CÓRREGO BARNABÉ
Há muito tempo, desde criança, ouvimos falar em Barnabé. E, o que parecia ser o nome de alguma personagem folclórica da cidade, o nome pertence a um dos habitantes mais antigos da Vila de Cambuquira.
Tivemos na cidade João Barnabé de Souza, que veio ser avô de José Guimarães, o nosso parente mais importante e autor da obra genealógica “As Três Ilhoas”. João, por sua vez, foi filho de José Barnabé de Souza casado com Maria Joaquina da Silva (Gularte ou Leme), filha do Furriel José da Silva Leme e de Rosa Maria Gularte.
Descendem ambos de Tomé Martins Ribeiro, ligado à fundação de Três Corações e Antônio Martins da Costa, irmão de Tomé Martins da Costa, também considerado um dos fundadores daquela cidade.
João Barnabé de Souza, pais de José Barnabé, era descendente de Tomé Martins Ribeiro, através de sua filha Ana Bárbara Florentina (Rolim).
A COMUNIDADE NÃO PODE SE ACOSTUMAR À DECADÊNCIA E À ESTAGNAÇÃO COMO O PEIXEIRO SE ACOSTUMA AO MAU CHEIRO DA PEIXARIA" UMA NAÇÃO SE TORNA MENOR, QUANDO O SEU POVO PERDE O PODER DA INDIGNAÇÃO! photo:Parque das Águas(by Artur Silva)
sexta-feira, 26 de janeiro de 2007
quarta-feira, 24 de janeiro de 2007
UM CAMBUQUIRENSE EM ÁGUAS SALGADAS
Sob o título de de u“As aventuras m mineiro em águas salgadas”, O Globo de 02.04.1987 publicou uma ampla matéria sobre o trabalho realizado por um cambuquirense, Dr. Aloysio Gomes Carneiro, o capitão que levou três anos navegando pelo litoral fluminense para coletar dados para montar um guia sobre o mar e as ilhas brasileiras, sendo esse trabalho de vital importância, não só para o turismo, mas principalmente para servir de base para todos os navegantes, dando mais segurança às viagens pela costa.
Aloysio nasceu em Cambuquira, filho de Gabriel Flávio Carneiro (Dr.Biloti), engenheiro que construiu a estrada Cambuquira-Caxambu, e tinha uma propriedade rural junto ao morro de Santa Quitéria que divisa com o Bairro Carioca.
segunda-feira, 22 de janeiro de 2007
PRAGA DE PADRE?
A história da praga do padre.
Ditados Populares:

Praga de padre, madrinha e mãe sempre pega"
" Padre e mulher grávida azaram a pescaria"
Contam os mais velhos que esteve no comando da paróquia um padre que não agia “muito de acordo” com as regras da “Santa Madre Igreja”. Depois de chamar-lhe à atenção por várias vezes, ele insistia em continuar com o comportamento impróprio.
Paquerava as mulheres. Parece que chegou a ter uma família e até filhos. Freqüentava as casas de tolerância, etc. e etc.
Um grupo de cidadãos da cidade arrumou um burro e o levou até a saída da cidade e o fez partir com “mala e cuia”. Alguns contam que puseram a banda para tocar no evento, comemorando a partida do padre fanfarrão.
Dizem que ele montado no tal burrinho olhou para trás e profetizou:
“___Isso aqui ainda há de se tornar um formigueiro!”
Tem gente que diz que certa vez, no bairro da lavra aconteceu mesmo uma grande invasão de formigas. Será que já era a concretização da “praga do padre”?
Pois é!... Nos últimos dias foi dito por aí que algum político teve a iniciativa ou teria pelo menos “cogitado” de pedir ao bispo da Campanha que retirasse essa praga maldita, causa da estagnação por que passa a nossa cidade.
Verdade ou não, dizem que na pregação do reverendo em visita à cidade teria dito que o progresso ou não de uma cidade depende dos políticos que ela tem.
Acrescento que “política e progresso” estão ligados à maneira com que cada político trata a “coisa pública.” Uma cidade é uma grande empresa e como tal deve ser bem administrada. Se o empresário não cuidar bem de sua firma ela vai à bancarrota. O mesmo acontece com a cidade, mal administrada. A praga do padre já se tornou desculpa da “ingerência”.
foto:www.wunderblogs.com
Ditados Populares:

Praga de padre, madrinha e mãe sempre pega"
" Padre e mulher grávida azaram a pescaria"
Contam os mais velhos que esteve no comando da paróquia um padre que não agia “muito de acordo” com as regras da “Santa Madre Igreja”. Depois de chamar-lhe à atenção por várias vezes, ele insistia em continuar com o comportamento impróprio.
Paquerava as mulheres. Parece que chegou a ter uma família e até filhos. Freqüentava as casas de tolerância, etc. e etc.
Um grupo de cidadãos da cidade arrumou um burro e o levou até a saída da cidade e o fez partir com “mala e cuia”. Alguns contam que puseram a banda para tocar no evento, comemorando a partida do padre fanfarrão.
Dizem que ele montado no tal burrinho olhou para trás e profetizou:
“___Isso aqui ainda há de se tornar um formigueiro!”
Tem gente que diz que certa vez, no bairro da lavra aconteceu mesmo uma grande invasão de formigas. Será que já era a concretização da “praga do padre”?
Pois é!... Nos últimos dias foi dito por aí que algum político teve a iniciativa ou teria pelo menos “cogitado” de pedir ao bispo da Campanha que retirasse essa praga maldita, causa da estagnação por que passa a nossa cidade.
Verdade ou não, dizem que na pregação do reverendo em visita à cidade teria dito que o progresso ou não de uma cidade depende dos políticos que ela tem.
Acrescento que “política e progresso” estão ligados à maneira com que cada político trata a “coisa pública.” Uma cidade é uma grande empresa e como tal deve ser bem administrada. Se o empresário não cuidar bem de sua firma ela vai à bancarrota. O mesmo acontece com a cidade, mal administrada. A praga do padre já se tornou desculpa da “ingerência”.
foto:www.wunderblogs.com
quinta-feira, 4 de janeiro de 2007
MAIS UMA DA TV

Para aqueles que acessam o blog e,por acaso, tenham ouvido(ou visto) a notícia veiculada pela EPTV sobre o acesso da cidade à estrada de vem do Rio de Janeiro, no lugar de Rio entenda uma rua que liga o centro para estrada que vai para Três Corações.
Pora outro lado, o acesso pode ser feito via pátio da rodoviária, passando pelo parque das águas ou usando a rua da esquina do casarão(Casa de D.Ilda Tassara) e rua Direita.
Pela forma que foi veiculada parece que nossa cidade está ilhada.
Uma notícia,conforme o texto, muda uma história.
OBSERVAÇÃO: no mapa está destacada EM VERMELHO a via em obra, que vai da esquina do antigo posto texaco(Petrobrás) até a casa de queijos).
quarta-feira, 3 de janeiro de 2007
JORNAIS DE CAMBUQUIRA
Desde o surgimento da vila que se tornaria um dia a cidade de Cambuquira, tentou-se dotar o lugar de uma imprensa escrita.
Como conta Dr. Manoel Brandão em sua valiosa obra sobre nossa cidade, em 1907, tal de Francisco da Veiga Ferreira Lopes (campanhense) lançou o “Águas de Cambuquira”, imprenso na gráfica do Monitor Sul Mineiro, e dedicado, principalmente à propaganda da estância, suas águas e seu clima. Mas, a falta de assinantes, ou de interesse da população local a idéia não vingou, vindo fechar com grande prejuízo ao proprietário.
Em 1910, em 27 de janeiro, surgiu um novo semanário denominado “A gazeta de Cambuquira” dirigida pelo Sr. Antônio Ferreira de Vasconcellos que pelo espírito combativo não seguiu as mesmas linhas do seu antecessor, tornando-se um órgão combativo e crítico da política e dos políticos locais.
Naquele tempo, muito mais que hoje, entrar nesse terreno é pisar em campo minado. E, parodiando as palavras do Dr. Manoel, “o jornal morreu, não de morte natural, (dizem), mas de morte violenta, de tal sorte que, como no histórico caso de Castro Malta, a polícia teve de intervir a procurar-lhe o cadáver desaparecido em uma fria noite de 31 de maio de 1911”. (Estilo à la Barão de Araruna da novela "Sinha Moça").
Depois teve “O Jacaré” com o intuito de cuidar dos interesses locais e tecer alguma crítica, que deve ter sido mais branda devido ao triste fim do seu antecessor. Parece que este não passou de alguns números.
Em 16 de março de 1913, sob a direção do Dr.Antônio Martins de Andrade, surgiu o jornal “Sul de Minas” que na realidade quase não falava de outros lugares a não ser de nossa própria cidade, e principalmente do mesmo campo minado em que tocou a Gazeta de Vasconcellos. Aliás, se ele escapara do triste fim daquele jornal desta vez não escapou do outro. Esse redator teria atentado contra a própria vida. (Será?) e não morreu apesar de uma bala ter atravessado o conduto auditivo se alojando na base do crânio, determinando uma “hemiplegia”,
Com isso a edição desse novo jornal foi suspensa.
Depois disso a cidade teve o “Grêmio Cambuquirense” e seu “A notícia” (oito de julho de 1915), que acabou com o 5º número.
Em dois de abril de 1916, João Toledo, apesar do fracasso de todos os outros periódicos, lançou “O CAMBUQUIRA”. Esse jornal foi um sucesso. Chegou a ser imprenso, depois de edições feitas pelo Monitor, em uma gráfica própria.
O jornal durou alguns anos, tendo sido vendido ao Dr. Thomé Brandão. Lá foi revelado para o povo os dotes de MARIO DE AZEVEDO, jovem e brilhante jornalista que o assumiu em 1920 como redator chefe, que o comandou por vários anos, quando em 1930 o jornal passava à direção de Dr.Manoel Brandão.
Nessa época, Mário Azevedo, provavelmente já enfermo partira para São Paulo e internado em um sanatório, mais tarde veio falecer em 27 de julho de 1935.
O jornal foi um dos que mais durou em nossa cidade, 17 anos e sete meses e praticamente morreu com Mário de Azevedo.
Um outro fato ligado à existência desse jornal, “O CAMBUQUIRA”, foi que após a venda feita a Thomé Brandão, João Toledo (pai do João Toledo Filho ex-dono da Banca de jornais), teria ido para também para São Paulo, voltando mais tarde para montar um jornal na cidade vizinha de Três Corações onde fora covardemente assassinado na porta da Igreja Matriz daquela cidade. Talvez, o diretor do nosso famoso jornal “tenha pisado nos calos“ de algum político local...
Paralelamente, e mesmo depois do jornal criado por Toledo, existiram outros como o “Shoot”, ”Verruma”, ”Metralha”, “O Regenerador”, ”O Progresso”, ”Infância Patriótica”, ”A voz da Cidade”. “A folha de Cambuquira”, “A fonte”, “A Estância”, etc.
“O Encontro” foi o último jornal editado na cidade ainda em atividade.
Como conta Dr. Manoel Brandão em sua valiosa obra sobre nossa cidade, em 1907, tal de Francisco da Veiga Ferreira Lopes (campanhense) lançou o “Águas de Cambuquira”, imprenso na gráfica do Monitor Sul Mineiro, e dedicado, principalmente à propaganda da estância, suas águas e seu clima. Mas, a falta de assinantes, ou de interesse da população local a idéia não vingou, vindo fechar com grande prejuízo ao proprietário.
Em 1910, em 27 de janeiro, surgiu um novo semanário denominado “A gazeta de Cambuquira” dirigida pelo Sr. Antônio Ferreira de Vasconcellos que pelo espírito combativo não seguiu as mesmas linhas do seu antecessor, tornando-se um órgão combativo e crítico da política e dos políticos locais.
Naquele tempo, muito mais que hoje, entrar nesse terreno é pisar em campo minado. E, parodiando as palavras do Dr. Manoel, “o jornal morreu, não de morte natural, (dizem), mas de morte violenta, de tal sorte que, como no histórico caso de Castro Malta, a polícia teve de intervir a procurar-lhe o cadáver desaparecido em uma fria noite de 31 de maio de 1911”. (Estilo à la Barão de Araruna da novela "Sinha Moça").
Depois teve “O Jacaré” com o intuito de cuidar dos interesses locais e tecer alguma crítica, que deve ter sido mais branda devido ao triste fim do seu antecessor. Parece que este não passou de alguns números.
Em 16 de março de 1913, sob a direção do Dr.Antônio Martins de Andrade, surgiu o jornal “Sul de Minas” que na realidade quase não falava de outros lugares a não ser de nossa própria cidade, e principalmente do mesmo campo minado em que tocou a Gazeta de Vasconcellos. Aliás, se ele escapara do triste fim daquele jornal desta vez não escapou do outro. Esse redator teria atentado contra a própria vida. (Será?) e não morreu apesar de uma bala ter atravessado o conduto auditivo se alojando na base do crânio, determinando uma “hemiplegia”,
Com isso a edição desse novo jornal foi suspensa.
Depois disso a cidade teve o “Grêmio Cambuquirense” e seu “A notícia” (oito de julho de 1915), que acabou com o 5º número.
Em dois de abril de 1916, João Toledo, apesar do fracasso de todos os outros periódicos, lançou “O CAMBUQUIRA”. Esse jornal foi um sucesso. Chegou a ser imprenso, depois de edições feitas pelo Monitor, em uma gráfica própria.
O jornal durou alguns anos, tendo sido vendido ao Dr. Thomé Brandão. Lá foi revelado para o povo os dotes de MARIO DE AZEVEDO, jovem e brilhante jornalista que o assumiu em 1920 como redator chefe, que o comandou por vários anos, quando em 1930 o jornal passava à direção de Dr.Manoel Brandão.
Nessa época, Mário Azevedo, provavelmente já enfermo partira para São Paulo e internado em um sanatório, mais tarde veio falecer em 27 de julho de 1935.
O jornal foi um dos que mais durou em nossa cidade, 17 anos e sete meses e praticamente morreu com Mário de Azevedo.
Um outro fato ligado à existência desse jornal, “O CAMBUQUIRA”, foi que após a venda feita a Thomé Brandão, João Toledo (pai do João Toledo Filho ex-dono da Banca de jornais), teria ido para também para São Paulo, voltando mais tarde para montar um jornal na cidade vizinha de Três Corações onde fora covardemente assassinado na porta da Igreja Matriz daquela cidade. Talvez, o diretor do nosso famoso jornal “tenha pisado nos calos“ de algum político local...
Paralelamente, e mesmo depois do jornal criado por Toledo, existiram outros como o “Shoot”, ”Verruma”, ”Metralha”, “O Regenerador”, ”O Progresso”, ”Infância Patriótica”, ”A voz da Cidade”. “A folha de Cambuquira”, “A fonte”, “A Estância”, etc.
“O Encontro” foi o último jornal editado na cidade ainda em atividade.
terça-feira, 2 de janeiro de 2007
Hotel Boa Vista, Resende,Clóvis,Central = Galeria do Pudim

Este é um hotel já extinto que fora construído em 1896 por Antônio José da Silva Lemes no local onde se encontra os prédios de residência de Maria Eugênia, viúva do seu neto José Lemes de Miranda, e edifício da “Galeria do Pudim”.
Esse hotel, que primeiramente se chamou Santa Rita, após ter sido arrendado pelo Sr.Albino Santa Rosa Jr. e depois Pedro Cornélio dos Santos.
Depois se chamou Hotel Rezende do Sr. João Pinto de Rezende (um dos primeiros vereadores de Cambuquira), onde nesse período teve um dos cômodos (porão com portas para a rua direita) de agência dos Correios.
Foi também chamado de Hotel Clóvis (1911) de Clóvis Andrade Ribeiro, que passando ser coletor estadual passou-o para Silvino da Silva Lemes que em sociedade com Manoel Sá que recuperou o nome de Hotel Boa Vista, conservado por Samuel Martins Ribeiro, seu sucessor no negócio.
Um dos últimos proprietários, Ernesto Jose da Silva é que lhe deu o nome de Hotel Central (1915) que através de Antônio Garcia de Oliveira o extinguiu transformando-o em residência particular (1930).
Cada prédio de uma cidade está vinculado a uma história de vida. As paredes são feitas de materiais frios, mas têm registros de vidas. Os hotéis de nossa cidade têm histórias semelhantes às casas de cada um de nós. Muitas paredes foram erguidas com sacrifícios, suor e trabalho.
Folheando o livro de “Cambuquira” de autoria de Thomé e Manoel Brandão pude vivenciar um pouco disso.

Uma das histórias que mais me comoveu foi o caso do Hotel Empresa.
Esse hotel, que na época nem era chamado assim, no seu começo teve paredes erguidas pelas mãos do próprio dono que durante dias e noites assentava ele mesmo os tijolos para aumentar o número de quartos, criar mais salas e, inclusive, chegou a construir uma sala que servia de teatro que deu o nome de Thalia (Título esse reutilizado pelos atuais proprietários do prédio), onde encenava peças e projetava filmes da época.
Descobri que o Hotel Silva só existe porque um paraense que procurou nossa cidade para se tratar com as águas minerais teve sucesso e gostou tanto de nossa terra e do nosso clima que resolveu vir com sua família. Montou uma pensão que depois virou hotel, que foi aumentado, e que serviu para muitos dos seus conterrâneos que também procuraram a Estância pelo mesmo motivo.

Tivemos muitos empreendedores que acreditavam na pequena vila e graças a eles a cidade desenvolveu, espírito esse que falta na comunidade atual e nos atuais políticos locais,algo que precisa voltar para que a cidade recupere, pelo menos um pouco daquela sua vida de outrora.
A comunidade não pode ficar pacífica a acreditar num eventual “salvador da pátria” que nunca chega, ou ver como única alternativa a estrada que parte para qualquer lugar.
BONS TEMPOS AQUELES...


As fotos ao lado são de uma época que Cambuquira ainda tinha um grande fluxo de turistas. Os bailes eram animados pelos “conjuntos musicais” de nossa própria cidade.
Nas férias era o momento dos operários ganharem uns trocados a mais para ajudar no sustento das famílias. As mulheres lavavam roupas para os hotéis e veranistas, ou trabalhavam de arrumadeiras. Os homens ganhavam uma chance como garçons, ajudantes de cozinha, porteiros entre outras profissões. O comércio vendia mais, os ambulantes de frutas, doces, picolés e pirulitos faturam alguns trocados. Os Charreteiros ganhavam. Os alugadores de cavalos enchiam os bolsos. E, até a meninada tinha a sua oportunidade como engraxates(Tinham até uma espécie de organização,uniforme,líderes,etc!).
Nessas fotos (resultado de divisão de uma foto maior) estão integrantes de uma banda que animava os carnavais e os bailes nos hotéis, no clube e na rua. Meu pai, Sebastião da Silva Lemes, está ao lado de José Silva ao fundo, onde também se vê Orlando (bom de futebol também) e "Dodinho". Na frente, vemos “Zinho”, seu irmão “Biá”, o “maestro” e “Zizo”.
Olhe o “Sidney” ali ao lado de perfil com o seu inconfundível topete “à la Elvis.”
O galã "Dodinho" sorria como sempre! Dizem que, com essa pose chegou a conquistar, na época, uma "socialite" carioca que freqüentava Cambuquira. Desse um romance, digno de uma novela, nasceu uma menina que veio se tornar uma grande atriz de TV, que infelizmente já subiu para o andar de cima(como diria Falabela).
Bons tempos aqueles que não voltam mais!...
segunda-feira, 1 de janeiro de 2007
CAMBUQUIRA DE 1900

Essa é a Cambuquira de 1900. No alto do moro destaca-se a Igreja Matriz construída graças aos esforços dos filhos de Vicente da Silva Leme (Antonio Joaquim, Jose Vicente, Tomé e João Evangelista) e demais moradores da vila, como Casimiro José da Costa (avô do Sr.José Queijinho) e Manoel e Jose Martins Ribeiro, parentes dos Lemes por parte de D.Escolástica, esposa do Sr. Vicente.
No canto da foto à direita ainda podemos ver a ponta de um sobrado. Este era a residência de Antonio Joaquim, primeira construção de padrão construída na cidade, para onde se mudou vindo de Campanha, onde morava, apesar de já ter propriedade aqui, herdada do pai.
A velha casa que lembra uma fazenda antiga em destaque abaixo representa o que era a sede da Chácara das Rosas, que depois de várias transformações virou prefeitura, hoje abandonada sob a ação do tempo e das chuvas podendo desmoronar e com isso levar mais um símbolo da nossa história
A comunidade deveria dar o exemplo e promover uma campanha para refazer aquele monumento, ou pelo menos dotá-lo de infra-estrutura capaz de protegê-lo da ação da chuva e do sol. Pois, uma cidade sem história é uma cidade sem alma.E, por isso vai morrendo a cada dia que passa!
PRIMEIRA CÂMARA MUNICIPAL DE CAMBUQUIRA
Na foto ao lado, maltratada pelo tempo vemos uma cena do Primeiro Conselho Deliberativo(Câmara Municipal) que se formou entre os anos de 1909 a 1912 durante o governo do primeiro prefeito Dr.Raúl Sá. Na foto nos foi informado que estão Aureliano de Andrade Junqueira(Capitão Aureliano) como presidente ao centro, tendo como "vereadores" o Sr. Cláudio Amâncio da Silva Lemes(Capitão Cláudio) à direita da foto(à ponta da mesa) com o poeta João Pinto de Rezende à sua frente. Compõem ainda a mesa os Sr. Joaquim Dias da Silva(proprietário do Hotel Cambuquira na época),Alfredo Moreira de Carvalho,Jose Pedro Manso e outros.Dr.Raul,prefeito da época e o seu sucessor Dr.Tomé dos Santos Brandão estão à direita no fundo e de pés. Dr.Tomé, como era médico, estava de jaleco branco, como se pode observar.
Cap.Cláudio(Produtor Rural)Conheça mais a história no trabalho da prima Ana Paula Lemes de Souza sobre a história administrativa do município. Clique no Link abaixo para ler mais:
Arquivo de Notícias. (clique)
João Pinto de Rezende(poeta)
Joaquim Dias da Silva(Hoteleiro)
IGREJA MATRIZ CONSTRUIDA PELOS LEMES(relembrando e corrigindo a história)
Essa pequena capela que por algum tempo existiu ao lado da atual Igreja Matriz Católica(veja nas fotos de Cambuquira de 1920 postadas neste blog) foi resultado dos esforços dos irmãos Lemes,filhos de Vicente da Silva Leme e netos de José da Silva Leme e Rosa Maria Goulart(José Vicente,Antonio Joaquim, Tomé,João Evangelista e outros)conjuntamente com outros membros da comunidade católica, como Cassimiro M.da Costa, que devem ter promovido muitas festas, leilões de gado nas festas do padroeiro(S.Sebastião).A festa criada para construir a pequena capela serviu para ajudar na construção da nova matriz e perdura até hoje como um dos mais tradicionais eventos do dia do padroeiro.
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