quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

MAIS UM CAPÍTULO SOBRE O PARQUE DAS ÁGUAS.

Recebi um e-mail de amigos em Cambuquira dando a notícia de que o povo da cidade estava revoltado com o último ato do executivo que hoje, dia 31/12/2008, encerra o seu período administrativo.
Na mensagem diziam que se planejava uma manifestação popular contra esse derradeiro ato do "até então prefeito" que devolve ao Estado de Minas Gerais, representada pela CODEMIG, estatal responsável pelos parques das Estâncias de Cambuquira, Lambari e Caxambu na nossa região, a administração e exploração do Parque das Águas.


A preocupação maior é que com essa devolução o Governo de Minas transfira à COPASA, além do engarrafamento que já é dela, também a administração do Parque das Águas e com isso o povo venha a ser coibido de apanhar a água mineral gratuitamente como é feito há muito anos e tenha que pagar pela água mineral.


Considerando que nos tempos da HIDROMINAS, empresa anterior a CODEMIG/COMIG, o povo sempre teve acesso às fontes sem nenhum custo em horários pré-determinados, a empresa que ficar com a administração daquele ponto turístico deverá seguir essa tradição. Mesmo porque se a cidade não tem água tratada, o uso da água mineral no dia-a-dia é indispensável para se que se preserve a saúde do povo.

Por outro lado, se houve a intenção de minar de certa forma a futura administração municipal com essa aparente puxada de tapete, na minha opinião, os administradores envolvidos (Estado e Município) fizeram um grande favor ao novo prefeito que toma posse amanhã: tiraram um grande elefante branco das costas de "Kaka".

Por que elefante branco? Aquilo, na situação em que está, onde até as flores sumiram, iria exigir dos cofres municipais muito dinheiro para ser recuperado. A receita apurada com a venda de ingressos ou de garrafões avulsos aos visitantes e turistas, com certeza, não dá para cobrir as despesas de manutenção. Pois, a fonte maior de recursos, o balneário está desativado há muitos anos e não tem condições de entrar em operação sem as reformas necessárias, há muito esperadas pela população e turistas.

CONFIRMADO!

Recebi a confirmação que um grupo de pessoas da comunidade fizeram parte de uma manifestação, mesmo com chuva, contra a uma possível transferência do Parque das Águas para COPASA, a exemplo do que já aconteceu com o "engarrafamento das águas minerais" de Caxambu, Lambari e Cambuquira ( essas duas últimas cidades ainda sem produção).

Observação:

Evander Xavier, o futuro prefeito eleito, não deveria se preocupar esse último ato de 2008.
O novo chefe do executivo deveria agradecer e se preparar para exigir do Governador, o cumprimento dos deveres a ele atribuídos entre os quais o de zelar pela coisa pública, fato esse que nem é preciso a iniciativa judicial. Pois, uma representação ao Ministério Público, com base no artigo 261 da Constituição do Estado de Minas Gerais, é o caminho legal mais adequado de ser seguido.
O que a nova administração deve fazer é trabalhar para que a produção e venda das águas entre em operação o mais breve possível. Pois, a demora da efetivação de sua atividade prejudica a cidade com a queda da arrecadação de ICMS, imposto estadual que tem 25%devolvido ao município através do VAF - Valor Adicionado Fiscal.
Para se ter uma idéia do prejuózo dessa inatividade, o ICMS efetivamente recolhido pela SUPERÁGUAS, quando estava em atividade, representava mais ou menos 80% do total arrecadado pela Secretaria de Estado da Fazenda em nossa cidade, cabendo o 20% restantes ao comércio e as pequenas indústrias de latícinios, doces e abatedouro de frangos.
Como sugestão, a comunidade deveria se manifestar junto aos Governos do Estado e da União (essa última responsável pela liberação da outorga de exploração) para que não prejudiquem mais a cidade com a morosidade na implantação dessa nova unidade a ser explorada pela
COPASA.
Em Caxambu o engarrafamento já funciona a pleno vapor, recuperando receita e empregos perdidos com o fechamento da Superágua naquele município.

Quanto a preocupação do povo, talvez motivado por alguns boatos que apontavam para o fim da água de graça, tenho a dizer que isso provavelmente não vai acontecer, ainda mais num ano que antecede as eleições para Presidente e Governador! Preciso dizer mais alguma coisa?

NOTA:

A MGS empresa que presta serviços para o Estado de Minas Gerais já havia publicado edital de concurso público com vagas em Cambuquira. Entre essas vagas existia: serventes, jardineiros e outros profissionais. Essa empresa já prestou serviços no parque na época da CODEMIG, sucessora da GAVA. Por outro lado, a própria COPASA também publicou edital de concurso para nossa cidade com vários cargos para supostamente trabalhar no engarrafamento.

Guerra de informações: - Postado em 01/01/2009

Também conforme, e-mails, no dia 31 houve um bombardeio de informações na cidade. Primeiramente, os boatos que corriam pela cidade culpavam o novo prefeito de ter devolvido o parque ao Estado, que fora desmentido pelo mesmo através de divulgação sonora na cidade. Depois, foi Marcos Vinícius que também se justificou alegando que essa devolução fora feita sem a sua culpa, etc., etc. E, por causa desse barulho... Pelo menos, o fato veio provar que o povo aprender sim exercer o seu direito de cidadania. Graças a Deus, a nossa rádio comunitária já recebeu sua outorga e poderá entrar no ar em breve, restabelecendo a sua voz nesse importante canal de comunicação tão necessário em qualquer comunidade desse país.

RECEITA DE ANO NOVO

Para você ganhar belíssimo Ano Novo...

Não precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-las na Gaveta.

Não precisa chorar de arrependimentopelas besteiras consumadas nem parvamente acreditar que por decreto da esperança a partir de Janeiro as coisas mudem e seja claridade,recompensa, justiça entre os homens e as nações, liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, direitos respeitados,começando pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um ano-novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo,

Eu sei que não é fácil mas tente,experimente, consciente.

É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.

Um maravilhoso Ano Novo para você !



(palavras do parente Carlos Drummond de Andrade)

No cartão,mais uma vez, o sorriso doce da priminha Sarah!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

CAMBUQUIRA TEM DE VOLTA A SUA RÁDIO COMUNITÁRIA.

Através da Portaria abaixo, o Ministro das Comunicações concede à cidade o seu desejado canal de rádio comunitária.E, como diz o documento, o ato terá os seus efeitos legais após a deliberação do Congresso Nacional.

PORTARIA DE 17 DE DEZEMBRO DE 2008O MINISTRO DE ESTADO DAS COMUNICAÇÕES, no uso de suas atribuições, considerando o disposto no inciso II do art.9o- e art. 19 do Regulamento do Serviço de Radiodifusão Comunitária,aprovado pelo Decreto n.o- 2.615, de 3 de junho de 1998, na Lei n.o-9.612, de 19 de fevereiro de 1998, resolve outorgar autorização a entidade abaixo relacionada a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária.
O ato de outorga somente produzirá efeito legal após deliberação do CongressoNacional, nos termos do § 3o- do artigo 223 da Constituição.No da Portaria 824 No do Processo 824 53000.052028/04

Nome da Entidade: Associação Despertar para o DesenvolvimentoSocial, Cultural e Artístico de Cambuquira
Localidade/UF Cambuquira/MG

HÉLIO COSTA



OBSERVAÇÃO:

Conforme nos informaram, o grupo responsável pela atual implantação parte agora à caça de recursos para a montagem da emissora, que já tem alguns equipamentos comprados. Mas, necessita de outros exigidos por lei.
Esperamos que os conterrâneos e amigos se disponham a ajudar nossa cidade nessa empreitada.
A rádio, voz ativa do povo e veículo incentivador de cultura e progresso é algo indispensável que há muito tempo a cidade espera.
Você estaria disposto a ajudar? (use o contato abaixo para se comunicar)

CONTATO (clique na palavra contato grifada para mandar o seu recado, mas não se esqueça de deixar o seu e-mail para resposta. Fique tranquilo que ele não será divulgado para outras pessoas.)

Pedágios da Fernão Dias entram em operação

Diniz Dias.

Uma das praças está instalada em Santo Antônio do Amparo, no Sul de Minas
19/12/2008 - 09:30 - Começou a funcionar nesta sexta-feira (19) o pedágio da Rodovia Fernão Dias, em Santo Antônio do Amparo, no Sul de Minas. Os motoristas de carro de passeio e caminhonete pagam R$ 1,10 e motos pagam R$ 0,55. Caminhões pagam R$ 1,10 por eixo. O preço foi estipulado durante o processo de concessão da rodovia e corrigido de acordo com a variação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).

Outras duas praças de pedágio também começaram a operar nesta sexta-feira na Fernão Dias: Itatiaiuçu e Betim.

A OHL/Brasil é responsável pela manutenção de 562 quilômetros da rodovia, no trecho que liga São Paulo a Belo Horizonte. serão oito praças de pedágios. No Sul de Minas serão quatro praças: Santo Antônio do Amparo, Carmo da Cachoeira, São Gonçalo do Sapucaí e Cambuí.

Com a privatização, os motoristas passaram a ter direito a socorro médico, atendimento a veículos com problemas mecânicos e guincho.

O telefone para quem precisar de informações sobre as condições da rodovia ou pedido de socorro é o 0800-283- 0381.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

DÊ UMA CHANCE AO PLANETA TERRA.

Os temporais acompanhados de granizo que ultimamente estão castigando a região Sudeste, principalmente o Sul de Minas, me fez refletir sobre “as sombrias previsões do aquecimento global”. E infelizmente eu estava certo, pois esses temporais são resultados do encontro do aquecimento das águas do mar com a umidade vinda da Amazônia.
E a região Sul vem sendo fustigada por furacões extratropicais – no litoral do Paraná e Santa Catarina. As tempestades também atingem o Rio Grande do Sul, causando mortes e destruições. Enquanto isso, no Nordeste a seca avulta além do desértico sertão.
Em todo o país, a umidade relativa do ar, cujo ideal deveria variar entre 60% e 70%, acusa níveis alarmantes, abaixo de 20% – característica do clima de deserto. O calor está ficando insuportável, com 4 graus acima da média e já atinge os 44 graus.
O que estamos presenciando é uma tragédia anunciada, desde a década de 1980, pelos cientistas do mundo inteiro. Avisos não faltaram! “O efeito estufa ou aquecimento global, deverá aumentar até o fim do século em quatro graus Celsius a temperatura do Planeta; causando não só o derretimento das geleiras, mas também enchentes, secas, tufões e furacões”. E esta previsão não é para um futuro distante... já está acontecendo! E irá agravar cada vez mais.
As variações climáticas estão provocando a escassez de alimentos e, pelas estatísticas, já dobrou para 900 milhões o número de famintos no mundo. Entre os mais prejudicados estão: a África, a Ásia e a América Latina.
Os Estados Unidos da América e a China lideram o ranking de países mais poluentes do Planeta. O Brasil é também um grande poluidor. Haja vista, temos a maior frota de veículos usados, equipados com motores obsoletos – emitindo mais CO2, dióxido de carbono, que os veículos novos. Os carros movidos a etanol e biodiesel representam um pingado num mar de carros movidos a gasolina e demais derivados de petróleo. Nas regiões Sul e Sudeste a maioria das fábricas trabalha com suas chaminés sem filtros redutores de poluição. Raras são as cidades que fazem coleta seletiva de lixo. Os lixões poluem o lençol freático. No Norte e Nordeste, existem as carvoarias e usinas termelétricas poluidoras. Nos estados do Mato Grosso e do Pará, os criadores de gado devastam a floresta Amazônica.
A Noruega, ciente desse caos prontificou-se a enviar ao Brasil um bilhão de dólares, durante o prazo de sete anos, para a preservação da floresta Amazônica. O “Pulmão do Mundo” é importante para amenizar o efeito estufa, porém, será preciso muito mais que isso. Contudo, já é um bom começo evitar os desmatamentos.
Os descendentes dos vikings já abriram os olhos. E os demais?!
Por falar em viking, um estudo feito pela ONG ambientalista Greenpeace demonstra que a ação do homem afetou impiedosamente 40% das águas dos oceanos e que apenas 4% dos mares, sobretudo nos pólos, ainda estão livres de poluição. As razões principais são os vazamentos de óleo combustível e lubrificante. Além do lixo orgânico, resíduos químicos, metais pesados, fertilizantes, agrotóxicos, material radioativo, há até submarinos nucleares submersos nas profundezas do mar.
Estima-se que 267 espécies de pássaros e mamíferos morrem por engolirem plásticos pensando ser alimento. Milhares de albatrozes, gaivotas, leões-marinhos, focas, tartarugas, golfinhos, baleias e outras espécies marinhas, são encontrados mortos por asfixia e lesões internas por engolirem material plástico.
O CO2 eleva a acidez das águas do mar e causa a morte de diversas espécies de peixes e mamíferos marinhos. Por conseguinte, a poluição faz surgir as zonas mortas nos oceanos – há cinqüenta anos havia apenas 3 zonas mortas, hoje já passam de 100.
Sabendo-se que a Terra é constituída de 70% das águas dos oceanos, esse impacto ambiental compromete seriamente o ecossistema.
Alguns cientistas afirmam: “O processo de destruição que se iniciou é irreversível e que, inexoravelmente, o planeta Terra tornar-se-á inóspito à raça humana entre meados e final deste século”.
Verdade inconveniente? Contudo, eu sou otimista e creio que ainda podemos reverter esse quadro funesto... Mas terá que ser logo! Mais uma década de descaso poderá ser tarde demais e, assim, nada mais deterá a vingança da natureza.
Não podemos ficar de braços cruzados esperando por milagres, ou que os líderes das nações desenvolvidas saiam da impassibilidade marmórea que se encontram em relação à preservação do Meio Ambiente. Eles estão preocupados é com a saúde econômica de seus países! Entretanto, todos nós temos o dever de deixar a Terra habitável às gerações futuras, aos nossos filhos, netos e talvez bisnetos.


A exemplo dos nórdicos, eu também fiz a minha parte ao escrever o livro GUILHERME E O GNOMO, no qual procuro conscientizar as crianças e os jovens sobre a importância da preservação das florestas e das nascentes dos rios. Nesse livro contém, na página 18, o “Antídoto para o Aquecimento Global”.

Vocês também caros leitores, internautas, pais, professores e educadores, poderão fazer sua parte adquirindo um exemplar por apenas R$19,00 (dezenove reais). Os interessados poderão comprar o livro pelo e-mail: anaflaviafs@gmail.com ou pelo telefone (35) 8831-8015.




Pedidos pelo Correio: Celso Simões. Av. Virgílio de Franco, 450/301. Cambuquira, MG. CEP 37.420-000.

SE VOCÊ ESTÁ DE ACORDO COM AS IDÉIAS CONTIDAS NO TEXTO ACIMA, ADQUIRA O LIVRO E/OU PASSE A MENSAGEM AOS SEUS AMIGOS INTERNAUTAS.



“Livro é o melhor presente, leitura é entretenimento e cultura”.









Guilherme e o Gnomo, literatura infanto-juvenil, autor Celso Flávio de Almeida Simões. Publicação com recursos próprios. Tamanho: 170x270mn, papel couchê 230g (miolo), 24 páginas. Capa plastificada e, incluindo a capa e contracapa, contém magníficas ilustrações coloridas pelo artista plástico cambuquirense, João Paulo. Uma verdadeira obra de arte com uma história fascinante, assim define as crianças e os adultos.
Tiragem limitada: 500 exemplares. Restam: 200 exemplares.



Resumo da obra:




“Em virtude do aquecimento global, a Terra e seus habitantes estão prestes a serem extintos. Erniak, o rei dos gnomos, detém a fórmula para evitar essa catástrofe, porém, ela só pode ser transmitida para Guilherme – o descendente do alquimista Ganion. Entretanto, ele é apenas uma criança. Além disso, há o risco de ele assustar-se com o gnomo e pôr tudo a perder. Então, Erniak idealiza um plano espetacular para atrair Guilherme à floresta e, por conseguinte, entregar-lhe a fórmula redentora com o tesouro do seu ancestral. Agora, o futuro da humanidade está nas mãos de um menino de apenas nove anos de idade”.



No final do livro, um divertido teste para avaliar a atenção dos leitores.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Para refletir:

Ter disciplina!...

E, o que é disciplina?

Disciplina é pegar o caminho certo para que se vá onde queremos ir.

Pense nisso!...

Disciplinar também é motivar. E, isso é válido para tudo em nossa vida.

Que os nossos políticos sejam disciplinados no próximo ano!

Esse é o meu desejo para Cambuquira.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Os apitos das fábricas.

Na edição desta última quinta-feira (11/12) a EPTV-Sul de Minas noticiou que o apito da fábrica, ou melhor dizendo do engarrafamento das águas minerais de Caxambu, obedecendo uma decisão judicial, se calou.

O velho funcionário responsável pelo sinal sonoro que há trinta anos tinha a incumbência de acionar lamentava a determinação. Representantes da população entrevistada parecem não ter gostado da idéia e lamentam a perda de mais essa tradição. Uma proprietária de hotel mostrou o seu livro de reclamações onde não consta nada contra o velho apito da fábrica.
Voltando à nossa Estância de Cambuquira, lamentamos não só a ausência do apito, ressucitado de pois de muito tempo calado por Ibraim Messias e depois retirado do ar da mesma forma, mas a perda de outros tantos valores em nossa terra.

Tanto em Cambuquira como em Caxambu, o sinal da Fábrica era uma referência para todos. Ele indicava que estava na hora de ir para Escola nos meus tempos de menino, que estava na hora do almoço para todos os operários da cidade, inclusive o meu pai que trabalhava na construção civil, dos hóspedes que estavam a perambular pela cidade indicando que chegava a hora de ir para o hotel e se aprontarem para a refeição. Ainda me lembro que ele apitava de manhã bem cedo, depois para anuncioar o almoço e seu fim e às quatro horas para indicar o fim do expediente do velho engarrafamento e de outras empresas.

Caxambu perdeu o apito agora. Cambuquira até agora o engarrafamento continua fechado, apesar de ter recebido novos equipamentos. Com isso, a cidade perde receita, perde empregos.
Por causa dessa morosidade, a cidade perde no VAF *(Valor Adicionado Fiscal) e vai receber menos recursos no repasse de ICMS, fazendo com que a cidade fique mais pobre e o prefeito eleito tenha que aprender a trabalhar com menos dinheiro nos cofres.


* VAF - É um sistema de levantamento do movimento econômico de cada município. Nesse processo se apura, alem da arrecadação efetiva, a economia geral de cada cidade, sua produção agropecuária, o comércio e industria. Em suma: o que o lugar produz dentro do monte econômico do Estado que reserva 25% de sua arrecadação numa conta geral dos municípios. Cambuquira, por exemplo a perda de importantes unidades produtoras, queda na venda do comércio, há muito tempo teve o seu índice rebaixado. E, o fechamento da Superáguas aliado a demora da COPASA para iniciar o envasamento das águas, contribuiu e contribui para que esse índice não se recupere.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

YES, WE CAN!...







América imita a Estância e elege o primeiro presidente negro. Assim se completa a profecia divulgada aqui: Barack Hussein Obama completa o trio citado em nota deste blog.
A emoção do dia 5 de novembro nos Estados Unidos repete em proporção maior um sentimento semelhante ao acontecido em Cambuquira no dia 5 de outubro, com a eleição do primeiro prefeito negro da cidade. Nas fotos: Barack Obama, Lewis Hamilton e Evanderson Xavier (Kaka, para o íntimos!...)
Até que eles se parecem um pouco!...

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

FESTA DE SÃO JUDAS TADEU.

No último dia 28 de outubro, como acontece há algum tempo, comemorou-se no Parque das Águas de Cambuquira a solene Festa Religiosa dedicada a S. Judas Tadeu. Como é de tradição, um grupo de empresários portugueses residentes no Brasil distribuem milhares de cestas básicas a população carente.
A solenidade já se tornou uma das mais movimentadas da cidade. E, acontece no parque devido a existência de uma capela em seu louvor na Mata do Parque, bosque tradicional remanescente da Mata Atlântica preservada no local.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

PARA REFLETIR:

Deus nos fez perfeitos e não escolhe os capacitados, capacita os escolhidos".
Fazer ou não fazer algo, só depende de nossa vontade e perseverança.


(Albert Einstein)

Complementando, a pedido, a notícia da Vitória de Kaka:












Já no sábado, em passeata que reuniu cerca de 300 pessoas o refrão "o povo unido jamais será vencido" já ecoava pela cidade, antecipando a vitória e a comemoração não se resumiu em passeata pelos bairros. Cerca de mil pessoas à pé, 41 motos, 20 bicicletas e 380 carros lotados sairam de frente do Parque das Águas, seguiram até a Avenida Antonio Almeida Santos (rua dos bambus) retornaram pela mesma passando pela Avenida Vírgilio de Melo Franco (rua Direita), subiram a Regina Coeli até a Rua 15 de novembro na Lavra onde o samba e o pagode vararam a madrugada, conforme se pode ver nas fotos postadas na comunidade Cambuquira do Orkut.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

UMA VIAGEM NO TEMPO, EMBORA NÃO PAREÇA.


Esta é uma foto de 1977. Observe o Hotel Empresa (Trilogia) e o Astória (Pinguinho).
31 anos já se passaram... (E,o prefeito eleito era recém nascido.)
Quer ver mais fotos do passado? Clique na foto do portal-na barra lateral (preto e branco).
Posted by Picasa

domingo, 12 de outubro de 2008

ONG Nova Cambuquira informa:


Em desdobramento ao inquérito civil Público ,para reforma total da Fonte do Marimbeiro,consequência de ofício desta entidade a Promotoria ( acompanhado de fotos),o Promotor de Justiça não tendo logrado êxito com o referido inquérito,por parte dos causadores diretos ou indiretos: CODEMIG e Prefeitura Municipal de Cambuquira e de acordo com o CEAT (Centro de apoio técnico do Ministério Público de Minas Gerais uma série de irregularidades terem sido constatadas no local),instaurou uma ação civil pública contra estas duas entidades (Obrigação de fazer e pedido de antecipação da tutela de mérito)para que no prazo de um ano,a obra esteja completamente pronta quanto aos seguintes quesitos:
1-Projeto para restauração
2- Aferição periódica de potabilidade - DNPM
3- Implantação de alternativas para esgotamento sanitário dos banheiros do Parque
4- Estudo de toda a bacia do ribeirão -Macrodrenagem
5- Recuperação e revitalização das áreas de preservação permanente e cursos de água
6- Implementação de projeto para revitalização paisagística do Parque de modo a fomentar vocação turistica
Na hipótese de descumprimento da obrigação de fazer,multa de 1.000,00 dia,e pagamentos de custas e despesas processuais.)Documento datado de 08/10/2008 (á disposição com esta entidade).
Certos de estar prestando um serviço quanto a preservação naõ só do meio ambiente como principalmente em decorrência disso procurando da forma mais firme possível alertar para o fato de que só reativaremos o turismo em nossa cidade se tivermos o petrimônio hídrico mineral preservado é que continuaremos nossa luta ,com a certeza de que os dirigentes desta cidade saberão reconhecer e valorizar tão valioso patrimônio e irão fazer de nossa cidade o lugar que sempre sonhamos viver.
Atenciosamente
Marilia Noronha
12/10/2008

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Seguindo um fenômeno mundial, que começou com Kofi Annan, Lewis Hamilton, Barack Obama.....


CAMBUQUIRA ESCOLHEU "KAKA E LOUSADA".

Precisa dizer mais alguma coisa?

Resultado das Eleições em Cambuquira:

1º -13 - Kaka com 3419 votos - 45,06%
2º- 45 -Marcos Vinicius com 2893 votos - 38,13%
3º- 43- Waldir com 704 votos - 9,28%
4º- 10 -Helinho com 444 votos - 5,85%
5º- 40- Magali com 128 votos 1,69%

A Câmara Municipal ficou assim:

1º - Juninho Coelho com 402 votos -
2º - Fabrício com 350 votos
3º- Rejany com 337 votos
4º - Waltinho com 277 votos

5º- Paulo César da Costa com 259 votos (*)
6º - Luiz Pedro com 238 votos
7º Roginaldo com 224 votos
8º - Diogo Castilho com 212 votos
9º - Celso do Pierrotti com 156 votos
.


Observação: Alguns suplentes, comoPereira, Marial,Antônio Venâncio, Antônio Carlos de Abreu e Serginho Dutra tiveram maior votação do que o nono lugar. No entanto, valeu aí o peso da coligação que deu um coeficiente maior elegendo mais um (Celso Pierrotti) do partido, no caso do PT.

(*) o único que já foi vereador e inclusive prefeito interino com a cassação de Rubens Barros Santos.
Votos nulos: 195
Votos em Branco: 188
Observação: Coloquei os nomes em cores diferentes para se ter a idéia de como ficará o poder legislativo dividido em matéria de partidos. No entanto, creio eu e assim também o desejo, que em janeiro de 2009 todos se vistam de uma só cor, aquela que pintará um novo tempo para essa Cambuquira tão sofrida.
Como curiosidade: azul (Prefeito atual), Preto (sem coligação, embora Paulo Cesar tenha apoiado o prefeito atual), Verde ( Waldir) e vermelho(Kaka).
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VEJA ABAIXO ALGUMAS CIDADE DA REGIÃO

VARGINHA ACESSE O BLOG DO MADEIRA (prefeitos abaixo)

1) 13 - Eduardo Corujinha - com 35.893 votos - 51,92 %

2) 14 - Antônio Silva - com 31.371 votos - 45,38 %

3) 43 - Dr.Simplício - com 1.407 votos - 2,04%

4) 50 - Antônio Ricardo - com 461 votos - 0,67 %

LAMBARI
:

1) 13 - Marcão - com 4.696 votos - 37,98%

2) 12 - Sérgio - com 3.773 votos - 30,52%

3) 22 - Tião Cambuquira - 3.657 - 29.58%

4) 33 - Paulinho Gradiele - 238 - 1.92%

TRÊS CORAÇÕES:

1) 45 - Faustinho com 10.876 votos - 27,26%

2) 40 - Luiz Vilea c0m 7.283 votos - 18,26%

3) 14 - Dr Celso com 6.568 votos - 16,46%

4) 22 - Chiba com 4.190 votos - 10,50%

5) 23 - Jorge Machado com 3.374 votos - 8,46%

6) 13 - Prof.Wanda com 3.218 voto - 8,07%

7) 12 - Braz Pagani com 1.208 votos - 3,03%

8) 36 - Rinaldo Xavier com 1.195 votos - 3,00%

9) 10 - Edinho da Prefeit. c/ 1.110 votos - 2,78%

10) 19 - Baianinho com 871 votos - 2,18%


ELEIÇÕES EM OUTROS LUGARES DO BRASIL (CLIQUE)



Abaixo a nova cara da câmara municipal de Cambuquira, conforme ordem de classificação:

Juninho/ Fabrício/ Rejany/ Waltinho


Paulo Cesar/ Luiz Pedro/ Roginaldo/

Diogo/Celso .................................................................

Por determinação da Juíza Eleitoral Substituta da Comarca não houve comemoração no dia 5.

Com receio de que os ânimos pudesse ficar exaltados no domingo, dia das eleições, a polícia militar, atendendo a pedido da Juiza Eleitoral da Comarca, bloqueou a passagem do grande número de manifestantes que saíram do Bairro Regina Coeli e Lavra, principais redutos do prefeito eleito rumo ao centro da cidade para comemorar a vitória.

Por volta das 17, 30 horas já se ouvia de longe aquele famoso refrão consagrado desde os tempos das "Diretas Já": "O povo unido jamais será vencido". E, assim a multidão saiu pelas ruas daquele bairro unindo-se a outros que chegavam de outros lugares e num grupo maior rumaram pela Paulino José Soares, terminando na praça 12 de maio onde as viaturas policiais já os aguardavam.

A comemoração, conforme nos foi informado, aconteceu no dia seguinte resumindo-se a uma passeata pelo citado bairro, liderado dessa vez pelo novo prefeito, que também agradeceu os votos e o comportamento democrático e cívico de todos.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

TSE proíbe entrada na cabine de votação com celular

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reafirma que os eleitores não podem entrar na cabine de votação portando celulares, máquinas fotográficas e filmadoras. Os objetos devem ser deixados em uma bandeja ou em um guarda-volumes. Os ministros do TSE tomaram a decisão com o objetivo impedir que o voto seja registrado. Para o presidente do tribunal, Carlos Ayres Britto, essa medida concretiza a vontade da Constituição, que é de “assegurar o sigilo e o segredo do voto, e deixar o eleitor inteiramente livre para decidir de acordo com sua consciência”. “Nós aprendemos com a realidade e, além do mais, não faz sentido entrar com máquina fotográfica, a não ser que seja para fotografar o voto", disse. (grifo nosso)

Fonte: Agência Estado

Antes de ir às urnas

Você ainda tem dúvidas sobre quais documentos levar na hora de votação ou como justificar a ausência no dia da eleição? O Bom Dia responde. (clique para saber)

O meu amor forte como o metal inox pela minha terra está oxidando.

Culpa da desesperança que nos meus mais de cinquenta anos foi consumindo a minha ilusão. Passa ano, passam políticos, e nada se fez, nada se faz. Não consigo me desligar da imagem da vaquinha Cambuquira, criação inteligente de um desses caipiras do campo que de bobo não têm nada. Nas minhas idas e vindas, acompanhando o progresso dos outros lugares, não vi na terra dos meus antepassados acontecer algo concreto, só maquilagem. Pintam os muros, as árvores e os postes, como se isso fosse capaz de evitar que os "cupins do tempo" exerçam suas atribuições.
Agora, mais um momento quando todos têm mais uma chance, será que vão aproveitar? Será que ainda temos chances? Parodiando a populista mensagem do governo: "sou brasileiro e não desisto nunca!"... (Mesmo corroído!)

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

CANDIDATOS DE CAMBUQUIRA.

Se você ainda não sabe quais são os candidatos nesta eleição em Cambuquira e outras cidades, acesse abaixo a página da Empresa Brasil de Comunicações. Nela você tem a opção para conhecer os candidatos a prefeito e os 81 candidatos a vereador de nossa cidade.

Também poderá conhecer candidatos de outras cidades brasileiras.É só digitar o nome da cidade desejada no campo indicado na página citada.

No mesmo "display" você pode saber mais detalhes de cada um dos concorrentes, como por exemplo a escolaridade e o patrimônio declarado.

Clique aqui em:
CAMBUQUIRA (candidatos a Prefeito e a vereadores) e não fique por fora nessas eleições.

Para ver detalhes de cada candidato, clique sobre este símbolo na página Eleições Brasil.

CURIOSIDADES DESTA ELEIÇÃO: (eleições na região)

Cambuquira: 5/81 (cinco cand.prefeito e 81 cand. para vereador)
Lambari: 4/86 " (quatro cand.prefeito e 86 cand.p/vereador)
Três Corações: 10/142 (dez cand.prefeito e 142 para vereador)
Varginha: 4/164 (quatro cand.prefeito e l64 para vereador)
Mons.Paulo: 2/19 (dois cand.prefeito e 19 para vereador)
Campanha: 2/74 (dois cand.prefeito e 74 para vereador)

*Devido ao grande número de acesso, a página demora um pouco para carregar. Mas, se você quer uma cidade melhor, espere que ela aparece.
Conhecendo certos detalhes de cada um dos pretendentes, você poderá avaliar mais se aquele em que você pretende votar merece mesmo a sua confiança.

Não desista!

terça-feira, 30 de setembro de 2008

O PAPEL DOS CRISTÃOS NAS ELEIÇÕES (clique no texto destacado abaixo para ler o artigo)

A principal arma dos cidadãos no regime democrático é o voto. É através dele que o povo pode fazer valer a sua vontade e o seu legítimo poder. É pelo voto que cada cidadão participa dos destinos de sua nação, até mesmo mudando seu rumo e eliminando os maus governantes.

Texto de Felipe Aquino - apresentador da Rede Vida de Televisão.

Decreto promulga o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa

Foi publicado o decreto que promulga o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A reforma será implementada a partir de 1º de janeiro de 2009, mas obedecerá a um período de transição até 31 de dezembro de 2012, durante o qual coexistirão a norma ortográfica atualmente em vigor e a nova norma estabelecida.

Continue lendo em Migalhas
(clique e conheça as novas regras!)

MOVIMENTO DE COMBATE À CORRUPÇÃO ELEITORAL.

Brasília 29/09/2008 -

O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), do qual o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) faz parte, vai aproveitar a semana em que o eleitor estará com título na mão para impulsionar a campanha Ficha Limpa, que busca apoio contra os candidatos condenados em primeira instância, os chamados ficha suja.

Continue lendo no site da OAB... (Clique)

Uma mensagem para ler e pensar.

ONDE VOCÊ COLOCA O SAL?

Autor desconhecido.
O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d'água e bebesse.
- Qual é o gosto? - perguntou o Mestre.
- Ruim - disse o aprendiz.

O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago. Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago.
Então o velho disse:

- Beba um pouco dessa água. Enquanto a água escorria do queixo do jovem o Mestre perguntou:
- Qual é o gosto?' - Bom! disse o rapaz.
- Você sente o gosto do sal? - perguntou o Mestre.
- Não... -disse o jovem.

O Mestre então, sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse:
- A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta. É dar mais valor ao que você tem, do que ao que você perdeu.
**Em outras palavras: É deixar de Ser copo para tornar-se um Lago.
* Somos o que fazemos, mas somos principalmente, o que fazemos para mudar o que somos..*

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

UMA MENSAGEM DE POSTURA PARA OS DIAS DE HOJE E DE SEMPRE.(autor desconhecido)

Clique no play > abaixo da imagem para assistir o vídeo.

Principalmente nos períodos de eleição, quando achamos que temos razão para não acreditar em nada, que as pessoas são más e mesquinhas e capazes de arquitetar e executar os mais desumanos atos contra os seus semelhantes na luta pelo poder....a mensagem nos ensina que temos sim que ter postura ética e moral para enfrentar tudo sem desanimar. E, que amigos ainda existe, embora eles sejam raros.

TENHO TENTADO! ÀS VEZES ME SINTO SOZINHO.MAS, MESMO ASSIM, AINDA NÃO DESISTI.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Campanha de sensibilização para atualizar cadastro de bandas civis termina no dia 30 de setembro






Atualização de documentos é requisito para participação no Programa de Apoio às Bandas civis de Música do Estado de Minas Gerais A Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais, por meio da Diretoria de Informação e Fomento da Superintendência de Ação Cultural, convoca as bandas civis de música do Estado para atualizarem sua documentação. O prazo encerra-se na próxima terça-feira, 30 de setembro. Doação de instrumentos, cursos de reciclagem e encontros de bandas são algumas das ações previstas para o Programa de Apoio as Bandas civis de Música do Estado de Minas Gerais, que acontecerá no final do ano e que se destina, exclusivamente, às bandas civis. Mais informações pelo telefone , através do e-mail
dif.sac@cultura.mg.gov.br, ou na sede da Secretaria: Palacete Dantas, Praça da Liberdade, 317, Funcionários, Belo Horizonte/MG, CEP 30.140-010.
Fonte:
Sec.Est. de Cultura.

OS BLOGS DESTE BLOGUEIRO.

Clique nos destaques em vermelho se quiser acessar o blog identificado!



Tornei-me um blogueiro por acaso. Num dia desses, ou daqueles, resolvi fazer uma experiência: criei a minha primeira página que trata da genealogia da primeira família de Cambuquira, os Silva Lemes. Aliás, uma das minhas origens. Veja o blog dos Silva Lemes.
Nessa página fui postando os dados que descobri sobre as origens desse clã e aprofundando na história dos antepassados cheguei às mais remotas ascendências, graças aos trabalhos de dois parentes amantes da Genealogia: primeiro pelo trabalho de José Guimarães, aliás um primo de D.Efigênia de Azevedo Lemes, avó de minha esposa, e depois pelo trabalho de Luiz Gonzaga da Silva Leme, um engenheiro e também jurista nascido na cidade de Bragança Paulista.


Desse blog nasceram outros e entre eles um recente "
O livro dos Lemes", onde resolvi fazer um registro nos moldes de um esboço de um livro que quem sabe algum dia eu ou alguém possa realmente publica. Acesse-o para ver como é.

Como bacharel em Direito e apaixonado na área, impedido de advogar pela minha função pública de servidor público estadual (regime de dedicação exclusiva), criei um para colocar nele tudo aquilo que julgasse interessante para os estudantes e quem sabe para algum profissional que busque na grande rede mais informações para os seus trabalhos. Assim, nasceu
"Leme Jurídico"

Se você é profissional da área, estudante de Direito ou curioso pelas questões legais e quer se informar mais sobre o que pode e o que não pode fazer, acesse-o e se quiser mande-me o seu comentário.

O tempo foi passando, e como sempre recebemos dezenas e dezenas de e-mail com informações, dicas e notícias sobre esse ou aquele assunto, principalmente na área de saúde, acabei por criar um blog de Dicas e Saúde.

Mas, o blog mais frequentado não é nenhum dessas páginas citadas, mas um outro que criei exclusivamente para postar as fotos antigas e as histórias de nossa cidade que ninguém até então ousou registrar. Assim, nasceu a
ESTÂNCIA DE CAMBUQUIRA, um verdadeiro museu histórico virtual onde se consegue fazer uma viagem no tempo. Aliás, aos bons tempos que não voltam mais.

Todos esse blogs são interligados por links, frase circulantes, e foto-links que ao serem clicadas conectam o internauta a outra e entra, como quiser.


Com esse sistema tenho chamado a atenção de cidadãos do mundo inteiro para Cambuquira, já que a internet ainda é o meio mais democrático de se comunicar.

Cambuquirenses, turistas que visitaram a cidade e curiosos da web quando procuram informações sobre nossa cidade, agora descobrem no blog alguns dados sobre nossa terra.
O que espero é que outros conterrâneos me ajudem com fotos, histórias, notícias e mais dados para que essa "biblioteca" melhore ainda mais.


Se tiver algum dado importante da nossa história, mande seu recado por este
.CONTATO
Se você navegar pelos blogs descobrirá mais links e informações interessantes.





Nós fazemos a história.

"A história permanece uma ciência em construção, à imagem da nossa sociedade, da qual é indissociável."

François Dosse, in "L'Histoire em miettes

Os Três “Bobos”

Profissionais Existem três tipos de profissionais em todas as organizações, sejam públicas ou privadas, pequenas, médias ou grandes. São os “Bobos ingênuos”,Bobos espertos” e os “Bobos sábios”.

Não importa o cargo,a posição hierárquica, ou o nível de escolaridade, ainda assim, é possível classificar estes profissionais em uma destas três categorias. Sempre haverá os “Ingênuos”, os “Espertos” e os “Sábios”.Por isto, é fundamental entender o que caracteriza cada um destes tipos, e saber como evoluir dentro destas fases profissionais.

Continue lendo... e descubra em que gênero você pode ser classificado.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Para refletir.

"Atingir um objetivo que você não tem é tão difícil quanto voltar de um lugar para onde você nunca foi." (? autor desconhecido)

LEI DETERMINA QUE CONTRATO DE ADESÃO TEM QUE TER LETRA GRANDE

O presidente da República em exercício, José Alencar, sancionou o projeto lei com mudanças no Código de Defesa do Consumidor. Foi alterado o Parágrafo 3º do Artigo 54, que agora determina que os contratos de adesão serão redigidos em termos claros e com, no mínimo, corpo de letra 12.
A Lei 11.785 foi publicada nesta terça-feira no ‘Diário Oficial da União’. A legislação prevê multa entre R$ 212 e R$ 3,1 milhões para contratos com letras pequenas, ilegíveis ou redigidos sem clareza. Mas, não é retroativa. Isto é, não atinge os contratos antigos.

Veja esse e outros assunto de natureza jurídica acessando LEME JURIDICO

domingo, 21 de setembro de 2008

CONCURSO PÚBLICO COPASA PARA CAMBUQUIRA E REGIÃO.

Este Processo Seletivo Público destina-se a selecionar candidatos para o preenchimento das vagas disponíveis do Quadro de Pessoal da COPASA Águas Minerais de Minas S/A, no cargo Agente Industrial. Local de trabalho: nas unidades da empresa em Cambuquira, Lambari, Caxambu, Araxá e noutras sedes da empresa. (SUSPENSO TEMPORARIAMENTE)

Mais informações COPASA

Ou no site: www.iadenet.com.br

1ª ExpoCentauro - Encontro astronômico no Observatório Centauro.


Por Renan Rezende de Campos

A 1ª ExpoCentauro reuniu na semana da pátria, 05 a 07 setembro de 2008, no Observatório Centauro em Cambuquira - MG estudiosos da astronomia e cientistas do Brasil. Este encontro faz parte da programação do IYA 2009 (Ano Internacional da Astronomia) e possibilitou o intercâmbio entre cientistas de renome nacional com um público leigo e estudantes. Contamos com a presença da Profª Maria Elizabeth Zucolotto, ela abordou o estudo da Meteorítica, ciência que estuda os meteoritos, expôs alguns objetos “extraterrestres” que ficam sobre sua responsabilidade e guardados no Museu do Observatório Nacional (ON). Esclareceu a importância dos astrônomos amadores para o crescimento do catálogo de meteoritos no Brasil, atualmente possui apenas 55, este número é muito pequeno devido a falta de esclarecimento que a população tem sobre os objetos que caem do céu. Ela incentiva que estas pessoas ao ver o objeto caindo, registre o local e entre em contato com os responsáveis, ou até que faça a coleta destes objetos. Assim poderemos aumentar o número de meteoritos no catálogo nacional, pois caem muitos meteoritos no nosso território.

Outro cientista que esteve por aqui foi o Prof. Marcomede Rangel Nunes, pesquisador pelo ON a mais de 40 anos, palestrou sobre os “Os 180 anos do Observatório Nacional (ON)” contou sobre a história da astronomia no Brasil e do crescimento científico que estamos passando na atualidade. Ressaltou a importância do fomento da astronomia com crianças nas escolas públicas e em espaços como o Observatório Centauro. Gostou tanto de Cambuquira, que estará escrevendo em breve o primeiro livro sobre a vida de Sigmund Szabo, fundador do CEA, que em suas palavras já o conhecia, disse ele: “Szabó foi um importante nome da astronomia no Brasil”. Entre outros palestrantes, vale destacar a presença de Rafael Rezende Silva, que descreveu sobre a “Evolução Estelar” e Noeli P. Almeida do Clube de astronomia de Niterói. Agradecemos a presença de todos que participaram deste evento e já estamos programando a 2ª ExpoCentauro em 2009.

A ciência é tão importante para nós, neste momento está acontecendo no sul da França, um consórcio entre cientistas da China, Europa, Índia, Japão, Korea, Rússia e EUA. Estes cientistas estão esclarecendo algumas das questões que o homem questiona desde que ele olhou para o céu pela primeira vez. Estudos que podem "sintonizar a Rádio Universo" (Lofar) e a imensa maioria das pessoas não sabem que eles estão também construindo uma "Mini-Estrela” (LHC). O fato é que o grande público mundial só tomou conhecimento do LHC (Large Hadron Collider) e do radiotelescópio Lofar (LOw Frequency ARray) às vésperas do seu acionamento. Neste momento, estes eventos estão sendo considerados os maiores experimentos científicos da história, a ciência será outra depois dos resultados obtidos. Construir ciência é assim, para todos estes cientistas; os que estiveram aqui em Cambuquira e os que estão mais distantes, todos eles mexem com o imaginário das pessoas, estudantes e cientistas iniciantes. O importante é que enquanto algumas pessoas quando crianças sonharão com conhecimentos e possibilidades revolucionárias, outras simplesmente terão medo do desconhecido. E é ele, o desconhecido, que nos dá uma pista clara do que podemos fazer: trabalhar para diminuir o desconhecimento, dar mais informação às pessoas, mais conhecimento tecnológico, mais recursos científicos para as crianças e o mais importante: educação científica para todos que querem aprender.

As reuniões acontecem no Observatório todas as quartas-feiras (19h30min) e abrindo novas turmas dos cursos de astronomia que terá inicio em outubro. Visite as fotos da 1ª ExpoCenaturo no site (www.astrobyte.com.br) e faça seu comentário!
O Observatório está situado na Av. Padre Anchieta, 06 – Regina Coelli – Cambuquira MG.

BOCA DE URNA.

Baixe aqui a Cartilha das Eleições Limpas.

Faltam 14 dias para o primeiro turno das eleições municipais

No dia 5 de outubro, mais de 128 milhões de eleitores vão às urnas para escolher os novos 5.563 prefeitos e mais de 52 mil vereadores dos municípios brasileiros. A votação é das 8h às 17h, e o eleitor deve levar o seu título ou um documento oficial com foto, como a carteira identidade ou de trabalho. Só não haverá eleição no Distrito Federal e em Fernando de Noronha, que é distrito estadual de Pernambuco.

Pense bem, antes de votar!

Veja também o que pode e o que "não pode" fazer a administração pública nesse período.
Acesse LEME JURIDICO. (clique)

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

A CIDADE DO "JÁ TEVE"...

Texto em reedição 05/2010
Minha geração, na da casa dos 50 a 60 anos, nasceu quando a cidade já começava a descer depois de um bom ciclo desde a sua fundação, com o seu primeiro prefeito, Raul Sá, Por volta dos anos 60 a descida começou. E, essa queda não parou, acelerando-se cada vez mais. Só quem é cego não vê a estagnação instalada com essa decadência.


Por causa disso, um jornal de Cambuquira publicou um artigo de alguém que a alcunhava de a cidade do “já teve”. Já teve isso, já teve aquilo. Já teve rádio, agência de automóveis, aeroporto com linha regular para o Rio de Janeiro, gráfica e muito mais, conforme podem confirmar neste texto. Parodiando essa nota antiga de um jornal de Cambuquira, e comentário foi repetido no Orkut, numa comunidade que auto se intitula a “cidade do já teve”. (Coincidentemente, um candidato de Varginha usou a mesma expressão para se referir a sua cidade!...Lá, o apelido não é nem adequado.)

O pior de tudo é que alguns membros da comunidade ainda teimam em fechar os olhos e tapar os ouvidos por acreditar numa "utopia" que a Estância ainda é aquela das velhas fotos estampadas neste blog. Para se ter uma idéia, conforme informou um leitor, numa reunião para discutir a atual situação,um cidadão não admitiu críticas para que isso não denegrisse a Estância, afastasse os visitantes e prejudicasse mais o seu turismo.

Todos torcemos que a cidade volte ter o turismo de antes, algo pouco provável com a mudança de comportamento das pessoas e as milhares de novas ofertas mais tentadoras, enquanto as Estâncias Hidrominerais em geral não se adequaram aos novos tempos.

“Ninguém pode tirar o direito humano de se indignar, pois quando não puder isso mais exercer a humanidade estará condenada à extinção.”


O que a cidade "já teve"?



A primeira “perda” registrada na cidade é um caso foi o narrado por Manoel Brandão em seu livro “Cambuquira” e editado pelo IBGE em 1958. Trata-se da “Charcuteria Lahmeyer e sua Granja Maroim” de propriedade de Rodolpho Lahmeyer, inaugurada em 1923.



Nessa indústria pretendia-se fabricar embutidos ao estilo alemão, “bacon”, presunto, salsichas, inclusive enlatados, como aliás chegou produzir, inclusive as embalagens(latas de metal). Mas, uma crise que se abateu sobre o país afetou diretamente o complexo industrial que tinha uma granja onde criava suínos e bovinos para suprir a produção da industria. Para alimentar esse plantel, o Sr Lahmeyer recorreu a importação de milho, sendo que o navio que transportava o produto fora requisitado pelo Governo Federal no porto do Rio de Janeiro, provocando falência total da empresa cambuquirense. O empresário acabou por ter que vender todo plantel, inclusive as matrizes reprodutoras e aquilo que iria ser o marco do desenvolvimento da cidade, os “Produtos Lahmeyer” não passou de um sonho.Este foi o primeiro grande golpe contra cidade que despontava com um futuro promissor.


Geradora própria de energia elétrica:



Conforme cita a obra de Tomé e Manoel Brandão, Cambuquira “já teve” a sua própria geradora de energia elétrica, cujo motor movido à lenha de propriedade dos srs. Leonardo de Freitas e Pedro Nicola, da cidade paulista de Mococa, serviço inaugurado em 12 de outubro de 1912 com o privilégio de exploração, conforme contrato por 25 anos. Essa empresa foi encampada, antes do término do contrato, aliás com pouco mais de 2 anos de existência, sendo que para isso o município desembolsou a quantia de 20 contos de réis. Pelo que indica “Memórias” do Padre Antonio Ferreira, outra obra histórica sobre a cidade, essa usina funcionava enfrente a Estação Ferroviária, no local onde hoje se localiza a empresa Pré-Moldados de Material de Construção, de propriedade do ex vice-prefeito José Fabiano Gonçalves e filhos, na esquina da Av. Francisco Lemos com Virgilio de Melo Franco no Bairro da Estação.


Na década de 60, as obras:



Nos 60 anos a cidade teve: uma reforma discutível do parque das águas, quando se destruiu o parque original de estilo francês (desculpe-me se não for essa a definição) para adaptá-lo ao novo estilo que JK construiu Brasília. Uma nova estação ferroviária foi construída no mesmo estilo, e que funcionou por alguns meses para que a rede ferroviária fosse desativada, a construção da biblioteca num lugar . Parece que aquela obra em vez de melhorar o desempenho do turismo marco o início da queda na freqüência turística e conseqüente fechamento de alguns hotéis menores, queda no número de empregos e êxodo da população.


Outros empreendimentos que a cidade “teve” nesses 50 anos:



Rádio Cultura - ( sintonizada em todo o Brasil, e até no exterior, conforme atestava o Sr. Milton Oliveira, antigo locutor da emissora, falecido recentemente, portador de uma carta por ele recebida e enviada por um brasileiro que residia na Suécia e ouvinte da emissora naquele longínqüo país).


Nessa emissora trabalhara, conforme nota do Jornal Encontro mais recente, Sidney Villar(falecido recentemente), ainda muito jovem ao lado de seu pai, um dos proprietários daquele empreendimento.

Dessa rádio me lembro da montagem da nova torre alto da Lavra/Figueira que nunca chegou a funcionar já que naquele tempo, pois ainda na década de 50, ela fora vendida e transferida para outro lugar.


Depois dessa rádio, Cambuquira ficou muda por muito tempo. No final dos anos 90 um grupo de pessoas, num outro exemplo de mobilização comunitária, lideradas por Philipe Guedon e outras pessoas da comunidade, com o patrocínio da ACIAC, a cidade partiu para instalação de uma rádio comunitária, baseado no projeto de Lei da categoria que estava em tramitação no Congresso Nacional. Mas, a emissora que não obteve a outorga como todos almejavam, acabou por ter o seu transmissor lacrado, mesmo sendo este um dispositivo homologado pela própria Anatel. E, infelizmente, até hoje devido a erros primários e exigências do próprio regulamento, a cidade não conseguiu sua estação. Já são 10 (dez) anos de espera entre um pedido e outro.


A Rádio Comunitária de Cambuquira, enquanto durou, foi um sucesso. Ela serviu muito a comunidade, comércio e órgãos públicos nos seus comunicados. Mudou comportamento e alegrou nossa comunidade.


Felizmente, um novo pedido, conforme informação dos organizadores, está prestes a ser liberado. Aparelhos e programas comprados, a ACÁCIA-FM deve entrar no ar logo, já que está na fila de espera das outorgas nos órgãos federais.


A questão de radiodifusão na cidade não para por aí, em buscas na internet descobri que uma entidade sediada em Belo Horizonte teria uma outorga de uma Rádio FM-Educativa.Essa outorga saiu em 2003, portanto há 5 (cinco) anos para a FUNDAÇÃO VILA RICA DE RÁDIO E TELEVISÃO EDUCATIVA.(concessão para dez anos de exploração do canal, renováveis conforme determina a Lei.).


Com certeza, perderemos um canal de Rádio Comercial, licitação aberta em 2010, por desinteresse, principalmente do Poder Público local que poderia aproveitar essa chance única para perdermos esse complexo de ser o município sem voz na região.

Infelizmente não tomaram medidas concretas sobre esse veículo de extrema importância para nossa cidade. Por outro lado, não estaria na hora de uma mobilização da comunidade com relação a fatos como esse?







Cine Elite – de propriedade do Sr. Annunciato Ponzo, onde a população, principalmente os jovens, assistiam os grande lançamentos do cinema mundial. Como prefixo que anunciava que a programação iniciava-se era tocada a música “night and day” com Ray Coniff que era seguido do jornal Canal 100, documentário sobre os últimos jogos dos campeonatos de futebol entre outras notícias.







Concessionárias de veículos:


Omar – Organizações Manes de Automóveis e Representações, agência Volkswagen para Cambuquira e região, dirigida por Omar Feix e Herberto Manes;


Manes & Cia dirigida por Newton Marques Manes, assessorado por seu irmão José Marques Manes, naquela época e, que foi vendida recentemente a um grupo da área era dirigida por Newton Raimundi Manes e irmãos.


Alem dessas duas agências, ainda tivemos antes uma agência da Ford e uma representante da Chevrolet (General Motors), a primeira de Oscar Marques e a segunda de André Bacha, que também foi prefeito da cidade;






Hotéis: Avenida (demolido); Astória (demolido); Hotel Fonte do Marimbeiro (demolido),




São Francisco (desativado); Globo (desativado e adquirido pela prefeitura que o transformou na sua sede administrativa); Empreza (desativado e depois adquirido pelo Grupo Trilogia tendo o seu nome mudado para Hotel Trilogia); Hotel Elite (desativado – adquirido recentemente por uma turista que pretende reformá-lo conservando as suas características de estilo romano), Icaraí (demolido), e outros menores citados no livro de Cambuquira como Hotel Mirim, Ipiranga, etc.










Estádio Municipal de Futebol: Este campo de futebol que chegou a receber times como o Fluminense e outros da região, além de ter sido palco de muitas disputas dos times da cidade como a JAG – Juventude Atlética Ginasiana formada por alunos do Colégio Clóvis Salgado, Leão do Sul, o principal rival da JAG; Nacional, Novo Horizonte, e principalmente do orgulho dos cambuquirenses, a Associação Atlética que com seu uniforme azul parecido com o do Cruzeiro, era um time quase imbatível.. Dessa associação saíram jogadores transferidos para grandes times, como Zezé do Poderoso que chegou jogar no Corinthians Paulista onde uma contusão o afastou do esporte para sempre.


Hoje, apesar do esporte ser uma atividade saudável, nossos jovens não participam e não se destacam em nenhuma área, pela simples razão de não haver incentivo para o esporte na cidade.









Educação: Santa Filomena ( colégio comercial, fundado pelo Padre Joel Pinheiro Borges, que sem apoio do poder público, mesmo sendo o primeiro estabelecimento de 2º grau da cidade, teve que ser fechado logo após a formatura de sua primeira turma.); Externato Tiradentes( desativado) que pertencia aos professor Calil Abdo Acary e D.Sebastiana Ferreira. Ali estudavam os filhos dos mais abastados da cidade desde o jardim até o básico (grupo escolar), São José (desativado) que pertencia à Irmandade das Irmãs de S.José, que aos prantos foram embora quando desativaram o colégio e não puderam transformá-lo numa entidade de assistência social devido a negativa da prefeitura que detinha o direito de posse e domínio da propriedade quando isso acontecesse conforme contrato de comodato firmado entre o poder público e as primeiras freiras fundadoras.






Indústria e comércio(desativadas): Fábrica de Ladrilhos (de Quinca Lifonso); Café Cambuquira (fundado pela família Möller e transferido mais tarde para família Calil, que recentemente a vendeu para um grupo de S.Lourenço que a transferiu para aquela cidade, fazendo com que nossa cidade perdesse um produto que divulgava o nome desta estância), Industria de Bebidas Canarana ( de propriedade da família Generoso, instalada no Bairro Rural do Congonhal, vendida e transferida para outra cidade); GAVA Metalúrgica (fundada por Cambuquirenses, hoje propriedade de Gerson Ferreira da Costa, que depois de falta de apoio na cidade se transferiu para Conceição do Rio Verde); Metalúrgica l2 de Outubro (fundada por Aloísio do Prado, cambuquirense que sem apoio, e por que não dizer perseguição, se transferiu para Campanha); Panaex (desativada); Casa Barros de Material de Construção (desativada com o falecimento de seus principais sócios) era uma das principais casas do ramo da cidade e da região, Supermercado Serve Bem ( da família Torino, hoje desativado), além de outros estabelecimentos menores como a Casa Torino, Casa Kaé, Restaurante Cambuquira, Cristal, Roma e recentemente, a Oficina e a Boião Auto Peças.







* Muitas dessas empresas poderiam continuar contribuindo com emprego, renda e arrecadação de tributos, se a cidade desse condição para isso. E, mesmo que seus fundadores tenham falecidos, os seus herdeiros certamente continuariam no negócio. Apesar de suas empresas estarem instaladas em outros municípíos, alguns cambuquirenses escolheram continuar residindo na cidade, como são os casos de Newtinho Manes e seus irmãos, Aloísio do Prado e Gerson da Gava. Talvez eles ainda sonham nos seus íntimos um desejo oculto de voltar suas empresas às origens.







Repartições Públicas (transferidas da cidade): sede do IBGE (transferida para Três Corações), DER (transferido para Varginha e com essa transferência levou quase 20 famílias de cambuquirenses que foram obrigados a se mudar para aquele município levando consigo parte da renda da cidade), Rede Ferroviária (desativada) principal ligação da cidade com os grandes centros da época por onde circulavam riquezas como o café das cidade de Cambuquira, Campanha, S.Gonçalo do Sapucaí, entre outras.




No caso do IBGE, um dos cambuquirenses que aqui trabalhava é ocupa cargo de destaque na sede desse instituto na cidade de Varginha. Roberto Lemes já foi destaque neste blog, conforme podem confirmar nos textos mais antigos quando citamos o seu trabalho por ocasião do último censo. Já em T.Corações, trabalha outro cambuquirense: José Hermórgenes, responsável pela área onde se inclui nossa cidade. No DER em Varginha esbarramos com cambuquirenses em vários postos desde a administração, fiscalização e operariado, além de um grande número de aposentados do mesmo departamento que hoje residem nessa cidade.







Eventos Esportivos, Comerciais e outros: Olimpíadas de Inverno ( quando a cidade se enchia de atletas de todo o Brasil e até do exterior para a prática dos mais variados esportes como vôlei, basquete, natação, futebol de salão, futebol de areia e futebol propriamente dito); Mês de Portugal ( quando a cidade no mês de Junho recebia inúmeros grupos folclóricos como Almeida Garret, Guerra Junqueira entre outros. Os cambuquirense aprenderam a dançar o “vira” e outras danças típicas da Terra-Mãe), Festa do Ovo (principal evento dirigido para avicultura no Estado de Minas Gerais, que foi impedido de ser realizado por ocasião da “peste suina” que atacou os rebanhos no Brasil e nunca mais voltou a ser realizado), entre outros eventos menores como: encontro de radioamadores, encontro de Rotarianos, Lions, etc. Ainda na área de esportes, Cambuquira teve campeonatos de tênis, cujas quadras atualmente ficam sem uso. Destacaram-se no passado nessa modalidade os cambuquirenses: KTT, João de Brito Pimenta Filho e o jovem conhecido por todos como “Véio”, professor de muita gente mas que faleceu na flor da idade.




Entre as iniciativas importantes que não tiveram êxito por falta de apoio temos o caso do CEA – Centro de Estudos de Astronomia, que objetivava construir na cidade um observatório astronômico, o Centauro, que só aconteceu 20 anos depois, e precariamente, graças ao empenho de um grupo de cambuquirenses conhecido como “Projeto Halley”, pegando carona na passagem do cometa. Este centro de astronomia foi um sonho do judeu-húngaro e dentista Sigmund Szabó, que faleceu sem ver o seu projeto realizado. E, como nesse país pouco valor se dá a cultura o velho Szabó e alguns amigos da cidade, praticamente, lutaram sozinhos. Eu, ainda garoto e outros tantos do bairro quebramos britas para as obras que ficaram abandonadas por quase 20 (vinte) anos, período quando serviu de abrigo a um casal que criava até porcos numa das salas do prédio, sem que prefeitos, vereadores ou qualquer político da cidade se importassem com tamanho desrespeito para com a cultura e para com o sonho do seu idealizador.







Maratona Ciclística do Circuito das Águas (Uma idéia que não passou disso.)




Na fim da década de 70 e início dos anos 80 idealizei o que denominei a “Maratona Ciclística do Circuito das Águas. Apresentei a idéia, inclusive com promessa de patrocínio por parte de uma industria de bicicletas. Seria uma volta completa que passaria por todas as quatro estâncias hidrominerais, com início e término em Cambuquira. Sairia de nossa cidade, passava por Lambari, depois S.Lourenço, Caxambu retornando à Cambuquira. Infelizmente, ninguém se interessou.










Exploração das águas minerais:







Desde o descobrimento das águas nas terras que antes pertenciam ao nossos antepassados Silva Lemes, as águas de Cambuquira ganharam espaço no cenário nacional. Naqueles tempos doentes de vários lugares do país, mesmo sem existir infraestrutura no local, aqui chegavam a procura de cura para os seus males. Barracas eram improvisadas como “hotéis” no campo ainda sem habitações, o que forçou a construção de alguns casebres.




Com a desapropriação da área para preparação daquilo que viria a ser um povoado, acomodações mais confortáveis surgiram, depois um hotel, mais outro, até que a fama e evidente freqüência estimulou a vinda de pessoas de visão, como os Lemos, os Siqueira e outros que investiram muito na construção de prédios que existem até hoje, como o Hotel Elite, Globo, Vitória (Santos Dumont), Silva e Empreza (Trilogia).




O Estado investiu na captação e engarrafamento através de algumas empresas que sucederam uma a uma até chegar nos últimos tempos à Superáguas, que por contrato explorou as águas por muitos anos, para depois fechar as suas empresas em Cambuquira, Caxambu, Lambari e Araxá, com o término do contrato.




O fechamento dessa última empresa provocou um caos na arrecadação de impostos das Estâncias. Cambuquira foi a mais afetada já que a empresa representava quase 90% da arrecadação de ICMS. O problema perdurou por vários anos enquanto durou o impasse na escolha de nova empresa que culminou, depois do cancelamento da última licitação, na escolha de COPASA, empresa de saneamento básico e tratamento de águas do Estado de Minas Gerais.




A nova empresa já fez a reforma das instalações, compra de novos equipamentos e promete remodelar o parque e construir novo balneário, um projeto comentado de mais de 4 milhões de reais. Em discurso na chegada das máquinas falou-se em Cambuquira, a água da copa do mundo de 2014 e das mesas dos Sheiks Árabes(conforme disse o atual prefeito). Promessa de ano eleitoral? Pelo menos, parte não é só promessa já que os equipamentos estão em montagem e nova tubulação já foi implantada entre as fontes e o salão de máquinas. Também, concurso público já foi realizado para contratação de novos funcionários nas mais diversas ocupações que a empresa exige.







A queda vertiginosa do turismo também acabou com vários empregos na cidade: garçons, cozinheiros, copeiros, charreteiros, alugadores de cavalos, afetou o comércio levando à falência ou fechamento bares, restaurantes, lojas, mercados, fábricas de doces, laticínios e outras atividades ligadas ao turismo, entre elas o comércio de artesanato que hoje luta para conseguir um lugar no espaço à duras penas. Diversas casas de turistas foram postas a venda e vendidas para cambuquirenses. Por causa disso tudo , resultado também do descaso pelo patrimônio público, o “Balneário” está há 15(quinze) anos desativado, sendo que agora o governo estadual, através da nova concessionária das águas, promete reformá-lo ou construir no local uma nova sede.




O que espero é que isso não seja mais um sonho antes que eu acorde depois das eleições.







Qual a alternativa e os exemplos que Cambuquira pode seguir?










Para começar, devem se mirar nos exemplos de outras cidades da região que na época antiga, quando Cambuquira já era considera uma das melhores cidades da região (*) e essas cidadezinhas ainda eram apenas vilas onde se amarravam cavalos nas portas das vendinhas e dos botequins enquanto os homens picavam fumo de rolo para fazer seus cigarros de palha e “jogar conversa fora” no verdadeiro estilo caipira.







*(A cidade fervilhava com a presença de turistas, elite carioca na sua maioria, geração de empregos que atraíram diversas famílias para nossa cidade, e qualidade de vida invejada até pelos nossos vizinhos varginhenses que por aqui tinham suas casas de veraneio, como também o faziam muitos cariocas, paulistas e mineiros da capital)







Como exemplo disso, podemos citar várias cidades antes rurais e que se transformaram em referência de progresso nos dias de hoje, graças ao empenho de seus cidadãos:







Santa Rita do Sapucaí, conhecida como o Vale do Silício Brasileiro, Vale da Eletrônica e outros predicados devido a suas escolas e, conseqüentemente, às indústrias que elas atraíram para aquele lugar. Hoje essa cidade não tem população suficiente para os empregos que gera, e abre campo de trabalho para jovens de outros lugares que para lá se dirigem com o intuito de estudar. Destaque na indústria eletrônica de ponta , é o centro de desenvolvimento da TV Digital no Brasil.




Certe vez, sugeri a um prefeito que procurasse uma dessas escolas para propor uma parceria, e quem sabe assim pudéssemos aproveitar as instalações do extinto Colégio S.José para ministrar cursos na área de eletrônica em Cambuquira. A minha sugestão se prendia ao fato de se formarmos cidadãos aqui poderíamos atrair alguma industria para aproveitar essa mão de obra da cidade. Mas, isso não passou de um sonho.




(MONSENHOR PAULO)




Monsenhor Paulo, aqui bem perto temos um exemplo de uma cidade tradicionalmente rural que, mesmo sem ter acesso por estradas asfaltadas, se tornou pólo na industria moveleira e de janelas de metal. Berço de muitos dos nossos avós que deixaram aquele lugar atraídos pelo progresso que Cambuquira tinha no passado a cidade bate em muitas com a geração de empregos e rendas. Conseguiu eleger até um deputado, o ex-prefeito e empresário daquela cidade, o Sr.José Adamo Belato. Só em 1986 a cidade ganhou uma ligação asfáltica com a BR 381, mas mesmo naquela época já arrecadava mais impostos que Cambuquira e Campanha juntas, exportava produtos para Zona Franca de Manaus e era procurada diariamente por casais nas compras do móveis de sua primeira casa.







Conheço bem a sua história daquele tempo, pois para lá fui enviado como chefe da repartição fazendária do município, que num dia um dos nativos daquela cidade me perguntou de onde eu era. Quando eu me identifiquei, tive que ouvir um gracejo irônico: “_Da terra que só tem cavalos? “ (Tive que engolir a seco aquela provocação!...)







Naquela época a cidade ainda tinha charretes e cavalos de aluguel para turistas. Hoje, só resta a “Charrete do Merquinho”, último remanescente das épocas áureas do fervilhante turismo das Estâncias.







Conceição do Rio Verde -Outra cidade que deu a reviravolta e não aceitou a caracterização eterna de cidade-rural,que inclusive foi capaz de atrair uma empresa originalmente cambuquirense, a GAVA (fundada por Gerson, Armando e Valias).







Essa empresa com um plano de expansão devido ao aumento das vendas de vitraux de metal, através do Sr. Gerson Ferreira da Costa planejava construir uma nova unidade fora dos limites urbanos em um terreno cedido por um prefeito. Essa nova sede seria montada no terreno anexo ao Trevo do Marimbeiro. Mas, depois das eleições, o prefeito eleito negou a transferência do patrimônio para aquela empresa. Na mesma ocasião, o prefeito de Conceição do Rio Verde oferecera um amplo terreno terraplenado para que lá fosse construído a nova sede da GAVA.







Mas, a velha Conceição já tinha outras empresas, algumas do ramo de vestuário que empregava inúmeras moças, e até senhoras casadas, exportadoras de pedras de S.Tomé, exportadoras de café entre outras atividades, com ofertas de empregos até para outros “estrangeiros”.







Essa foi a mesma cidade onde um grupo de jovens nos anos 60 ousou fincar uma bandeira de cambuquirense (em plena praça da cidade), simulando a tomada de posse de novas terras, imitando os velhos conquistadores da história devido a extinção da sede da comarca daquela cidade que passou a ser atendida no Fórum de Cambuquira.






Isso provocou a fúria dos locais que fecharam o tempo fazendo com que o bando de arruaceiros tivessem que arrancar a bandeira e correr muito para não levar uma surra.











Eles nem podiam imaginar que aquele “arraial”, como definiam, tomaria o bonde da história rumo ao futuro, enquanto a sua bela cidade já se deitava num sono profundo.





















Ironia do destino ameaça fazer isso com nossa cidade já que projeto do governo, com o intuito de economizar divisas, pretende fechar algumas comarcas, e nossa cidade sofre o perigo de depender da comarca de Campanha ou Três Corações (voltando às origens históricas do município que pertenceu às duas cidades.)































Campanha - “Essa dormiu por mais de 100 anos”. E, até chegou a receber o apelido de “cemitério iluminado”.





















Nossa vizinha e cidade-mãe de onde veio a maioria de nossos avós, por algum fator que desconheço, talvez os mesmos da nossa estância, parou no tempo. Com isso, a exemplo de nossa terra, inúmeros campanhenses partiram para outros lugares em busca de outras alternativas.





















Parte de sua população chegou a acreditar que o progresso de Cambuquira seria a salvação daquela cidade. Pois, por aqui vinha fazer suas compras, aqui adquiriam seus veículos diretamente na Concessionária Volkswagen, ou os caminhões para suas fazendas na Agência da Mercedes-Benz, as compras do mês no Supermercado Servebem, um dos melhores da região, aqui passavam as suas luas de mel, seus passeios dominicais, namoravam e até casavam (prova disso é o grande número de casais formados por pessoas das duas cidades).





















Os que ficaram na cidade, berço da civilização sul mineira, núcleo de cultura e educação, já haviam se conformado com o cheiro do peixe da decadência e estagnação. Aí veio a paulada final: transferiram a sede dos Correios para Varginha que devido a incentivos do governo e tradição comercial e industrial da cidade crescia vertiginosamente, talvez com a ajuda do fracasso e decadência dos vizinhos.











Nesse interin a cidade teve um dos símbolos da cultura mineira destruído por um incêndio ficando mais pobre culturalmente.





















Mas, agora no fim do Século XX e ao iniciar o Século XXI e Terceiro Milênio, a cidade resolveu retomar o rumo da história e do futuro. Hoje já dispõe de uma fabrica de computadores, que emprega até cambuquirenses, entre outras promessas de instalação.





















Por ironia do destino, uma das unidades industriais que hoje contribuem com emprego e renda naquela cidade foi fundada em Cambuquira, por cambuquirenses natos e meus primos. A Metalúrgica 12 de Outubro, sem alternativa e até perseguição com processos judiciais devido a eventuais problemas ambientais fora convidada para transferir sua unidade fabril para aquela cidade. E, lá se tornou, a exemplo da Gava em Conceição do Rio Verde, mais uma geradora de empregos e renda embora, sem que isso sensibilizasse a qualquer político da cidade que nem ousaram oferecer alguma alternativa para conservar a empresa na cidade.


























































(MONTE SIÃO)





















Monte Sião e Jacutinga:Outras cidades do sul de Minas, que não são vizinhas, mas igualmente servem de referência.Estâncias turísticas como Cambuquira mas que não cruzou os braços à espera da “chuva de manás” vinda do céu. Quando o turismo perdia o seu impulso, a população e os políticos desenvolveram projetos para criar alternativas para comunidade até então quase que predominantemente rural. Hoje essas duas cidades são apontadas como pólos da confecção de roupas, malharia, cerâmica entre outros produtos que geram empregos, rendas e tributos para seus municípios. Para os habitantes dessas cidades, falar antigamente em Cambuquira e circuito das águas era se referir a destino de “gente rica”. E, essas cidades nem existiam como cidades, não passavam de pequenas vilas desconhecidas. Hoje são destinos da moda nacional.





















Monte Sião, conforme pude atestar num site da cidade, tem mais de 1500 lojas instaladas numa rua que denominam “shopping center da moda”, sendo que ali só se vende produtos locais e fabricados nas mais de 2.000 unidades fabris, algumas montadas nas salas das casas, da própria cidade.





















Ao passar pelas ruas dessas cidades, quando estive por lá, não vi ninguém esmolando pelas ruas, jovens nos botequins enchendo a cara de cerveja ou vândalos destruindo patrimônio público, mas o “barulho” dos teares e das máquinas de costura, muitos dos quais manipulados ou comandados por homens de todas as idades.





















Juruáia – um lugar perdido entre as montanhas que divide o sul e o sudoeste mineiro.





















Recentemente quando exercia o cargo de Chefia de uma administração fazendária na divisa com S.Paulo, pude conhecer outros lugares que servem como exemplo de cidades que não se resignaram com um destino e procuraram o trilho do futuro. Uma dessas cidades é a pequena Juruáia, hoje considerada a “capital mineira da lingerie”.


Se procurarmos na internet informações sobre essa cidade e seus produtos, verá que aquilo que é produzido nesse lugar já está até no exterior. Sem o preconceito bobo e machista de outros lugares, ali até os machões pegam nas agulhas e nas máquinas da linha de produção. Dessa forma garantem a renda das famílias, conforto, lazer e recursos para estudarem seus filhos, sem ter que se mudar para outros centros mais caros e até perigosos do país.




















(











Andradas - Uma cidade, um pouco mais distante, que hoje como Cambuquira faz parte do circuito internacional de vôo livre, também é uma cidade, antes um pedaço de chão perdido entre Minas e S.Paulo, dependente economicamente de Poços de Caldas, como nossa cidade se tornou com relação a Três Corações, hoje um dos principais produtores de vinho, cerâmica sanitária e móveis do país. Alguns dizem que o impulso que elevou a pequena vila numa cidade de destaque até no esporte, através do Rio Branco Futebol Clube, deve-se a colonização italiana. Mas, isso também tivemos em Cambuquira, embora em menor número. A essência é que, mesmo não tendo os predicados naturais que nossa cidade tem desde o seu nascimento, o seu povo teve a força e os seus políticos sempre trabalharam pelo progresso da cidade. A não dependência do turismo, que hoje também é mais uma fonte de rendas, também foi fator determinante.





















Poços de Caldas – A cidade mais turística, mais comercial e, até bem pouco tempo, a mais industrial do Sul de Minas, é um exemplo que todas essas atividade podem muito bem conviver juntas e com bons resultados para o município e sua comunidade.











Essa estância hidromineral, que na realidade nem dispõe de águas como as do Circuito das Águas (Cambuquira, Caxambu, Lambari e S.Lourenço) soube contornar a crise turística com as demais fontes de renda, como a industria. Lá estão instaladas indústrias de grande importância como Alcoa, Danone, Votorantin, CBA, Frigonossa, Rhodia, Ferrero Roche, etc.











Isso por si só derruba a velha tese dos coronéis políticos da cidade de que defendiam a “castidade da cidade” sem as impurezas que industrias poderiam trazer. Mas, atrás desse princípio existia algo muito mais original, a preservação da mão de obra barata para os hoteleiros e fazendeiros locais. A desculpa da poluição e de outros males do progresso não passava de “mera desculpa para boi dormir”. E, os cambuquirenses se confirmaram com essa e dormiram por vários anos com essa idéia implantada nas suas mentes.





















E, as outras Estâncias?





















(LAMBARI)





















Caxambu e São Lourenço, exceto Lambari que está em situação semelhante, embora um pouco melhor, conseguiram criar mecanismos para garantir parte do fluxo turístico passado aliado a outras atividades comerciais além de investimentos na área da educação (faculdades de Direito, Administração, etc), graças ao empenho de seus políticos que apesar de torcerem também pela volta dos cassinos, não cruzaram os braços esperando o tempo passar.











Mas nossas estâncias têm muito a aprender. Ainda não descobriram que juntas podem mudar esse destino que as legou à estagnação e decadência. Os projetos isolados de cada uma teriam mais efeitos se fosse um pacote. Cambuquira e Lambari, as mais prejudicadas com a mudança de rota dos turista, necessitam ainda mais de um projeto conjunto que tenha o objetivo de restaurar um pouco da importância turística da região.











Para começar, com o auxílio do Governo do Estado, essas quatro estâncias poderiam promover a divulgação de suas águas medicinais e atrativos turísticos no Brasil e no exterior. Para começar, poderiam criar uma página conjunta na internet, algo que não é caro e de penetração mundial, desde que contenha informações nas principais línguas (Inglês, Francês, Alemão,etc).











Alguns prefeitos parecem que desconhecem o que é essa rede global.































Por que Cambuquira perdeu o bonde da historia e do progresso?





















Essa pergunta bem que poderia fazer parte de uma tese de mestrado das faculdades de economia onde algum estudioso da área consiga explicar mais, e além do aqui posso explanar. E, no seu trabalho e nos possa fazer entender como um lugar tão maravilhoso tenha chegado ao atual estágio.











Um lugar belo por natureza, clima favorável, fácil acesso, águas premiadas como as melhores do mundo, gente hospitaleira, existência de vários hotéis, além do nome conhecido por grande maioria da população brasileira, são predicados que qualquer cidadão quer para suas cidades.











Para mim, a culpa foi da posturas dos empresários aliados aos políticos locais do passado.











Achavam que tudo aquilo bastava e que aquela fonte nunca secaria, já que nos áureos tempos de hotéis cheios. Com a jogatina nos cassinos da cidade, o dinheiro corria solto. Pessoas enriqueciam, muitas vezes às custas da desgraça de outros que perdiam tudo numa noite de “poker” ou nas roletas tentadoras , como nos informam os mais velhos.











Na cidade não faltava empregos. Todos ganhavam um pouquinho. Era desde o engraxate, passando pelas lavadeiras de roupas, charreteiros, barbeiros, manicures, cabeleireiros, alugadores de cavalos, doceiras,cozinheiros, babás,entre outras atividades de prestação de serviço. Também florescia a construção civil nas construções de prédios que a tornaram diferente dos vizinhos. Para se comprovar o último item citado é só comparar a paisagem desta e de outras cidades naquela data.











A cidade crescia bonita e suntuosa ,e por isso atraiu várias pessoas de fora como eu mesmo pude atestar nos inventários que falei como representante da Fazenda Pública Estadual .











Para Cambuquira vieram famílias de diversos locais da região e até de lugares mais distantes. Meu avô materno, Estêvão Horácio do Prado, por exemplo, vivia num lugar chamado Servo, hoje pertencente a Monsenhor Paulo e sua esposa, minha avó Maria do Carmo Rezende do Prado, no Xicão, município de S.Gonçalo do Sapucaí, de onde também vieram os Azevedo, os Lemos, os Siqueira e os Paiva, entre outros. De Bonsucesso, um pouco mais longe, vieram os “Souza Nunes”.E, uma multidão de campanhenses, tricordianos e até varginhenses, além de migrantes de Conceição do Rio Verde e outros diversos lugares, Natércia ( naquele tempo chamada Santa Catarina), Pedralva, São Tomé das Letras, e outras inúmeras cidades. Todos aqueles “migrantes” foram atraídos pelas oportunidades que o turismo proporcionava a todos.











Para que industria? Isso ia tirar a mão de obra sempre disponível para os hoteleiros e fazendeiros da cidade!





















Como começou o processo de decadência?





















Começou, provavelmente, com essa política instalada na cidade de proteção dos hoteleiros e fazendeiros do município. E, se qualquer empresário ousasse pensar em se instalar na cidade era desencorajado sutilmente. Não ofereciam nada, não estimulavam nada e não davam nenhum incentivo. Tudo em nome da ‘preservação da qualidade de vida e do clima”, fatores essenciais para o turismo. Assim as portas eram fechadas.Mas, o real sentido dessa política podia ser mesmo a proteção dos empresários locais, que também eram políticos atuantes ou financiadores de candidatos. Queriam a “massa de operários” sempre à disposição dos hotéis nas temporadas, ou à disposição dos fazendeiros nas safras. Desta forma, pagavam os salários que julgassem valer o trabalho, sem que o trabalhador tivesse qualquer garantia, estabilidade ou direitos. Por outro lado, como o turismo era freqüente, existiam as gorjetas e outras vantagens, o que transmitia aos trabalhadores a idéia de normalidade e de vantagem. E, alguns até podem ter assimilado a idéia que uma fábrica traria poluição para cidade destruindo a maior fonte de renda que tinham que eram os veranistas.











Aliado ao pouco costume de consumismo daqueles tempos, pouco era necessário para se viver. E, sem os anseios de hoje quando todos querem progredir, instalou-se o comodismo entre os mais pobres e o “statuo quo” favorável aos mais abastados.











Alguns trabalhadores da época só conseguiram se aposentar através de uma ação judicial, pois nem direitos trabalhistas lhes eram garantidos.











Minha avó, lá pelos seus 70 anos conseguiu receber da prefeitura uma pensão do seu marido que faleceu devido a um mal adquirido na instalação da rede de água e esgoto da cidade. Ele fora soterrado vivo. Resgatado, nunca mais teve sua saúde perfeita vindo a falecer precocemente deixando viúva e filhos menores. Por aí se vê que nem o “poder público” respeitava os direitos e a dignidade dos seus servidores.











As empresas que não vieram para cá se instalarem em outros lugares. O turista mudou o seu comportamento com o surgimento de novas opções, e a freqüência nas Estâncias Hidrominerais progressivamente até chegar ao estágio de nossos tempos.











Ainda me lembro de uma industria de máquinas de escrever que colocou uma faixa na rua da Estação indicando que naquele local seria instalada uma unidade fabril. De um dia para o outro, talvez por falta de apoio, tiraram a faixa e lá se foram não sei para onde. Eu, muito jovem estava cursava as séries do ginásio, mas já começava a entender a pouca vontade dos administradores em atrair investimentos.











Esses mesmos políticos cruzaram os braços a espera dos “cassinos”, o que nunca mais aconteceu., um evento capaz de tirar as estâncias do buraco em que se encontravam. Deputados tentaram com diversos projetos retirar o “defunto da cova”, mas combatidos pela igreja e outros segmentos da sociedade, ficaram só na lembrança. Os antigos “crupiês” morreram, as roletas desapareceram e a cidade continuou descendo ladeira à baixo rumo a decadência e estagnação





















Para se ter uma idéia, um prefeito ainda tinha em mente construir um hipódromo num terreno público (pleiteado para construção de casas populares do “Projeto Pró-Mutirão” e negado por ele), certo que a jogatina voltaria breve.





















Já nos anos 80, um deputado famoso das Minas Gerais, Murilo Badaró ainda lançou o projeto de criar um grande lago na região entre o trevo de S.Domingos e a divisa de Lambari. No entorno desse grande reservatório faria a instalação de um parque temático capaz de atrair turistas para Cambuquira e Lambari, o que foi considerado como uma transfusão de sangue para as duas cidades.Mas, o projeto, como a “volta da jogatina” não saiu do papel sendo engavetado pelo governador da época.



















A minha história com a cidade:





















Com a cidade a fechar as portas aos investidores, a diminuição do turismo, a queda nas rendas provocou o êxodo de grande parte de sua população para outros lugares. Hoje um número considerável de cambuquirenses e descendentes residem fora, alguns dos quais já nem têm laços comuns com sua terra natal. São José dos Campos, no Vale do Paraíba Paulista, é um dos lugares que mais recebeu migrantes oriundos de Cambuquira, ao lado de S.Paulo, Campinas e outras cidades do Estado de São Paulo. Na região, outro tanto de conterrâneos se mudaram para Varginha, T.Corações, Pouso Alegre, Itajubá entre outros.











Varginha, por exemplo, com a centralização da administração do DER –Departamento de Estradas e Rodagens de Minas Gerais, recebeu mais de vinte famílias, que nunca mais voltaram.











Eu mesmo,que fiquei nesse vai-e-vem, já residi em S.Paulo para onde fui provocando lágrimas em minha mãe por quase onze anos. Depois tentei voltar e me instalar com um pequeno negócio que não deu certo, e nova volta para capital paulista. E, mais tarde como servidor da Fazenda Estadual consegui ir para Varginha, depois Três Corações, Monsenhor Paulo, Cambuquira, Monte Santo de Minas......











Aluno de destaque entre o grupo, desiludido por não poder continuar os estudos pela falta de recursos, não tinha mais o que fazer na cidade, enquanto os colegas de pais mais abastados comentavam seus projetos de fazer esse ou aquele curso, eu não podia ter projetos. E, esse deve ser o sentimento de muitos jovens de hoje, que nem têm mais o “Cine Elite” como nós tínhamos no passado para se divertir um pouco.






























Um projeto (sonho de louco) para Cambuquira.





















Depois desses anos de ausência, já como servidor público da Fazenda Estadual, após ter residido em S.Paulo, e até tentado voltar e assistindo as mudanças que se processavam nas vilas à beira das estradas, não pude ficar alheio ao processo de estagnação para a qual a cidade caminhava.Então fiquei a pensar o que eu poderia fazer para estancar esse processo?











Num dia quando fui a passeio ao alto da Serra do Piripau avistei uma grande área quase plana no Triângulo de S.Domingos. Como aquela área era cortada pela BR 267 e pela rodovia que a liga a Lambari, imaginei um Distrito Industrial capaz não só de tirar nossa cidade do marasmo em que se encontrava como também ajudar diretamente mais três cidades vizinhas: Lambari, Conceição e Campanha com a criação de empregos.











O que apelidei de DI-São Domingos, seria a salvação para nossa cidade, que ficaria com o bolo da arrecadação direta e indireta de impostos, alimento básico de qualquer administração pública.











Fotografei a área. Fiz um “croquis”. Juntei tudo e datilografei uma carta sugerindo ao INDI-MG a instalação desse projeto na área citada. Argumentei que aquilo iria beneficiar toda região, e também o Estado com a geração de receita.











Defendi a tese da geração de empregos e ainda a localização que não afetaria de maneira alguma os atributos da Estância que todos sistematicamente argumentavam como impecilho para instalação de indústrias. Argumentei também sobre a existência de grande volume de água que nasce na região e, além de tudo, a topografia favorável onde nunca aconteceu enchentes como acontecia em outras cidades como Itajubá, Pouso Alegre e até Santa Rita do Sapucaí que já naqueles tempos sofriam com as chuvas de verão.











Essa seria a salvação de todos e a criação de uma forte fonte de rendas e receita, que poderiam ser aplicados em atração de mais investimentos, melhora do turismo, implantação de escolas profissionalizantes direcionadas para suas unidades fabris, melhora na segurança, na assistência médica e no padrão de vida.











Infelizmente, a minha idéia não teve o respaldo necessário por parte do poder público estadual, e nem foi ouvido pelo municipal. Existia um pensamento nos políticos, como até hoje, de que quem vem com alguma coisa nova idéia para cidade, com certeza deve ter algum cunho político.





















Não acreditavam e não acreditam que existem pessoas não pensam como eles.





















O Projeto “Distrito Industrial de São Domingos” usado por terceiros para fins políticos:





















Para piorar, os "telegramas-resposta" referente ao projeto do DI, e que tinham o meu nome, acabaram sendo usadas, sem o meu consentimento, em campanha a favor de um candidato e contra um outro que já teria sido prefeito.











Uma panfletagem com cópias das resposta (com o meu nome) foi feita pelas ruas da cidade às vésperas da eleição. Eu mesmo fui pego de surpresa quando peguei um papel jogado na rua e me deparei com resposta de um órgão estatal a mim dirigido.











Como eu tinha usado uma associação de bairros como argumento para valorizar a idéia, esses documentos particularmente não me pertenciam.











E, o ex-prefeito ganhou as eleições.











Passado algum tempo, já no cargo o então prefeito eleito me viu na estação rodoviária quando já subia as escadas do ônibus rumo à Extrema onde eu prestava serviços em substituição a um colega. E, sem perder tempo, ainda cheio de ráiva , falando mais alto do que o necessário, dirigiu-se a mim aos brados e com o dedo indicador a me apontar:











“__”que era aquilo de jogar o seu nome na sarjeta?!... (É só o que me lembro entre tantas outras tantas palavras a mim dirigidas.)











Naquele momento não tive como responder, pois já entrava no ônibus quando o motorista ao notar os ânimos exaltados daquele senhor, solicitou que eu entrasse rápido e partiu.











Inconformado, o prefeito ainda me acompanhou incisivamente o seu dedo indicador em riste até que eu me sentasse no banco com o veículo em movimento.











Ao chegar ao meu destino, num momento de mais tranqüilidade preparei uma carta de várias páginas onde detalhei a minha defesa, minhas idéias e meu protesto. Tirei cópias dos documentos sobre o projeto que eu possuía e carregava comigo depois das eleições prevendo o que poderia acontecer.Juntei tudo e enviei para o tal prefeito.











Não sei se aceitou realmente minhas argumentações, mas em resposta verbal, através de meu irmão e servidor municipal, mandou dizer que “não estava com ráiva de mim” e que me convidava para tomar uma cerveja com ele”. Não o procurei para o tal encontro já que não gosto muito dessa bebida.











A ira justificada do prefeito foi que em uma das respostas do INDI, diziam que aquele lugar apontado por mim já teria sido objeto de estudos para a implantação de um distrito industrial na cidade, e que o prefeito da época não havia se interessado





















Como em “politicagem”tudo é possível, talvez nem tenha havido estudo nenhum e a resposta tinha mesmo uma arma suja. E, entre políticos isso não seria novidade.





















Essa foi a primeira “lambada” por ousar sonhar e idealizar algo para melhorar a minha cidade.





















Obras necessárias e urgentes na cidade:





















A comunidade parece não ter percebido completamente que a cidade não é a mesma dos gloriosos tempos da Cambuquira antiga. Tentam preservar uma imagem que nem tem mais para aqueles que a visitavam, ou que passam pela Estância, nos últimos tempos. Temem que a cidade perca a sua imagem de lugar saudável, de bom clima, gente hospitaleira e turismo efervescente. Esquecem-se que essa é a imagem do passado que já não faz parte da nossa história atual. Então, pouco as críticas, censuram as palavras e os textos com medo de uma conseqüência que não devem ser temidas.Pois, estas são realidades hoje. Pergunte aos lojistas da cidade, aos proprietários de supermercados, aos profissionais liberais entre outros: “__de quem vem o dinheiro das suas vendas”? A resposta, certamente, será que o turismo contribui muito pouco para suas receitas. O próprio parque das águas tem a sua freqüência maior formada de cambuquirenses e de visitantes das cidades vizinhas que só vão aquele lugar para apanhar água mineral ao valor de trinta centavos por cada dois litros, enquanto as lojinhas lá existente vivem às moscas. Então, qual o medo de perder o quê? Acorda cidade, já perderam tudo. E. agora devem se unir, aceitar as críticas e procurar os caminhos alternativos que possam recuperar pelo menos parte dos seus valores para ganhar espaço no ramo de turismo, mas sem ficar à mercê dessa atividade, pois a cidade necessita de outros meios para sobreviver. “Quem tem apenas um pássaro na mão, contrariando a velha máxima, acaba ficando sem nenhum.”





















Pontos Turísticos:




















Se a cidade pretende continuar sendo uma estação turística deve recuperar, ou conservar melhor, os seus atrativos turísticos. Entre eles, a rampa do Piripau, de onde saltam os turistas em vôos-livres, o Observatório Centauro, obra que nunca foi levada a sério pelos governantes mesmo sendo este o único centro de Astronomia da região, as diversas cachoeiras localizadas nas zonas rurais que deveriam ser declaradas patrimônio turístico do município, a Fonte do Marimbeiro com aproveitamento da área anexa de propriedade do Estado para que esta não sofra o processo mesmo esbulho acontecido na Figueira.











Outros bens, como a Mata do Parque quase destruída por posseiro, outrora cheia de veredas limpas, hoje abandonadas e servindo para outros fins por pessoas desocupadas, os velhos engenhos, herança dos nossos antepassados, dos quais apenas um sobrevive funcionando até hoje, o Engenho dos Borges, o caminho de Santa Quitéria, a estrada da linha onde muitos turistas e cambuquirenses praticam o “cooper” devem ter melhor atenção.





















O Observatório Centauro, em especial, hoje em estado de semi-abandono e sem atividades deve receber melhor atenção por parte do poder público e da comunidade.











Por ser um patrimônio cultural, sonho do judeu húngaro Sigmund Szabó, não poderia continuar trancado e sem atividades. Por outro lado, já que o local hoje não é tão bom para observação devido às luzes do bairro, não estaria na hora da prefeitura investir na construção de novo observatório, quem sabe na Serra do Piripau, se a lei ambiental o permitir. Com relação ao prédio da Rua Padre Anchieta, este poderia ser transformado em um local de encontros tanto do gênero, ou num centro de atividades culturais diversas.











Cambuquira é a única cidade da região que têm um patrimônio deste, onde inclusive já se reuniram vários estudiosos de Astronomia do país, tais como Nelson Travinik, Jean Nicolini entre outros, todos ligados ao Observatório do Capricórnio de Campinas.






























Vias públicas





















Ações básicas podem, com pouco ou quase nenhum recurso, fazer efeito. Por exemplo: o calçamento da cidade em alguns lugares deixa a desejar, pois apresenta altos e baixos oriundos de escavações para instalação de rede de água ou esgoto, afundamento devido a porosidade do solo com a passagem de caminhões pesados e falta de um serviço eficiente de conservação durante vários anos.




















A primeira via que necessita de uma reforma para deixar o piso mais uniforme é a avenida que liga a entrada via rodoviária até o parque das águas. Quem vai de carro e sai do asfalto se assusta com tanta trepidação que aquele calçamento provoca no carro. Outra via que necessita de prioridades é a via formada pela Benjamim Constant seguida pela João Silva. Como alternativa de tráfego durante o período de colocação do recente asfalto entre a Rodoviária e a Rua da Estação, essa rua sofreu afundamentos diversos que denigrem a imagem de nossa bela Estância.











A av. João de Brito Pimenta do Posto de Gasolina até à Av. Julio Lemos também necessita de reparos, como parte da Avenida NS Aparecida. Algumas vias não sofreram muito a ação do tempo, mas mesmo assim necessitam de alguns retoques para que não se tornem como as demais por falta de manutenção.





















Limpeza pública:





















A maior crítica dos turistas e de cambuquirenses que visitaram a cidade nos últimos anos foi o estado das ruas da cidade. Além disso, alguns moradores, talvez por falta de opção, como as caçambas metálicas usadas para coleta de entulhos em algumas cidades, jogam lixos e detritos de construções nas vias públicas. Se o poder público não age com o rigor da lei esse costume não acabará. Conseqüentemente, os recursos que poderiam ser usados em outras aplicações, acabam sendo desviados para limpeza pública.











Não contentes com a situação do Jardim Silvio Marinho,certa vez, turistas e estudiosos do Hotel Trilogia fizeram uma limpeza geral desse lugar, o que particularmente considero o fato como um protesto silencioso do grupo contra o descaso das autoridades públicas na época daquele evento.











Antigamente o local tinha um zelador, o Sr. Liz, que dizem ter sido portador de um “bodoque” com o qual espantava qualquer vândalo, ou garoto ousasse danificar os jardins. Outro, o Sr. Guarino Sabião, só com o olhar já punha respeito. O jardim era muito bonito e até foi usado para cenas de filmes rodados por um tricordiano.











Para evitar atos como esse, o município deveria manter no local um funcionário (sem botoque! É claro) responsável pela limpeza do local como existia antes. A beleza do local, aliás não só desta praça, é essencial para o turismo da cidade.











Será que um jardineiro seria muito para o poder público? Não poderia a iniciativa privada (hotéis e comércio) se tornarem parceiros a exemplo de outros lugares do país?











E, no caso dos entulhos? Seria muito difícil a instalação do serviço de caçambas, além da aplicação de uma lei mais dura contra os infratores que acham que a rua é a lixeira do mundo?











Para se ter uma idéia do desprezo pelas praças públicas nos últimos anos, e não só nessa gestão, os próprios turistas do Hotel Trilogia (antigo Empreza) promoveram certa vez um mutirão de limpeza do jardim municipal localizado enfrente do prédio.





















Atividades esportivas para jovens e adultos da cidade:





















É mais que provado que o esporte, seja qual for a sua modalidade, é uma arma contra os males que rodam jovens quando ociosos.











Estima-se que no Brasil haja hoje 400.000 (quatrocentos mil) jovens alcoólatras( ou alcoólicos como querem outros) entre 14 e 17 anos. Parte deles adquiriu o vício dentro da família, mas a maior parte nas baladas, na falta de opção de lazer. E, para não se sentir um “ET” dentro do seu grupo cada vez mais adolescentes entram nesse caminho muitas vezes sem volta, porta de entrada para prostituição, gravidez precoce e vítimas fáceis dos narcotraficantes.











Nos Estados Unidos há quadras de basquetebol no bairros mais carentes onde os jovens desses lugares praticam o esporte em vez de se enveredar no consumo de bebidas e de drogas, flagelos da humanidade. Essa idéia tem sido copiada por muitas cidades brasileiras com o mesmo objetivo.











Cambuquira entrou na contra-mão dessa história. Na cidade não existe incentivo ao esporte. O “estádio”destruído pelo prefeito anterior para a construção de uma avenida que hoje até tem servido para escoamento do trânsito, mas que não tinha urgência e nem precisava ser daquela maneira, praticamente acabou com o futebol na cidade, restando a isolada luta solitária de Sebastião Ximenes, o nosso Tião Tatu, no pequeno campo construído pela COMIG (Codemig) no alto da Figueira. Assim, jovens que poderiam se divertir jogando futebol se tornaram vítimas do ócio, caminho para bebedeira e outro males. O retrato disso está estampado na Rua Direita nos fins de semana, jovens com garrafas de bebidas puras ou misturadas com coca-cola.E, depois de uma bebedeira, tudo acontece. Aí aumenta o número de adolescentes grávidas, mães solteiras que nem estão completamente formadas com filhos no colo sem ter condições de criar dignamente seus rebentos. Aí isso se torna um círculo vicioso que deve ser interrompido com as ações certas: ocupação, estudo e lazer.











As recentes intervenções policiais com envolvimento de jovens mostra que a urgência deve ser urgentíssima.Aqui vale a máxima “antes prevenir do que remediar”.




















É preciso entender que muito mais que as baladas, carnavais e festas, esses jovens precisam de ocupação sadia e formação para enfrentar a dura luta por um lugar no mercado de trabalho cada dia mais competitivo, caso contrário essa será uma geração perdida. Conseqüências desastrosas virão não só para eles, mas para toda comunidade. Os grandes centros têm experimentado isso quando nem os alarmes, as cercas elétricas ou sistemas apurados de vigia eletrônica tem conseguido barrar.









































Formação educacional e técnica de mão de obra para o futuro




















Como Cambuquira dispõe de lugar para instalação de uma unidade educacional, o Colégio S.José, antes usado como sede da prefeitura, por que não procurar interessados em instalar lá algum curso de nível técnico (preferencialmente) capaz de formar pessoas e, com esse corpo de profissionais atrair pequenas industrias para cidade? Ou, a própria municipalidade montar algo semelhante? Existe um grande número de professores e profissionais aposentados que angustiados de terem que continuar vivendo nos grandes centros?











Quem sabe não poderiam aí aplicar uma boa e eficaz idéia em prática em Goiás onde um prefeito ofereceu lotes em regime de comodato para aposentados de determinada renda para que estes se mudassem para lá?





















Por que dar prioridades para a formação técnica?


















Hoje o volume de formandos lançados no mercado, muitos oriundos de faculdades de qualidade duvidosa, não conseguem mercado de trabalho. Muitos bacharéis de Direito, por exemplo, nem passam nos exames da OAB e portanto não conseguem ter obter a credencial que os autorizam usar o título de advogado, título necessário para se militar ambiente forense.











Até dentistas a região tem demais. Então, a formação técnica, principalmente na área de eletroeletrônica, informática, agronomia e outras áreas tecnológicas tem sido melhor para o ingresso desses formando no mercado de trabalho.











Assim, Cambuquira tem que partir para a formação de profissionais e com isso atrair investimentos capaz de dar empregos, rendas e arrecadação de tributos para nossa cidade.











Para aqueles que não têm aptidão para o estudo, por limitações da idade entre outros motivos, a cidade deve instalar escolas de formação profissional dirigidas para outras áreas como o de confecções, que a exemplo das cidades citadas acima que conseguiram acabar com o desemprego naquelas cidades, aumentar a renda e receita de tributos.


















A população não pode se acostumar com a decadência e a estagnação como o peixeiro acostuma com a mau cheiro da peixaria, e achar que tudo isso é normal, cruzar os braços e esperar só a “vontade de Deus, pois Ele não nos fez para sermos passivos.”.