tamanho maior do que a maioria e dormir nas barracas não metia medo em ninguém.
Martinzão tom alguma estrada e novamente, sem rumo, sumiu e virou lenda.
Pouco tempo depois comentava-se na cidade que um andarilho negro e alto fora encontrado morto na beira da estrada numa cidade da região. Calculou-se que poderia ser aquele cambuquirense andarilho, mas enterrado talvez como indigente em algum lugar, nunca foi identificado, mesmo porque ninguém conhecia os seus parentes, se é que os tinha na cidade.
Uma outra hipótese para o incêndio foi que ele poderia ter deixado alguma coisa a cozer perto da barraca e já que era feita de material altamente inflamável fora consumida instantaneamente.

Na foto acima, está Martinzão na sua barraca de papelão e plástico, com as narinas tapadas com papel, a mirar bem as lentes de Margarida Camarini, sem saber que este seria o seu registro para posteridade.

quinta-feira, 13 de março de 2008

101 ANOS DE DISPOSIÇÃO.

No último exemplar do Jornal Encontro, versão em pdf, fiquei sabendo que D.Mariazinha, ou melhor Maria Laura Hermida Sales Gomes, fez recentemente 101 anos de vida.
Quem a conhece não acredita que ela seja uma senhora centenária. Parece que tem a metade disso.
No evento feito em sua homenagem na Casa da Amizade, D. Mariazinha deu a receita para chegar aos 101 anos com muita disposição: “Ter uma religião. Ter uma boa família. Alimentar-se bem. Não ter inimigos e nem ódio no coração. Fazer o Bem acima de todas as coisas.”
Ela é o exemplo vivo de dedicação às causas comunitárias durante toda a vida.

Parabens para essa jovem senhora de 101 anos!

terça-feira, 11 de março de 2008

VENDE-SE ESSA PROPRIEDADE.


Vende-se essa propriedade localizada na Av. João de Brito Pimenta (Centro), perto do Parque das Águas, Hotel Trilogia. Òtima localização comercial. A propriedade tem estimadamente 1400 metros quadrados de terreno com duas residências (construção antiga, como se pode ver)
Avaliação: 150 mil - aceita-se propostas.

Propostas para o e-mail do blog.

A ARTE FOTOGRÁFICA DE MARGÕ CAMARINI.

As fotos que você vê nesse quadro são de Margarida Camarini.Ela conseguiu, através das lentes, registrar um pouco dos personagem que povoaram o tempo que passamos na nossa cidade de Cambuquira. Cada uma das pessoas registradas traz a sua história particular, que quase ninguém deu importância. Mas, a nossa artista das fotos, como Waldir Rodrigues que registrou as paisagens e repetiu os feitos de Álvaro Costa, Margô registrou as pessoas.
Pena que as autoridades, que deveriam dar valor às manifestações culturais, ainda não descobriram que isso também é cultura e história de nosso povo.


















(Zé do Pito, Martinzão, Feijão Prá Janta,Cid, Capricho e Batata Doce)
Acima estão alguns desses seres especiais eternizados nas fotos como prova de ninguém esteve ou está aqui por acaso. Mesmo as mais simples das pessoas, com certeza, exerceram o seu papel inconsciente dentro desse grande esquema que denominamos “comunidade”.
As obras de Margarida, como os seus personagens, são provas disso.
Como já tinha feito com “Capricho”, cujo texto repeti no blog, vou tentar descrever do meu ponto de vista, e o que conheci e o perfil de cada um dos retratados.

Você,quando olhar e conhecer um pouco das histórias deles, com certeza você também não será mais o mesmo. Então,poderemos refletir sobre nós mesmos: “o que fazemos aqui e qual o papel que realmente representamos ou que devíamos representar”. Também reflita sobre o papel que você exerce no seu meio. Pense nisso!...

segunda-feira, 10 de março de 2008

UM ANJO CHAMADO CAPRICHO.


Capricho era um rapaz trabalhador. Trabalhava de “chapa” e carregava e descarregava caminhões de milho e café que partiam e chegavam à cidade. Mas, num dia da vida experimentou um gole de pinga e nunca mais foi o mesmo. Aquele fatídico gole despertou o seu alcoolismo transformando-o de homem trabalhador a um cachaceiro de mão cheia. Aliás de mão vazia, já que para manter o vício passou a esmolar, dormir pelas praças, andar sujo e descabelado.
Mesmo assim, ele não se tornara a pessoa chata que a maioria dos “bebuns” quando se tornam escravos da cachaça. E, mesmo bêbado continuou a ser o homem espirituoso de sempre.
Quando pedia e não tinha a sua vontade realizada, ele dava uma resposta que as pessoas acabavam por rir:

__ Dá um trocadinho aí p’rá eu comprar alguma coisa de comer!..” Falava ele.

Em resposta a maioria dizia:

“__Você já está bêbado! Por isso, não dou nada! Vai trabalhar vagabundo! .."

Capricho olhava bem nos olhos do interlocutor, e mesmo que não conhecesse respondia:

“___Enjoado!....Quando você morrer, você vai p’ro céu! "Viu beim"?

Essa era a sua maneira de “xingar” todos os que lhe negavam o "auxílio".

Um outro fato engraçado que me contaram aconteceu com um prefeito da cidade:

Capricho ao vê-lo na rua saiu com essa:

__Prefeito! Sadam Hussein está te procurando!...
Então o então prefeito curioso, perguntou:
__Mas o que é que Sadam quer comigo, Capricho?
E, o nosso personagem respondeu:
__Ele quer saber como você acabou com Cambuquira sem usar nenhuma bomba!
E, completou com a sua gargalhada irônica e forçada:
__Ah! Ah! Ah!....

Capricho e a criançada se identificavam bem. Os meninos, por ele chamados de "mindurim" brincavam com suas piadas sem nunca o maltratar. Mas, mesmo que algo assim acontecesse ele sabia tirar "de letra" e saía com o seu ironismo sarcástico que não perdoava ninguém.

Passou o tempo e não se viu mais o nosso personagem. Soube-se que ele tinha morrido muito tempo depois. Dizem que a família pediu para avisar na Igreja. Mas, se esqueceram de dizer que Jose Carlos Borges(ou Joaquim?) era a mesma pessoa que a comunidade conhecia como "Capricho".
Esse anjo deve estar voando no céu.

Obs.: Agradecemos a gentileza de Margarida Camarini por nos ter cedido a foto acima.

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sábado, 8 de março de 2008

FALSO FISCAL DA DENGUE ASSALTA CAMBUQUIRENSE.

Recebi a notícia que um larápio disfarçado de "fiscal da dengue" acabou por assaltar o músico aposentado "Dodinho" ( o mais sorridente da foto) em sua residência.
Não nos informaram se ele ao entrar furtou alguma coisa ou praticou mesmo um assalto contra o morador que reside sozinho e ainda tem dificuldades para caminhar devido a seqüelas de uma queda.
De vez em quando aparece esses tipos vindos de fora. A população simples da cidade, que não está acostumada com esse tipo de golpe, acaba por cair nas tramas desses bandidos.
Há algum tempo a rádio 106 deu um alerta sobre o "falso fiscal do gás". Agora aparece o "falso fiscal da Dengue".

Aproveitando o ensejo, vai aí mais uma sugestão para os virtuais candidatos: melhorar a segurança pública em nossa cidade com a criação de guarda municipal que auxilie a PM no serviço preventivo. Os recentes assaltos em lotéricas de cidades vizinhas reforçam a necessidade de um serviço mais eficiente. E, quem sabe fazer como Extrema que instalou câmeras online no centro da cidade, sistema que possibilitou recuperar produtos roubados de uma loja da cidade.

ESTIVA NO SUL DE MINAS É EXEMPLO DE COMBATE A DENQUE.

A pequena cidade de Estiva, perto de Pouso Alegre, foi citada na TV regional como um exemplo de combate a epidemia da Dengue. De três em três meses a comunidade se mobiliza e, em conjunto com a prefeitura, fazem a coleta do todo "bagulho" que possa servir de viveiro do mosquito transmissor. Entram no movimento os carros de sons, rádio, serviço de auto-falantes, escolas e o povo em geral. Recolhe-se pneus, latas, garrafas de vidro e pet,copos descartáveis, máquinas e caixas em desuso. Tudo vai para usina de reciclagem. E, ainda pode gerar algum recurso para entidades da cidade com a venda desse material.
Além de combater o aedes egypt, o movimento combate outras pragas nocivas, já que os entulhos jogados nos quintais e em terrenos baldios servem também para criar ratos, carangueijos, escorpiões e baratas.
Esse é um modelo que nossa cidade deve copiar, para que se transforme numa cidade mais comunitária.

TARCISIO DA VIOLA

Mineiro de nascença da pequena cidade de Cambuquira no sul do estado de Minas Gerais, Caipira legítimo com um toque urbano, assim se define a música desse cantadô e tocadô de Viola.

Compositor e exímio mestre da viola,Tarcísio busca sua inspiração no cotidiano e também no jeito matuto mineiro de ser...Inspirado no seu meio familiar e principalmente pelos avós, Tarcísio Começou os primeiros acordes na viola ainda muito jovem. Tarcísio assim define o seu estilo de Tocadô de Viola:"Estílo progressista, misturo música Sertaneja com rock com uma pitada de música popular", diria que aí está a grande fusão da qual a nossa verdadeira música se faz.

Não é uma música comum e nem Comercial. É um trabalho que leva tempo para ser lapidado daí o resultado da obra desse Violeiro. Nos idos de 2003, Tarcísio grava o seu primeiro CD: "UMA VIOLA NA ESTRADA''. Esse trabalho, Ganhou vários prêmios pelo Brasil afora e rendeu vários programas nos canais regionais de TV do Sul de Minas e até mesmo na capital Mineira de Belo Horizonte. Ganhou o "Prêmio
Nacional de Excelência da Viola Caipira "promovido pela Revista Viola Caipira, uma das mais respeitada do meio Violeiro, tendo como concorrentes, Zé Mulato e Cassiano,Célia e Celma etc... Renato Andrade e Chico Lobo ,como jurados.

Participou do Maior Festival de Música Regional Brasileira,'' VIOLA DE TODOS OS CANTOS'',promovido pelo Canal EPTV, que retransmite o sinal da TV GLOBO no Sul de Minas. Quem gosta de uma boa moda de viola,não pode deixar de conhecer e ouvir esse cantô e tocadô.

Tel. (35) 9989-1106
E-mail tarcisiodaviola@hotmail.com
FONTE:http://www.cantoresecompositores.com/tarcisiodaviola.htm (acesse o link e ouça as músicas)

sexta-feira, 7 de março de 2008

JOÃO SIGNORELLI, sangue cambuquirense.

Este é João Signorelli, filho do ex-prefeito, e já falecido, João Silva Filho (este filho de outro João Silva que fundou o Hotel Silva em Cambuquira-MG).
Nos bons tempos da Estância, lá pelos anos 60, Dr. João Silva para comemorar o aniversário do filho querido, que na foto representa Ghandi, convidava um monte de crianças da comunidade.
Num amplo salão do hotel era colocada uma grande mesa com bolo, doces e chocolate para todo mundo. Era uma maravilha!...
Nenhum de nós, nem o aniversariante, imaginava que ele seria um dos artistas mais completos do país: ator, diretor, narrador e mais um tanto de coisas nessa dificil arte milenar de interpretar.
Cambuquira precisa dar mais valor aos sangues da terra como ele.

quinta-feira, 6 de março de 2008

*7º Fórum das Águas e 1º Fórum para o Desenvolvimento Sustentável da

Acontece nos dias 17 ao dia 19 de março no Centro de Convenções do Hotel
Brasil o 7º Fórum das Águas e o 1º Fórum para o Desenvolvimento
Sustentável da Bacia Hidrográfica do Rio Verde, com o objetivo de
promover discussões e ações das águas em Minas Gerais e estimular a
reflexão sobre a importância da conservação do meio ambiente e
contribuir para o desenvolvimento sustentável da Bacia do Rio Verde.

As inscrições podem ser feitas pelo e-mail eventos@hotelbrasil.com.br
ou pelo telefone (35) 3332 2000
ramal 110, falar com Cristina Trindade.

Conheça alguns temas que serão apresentados neste evento:

* Implantação dos Projetos de Prevenção e Controle de Enchentes;
* Mesa Redonda com os temas: Proteção das Águas MInerais, Turismo de
Saúde, Termalismo Social;
* Apresentação do Projeto Promata;
* A Importância da APA da Mantiqueira para a preservação das Matas
de Topo;
* Despoluição das Águas da Bacia do Rio Verde;
* Cobertura Vegetal do Estado de Minas Gerais;
* Atual Situação da Bacia do Rio Verde;
* Apresentação do Zoneamento Ecológico - Econômico para a Bacia
Hidrográfica do Rio Verde;
* Disponibilidades e Potencialidades Hídricas Superficiais no Estado
de Minas Gerais;
* Apresentação do Programa Minas sem Lixões;
* Elaboração de Projetos Ambientais para Captação de Recursos do
FHIDRO;
* Apresentação do Projeto Expedição do Rio Verde;


No evento acontecerá o lançamento do livro :Além de uma semente/Sérgio Mario Regina.

A abertura do evento estará presente na mesa as seguintes autoridades:

*José Carlos de Carvalho* - Secretário de Meio Ambiente e
Desenvolvimento Sustentável do Estado de Minas Gerais

*Tenório Cavalcanti* - Prefeito de São Lourenço

*Cleide Pedrosa* - Diretora Geral do IGAM

*Mário Dantas* - Presidente do Comitê da Bacia do Rio Verde e
Coordenador do Fórum Mineiro de Comitês

*Yuri Vaz* – Presidente da AMAG

*Miguel Antonio Cedraz Nery* - Diretor Geral do DNPM


Palestrantes convidados para o *7º Fórum das Águas de Minas Gerais e 1º
Fórum das Águas do Rio Verde: *

* *

* Arthur Chaves - IGAM;
* Décio Chaves Beato - CPRM;
* José Antonio de Menezes - DNPM;
* Cleide Pedrosa - IGAM;
* Rogério de Castro Real - CODEMA;
* Lauro de Oliveira Silva Jr. - LAMIM;
* Pedro Paulo Aina - Curador do Meio Ambiente São Lourenço;
* Bergson Cardoso Guimarães - Curador do Meio Ambiente Caxambu;
* Carlos Alberto Lancia - Abinam;
* Alexandre Camanho de Assis - Procurador Regional da República;
* Fábio Lazzerini - Sociedade Bras. de Termalismo;
* Nélida Fontana - Médica Termalista;
* José Mauro Ferreira Silva - Presidente da Unimed São Lourenço;
* Marcos Untura Filho - membro titular da comissão de crenologia e
diretor científico da Sociedade Brasileira de Termalismo;
* Ricardo Galeno - IEF;
* Clarismundo Benfica Nascimento - APA da Mantiqueira;
* Luis Marcelo - Universidade de Lavras;
* Denise Brushi - FEAM;
* Hemerson Jader Cunha - SAAE;
* Guilherme Frasson - Copasa Varginha;
* Simone Ribeiro Rolla - SEMAD;
* Humberto Paulo Euclydes - Pesquisador Rural Minas e Universidade
de Viçosa;
* Joana Beatriz Pereira - Professora da Unicor.

Participe sua presença é muito importante para o sucesso deste evento,
todos os palestrantes e 95% dos convidados para compor a mesa de
abertura já estão confirmados.




Água como direito humano!!!

CASO DA FONTE JÁ É DE CONHECIMENTO DO MPE.(do informativo da ong)















A ONG Nova Cambuquira preocupada com a situação da Fonte do Marimbeiro,oficiou ao Dr.Cristiano Rocha Gazal,Promotor da Comarca de Cambuquira,pedido de providências urgentes,conforme ofício em anexo.
Prontamente o Promotor tomou atitudes em prol do problema com a Fonte do Marimbeiro,,e acabo de receber ofício do mesmo comunicando que foi instaurado INQUÉRITO CIVIL PÚBLICO,para apuração dos fatos.Prefeitura e CODEMIG terão um prazo de 15 dias ou inferior para apresentação de documentos e informações bem como celebrar um TAC com a Promotoria.
Foi pedido vistoria ao Centro de apoio técnico do Ministério Público de Minas Gerais CEAT,para indicação de medidas técnicas adequadas a restauração,bem como à conservação das instalações da Fonte do Marimbeiro.Oficiou-se também à douta Procuradora Geral de Justiça,comunicando a instauração do inquérito.O Promotor oficiou também ao CAO-MA(centro de apoio operacional de Justiça e defesa do Meio ambiente,Patrimônio histórico e Cultural,Urbanismo e Habitação.
Esperamos que com atitude tão decisiva do Promotor curador do Meio ambiente,tenhamos rápidamente respaldo para resgatar a Fonte do Marimbeiro,chamando à razão as autoridades gestoras de bem incomensurável para nossa população.
Aos interessados a cópia do doc oficial encontra-se a disposiçaõ no Forum de Cambuquira
Marilia Noronha


CÓPIA DO OFÍCIO:

Ofício nº. 15/08

Cambuquira, 23 de fevereiro de 2008

Serviço: ONG Nova Cambuquira
Para: Exmo Sr. Cristiano Rocha Gazal
Assunto: Desastre ecológico – Fonte Marimbeiro



Exmo. Sr. Promotor


A ONG Nova cambuquira vem apresentar representação legal por negligência, ação ou omissão por parte da CODEMIG (COMIG) e Prefeitura Municipal de Cambuquira, com relação ao grave fato acontecido com a Fonte do Marimbeiro (fotos em anexo). Tal omissão ou negligência afetam o meio ambiente, o patrimônio histórico cultural da cidade,o turismo,fonte de renda para muitos,o paisagismo local e o direito do consumidor com relação a água usada diariamente por nossos cidadãos para sua saúde.
Que os citados acima, sejam obrigados a tomar providências com relação ao patrimônio público envolvido, com a efetivação de canalização e limpeza do córrego,reconstrução da fonte drenagem do terreno,pintura e adequação de instalações para recebimento do turista,e avaliação por profissional do estado da captação da fonte do Marimbeiro pós desmoronamento.
A sociedade civil pasma diante de tanto descaso e omissão por partes dos gestores dessas fontes e balneário, aqüífero singular de ação medicamentosa,pede justiça a V.Excia. Que as responsabilidades sejam apuradas.
Apresentando nossos protestos de respeito e consideração, subscreve
Cordialmente
Vice-Presidente da ONG Nova Cambuquira


Exmo. Sr. Dr. Cristiano Rocha Gazal
Promotor da Comarca de Cambuquira
Fórum Municipal
Cambuquira MG
CEP 37420-000



ONG Nova Cambuquira – Declarada de utilidade pública estadual e municipal.
Av. João de Brito Pimenta 466 – Centro – Cambuquira – MG – 37420-000
Tel. (35)3251-1066 E-mail: alertacambuquira@yahoo.com.br

quarta-feira, 5 de março de 2008

POR QUE A CIDADE NÃO TEM CASAS POPULARES?

Essa é uma pergunta que ninguém responde. Uma das coisas que sempre me intrigou foi o fato de que Cambuquira,apesar de ter sido considerada “área de segurança nacional”(Não sei qual o risco que nossa cidade poderia oferecer à nação no tempo da ditadura!), nunca ter recebido um projeto de “Casas Populares”. Municípios hipoteticamente com menos renda, e menos receitas, como várias cidades menores de nossa região, há muito tempo foram contempladas com essas moradias para pessoas de baixa renda e até para classe média. E, a nossa parece que ficava em outro país!...
Nas minhas andanças como servidor da Fazenda Estadual visitei a maior parte das cidades do Sul de Minas e algumas do Sudoeste do Estado. Em todas elas existe um ou mais conjuntos habitacionais que no Brasil ficou conhecido como COHAB. Monsenhor Paulo, onde trabalhei nos anos 80 já existia um bairro de casas feitas pelo governo federal. O mesmo acontece com Conceição do Rio Verde, Campanha, T.Corações, Carmo da Cachoeira entre outras de nossa região. Varginha, neste exato momento, tem em construção mais de um bairro de casas de padrão melhor do que as antigas residências da Companhia de Habitação.
Será que o governo sempre achou que nossa cidade nunca precisou de um projeto social dessa natureza?
Ah!. Agora me lembro. Certa vez houve até um cadastramento e eu até me alistei entre os pretendentes. A prefeitura até me convocou para nova inscrição pois eu e uma servidora da Prefeitura tínhamos recebido o mesmo número. Mas, o projeto não saiu do papel.
Enquanto isso, nesses anos de existência da Estância parece que os governos em geral (União, Estado e Município) ignoraram as necessidades do povo pobre da cidade. O Estado de Minas Gerais, maior proprietário de bens na área urbana, por “ação e omissão” deixou que os “sem casa” invadissem os seus terrenos e lá construíssem casas e mais casas de maneira desordenada até que aquilo virasse um “bairro”, a Figueira, onde ninguém é proprietário, não há herança, não se pode alienar, hipotecar, dispor de maneira legal.
A facilidade da “posse” naquele lugar ainda incentivou a ida de mais gente para o local, onde muitas famílias vindas da zona rural e até de outras cidades construíram suas residências.O mesmo aconteceu com parte do Marimbeiro velho.
Há algum tempo já se falava em legalização dessas posses, depois veio um sistema de “comodato” sem direito a herança. Algumas pequenas casas foram até demolidas, outras tiveram as obras embargadas. As casas, de acordo com a ordem, não podiam ser modificadas, aumentadas. E, tudo que fosse necessário fazer nelas deveria ter primeiro a autorização da COMIG. Essa empresa estatal, administradora desse bem público, gastou, conforme estampado numa placa colocada pelo Governo do Estado, mais de 170 mil reais (equivalente na época a mais de 170 mil dólares com a paridade existente entre as moedas), valor que daria naquele tempo para construir algumas centenas de residências do padrão COHAB que pudesse minimizar a questão das habitações irregulares. Preferiu-se isso à edificação de moradias. Colocaram uma “nata” de asfalto para embelezar as ruas, luz elétrica, telefone, campo de futebol, caixa d’água e rede de esgoto. Depois cercaram tudo como se fosse um condomínio fechado. Hoje essas cercas só existem em alguma foto.
E, o tempo passou e com ele nada se fez para resolver nem a questão da falta de moradias e nem o problema das posses irregulares. Agora já se fala em nova legalização. Coisas de ano eleitoral. Mas, nunca se fala em “casas populares”. Será quando que os políticos vão realmente levar a sério o problema de habitação da camada mais desfavorecida da Estância? Bem, essa é uma idéia para algum candidato corajoso tome como plataforma neste ano. Alguém topa?
OBS; A foto acima representa o modelo das casas recém construídas em Varginha.

terça-feira, 4 de março de 2008

PREFEITO PREFERE ÁGUA DAS TORNEIRAS (em Londres).

Uma notícia postada na “Folha Online” conta que o Prefeito de Londres, Ken Livingstone lançou no dia 20 de fevereiro de 2008 uma campanha para que os moradores de sua cidade peçam “água da torneira”.
A mensagem é muito simples: “Não tenham vergonha de pedir água de torneira no resturante”.Na opinião de Livingstone, como diz a nota, é que alem de economizarem dinheiro ainda ajudarão a salvar o planeta com menos poluição na emissão de gases do transporte de águas minerais.
Mas a água das torneiras de Londres é uma das melhores do mundo, o que não se pode dizer das águas encanadas das cidades brasileiras que nem tem gosto de água potável mas de “água sanitária” de sabor muitas vezes insuportável que faz com que os habitantes até de nossas cidades que não têm “água mineral” busque as águas das fontes naturais. Exemplo disso é o caso da fonte do Bairro Campos Elíseos em Varginha onde muitos amanhecem por lá para levar água pura para beber. Em Cambuquira, onde ainda não temos tratamento, muitos preferiam a água de João Cardoso. Mas,com os constantes vandalismos, os proprietários resolveram cortar o fornecimento da água que nasce dentro da propriedade.
Bem, enquanto o tratamento daqui não alcance a qualidade da água londrina, e por bem da economia dos municípios do circuito, vamos preferir as nossas águas minerais. O melhor é consumi-las diretamente nas fontes onde elas tem os valores teurapêuticos naturais preservado e recebidos diretamente como presente da natureza.

Fonte: adaptada de e-mail enviado por Carlos Diniz, baseada em parte de notícia da Folha Online.

segunda-feira, 3 de março de 2008

LAMBARIS CONTRA TUBARÕES!...

Esse foi a "frase clichê" usada na campanha de Jorge Noronha, na primeira vez que entrou na disputa para prefeito de Cambuquira. O seu comitê foi montado no bairro da Lavra de onde se ouvia em alto e bom som o serviço de auto-falantes sob o comando de José Fonseca Filho e outros correligionários.
Eu era bem pequeno mas não consegui ficar alheio aquela novidade na cidade carente de um meio de comunicação de massa. Pelo serviço sonoro executava-se um tipo de programa musical semelhante aos das "quermesses" do largo da Igreja Matriz.
A voz inconfundível e bem pronunciada do locutor principal contagiava o menino que neste tempo já morava no Bairro Carioca de onde se ouvia muito bem. Gostava daquela história de lambari contra tubarão sem entender talvez o real sentido da frase.
E, jorge Noronha ganhou as eleições. No dia da apuração lá estava eu com meu pai, que torcia por aquele candidato, na porta da Prefeitura que naquela época se localizava perto do coreto, no local onde mais tarde também funcionou um club que fora destruído por um incêndio.
Um grupo liderado por Inácio Prequeté deu a notícia do fim da apuração e a eleição de novo prefeito, um lambari. O outro candidato, se era mesmo um tubarão, não conheci.
Dizem que Sr.Jorge era um eterno apaixonado por Cambuquira. Quando tinha que viajar para ver sua filha que residia em Santos-SP, já pelos lados do Marimbeiro ele começava a suspirar prevendo a saudade que com certeza sentiria lá longe nas praias paulistas. Parente do primeiro prefeito da cidade, Raul Sá, ele foi um prefeito que sempre se preocupou com em preservar a beleza e a limpeza das ruas da cidade.

Acresentando à sua história, um personagem não poderia ser esquecido. Foi o parente *José Dias da Silva que se empenhou para Jorge Noronha fosse candidato, um homem reservado e de poucas falas mas íntegro no caráter, o que falta a muitos políticos de hoje. O empenho de José Dias e o trabalho de José Fonseca foram essenciais para a sua eleição.

* José Dias da Silva era neto de Francisco Sebastião da Silva Lemes, meu tataravô.