domingo, 31 de dezembro de 2006

RAUL SÁ TAMBÉM ERA UM "LEMES"

O primeiro prefeito de Cambuquira, apesar de não assinar o sobrenome dos fundadores da cidade, tinha na sua ascendência a mesma linha genética dos Lemes.
Veja no blog da família:

http://silvalemes.blogspot.com

SERÁ QUE SAIREMOS DO FUNDO DO POÇO?









Uma pesquisa feita pela revista VIP Exame feita em abril de 1997. A água mineral Gasosa de CAMBUQUIRA foi classificada em segundo lugar dentre todas as marcas de água mineral do mundo, ficando atrás apenas da Ty Nant, original do País de Gales.
1ºTy Nant 84,8 País de Gales
Cambuquira 82,9 Cambuquira - MG
3ºCaxambu 82,6 Caxambu - MG
4ºLindoya 82,3 Lindoia - SP
5ºHighland 82,0 Escócia
6ºPerrier 79,5 França
7ºPrata 79,2 Águas da Prata - SP
8ºQuarzia 75,5 Itália
9ºSan Pellegrino 75,0 Itália
10ºLambari 73,0 Lambari - MG
11ºMinalba 69,8 Campos do Jordão - SP
12ºPedras Salgadas 67,2 Portugal
13ºVichy Célestins 48,6 França
14ºApolinaris 46,1 Alemanha

Esse foi um fato histórico que nem a empresa detentora(Superáguas) dos direitos de exploração aproveitou, talvez porque o contrato com o Estado já caminhava para o fim.
Por outro lado, o Estado de Minas Gerais, naquela época não se interessava pelo assunto. E, o governo municipal não teve vontade e forças para fazer alguma coisa.
Só sei que a cidade ficou esperando, como o fez durante vários anos e o faz até hoje. Restou o grito isolado de Marília Noronha, parente do primeiro prefeito da cidade. Aliás, grito esse de socorro que merece mais apoio dos cambuquirenses.
Nos últimos anos só assistimos a ocupação desordenada da área anexa ao parque e à mata, prova incontestável do desprezo para com o patrimônio público,ambiental e cultural.
Hoje, com a aprovação de uma Lei pela Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais, foi data a autorização para que a empresa estatal COPASA crie uma espécie de filial para explorar as águas de Cambuquira, Lambari, Caxambu e Araxá.
O governo mineiro investe em propaganda defendendo a sua idéia como uma das melhores para nossas estâncias. Mas, alguns desconfiam, e acham que pode haver uma super exploração dos mananciais, o que a empresa nega.
Mas será que vamos perder mais do que já perdemos?
Para cambuquirense e lambarienses resta torcer para que isso não seja mais um projeto nos moldes do "Minaságuas" que criaria um parque temático na região do triângulo de São Domingos, favorecendo essas duas estâncias.
Almejamos que o projeto realmente dê certo e tire essas cidades do atual estado de estagnação que veio acumulando por vários anos durante toda uma geração que não assistiu progresso nessas cidades.
Será que sairemos do fundo do poço? "Ou, o buraco é mais embaixo?"


(assintura do convênio para exploração das águas minerais pela COPASA)

sábado, 30 de dezembro de 2006

HISTÓRIA DA IGREJINHA DE NOSSA SENHORA APARECIDA


Conta o livro Memórias que a igrejinha de Nossa Senhora Aparecida foi construída graças a esforços do devoto Alfredo Cândido de Araújo, que a ajuda da comunidade conseguiu erguer essa capela.
Diz o texto: (pág.77)
“Em meio à estrada que leva o viandante ao Morro de Santa Quitéria, surge garbosa a Capelinha de Nossa Senhora Aparecida, construída a troco dos esforços e das esmolas angariadas pelo devoto Alfredo Cândido de Araújo”.
É o santuário da predileção do povo, o centro das romarias dos aquáticos.
Essa capelinha te a sua história
Um dia Alfredo de Araújo, de combinação com o major João Correa, já falecido, então fazendeiro no Congonhal, havia resolvido prestar culto naquele lugar, à milagrosa santa...
Não chegaram, porém, a um acordo: pelo q, enquanto o major João Correa, construía nas suas terras, a igrejinha projetada, Alfredo, por sua vez, edificava uma outra sob a mesma invocação, mas em lugar apartado e impróprio.
Entretanto, sobrevindo rivalidades, e levando em conta outros inconvenientes, resolveu Alfredo desfazer a pequena ermida para transportá-la alhures.
Foi o que fez. A mudança só trouxe vantagens, porque Cambuquira lucrou com mais uma igreja, e viu acender a piedade dos fiéis devotos da Augusta Rainha dos anjos e dos homens.
Protetores insignes da Capelinha da Aparecida são toso os membros da distinta família Paula Freitas, mas entre todos sobressai o Dr.Mário de Paula Freitas, diretor do afamado Colégio Paula Freitas, no Rio de Janeiro. Sempre que os seus afazeres lho permitem, vai o Dr.Mário a Cambuquira presta à Mãe Celestial as homenagens do seu amor filial.(Pe.Antonio Ferreira) Foto do Dr.Mário de Paula Freitas (Diretor do Colégio Paula Freitas do Rio de Janeiro/1916)
Alfredo Cândido de Araújo(1916)

Miguel Couto deu seu parecer sobre Cambuquira:(1916)


“Resumo o meu parecer sobre Cambuquira, dizendo: admirável clima e excelentes águas; clima sempre ameno e seco. Águas bem captadas, distribuídas em magnífico estabelecimento e de indiscutível efeito em certas doenças do aparelho digestivo e urinário.”
Assim, Dr, Miguel Couto (Médico e professor universitário do Rio de Janeiro)definiu bem nossas águas e nossa estância em 1916.

Conforme cita o livro Memórias, Dr. Miguel Couto, provavelmente em 1906, salvo engano do autor, fez uma estação em Cambuquira par se restabelecer de gave enfermidade que o acometera no Rio de Janeiro, e quando logrou o seu intento.
As palavras de elogia, no breve comentário acima, ele deu com base na sua experiência como médico, ou até mesmo paciente, que se socorreu dos benefícios de nossas águas para a cura do mal que o atingiu.

MARIO AZEVEDO, o poeta cambuquirense.


Não conheço muito bem a sua história. Só sei que foi um grande poeta e que teria morrido jovem. Parece que na sua família todos tinham esse dom poético, que vinha do velho Francisco Eugênio de Azevedo, Dr. Fernando Azevedo e o autor de "Vigílias", Mário Azevedo. Pouco se falou sobre ele, o quase nada, nos bancos escolares. Mas, suas poesias são conhecidas pelo Brasil afora por aqueles que amam esse tipo de literatura.
Uma das suas obras, que copiei de "Memórias" do Padre Antonio Ferreira (1916):




A uma figueira do Egito.

(inspirado no parque de Cambuquira)

Hei-la garbosa, a verde fronde ostenta.
Qual a cúpula de campanário antigo
Ao sol de outubro, encantadora e lenta
Meneia, convidando ao fresco abrigo.

A criança atraída ali se assenta
Assombra e dorme qual no lar amigo,
E o velho vendo-a, diz: que sombra benta
Para dormir fina, para um jazigo.

No entanto eu que a vejo sempre, sonho
Como uma época envolvida no passado,
E lágrimas então nos olhos ponho!...

É que me lembro com cruel saudade
Que eu vi nascer seu tronco encarquilhado.
Como corre veloz a minha idade.

Essa é a Cambuquira de 1920

Essa é a Cambuquira de 1920.
Note que a cidade parecia uma “maquete” com seus prédios novos e a Igreja Matriz reluzente ao lado ainda da pequena “Capela dos Lemes”. Essa era a imagem de uma pequena cidade que nascia para a prosperidade.
Foi essa visão da época que atraiu inúmeras pessoas e famílias que chegaram para compor a nova comunidade. Na sua maioria eram pessoas que fugiam da vida dura do campo em outras cidades, e procuravam novas oportunidades para eles e para os seus filhos. Assim para essa cidade rumaram famílias inteiras. Vieram de Campanha, São Gonçalo do Sapucaí, Bonsucesso, Conceição do Rio Verde, Santa Catarina (Natércia hoje) e de outros lugares mais longe, até do estrangeiro. Não vieram sós aqueles que procuravam empregos como hoje fazem nossos conterrâneos que partem rumo às cidades pólo da região ou para São Paulo e outros grandes centros. Veio também pessoa, famílias interessadas no grande filão, o turismo que progredia por causa do valor medicinal de nossas águas. Assim, vieram os “Lemos”, os “Goursand Villar”, os “Beltrão”, “os Siqueira”, “os Matos”, “Lahmeyer”, entre outros. Vieram os italianos “Ponzo”, ”Jesualdi”, “Torino”, “Ferroni”, “Manes”, ”Penido” e outros. Portugueses, espanhóis, alemães (Möller, Wald, etc.), libaneses (Kalil, Carim, Bacha, etc.) também chegaram e instalaram lojas, padarias, fábricas de doces, fábricas de embutidos, laticínios. Vieram médicos, dentistas e outros profissionais que a cidade precisava. Cambuquira estava para se tornar uma grande cidade-polo da região. Os tricordianos, com a construção da estrada também descobriram a cidade e o movimento que hoje se processa de ida de cambuquirenses ao comércio deles, acontecia o contrário. Os casinos atraiam jogadores e investidores e foi um grande reforço para que muitas desses emigrantes se tornassem empresários e detentores de bom patrimônio que até hoje ainda se vê nas mãos de alguns descendentes (Ponzo, Torino, Kalil, etc.).
Nesse grupo de pessoas podemos destacar os “Lemos e os Siqueira”, eles foram os que mais investiram na cidade, ao lado também de alguns sócios como os da Família Beltrão. Trouxeram dinheiro e investiram pesado na construção de hotéis e na remodelação de alguns comprados por eles. Exemplo disso, o Hotel Elite que é um cartão postal digno de ser preservado, mas, no entanto está ali se deteriorando a cada dia que passa a caminho de uma implosão espontânea. Se ele cair, ou se for demolido como querem alguns vai acontecer mais um crime contra o patrimônio histórico da cidade, a exemplo do que já fizeram com a Casa de Charles Berthaud, injustiçadamente chamada por muito anos de “casa malassombrada” até cair ao chão por exigência do comprador do terreno(ou por mera desculpa ou especulação) que nada construiu no local por quase quarenta anos, tendo-o vendido mais tarde para terceiros.
Note que na época já existia o coreto que seguia o mesmo estilo francês da frente do Elite. Talvez, ele já tivesse até nome e não se chamava “Biá”.
Ao olhar essa foto, podemos imaginar as pessoas a circular pelas ruas, o comércio
dinâmico e as pessoas a sorrir.

PARA VER A FOTO EM TAMANHO MAIOR: clique sobre ela!...

sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

Tributo a Charles Berthaud


Uma cidade sem memória é uma cidade sem alma.

Nossa cidade está se tornando um lugar assim. As pessoas que a conduzem não têm se preocupado com a sua história. Não valorizam as pessoas que por aqui passaram e que de certa forma contribuíram pelo que a cidade foi, ou que pela cidade é hoje em dia. Os registros devem ser feitos para que as gerações futuras possam ter um ponto de referência da sua cidade, da suas origens. Hoje, pouco se preocupa com isso por aqui, ao contrário de outros lugares onde essa cultura existe. Alguns marcos da história, presentes nas casas, nas praças, no patrimônio público caem ao chão pela mão do homem que acha que só novo deve prevalecer. Assim, destruíram a casa de Charles Berthaud, uma das primeiras construções de nossa cidade e outras que nossa geração nem chegou conhecer.

“Na noite daquele dia, ainda na década de 60, depois que as paredes foram abaixo, e a ‘casa mal assombrada’ caíra ao chão, choros e vozes ecoaram pela vias do bairro que se formava no local. Pareciam crianças lamentando a perda de alguém ou de alguma coisa muito querida. E, como se procurassem outro abrigo tomaram o rumo da nascente do sol sumindo na colina onde hoje se localiza a subestação da Cemig.”

A descrição acima reproduz a fala de algumas pessoas que moravam no Bairro Carioca no dia da destruição da casa de Berthaud. Interpretaram aquele fenômeno sobrenatural como de fosse voz, ou vozes, das criaturas que habitavam o velho prédio, por muitos anos abandonado, e que serviu de abrigo a inúmeros forasteiros que para cá vieram se instalando e por aqui formando famílias que ainda estão por aí.

Mas, por que esse casarão em estilo francês ficou abandonado, mesmo com sua suntuosidade? Teria ele alguma maldição? Ou, foi condenada pela fama que lhe atribuíram de conter os fantasmas dos enfermos que procuram o Dr. Charles para se tratarem e ali faleceram? Ou, ingratamente achavam que o nobre francês depois de morto se recusou a abandoná-la. Ninguém sabe a resposta.

Mas a ingratidão com o prédio não só foi maior do que a ingratidão com o próprio proprietário, que convidado pelo Governo para estudar as águas, graças a sua fama de ter feito um bom trabalho junto às águas minerais francesas, resolveu adotar a pequena vila como a sua terra. Dizem que além de usar as águas como alternativa medicinal, também cultivava no seu sítio localizado próximo as sua casa um herbário de plantas medicinais com que curava vários enfermos.

A água que servia a propriedade era tirada de uma cisterna existente ainda hoje dentro de uma das propriedades da área. Existe ainda um compartimento subterrâneo que dizem leva até a lateral do poço. No terreno, hoje pertencente a particular existiam algumas fossas céticas, algo inexistente nas demais propriedades da vila que só ganhou um serviço de esgotos bem mais tarde quando Cambuquira já tinha sido declarada município autônomo.

Ali perto da casa, onde hoje se localiza a casa de D.Norma Siqueira, ele reservou uma área para servir de cemitério, onde eram sepultadas algumas pessoas.
As pessoas de posse da sociedade eram sepultadas em Campanha, município a que pertencia à vila.
Com o aumento do número de moradias, a cidade precisou de um cemitério. Foi então que, na mesma época quando se construiu a primeira Igreja, reservou-se no fundo da capela uma área para servir para os sepultamentos. Foi assim que o cemitério de Berthaud ficou abandonado, até cair no esquecimento e ninguém mais saber as sua existência.

Muitos anos depois, já na década de 60, um pouco depois da demolição da casa é que se descobriu, com a perfuração do solo para construção das bases da residência dos Siqueira, a existência de algumas covas naquela área. Em uma dessas covas, existia uma bela “trepadeira cor de rosa”, que o autor deste texto desde menino tentava arrancar para replantá-la no jardim de sua casa.
O novo cemitério municipal só foi criado graças à doação de Charles Berthaud que também foi o primeiro morto sepultado, inaugurando o novo campo santo.
Na escola primária, só ouvimos falar que era um cientista francês que estudou as águas minerais. E, para não passar em branco sua existência deram tardiamente o seu nome à rua formada na estrada que ia da Igreja de NS. Aparecida até a sua propriedade.
Na minha opinião, o Bairro deveria se chamar Charles Berthaud, pelo menos a parte do Bairro Regina Coeli, hoje vulgarmente chamado de Bairro Carioca. Só assim, a cidade pagaria um pouco que ela deve a esse ilustre francês.
Cemitério Municipal doado por Charles Berthaud.

Está na obra do Padre Antonio Ferreira:

“A um quilômetro do centro da povoação, construíra o Dr.Charles Berthaud a sua vivenda, com laboratório anexo.
Ele havia colaborado na captação das fontes de Aix-les-Bains, na Sabóia, por isso a Companhia “União Industrial dos Estados do Brasil”, não duvidou contratá-lo para proceder a analise das fontes de Cambuquira.
Era homem de valor. Os seus preparados químicos gozavam de merecida reputação, mormente na Capital da República.
Proverbial era a sua fidalguia e caridade, máxime com os pobres, cujos gemidos nunca deixou de escutar.
Na chácara por ele formada, mas hoje desaparecida, e onde esgotou soma considerável de dinheiro e esforços,viviam se aclimatadas muitas árvores e plantas européias.”
CAMBUQUIRA, 1916.
Nota do blog:
Para mim, a destruição do casarão foi um dos piores crimes contra a nossa história, praticado em nossa cidade. A construção sólida só necessitava de uma reforma. Alí poderia ser instalado um centro cultural que a cidade não tem, ou um museu, ou até mesmo uma repartição pública. Os telhados de pinho importado da França, no dia da demolição, pareciam colocados naqueles dias, as madeiras do assoalho exalavam o perfume do pinho de riga, também importado.E, as paredes só cairam quando puxadas por um caminhão.
Na noite seguinte a demolição, um coro de vozes de crianças soou pela madrugada.E.como se tivessem a sua casa destruída essas voz tomaram rumo incerto (fato verídico contado pelos poucos moradores do Bairro Carioca naqueles tempos). Um mistério, como tantos outros inexplicáveis nesse nosso mundo.

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quinta-feira, 28 de dezembro de 2006

FOTOS DE TURISTAS DE 1916

Talvez no meio dessa multidão esteja a imagem do grande jurista SOBRAL PINTO e daquela jovem que viria ser sua esposa que ele conheceu em Cambuquira. Junto a um grupo de veranistas no parque das águas, alguns sacerdotes, e entre eles talvez o autor da Monografia Memórias sobre as águas minerais, o Padre Antonio Ferreira S.J. que na Bahia publicou com um atraso de alguns anos a sua tese de 1916, conforme demonstra o texto que acompanha as fotos no livro editado.



quarta-feira, 27 de dezembro de 2006

MEMÓRIA DE CAMBUQUIRA

MEMÓRIA
(Foto: Família Moreira Mesquita)
Folheando um trabalho intitulado “Memória” do Padre Antonio Ferreira, datado de sete de setembro de 1916, sobre “Cambuquira”, Hidro-Estação do Sul de Minas, descobri uma verdadeira relíquia, que parece existir apenas um exemplar em nossa cidade, e em mão de particular. A fonte que uso é uma cópia em xérox de parte dessa obra, onde o autor declara todo o seu amor por nossa cidade em uma “Monografia” apresentada no “5º Congresso de Geografia” realizado na Bahia no ano de 1916.
Declara o autor ter sido freqüentador da Vila de Cambuquira por 12 anos, entre 1900 e l912. Comparava naquela época nossa Estâncias às estrangeiras de Montecatini(Itália) Sant’Ilário Sacalm (Espanha) e Vichy(França), além de Carlsbad,Aix-la-Chapelle, etc.
Enumera vários médicos famosos da época, entre eles Miguel Couto, na época professor de medicina na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, que receitou “Cambuquira” como alternativa para cura de vários males.

Charles Berthaud
Nessa obra, vi pela primeira vez a foto de Charles Berthaud, que foi o cientista contratado para estudar e classificar nossas águas e que por fim escolheu nossa pequena vila para viver. Doou área para construção do atual Cemitério Municipal e nele foi sepultado.


Conheci ali também o retrato de Mário Azevedo, que desde criança ouvi falar ter sido ele um poeta, hoje nome de uma praça que praticamente nem existe.
Conheci também “Pedro Beltrão de Souza Diniz” (um dos primeiros proprietários do Hotel Empresa), Ângelo Hermida Villar e Domingos Hermida Villar (proprietário e gerente do antigo Hotel Vitória, hoje Santos Dumont), Joaquim Dias da Silva (um dos primeiros donos do Hotel Cambuquira), Dr. Fernando Azevedo, Francisco Eugênio Azevedo, Said Abraham, Clóvis Andrade Ribeiro (Coletor), Ernesto Jose da Silva (dono de um extinto hotel Central), Padre Salvador Morelli (Pároco local naquele tempo), João Bonifácio Barbosa Martins, Manoel Rodrigues da Costa, Armindo Costa (fotógrafo e descendente dos primeiros Lemes da cidade e autor da maioria das fotos antigas da cidade)







, Santino Gardona e seu famoso salão da época, Oscar Noronha e Maximiniano de Noronha, Antonio Garcia de Oliveira (Tabelião), Vicente Vilhena (gerente do parque), Leonardo de Freitas (Concessionário da luz elétrica), João Rodrigues da Costa e Senhora (proprietários do Hotel Bela Vista) – hoje, (Acho!) Hotel Brasília, João Pinto Rezende e João Rezende Filho


Francisco Lemos


(poeta), Francisco Lemos (primeiro proprietário do Hotel Elite), Jose Ricardo da Luz (maestro da primeira banda da cidade), e o preto Justino (figura folclórica que entrou na história pelas mãos do autor).
Destaco ainda a foto da Família de João Baptista de Souza que na época faleceu com 79 anos deixando vários descendentes. Será que tem algum em Cambuquira? E, a foto da Família Moreira Mesquita, donos de uma indústria de móveis que teria mobiliado e inaugurado o Hotel Elite

terça-feira, 26 de dezembro de 2006

Fotos que falam por si da Cambuquira do começo do século XX

Note que o Hotel Elite ainda não tinha a parte da esquina da rua que leva ao CTC. O Hotel Santos Dumont(na época chamado de Vitória) também não tinha a parte dos novos apartamentos que foram construídos mais tarde.A casa hoje da família de Vera Bacha e Dr.Antonio era diferente, e o Hotel Brasília(creio eu) que era chamado Bella Vista era bem diferente.O estilo impecável das fontes(gasosa e ferruginosa) lembravam algo europeu que nunca deveria ser substituído, apesar das atuais formas serem bonitas e práticas.Note o grupo de veranistas do começo do século XX (1900-1920)com seus chapéus para protegerem-se dos ráios solares. Talvez entre eles estejam Miguel Couto, grande médico e professor do Rio de Janeiro.
As fotos menores junto ao Hotel Vitória(Santos Dumont) são de Angelo Hermida Villar(proprietário do hotel) e Domingos Hermida Villar(gerente).Reparou "o chique" e a elegância dos freqüentadores do parque? Por essa foto, observamos o nível dos veranistas que vinham de todo o Brasil(Até do Acre,o trabalho do Padre Antonio Ferreira conta que veio um para se curar com as nossas águas.E, se restabelecenco do mal, voltou para sua terra e se tornou um grande propagandista de Cambuquira.)
Para se ter idéia da fama que as estâncias obtiveram, a visita a Caxambu e Cambuquira eram receitadas por médicos do Rio,São Paulo,Recife,Salvador,Belo Horizonte e outras cidades do nosso país, conforme citado na referida obra "Memórias".







sexta-feira, 22 de dezembro de 2006

Veja no Blog dos Silva Lemes

REESCREVENDO A NOSSA HISTÓRIA

Seguindo esse meu diário de pesquisas, hoje dia 22.12.06 avancei um pouco nas pesquisas de nossa família.
Abandonei, por enquanto, a minha pesquisa com relação a Mécia da Veiga Leme e seu esposo(companheiro?) Guilherme da Cunha Gago, e resolvi buscar mais dados sobre a nossa “avó” ESCOLÁSTICA JOAQUINA RIBEIRO.
Assim, descobri que o seu nome verdadeiro e completo é ESCOLÁTICA JOAQUINA DO MONTE CASINO, filha do Alferes Tomé Martins Ribeiro,sobrinho de Tomé Martins da Costa(considerado um dos fundadores de T.Corações)e Maria Inácia de Jesus http://silvalemes.blogspot.com

quinta-feira, 21 de dezembro de 2006

FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO PARA CAMBUQUIRA



“Há aqueles que lutam um dia
e por isso são bons;
Há aqueles que lutam muitos dias
e por isso são muito bons;
Há aqueles que lutam anos
e são melhores ainda;
Porém há aqueles que lutam toda a vida
esses são imprescindíveis.”
(Bertold Brecht)

terça-feira, 19 de dezembro de 2006

Um passeio pelo passado com olhos para o futuro

Quando olhamos as fotos antigas de nossa cidade, muitos de nós nos transportamos, pelo menos mentalmente, para um passado onde a maioria dos atuais cambuquirenses nem existia, ou nesse período da nossa história em ainda era jovem e pouco se lembra desse passado cheio de vida. As vestes das pessoas demonstram o poder aquisitivo das mesmas.Senhoras bem vestidas, homens e crianças vestidos como se fossem a uma festa,ostentando os seus chapéus à la francesa,sombrinha e guarda-sol mostram bem isso. Dizem que no Hotel Elite,combinando com o próprio nome do local, se hospedavam famílias da elite carioca, entre eles muitos judeus abastados da década de 40 e 50. Alguns desses ainda vinham à Cambuquira há alguns anos atrás. Mas, com o falecimentos desses mais idosos, os mais jovens perderam o vínculo com essa terra. O hotel Empresa,o Vitória(hoje Santos Dumont), globo (prefeitura) e Silva também eram destinos de muitas famílias vindas principalmente do Rio de Janeiro.Existia ainda o Hotel São Francisco da família Teixeira,proprietários do imóvel até hoje que não é mais uma hospedaria,e os Hotéis Cambuquira e Brasília. A influência carioca na cidade, por causa desse freqüente ligação com esses turistas influenciou até na maneira do cambuquirense urbano ser, diferenciando-o de outras cidades da região, característica essa que vai se perdendo no tempo com a queda do turismo. O turismo se baseava não só nas águas medicinais, mas também nos jogos dos Cassinos. Com a proibição desse tipo de atividade, o turismo ainda perdurou por algum tempo, mas começando a sua decadência.Da data do fechamento até muito bem pouco,empresários. comunidades e prefeitos das estâncias do Circuito das Águas ainda sonhavam com a volta dessas casas de jogos. Mas, os governos, em nome da "moralidade" não permitiu até hoje, tornando os cassinos uma atividade ilegal, sujeita às sanções da Lei.As recentes notícias sobre o fechamento de "Bingos" pelo Brasil nos mostram que é muito difícil a liberação. Dizem que os cassinos traziam muito dinheiro para cidade.Algumas pessoas fizeram fortunas e formaram patrimônio graças ao seu envolvimento com esses jogos.Mas,ao mesmo tempo, contam os mais velhos que muitos jogadores faliram e até morreram quando perderam tudo o que tinham num noite de "jogatina".E, era comum ver pessoas literalmente "jogadas" nas vias públicas depois de uma noite de má-sorte. Hoje a cidade ainda tem nos prédios como o "Cassino Elite", atual espaço "Sinha Prado" e nos demais prédios contruídos com recursos advindos daquela atividade, uma lembrança de um tempo que não volta mais. O mundo mudou. E, a cidade tem que olhar para outros horizontes para não ter que viver eternamente no passado e perder o "trem da história".

No último fim de semana(17/12), ouvi um comentário que me entristeceu: "um boato de que o Hotel Santos Dumont, o melhor da cidade estaria fechando as portas.E, o pior é que ele estaria sendo negociado por uma dessas novas igrejas da televisão" Sem mais comentários...

DISTRITO INDUSTRIAL DE SÃO DOMINGOS

Quando voltei de São Paulo, na minha primeira tentativa de me restabelecer na cidade, ciente de que Cambuquira precisava progredir para diminuir a leva de cidadão que partiam para outros lugares, idealizei um distrito industrial num lugar que não afetasse a sua vocação turística ao mesmo tempo em que facilitaria a vinda de investimentos. Alguém deve discordar da minha insistência, como a de muitos outros, na questão do turismo. Mas, é bom lembrar que essa atividade é uma das mais importantes do mundo, existindo países que sobrevivem apenas desse tipo de serviço, ou até mesmo aqui no Brasil, onde os Estados do Nordeste melhoram seu desempenho na economia nacional graças a esse incremento. Mas, voltemos ao distrito industrial!... Idealizei o DISTRITO INDUSTRIAL DE SÃO DOMINGOS, onde há bem pouco tempo ainda funcionava a PANAEX empresa da família do italiano Amedeo Panone. Tomei como base a localização entre quatro cidades que poderiam ser beneficiadas com sua implantação: Cambuquira, principalmente e que seria a principal beneficiada com a criação de empregos, rendas e arrecadação tributária; Lambari, com o fornecimento de mão de obra e conseqüente ganho em empregos e rendas; Campanha e Conceição do Rio Verde, que na mesma situação de Lambari também seriam beneficiadas. Os quatro núcleos populacionais têm acesso direto àquela área que pode ser feito em pouco espaço de tempo sem "martirizar" os empregados com viagens cansativas e sem que os mesmo precisem se mudar e destruir os vínculos familiares e de amigos em seus locais de origem. Além do mais, citando o caso dos que vão para Varginha, por exemplo, já sofrem por ter que escolher os locais mais afastados para morar, ficando sujeitos a gastos com transporte e a mercê de "furtos e roubos" que já acontecem na principais cidades pólos de nossa região, que tomamos conhecimento através de reportagens da EPTV, emissora de televisão sediada em Varginha. Com isso, mudar para esses lugares e morar mal são melhor ter meios de sobreviver por aqui mesmo!... NOTA: Bem! Essa idéia, na época me deu dores de cabeça, já que alguns políticos daqui não entenderam bem a idéia. Talvez achassem que eu tivesse alguma preensão política. Tinha sim! A política do melhor para nossa cidade!... Algo muito diferente do que assistimos nesse meio pelo Brasil todo. (Comentário do idealizador do projeto)

CAPITÃO CLAUDIO AMÂNCIO DA SILVA LEMES


Este é Capitão Cláudio Amâncio da Silva Lemes, ou simplesmente Capitão Cláudio, nome da rua de mesmo nome que começa na Av.Capitão Aureliano e termina na Av. NS Aparecida, no Bairro Carioca. Apesar de ter sido uma das mais importantes personagens de nossa cidade não teve ainda o merecido reconhecimento que deveria ter. Esse cambuquirense chegou a quase "falir" para cumprir o seu contrato de fornecimento de água à população e para os hotéis cada vez mais lotados de veranistas que buscavam cura nas nossa águas medicinais. Se você quizer mais detalhes sobre esse senhor, dê um passeio no blog da FAMILIA SILVA LEMES no endereço eletrônico: Http://silvalemes.blogspot.com

FAMILIA LIFONSO (Silva Lemes)




A foto ao lado é da Família Lifonso (Silva Lemes) onde figuram o pai, Sr. Ildefonso, mãe, D.Cândida e os filhos José Lifonso, Quinca Lifonso,Ninita, Maria e Reizinho. São os avós dos atuais "Lifonsos": José do Quinca, Ildefonso, joão e outros, por parte do Sr. Quinca Lifonso que aparece na foto com as seus irmãos Jose,(pai do Claudinho da Eunice(falecido),Fabiano,Daniel,Edwiges, Cidinha do Sinval e outros), Ninita,mãe de D.Helia e Mariazinha, alem de Maria mãe do José Ivan,Maria Odete e Jorge(já falecido). Ildefonso tinha outros irmãos, entre eles "Sá Donana", que residia na zona rural do Palmital, município de Cambuquira, e bisavó do administrador deste post. Depois eu conto o resto!..... Se você quizer saber mais detalhes da família vá ao endereço abaixo: http://silvalemes.blogspot.com ( E, dê a sua opinião!)

RÁDIO COMUNITÁRIA FAZ FALTA PARA CIDADE

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Um grupo de cidadãos da cidade, sob o comando de Felipe Guedon, depois de muito esforço conseguiu em 1998 montar uma emissora de rádio comunitária, uma das primeiras da região. Nunca se viu um projeto que envolvesse tanto a comunidade até então, a não ser como dizem os mais velhos, na "construção do Hospital Geral de Cambuquira”.Para ter a emissora no ar, tirando da cidade o complexo de inferioridade perante as demais vizinhas, muitos cidadãos da cidade deram o que podiam dar para a efetivação dessa idéia. Um grande número de LP e CD foi doado, além de móveis, pick-up e outros objetos. O grupo através de rifas conseguiu arrecadar um montante em dinheiro que somado a doação dos empresários locais, conseguiu comprar transmissor e antena. Feito isso, colocou-se no "peito e na raça" a emissora no ar, enquanto a ACIAC cuidava a documentação para liberação desse importante veículo de comunicação. Durante algum tempo, enquanto a liberação não saia os voluntários levavam ao ar das 7 horas da manhã até as zero hora, um programa diversificado com espaços abertos às diversas entidades públicas, civis e religiosas cambuquirenses. Isso a tornou uma rádio "verdadeiramente comunitária". Mustafá recebeu em seu programa algumas "Brimas" que sintonizavam a nossa rádio em Jesuânia e Olimpio Noronha, que vieram conhecer os "estúdios" e o grupo que a administrava. Era um sucesso!... Sua programação diferente, que era feita com o que dispunha no estoque feito com doações, principalmente músicas mais antigas, rock dos anos 60, 70, 80 e demais gêneros que naquele momento já não estavam mais no ar, chamou à atenção dos ouvintes, fazendo-os migrar para a nova emissora. Mas, a rádio estava condenada!... Classificada como "pirata" recebeu a visita de um fiscal da ANATEL que lacrou o seu único transmissor, calando de vez a voz de Cambuquira. Até hoje, apesar de haver três pedidos de RADIO COMUNITÁRIA para Cambuquira, e a existência de uma outorga de uma RADIO EDUCATIVA, liberada para um grupo de Belo Horizonte, a cidade continua muda e com o velho complexo, que hoje é bem maior, pois até os menores municípios da região já têm a sua rádio. Nesta semana, o presidente Lula sinalizou que vai dar um impulso para liberação desse tipo de emissora para muitos lugares do Brasil. Esperamos que Cambuquira esteja na relação de contemplados, para que possamos ter nossa voz no ar novamente.

RÁDIO EDUCATIVA

Em contato por telefone com o presidente da FUNDAÇÃO VILA RICA DE RADIO E TELEVISÃO EDUCATIVA obtivemos dele a promessa de que a emissora irá entrar no ar tão logo a ANATEL,agência do governo federal que controla as telecomunicações, libere um laudo técnio permissivo. Mas,o tempo passa e nada de emissora. Na cidade ninguém sabe quem são esses diretores e o porquê da escolha da nossa cidade. Chega-se a suspeitar que o grupo tenha se aproveitado na não existência de interesse no canal local para assegurar o direito de uso para depois transferí-lo para outro local. Enquanto isso, a cidade continua muda e necessitando de órgão divulgador capaz de atrair investimentos e turistas, o que essa emissora, com a capacidade liberada, bem poderia fazer.

ORÇAMENTO PARTICIPATIVO uma alternativa para nossa cidade.

Um sistema que já usado por várias cidades brasileiras que pode ser uma alternativa interessante para outras cidades brasileiras, inclusive as menores, como o caso de Cambuquira, é o ORÇAMENTO PARTICIPATIVO. Nesse sistema de planejamento dos gastos públicos, o povo participa nas decisões determinando, em conjunto com a administração, onde deverão ser gastas as verbas arrecadadas e repassadas ao município. Belo Horizonte, por exemplo, está realizando um programa dessa natureza para decidir sobre algumas questões de importância para população naquela capital. Varginha tem várias obras, inclusive a construção de infra-estrutura da Fonte dos Campos Elíseos, que foi objeto desse sistema de planejamento. Com esse tipo de parceria, o prefeito ouviria a população fazendo um melhor governo, pois é o povo que conhece suas necessidades.Desta forma, o cidadão comum terá poder de votar nisso ou naquilo, contra ou favor, e inclusive apresentar sugestões. Quem sabe essa idéia pega também em nossa terra?

A cidade merece o progresso.

Nossa cidade, apesar da situação atual, não é um município condenado a uma estagnação eterna.Esta é uma cidade preparada para ser diferente e merecedora de investimentos que a façam voltar aos trilhos da história dos quais foi deslocada por inúmeros fatores internos e externos, mas principalmente pela falta de visão dos que a administraram por esses anos de sua existência. Salvo algumas exceções, pouco se fez para preservar essa sua característica original. Das cidades pequenas desta região do Estado, Cambuquira é que tem a melhor infraestrutura além de outros fatores para progredir. Quem conhece as cidades do Sul de Minas como eu na qualidade de servidor do governo do Estado sabe muito isso é uma verdade incontestável. Se você ainda não teve a oportunidade de comparar, faça isso. Vá passear nessas outras cidades. Sem citar nenhum nome para não provocar os demais, compare de princípio o traçado das ruas, largura das vias, existência de praças de lazer, acesso, topografia, clima, etc. Nossa cidade não sofre a ameaça de enchentes que ocasionam prejuízos ao patrimônio como muitos por aí. É bem servida por rodovias que facilitam a importação e a exportação de produtos. E, por aí vai!... Temos uma rede de hotéis que hoje ociosa tem condições de se preparar para um virtual fluxo de pessoas que conseqüentemente transitam ou migram para locais onde o progresso chegou. A cidade, pela sua localização fica no centro de um triângulo em cujos vértices estão as três principais capitais brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, numa distância média de 300 Km deste município. A sua área urbana está praticamente preparada para as conseqüências do progresso, não faltando locais para ocupação, como podemos citar os bairros: "Fonte do Marimbeiro", Marimbeiro, Novo Marimbeiro “, além de outros como o projeto de um loteamento na área da antiga fazenda da Epamig, etc”.

Asa Delta e Parapente em Cambuquira


TURISMO ainda existe graças a alguns eventos
O turismo em nossa cidade ainda existe não só por causa das águas, mas pela realização de alguns eventos na área do vôo livre. Na foto acima, gentilmente cedida por Otávio(ofiaes.blogspot.com)mostra foto do último campeonato de Asa Delta aqui realizado. Cambuquira está conhecida no mundo inteiro graças a esses loucos do ar que vêm com as suas asas e seus para-pentes colorir o nosso céu. A rede Globo,por sua vez, tem divulgado um vídeo da EPTV no canal aberto via satélite onde cita os principais locais de nosso Estado para a prática desse esporte:Cambuquira,Andradas e Carmo do Rio Claro no sul de Minas.
Uma notícia boa é que em 2007 nossa cidade terá novamente o Brasileiro de Paragliding.

Avaliação da rampa e da cidade:

Levantamento entre os pilotos classificou Piripau(em Cambuquira) como sendo um dos melhores lugares para prática desse esporte, que destacamos:
-Proximidade com o centro e os hotéis,
-Boa térmica com variação de direções o que facilita planejar a competição com a opção de se poder voar em qualquer direção,
-área de fácil acesso e segura,
-hospedagem farta e barata,
-resgate facilitado pelas várias estradas rurais e rodovias pavimentadas
-hospitalidade da comunidade

O CINEMA...(para matar as saudades de monte de gente!)

Ao som de "Night and Day" com Ray Conniff, anunciava-se que a seção de cinema estava para começar. Quando ouvíamos aquela melodia, corríamos para não perder o início da exibição que antes da exibição do filme, propriamente dito, passava uma espécie de jornal no telão, o Canal 100. Nessa reportagem que quase sempre falava de futebol com algumas notícias do governo federal (suas obras e ações etc., para fazer a cabeça do povo.). Aquele lugar de referência era o ponto de encontro dos namorados que às vezes iam mais para dar uns "amassos" do que para ver qualquer coisa, pois fazer isso na rua, só para os mais ousados. Mesmo assim, D.Benedita, Sr.Anunciato ou um dos funcionários percebendo que alguma coisa estava ficando mais séria, aparecia com a "lanterninha" para intimidar. E, se isso não convecesse, o casal poderia ser convidado para se retirar. Mais isso era muito raro acontecer. A turma tomava um cuidado e disfarçava bem... Nas últimas vezes que fui ao cinema, antes de me mudar para São Paulo, já sentia a decadência daquele nosso patrimônio. Talvez, por uma questão de custos, o proprietário passou a exibir diariamente uma enxurrada de “Kung Fu”. Era soco e sangue para todo o lado. Alguma cena chegava mesmo embrulhar o estômago. Então, em várias vezes, a turma, mesmo a do “amasso” não agüentava e saía antes do fim do filme. Era o começo do fim... Fui embora, e num dia ao voltar a minha terrinha vi o cinema fechado. Acho que o problema econômico, aliada ainda à presença da TV em quase todos os lares decretou o fim desse entretenimento não só em Cambuquira como na maioria das cidades. Hoje, vemos que as antigas salas viraram lugares de “descarregos" e coisas mais.Sorte nossa que apareceu uma apaixonada por Cambuquira,Bernadete Guimarães, que comprou o local e o transformou em espaço cultural com o nome de sua avó "Sinhá Prado", onde se realizam eventos culturais, inclusive festival de curta-metragem.

O SETE ORELHAS E CAMBUQUIRA


O SETE ORELHAS E CAMBUQUIRA
O famoso justiceiro, que acabou sendo considerado um dos mais terríveis facínoras de nossa região, se chamava JANUÁRIO GARCIA. Esse cidadão, antes pacato, o quase, residia na região onde hoje se localiza São Bento Abade. E, por um crime bárbaro que chocou até o governador da província, ele saiu pelo Brasil afora fazendo justiça com as próprias mãos. Mas, depois se transformando em um "assassino de aluguel" nos moldes que assistimos hoje por aí. João Garcia Leal que vivia em conflito com o seu vizinho, Francisco da Silva (Chico Silva) porque este insistia em mudar a cerca que dividia as propriedades invadindo área pertencente a João. Por causa disso, Chico Silva ordenou aos seus sete filhos que emboscassem o vizinho e o matassem. O crime foi praticado pelos filhos do tal Chico com requintes de crueldade. Dependurado em uma árvore, ainda vivo, dele foi tirada toda a pele do corpo deixando-o agonizando ali onde fora encontrado pelo irmão Januário com tempo de “entregar” quem foram os autores de tamanho delito. Januário, acompanhado do seu irmão caçula Salvador Garcia Leal, com apoio de Mateus Luiz Garcia, seu tio, e com “um aparente aval da milícia da província” saíram à caça dos malfeitores. (Essa “autorização” é considerada falsa, pois existe um fato registrado quando os três procuraram o Juiz Ordinário da região armados até dos dentes para impedir que a autoridade expedisse um mandado de prisão contra tal Reinaldo da Silva, que não se sabe se era um dos filhos de Chico da Silva). Com essa autorização, Januário perseguiu e matou todos os sete irmãos que haviam “tirado o couro” do seu irmão. E, como prova de cada crime retirou de cada cadáver a orelha direita. Contava minha avó que ouvia dizer que ele chegava com aquele colar de orelhas e os jogava sobre os balcões das vendas das pequenas cidades como prova de que ele era o famoso Januário das Orelhas. Como se fosse algo escrito com “linhas tortas” Januário morreu em uma porteira, vítima de um traumatismo na cabeça que lhe arrancou a orelha direita. Pois é!...

Mas, o que tem isso a ver com Cambuquira?
Januário Garcia Leal era parente. Talvez, sobrinho de Diogo Garcia da Cruz, esposo da Ilhaa Júlia Maria da Caridade. Portanto, o "sete orelhas" tem parentesco com alguns dos membros de famílias importantes da região. Na nossa cidade, Os Silva Lemes descendem de Diogo Garcia e Júlia Maria da Caridade, através de um tronco do Borges da Costa, fruto da união de uma neta da portuguesa e Manoel Borges da Costa, já em Cambuquira.
NOTA:A foto acima é da Igreja do Saco onde foram celebrados batizados de filhos e netos de Júlia Maria da Caridade (Carancas-MG)

segunda-feira, 18 de dezembro de 2006

Como nasceu o CEA-Centro de Estudos de Astronomia


SIGMUND SZABÓ E O CENTAURO Na década de 60, um judeu húngaro, com idade avançada e já com alguma deformidade na coluna resultada talvez de um processo de osteoporose, encantado com o céu de Cambuquira. Trouxe então um telescópio de 250 mm montado por ele próprio e começou divulgar a astronomia junto à população e turistas que visitavam a estância. Começou primeiro no próprio quintal de sua casa localizada perto do Hospital na Avenida Julio Lemos de onde se poderia observar a lua que nascia atrás da igrejinha da Lavra. Com o sucesso e aprovação da comunidade resolveu juntamente com algumas outras pessoas fundar a entidade que denominou CEA-Centro de Estudos de Astronomia, associação que existe até hoje na cidade. Partindo daí, o CEA sob a sua direção resolveu construir um observatório que levaria o nome de CENTAURO num terreno localizado no fim da Av. Charles Berthaud, provavelmente doado pelo antigo proprietário do local, o Dr. Ordomundi Gomes Ferreira. Com os poucos recursos que tinha disponível, ajudado pela comunidade e pela prefeitura, começou a construção do prédio para abrigar esse centro e o observatório. Uma das primeiras coisas que fez foi juntar jornais da época que se faziam referências ao projeto, fotos e atas da organização e numa caixa hermeticamente fechada tudo foi colocado e bem embaixo da cúpula entre a parede do salão e uma coluna que sustentaria o aparelho, foi lançada a pedra fundamental com esse registro histórico para posteridade. Para construir a base do prédio, havia necessidade de muita brita e como a cidade não dispunha de uma máquina brita dora, resolveu usar o trabalho de diversos garotos do bairro, pagando-lhes por lata de 20 litros de pedra britada. Levantado o prédio, colocou-se a cúpula que refletia a luz do sol e podia ser enxergada de bem longe. Os turistas e viajantes que passavam pela estrada que cortava o Marimbeiro já viam aquela construção diferente. Com isso o observatório passou a compor a paisagem da cidade, como a cúpula do Hotel Elite, as torres da Igreja Matriz e outros prédios de destaque. Mas, por motivos alheios ao nosso conhecimento, pouco se sabe, ou quase nada, sobre a paralisação daquela obra que por mais de 30 anos ficou abandonada com a sua cúpula reluzente refletindo a luz do sol e os raios do luar. Dotado de grande inteligência e habilidade, o velho dentista passava horas e horas manipulando suas lentes para deixá-las no ponto então montar as lunetas e o telescópio capaz de ver as crateras da Lua, anéis de saturno, planetas e nebulosas que enfeitam o infinito. Amante da ciência queria difundir a astronomia junto às escolas e chegou a dar aulas no ginásio Clóvis Salgado, onde os alunos, considerando que aquilo não era uma matéria do currículo escolar, pouca atenção davam às suas explanações. Mas dotado de muito humor, não ligava para a bagunça dos alunos e continuava a explicar os fundamentos dessa ciência. Enquanto isso, bolinhas de mamonas cruzavam a sala. Num certo momento, uma dessas bolinhas acertou o quadro onde escrevia e ele simplesmente disse: “__Parece que estão jogando uma bolinhas por aqui?!...” E, continuou falando sobre órbitas, planetas, nebulosas e demais corpos celestes. Sigmund tinha um velho carro que parecia ser um modelo dos anos 40, pelo qual viajava pela região e em suas viagens ao Rio de Janeiro. Num determinado dia, sem recursos para colocar gasolina, ou por mera opção, ou teste científico, adaptou um botijão de gás de cozinha e foi pela estrada até à cidade carioca. Não sei se foi essa a sua última viagem. Só sei que esse foi a última notícia que tive dele. Daí para frente, o Observatório Centauro e o CEA caíram no abandono. Os aparelhos de observação ficaram sob a guarda da prefeitura, e o local passou a ser moradia de uma família que a usava para residência, estábulo e coisas mais. Contam que porcos e galinhas eram criados no salão. Por ocasião do aparecimento do Cometa Halley, um grupo de cidadãos cambuquirenses resolveu retomar o prédio e realizar os acabamentos necessários para dar àquela construção o seu devido destino sonhado pelo velho “corcundinha”. Com arrecadação junto ao comércio, doações pessoais e até mão de obra de voluntários, o prédio se tornou algo apresentável capaz de servir não só para observação astronômica, mas também para reuniões e palestras. Nesse tempo, foi usado pela AMORECE, uma associação de bairros que também ajudou nas obras e que também fora fundada naquele lugar por um grupo de pessoas do bairro. Da época do início das obras até hoje já se passaram mais de 40 anos, e mesmo assim o sonho do velho judeu ainda não foi concretizado. Hoje o prédio está no meio de inúmeras construções e iluminação noturna dos postes que prejudicam a observação, havendo necessidade de se construir um novo local mais afastado se a cidade quiser mesmo ser um ponto de referência na região para essa ciência. Talvez, uma troca com a prefeitura por outro prédio por ela construído para essas finalidades pudesse transformar o local em um espaço público. Só assim, poderá a cidade realizar o sonho de Sigmund Szabó e seus diversos discípulos cambuquirenses que também já não estão mais entre nós como Marino e Ronaldo Maia, Luigi Buggini, D.Ida Willig Guimarães, e muitos outros. .......................................................................................................................................................... NOTA Na segunda etapa da construção, o projeto Halley foi montado com um grupo de pessoas interessadas na conclusão da obra e na preparação do local para esse evento astronômico. Entre eles estavam:Dóris, Comandante Elifas,João Moura, Dr. Hernani Ferreira e esposa, Sr. João Toledo e esposa, entre outros tantos, que ao lado da AMORECE com Antônio Eustáquio, José Maria e outros conseguiram deixar o prédio em condições de uso. “O autor deste texto foi um dos meninos que quebrou pedra para fazer brita nas obras do prédio”. “Até hoje ele se recorda das diversas marteladas que deu no dedo polegar esquerdo nos momentos de distração”.

UMA VAQUINHA CHAMADA "CAMBUQUIRA"...

Uma história simples que resume o que vem acontecendo na nossa terra: trata-se de uma verdadeira crônica popular criada pelo cidadão comum que na sua inteligência vê muito mais do que os tecnocratas. "Na visão de um cidadão do campo, acostumado a lidar com animais e plantas, nossa cidade é como aquela velha vaquinha que se “chamava”cambuquira" do seu vizinho que só pensava em extrair o leite, beber, vender e explorar. Ele não deixava nada para os bezerros.Conclusão: os filhotes morriam do fome e o plantel nunca crescia. Com o tempo, a vaca foi ficando velha e já dava pouco leite que mal dava para matar a fome do dono. Ele num ato de desespero cortou os seus longos chifres e os vendeu para um fabricante de berrante.... Dias depois, a vaca fraca que só comia capim parou de produzir leite. Não era mais capaz de gerar filhos. O fazendeiro, coçou e coçou a cabeça. Acariciou a barriga que gemia de fome. E. sem nenhum remorso resolveu sacrificá-la.Comeu sua carne e vendeu o seu couro, acabando assim com a sua única fonte de sobrevivência naquele lugar. Sem condições de continuar no lugar, vendeu a sua pequena gleba para o colega rico do lado e virou militante do MST." Isso é no que se transformou nossa cidade, na vaquinha Cambuquira. Nada se fez para que ela produzisse e se tornasse uma cidade próspera, apesar das fotos antigas mostrarem que era essa a sua tendência. Bem... O resto todos nós conhecemos!...


ALTERNATIVAS ( que poderia ser adotadas mirando o progresso da cidade e não os ganhos políticos deste ou daquele partido. Para que isso funcione é preciso deixar algumas ideologias de fora, inclusive aquelas que usam da fantasia e da mentira para ganhar pontos, embora não mereçam.)


ORÇAMENTO PARTICIPATIVO uma alternativa para nossa cidade.
Um sistema que já usado por várias cidades brasileiras que pode ser uma alternativa interessante para outras cidades brasileiras, inclusive as menores, como o caso de Cambuquira, é o ORÇAMENTO PARTICIPATIVO. Nesse sistema de planejamento dos gastos públicos, o povo participa nas decisões determinando, em conjunto com a administração, onde deverão ser gastas as verbas arrecadadas e repassadas ao município. Belo Horizonte, por exemplo, está realizando um programa dessa natureza para decidir sobre algumas questões de importância para população naquela capital. Varginha tem várias obras, inclusive a construção de infra-estrutura da Fonte dos Campos Elíseos, que foi objeto desse sistema de planejamento. Com esse tipo de parceria, o prefeito ouviria a população fazendo um melhor governo, pois é o povo que conhece suas necessidades.Desta forma, o cidadão comum terá poder de votar nisso ou naquilo, contra ou favor, e inclusive apresentar sugestões. Quem sabe essa idéia pega também em nossa terra?
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CAMBUQUIRA AOS OLHOS DE OLGA


“Olga se enamorou de Cambuquira, quando a viu pela primeira vez”. E esse namoro, com sabor de juventude, perdura na pureza dos encantamentos. Um querer que medra na alegria das chegadas, um afeto que cresce na tristeza das partidas. E que subsiste das coisas simples e belas da cidade que ama. “Perpetuando, com a sensibilidade de artista, na colorida força de suas tintas e no vigor dos traços a singela beleza de um jardim a que chamam Cambuquira, Olga resgata sua dívida com a cidade que a recebeu de braços aberto”. Texto de Suely L.F. de Vilhena

O TREM QUE MUITOS DE NÓS NEM CONHECEU.


COM O ÚLTIMO TREM FOI EMBORA A ECONOMIA DO MUNICÍPIO Dizem (E, a história confirma.) que JK implantou uma política de incentivo ao comércio de veículos para ajudar as recém instaladas montadoras de automóveis no País que ele havia trazido. Mas, para isso, também instalou no Brasil uma política de erradicação de inúmeras linhas férreas atingindo em cheio a combalida economia de alguns. Depois de Juscelino, o governo militar, seguindo a mesma linha, atirou uma pá de cal com a destruição de mais troncos. Para os municípios afetados isso decretou a falência de algumas empresas, e a morte de comunidades que viviam em torno da estação do trem. Nossa cidade era servida pelo tronco que ligava a cidade de São Gonçalo do Sapucaí, passando por Campanha, Cambuquira, Lambari e se encontrando com outro tronco ainda existente chegando até Cruzeiro no Estado de São Paulo. Cambuquira, uma das muitas vítimas, viu sua economia ir embora à bordo da última “Maria-Fumaça”. O turismo, que já mudava de rumos, entrou em franca decadência, enquanto os políticos dessas cidades ainda insistiam que o turismo era a única alternativa. Não permitiram a instalação de indústrias em nome da “não poluição” das cidades. Os donos de hotéis e também políticos foram os primeiros a gritar contra a vinda de empresas. Será que visavam a não poluição ou a concorrência junto aos operários? As empresas pagavam melhor, respeitavam os direitos trabalhistas, coisas que alguns trabalhadores só conseguiam se pedissem o socorro da Justiça. Os turistas abastados, antes freqüentadores dos cassinos, passaram a viajar para outros países como Estados Unidos, Europa, etc. A Classe média alta mudou de rumos para o nordeste e também para o exterior. Os demais passaram a preferir as praias. Com isso nossos hotéis se esvaziaram, fecharam e até foram demolidos. Sem alternativa, grande parte da população migrou à procura de novas alternativas. São José dos Campos, por exemplo, foi por muito tempo um destino certo de cambuquirenses. Dizem que por lá se encontra mais cidadão de nossa cidade do que em Cambuquira. Até hoje, a cidade não conseguiu pegar novamente o trem. Não esse! (Mas, o trem da história!). Vivemos com um pé no passado e os olhos no futuro, sem arredar um passo no rumo de seu olhar. Vem eleição. Vota-se. Decepciona-se. E, assim vai o tempo passando. As ruas vão ficando vazias. Os prédios são abandonados para servir de monumento aos visitantes como se viessem aqui não para pelas nossas águas. Mas, para visitar um museu ao ar livre. Exemplo disso é o Hotel Elite, cuja construção magnífica está abandonada a servir de abrigo para os pombos e animais noturnos, servindo para especulação de um grupo que nada tem com os nossos valores a não ser interesses financeiros. Foto: Soldados da Revolução de 30 embarcando para o front/e foto da atual estação abandonada, apesar de ter se transformada em uma das mais modernas, se não a mais moderna que seguia o novo estilo do Parque das Águas.

BRUGES NA BÉLGICA E OS LEMES - Qual a ligação?

A foto ao lado é da cidade de Bruges na Bélgica. Leia no blog da família Silva Lemes(http://silvalemes.blogspot.com) o que isso tem a ver. Foi de lá,por um dos filhos de WILHELM LEMS, Martim Lems, que se originou a grande família que está espalhada por grande parte do Brasil, mas principalmente no interior de São Paulo e o Sul de Minas. Os LEMES de Cambuquira, que têm origem no paulista JOSE FURRIEL DA SILVA LEME,conforme conta José Guimarães, Advogado cambuquirense já falecido e que militava em Ouro Fino, na sua obra a ILHOAS. José Guimarães é sobrinho neto do Capitão Cláudio, um dos grandes vultos da história de nossa cidade

VIOLA CAMBUQUIRENSE BRILHA NA TV

Neste sábado, dia 09/11/06, o som da viola cambuquirense, nas mãos de Tarcísio do Prado sua turma, brilhou na tela da EPTV. E, não fizeram feio não! Como prova disso, a apresentação dos cambuquirenses foi escolhida para fechar o programa, dando o merecido destaque que há muito tempo todos esperávamos. Nossos parabens aos conterrâneos que têm contribuido para divulgar nossa terra com esse trabalho maravilhoso. Por outro lado, desejamos que essa demonstração sirva para divulgar mais a nossa música de raiz cambuquirense colocando-a no lugar de destaque que realmente merece. Valeu!.

Este é TARCISIO DA VIOLA, ou como todos o conhecemos: Tarcísio do Prado. Desde muito jovem, manifestou seu gosto e aptidão pela música, notadamente o violão, dom esse herdado tanto do seu avô paterno, Estevão Horácio do Prado, como também do avô materno Domingos de Carvalho. Mudou-se para São Paulo, indo trabalhar numa loja de departamentos, o extinto Mappin, e depois na Sulprocess Processamento de Dados, empresa do Grupo Itaú que cuidava do processamento do movimento bancário dessa instituição. Depois do Banco, trabalhou com transportes montando com um amigo uma pequena transportadora, enquanto ao mesmo tempo se dedicava à música fazendo arranjos para diversos cantores sertanejos. Aposentado partiu exclusivamente para “viola”,aprimorando-se a cada dia mais. É autor, conjuntamente com seu irmão José Marcos de várias músicas presentes no seu primeiro CD, onde também teve a participação de Vinicius,um primo da família Prado.. Com o seu estilo que lembra muito as melodias medievais,uma mescla o "caipira" com o estilo estilo antigo europeu,o que faz ser diferente de tudo que existe por aí, sem perder a característica de nossas músicas do gênero. No momento está se dedicando ao preparo de novas canções que deverão ser lançadas no novo CD. Com a sua maneira alegre e jovial tem sido um bom representante de Cambuquira em todos eventos que participa, entre eles festivais, entrevistas e apresentações no rádio e Tv. Como primo,e como administrador deste blog, o que desejo é que ele continue na sua carreira e que seu sucesso lhe traga bons frutos para ele e para nossa cidade.

DA ILHA DO FAIAL PARA CAMBUQUIRA

O SANGUE DE UMA ILHOA CORRE ENTRE ALGUNS CAMBUQUIRENSES Maria Nunes, com o falecimento de seu esposo, Manuel Gonçalves Correa, na Ilha do Faial, Arquipélago dos Açores, território português, em 1723 resolver juntar as trouxas e com as três filhas, uma delas já casada resolve vir para o Brasil. Chegando ao nosso país, depois de exaustiva viagem de caravelas que naquele tempo era uma eternidade, chegaram ao Rio de Janeiro e de lá rumaram para São João Del Rey, onde se alojaram na casa do Inconfidente Manuel Gonçalves da Fonseca, provavelmente com algum parentesco com seu marido falecido. As filhas de Maria Nunes eram: 1) Antônia da Graça; 2) Júlia Maria da Caridade; 3) E, Helena Maria de Jesus (que depois de casada passou a se chamar Helena Maria de Rezende). Dessas senhoras, a que mais nos interessa é Júlia Maria da Caridade, que se casando com Diogo Garcia, teria tido 14 filhos, entre eles uma filha que casada com um Borges (Borges da Fonseca ou Borges da Costa) liga-nos, os Silva Lemes, a essas portuguesas de fibra. . Maria Nunes, com o falecimento de seu esposo, Manuel Gonçalves Correa, na Ilha do Faial, Arquipélago dos Açores, território português, em 1723 resolver juntar as trouxas e com as três filhas, uma delas já casada resolve vir para o Brasil. Chegando ao nosso país, depois de exaustiva viagem de caravelas que naquele tempo era uma eternidade, chegaram ao Rio de Janeiro e de lá rumaram para São João Del Rey, onde se alojaram na casa do Inconfidente Manuel Gonçalves da Fonseca, provavelmente com algum parentesco com seu marido falecido. As filhas de Maria Nunes eram: 1) Antônia da Graça; 2) Júlia Maria da Caridade; 3) E, Helena Maria de Jesus (que depois de casada passou a se chamar Helena Maria de Rezende). Dessas senhoras, a que mais nos interessa é Júlia Maria da Caridade, que se casando com Diogo Garcia, teria tido 14 filhos, entre eles uma filha que casada com um Borges (Borges da Fonseca ou Borges da Costa) liga-nos,os Borges,Silva Lemes,Cassimiros e outros a essas portuguesas de fibra. Veja a ligação com os Silva lemes no blog: silvalemes.blogspot.com

O PARQUE NO TEMPO DA ADMINISTRADORA GAVA.

Essa foto do parque tirada por Waldir Rodrigues é do tempo da administração da GAVA, empresa de Gerson Ferreira da Costa, que muitos criticavam. Hoje, os mesmos críticos elogiam tardiamente aquele tempo quando existiam flores, o parque era limpo e lindo. Hoje, o "aquário vazio" é uma amostra de tudo.
Existem coisas que podem ser feitas que não necessitam de muitos recursos. Por exemplo cuidar do jardim, semear e produzir mudas de flores. Garanto que se for feito uma campanha para isso, os donos de hotéis, comerciantes e moradores irão ajudar.
Comente isso!...

foto: Waldir Rodrigues