quinta-feira, 20 de março de 2008

CIDADE DIGITAL, uma opção para nossas estâncias.


A partir do mês de maio deste ano (2008), a Praia de Copacabana receberá rede de acesso à internet wi-fi.

Um programa lançado oficialmente em janeiro deste ano criou o sistema de acesso livre à internet na praia de Copacabana, através do método wi-fi que não depende de modem ou outro equipamento para conexão. O projeto recebeu o nome de Orla Digital.Com esse serviço disponível gratuitamente, qualquer turista que visite o Rio de Janeiro e que se hospede naquela área poderá usar o computador, notebook ou outro dispositivo de acesso para navegar na grande rede de computadores.O Rio está se adequando às novas tecnologia para atrair mais turistas.

E, o que temos com isso? Poderão perguntar.

Temos muito! Num mundo cada vez mais globalizado, não é possível que alguns ainda insistam em viver nos tempos das carroças.
As cidades, nem precisa ser turística ou uma famosa Estância Hidromineral, deverão se adequar aos novos tempos. Caso contrário perderão o caminho do futuro.
Esse serviço de web pela rede wi-fi livre de qualquer custo, que já apelidaram de Cidade Virtual, não será útil só para turistas. Servirá também para atrair investimentos, criação de emprego e renda nos municípios. Terá também papel fundamental na “inclusão digital” de que fala muito o Governo Federal. Nesse ponto, a comunidade com menor poder aquisitivo também poderá ser beneficiada com a sua ligação a esse sistema de comunicação que veio para substituir até mesmo o telefone, caro apesar dos celulares.


Uma cidade do Estado de São Paulo já implantou essa idéia há algum tempo.
Nesse lugar, qualquer cidadão que tenha os dispositivos citados, pode acessar sem custo nenhum ou qualquer exigência, o serviço de internet gratuito.
Enquanto isso....
Alguns ainda olham para seus umbigos, e em algumas cidades (como a minha!) ainda não tem a sua home-page.
Não descobriram ainda que esse é o melhor método para se colocar uma cidade no mapa do mundo.

Fontes de financiamento
Onde está o dinheiro?
Mesmo nos municípios em que a receita é um fator crítico, é possível pensar em um projeto de acesso e informações digitais. O segredo é saber onde buscar recursos. Algumas fontes de financiamento disponíveis atualmente são:BNDES Programa de Modernização da Administração Tributária e de Gestão dos Setores Sociais Básicos (PMAT)Possibilita aos municípios obter recursos e diminuir custos na prestação de serviços nas áreas da administração, assistência à criança e jovens, saúde, educação e de geração de oportunidades de trabalho e renda. Os itens financiáveis são tecnologia de informação e equipamentos de informática; capacitação de recursos humanos: serviços técnicos especializados; equipamentos de apoio à operação e fiscalização; e infra-estrutura física.Informações detalhadas sobre como os municípios podem habilitar-se ao PMAT estão no endereço
http://www.bndes.gov.br/social/municip.aspCAIXAPrograma Nacional de Apoio à Modernização Administrativa e Fiscal (PNAFM)O objetivo do programa é melhorar a qualidade da execução das funções sociais da administração pública, em especial o atendimento ao cidadão. Inclui, entre várias ações, a implementação de sistemas destinados ao controle da arrecadação, atendimento ao cidadão, comunicação de dados, controle financeiro, recursos humanos, consultorias, aquisição de equipamentos de informática, infra-estrutura e geoprocessamento referenciado. Parte dos recursos é originária do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Para mais informações sobre o programa e como aderir a ele, visite o endereço http://www1.caixa.gov.br/gov/gov_comercial/municipal/modernizacao_gestao_publica/pnafm/index.aspMINISTÉRIO DAS COMUNICAÇÕES Governo Eletrônico Serviço de Atendimento ao Cidadão (Gesac)A proposta é promover a inclusão social por meio da inclusão digital, e o objetivo é alcançar todos os municípios brasileiros. Oferece instalações equipadas para uso da informática e acesso à Internet através de antenas via satélite nos mais diferentes locais, inclusive escolas e órgãos públicos. O Ministério das Comunicações vem priorizando o atendimento aos municípios que ainda não foram contemplados com pontos de presença Gesac, notadamente aqueles que não têm oferta de Internet banda larga na região.Para saber mais, visite o site do Ministério, no endereço http://www.mc.gov.br/, vá até Inclusão Digital e clique em Gesac. Visite também a página http://www.idbrasil.gov.br/ ou http://www.idbrasil.org.br/Nesses sites, é possível encontrar todas as informações sobre o funcionamento do programa e também como se candidatar a ele.MINISTÉRIO DAS COMUNICAÇÕES TelecentrosEmbora não constituam por si só um projeto abrangente de cidade digital, os Telecentros – espaços com computadores conectados à Internet banda larga – podem ser um ponto de partida. As prefeituras precisam ficar atentas aos chamamentos oficiais do Ministério das Comunicações quanto aos Telecentros.Mais informações sobre os Telecentros podem ser encontradas em http://www.idbrasil.gov.br/menu_gestao ou no site do Ministério das Comunicações, em http://www.mc.gov.br/Outras fontesO presidente da Associação Hispano-Americana de Centros de Pesquisa e Empresas de Telecomunicações (AHCIET), Luis Di Benedetto, informou, durante visita ao Brasil em maio de 2007, que a associação irá disponibilizar recursos para projetos piloto de Cidades Digitais em toda a América Latina. Isto será feito por meio de investidores espanhóis e portugueses. Ainda não há informações mais detalhadas sobre o tema, mas vale a pena ficar atento para esta possível oportunidade. Mais informações no site da AHCIET (em espanhol), no endereço http://www.ahciet.net/Outra possibilidade, ainda em suspenso devido a questões de regulamentação, é o uso de parte do total arrecadado pelo Fundo de Universalização das Telecomunicações (Fust) para a educação, especificamente para estabelecimentos de ensino público. Embora também não seja, por si só, um projeto de cidade digital, a aplicação de tais recursos poderia ser igualmente um ponto de partida, a exemplo dos Telecentros. Resta ficar de olho para acompanhar os desdobramentos do assunto.
Fontes: Guia das cidades digitais e BNDES, CAIXA, Ministério das Comunicações e portal Convergência Digital

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