A COMUNIDADE NÃO PODE SE ACOSTUMAR À DECADÊNCIA E À ESTAGNAÇÃO COMO O PEIXEIRO SE ACOSTUMA AO MAU CHEIRO DA PEIXARIA" UMA NAÇÃO SE TORNA MENOR, QUANDO O SEU POVO PERDE O PODER DA INDIGNAÇÃO! photo:Parque das Águas(by Artur Silva)
sexta-feira, 23 de maio de 2008
quarta-feira, 21 de maio de 2008
COMO BRASILEIRO, NÃO DESISTO NUNCA.
Eu não quero que a cidade desapareça, perca a sua sede de Comarca Judicial e venha a se tornar novamente um mero distrito tricordiano ou campanhense, como fora no passado. Por isso, não podemos nos esquecer o “direito de se indignar” e do nosso direito à liberdade de protestar, norma essa consagrada na Constituição Federal do Brasil e na Declaração Universal dos Direitos Humanos, pela Liberdade de Expressão. (clique aqui)
Diga "NÃO" aos oportunista de plantão, aqueles que procuram as eleições para proveito próprio sem nenhum compromisso com a coisa pública e com o bem do povo.
terça-feira, 20 de maio de 2008
ISSO DIZ TUDO E NEM PRECISAMOS DE PALAVRAS.
à esquerda um conj.de postais, à direita o ponto dos 100 réis e abaixo a Cascata do Congonhal.


O coreto antigo, hoje chamado de "Biá".

Um lugar fotogênico como este nem precisa de identificação nas fotos.Basta olhar para se apaixonar.
Para ver em tamanho maior, clique a sobre a foto escolhida.
segunda-feira, 19 de maio de 2008
UM SONHO QUE VAI SE TORNAR REALIDADE.
A figura acima representa um sonho e com certeza o maior projeto para a nossa cidade.
Neste fim de semana (25/05/08) no dia do seu aniversário, Reginaldo Pierrotti me apresentou o maior presente que tem para a nossa cidade, um complexo formado de SPA, clínica, chalés e escola, além de uma variedade de outros itens ligados as atividades que ali se desenvolverão.
A conclusão do projeto depende de uma esperada obra de instalação de manilhamento para as águas pluviais que passa pela propriedade, sem a qual, parte da ideia apresentada fica comprometida.
Reginaldo age com a empolgação própria de um adolescente sonhador quando fala de seu projeto e de Cambuquira com sua fotogeneidade própria invejável,a infra-estrutura e o traçado próprio de uma cidade planejada, talvez a única dessas montanhas do sul de Minas.
Ano que vem, nossa cidade completa 100 anos e esse pode o ser o seu maior e melhor projeto, capaz de tirá-la de um processo de mais de 50 anos de seguidas perdas, para recuperar a sua posição de destaque que sempre teve no cenário turístico do Estado de Minas Gerais.
Obs:
AOS CANDIDATOS NESTE ANO ELEITORAL.
(§ 10º, art. 73, da Lei Federal nº 9.504/97, acrescentado pela Lei nº 11.300, de 10.05.2006, DOU 11.05.2006).“Art. 73. São proibidas aos agentes públicos, servidores ou não, as seguintes condutas tendentes a afetar a igualdade de oportunidades entre candidatos nos pleitos eleitorais:
....................................................................................................................................
§ 10. No ano em que se realizar eleição, fica proibida a distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios por parte da Administração Pública, exceto nos casos de calamidade pública, de estado de emergência ou de programas sociais autorizados em lei e já em execução orçamentária no exercício anterior, casos em que o Ministério Público poderá promover o acompanhamento de sua execução financeira e administrativa. (NR) (Parágrafo acrescentado pela Lei nº 11.300, de 10.05.2006, DOU 11.05.2006/span>
sexta-feira, 16 de maio de 2008
Graças a Deus não vivemos nos tempos dos coronéis.
Conforme bem definiu um texto da Wikipédia, enciclopédia aberta na internet, “Caudilhismo é o exercício do poder político caracterizado pelo agrupamento de uma comunidade em torno do caudilho. Em geral, caudilhos são lideranças políticas carismáticas ligadas a setores tradicionais da sociedade (como militares e grandes fazendeiros) e que baseiam seu poder no populismo. Muitas vezes, líderes são chamados de caudilhos quando permanecem no governo por mais tempo do que o convencional. O caudilhismo se apresenta como forma de exercício de poder divergente da democracia representativa. No entanto, nem todos os caudilhos são ditadores: às vezes podem exercer forte liderança autocrática e carismática mantendo formalmente a normalidade democrática.”
Texto completo:
http://lemejuridico.blogspot.com/
RECEITA CAMBUQUIRENSE.....
Quibebe com Cambuquira
Ingredientes:
1 kg de abóbora madura em cubos
3 dentes de alho amassados
3 colheres de sopa de óleo
1 cebola grande picada
2 xícaras de cambuquira, lavada e picada
2 xícaras de água
Modo de preparo:
Em uma panela aqueça o óleo e frite a cebola e o alho; Refogue a abóbora e acrescente um pouco da água ( coloque a água conforme o necessário). Quando a abóbora começar a desmanchar junte a cambuquira e deixe cozinhar junto. Sirva quente. Rendimento: 6 porções
http://www.pindamonhangaba.sp.gov.br
quarta-feira, 14 de maio de 2008
4º MOSTRA AUDIOVISUAL DE CAMBUQUIRA.
Neste ano, mais uma vez, será realizado em Cambuquira o importante evento dedicado a Curtas Metragem no Espaço Sinhá Prado, antigo Cine Elite.Vale a pena conferir.
Serão exibidos naquele lugar vários trabalhos, como vem acontecendo por quatro anos seguidos.
Portanto de 9 a 13 de julho de 2008 não deixe de ir à Cambuquira.
Você que assistiu muitos filmes no Cine Elite vai sentir-se como numa viagem ao passado.
segunda-feira, 12 de maio de 2008
12 de maio: aniversário de Cambuquira
Início da Av.João Silva com a casa de Antonio Joaquim da Silva Lemes,(pai do Cap.Cláudio) hoje parte do Hotel Santos Dumont.
Cambuquira é um município brasileiro do Estado de Minas Gerais. Sua população estimada em 2004 era de 13.066 habitantes. Faz parte do famoso Circuito das águas de Minas Gerais. Sobre a origem da cidade, sabe-se que existia uma Fazenda, de nome Boa Vista, cuja sede ficava no Largo do São Francisco, que pertencia à três irmãs solteiras (Ana, Joana e Francisca da Silva Goulart), que ao morrerem, deixaram-na como herança para os escravos antigos do local, uma vez que não tinham herdeiros. A família dona das terras onde se localiza Cambuquira, na verdade, e contrariando a versão passada erroneamente para sua população, inclusive nos bancos escolares, era Silva Lemes e não Silva Goulart, como assinavam as três senhoras citadas acima. Ana, Joana e Francisca eram filhas de José da Silva Leme e de Rosa Maria Gularte (grafia original portuguesa para esse sobrenome de origem flamenga derivada de Gevaert). Além dessas mulheres, o casal ainda teve outros filhos, entre eles Vicente da Silva Lemes, considerado o patriarca dos diversos membros da família ainda existentes na cidade. Esses Lemes descendem da mesma família que chegaram em São Paulo em meados do Século XVI, vindos da Ilha da Madeira, para onde foram os primeiros membros da família descendentes do belga Martim Lems. Logo, suas águas minerais foram descobertas, o que atraiu muitas pessoas em busca das curas atribuídas a elas. Os escravos dificultaram o quanto puderam, temendo perder suas posses. No entanto, em 1861, a Câmara Municipal de Campanha, efetuou a desapropriação das terras, considerando-as de utilidade pública. O local foi liberado para visitação, o que permitiu o desenvolvimento do povoado nos arredores. Em 1872, fundou-se o Arraial de Cambuquira, erigido em distrito de Campanha. Em 1894 foi inaugurada a Estrada de Ferro e a cidade começou a ser povoada. Cambuquira foi decretada (Decreto nº 2528) município no dia 12 de maio de 1911, tendo como primeiro prefeito Dr. Raul de Noronha Sá. Nas décadas seguintes, o turismo cresceu no ritmo das outras estâncias, até ser elevada oficialmente ao título de Estância Hidromineral, em 1970. Grande parte dos municípios do Sul de Minas, onde se localiza Cambuquira, tiveram origem em povoados que se desenvolveram em torno da busca do ouro, acampamento de tropeiros, entre outros fatores. As cidades do Circuito da Águas nasceram por motivo das águas medicinais existentes nesses locais. Assim também foi Cambuquira. Esta cidade surgiu devido a descoberta no local de diversas fontes "gasosas", e a cidade cresceu a partir delas. Essa pequena Estância Hidromineral foi uma das primeiras cidades projetadas do estado, com ruas largas, calçadas amplas, diferenciando-a de cidades mais antigas como Campanha, São Gonçalo do Sapucaí, Três Corações e outras. Todas essas, hoje, com problemas de tráfego devido às vielas que as traçam. Com base da economia na cultura do café e no turismo, Cambuquira possui um excelente artesanato em crochê, arranjos com vegetais desidratados, doces caseiros, mel, rapaduras, cachaça e queijos. Fruto de sucessivas más administrações Cambuquira veio aos poucos perdendo seu potencial turístico e o Parque das Águas, principal ponto turístico da cidade não oferece mais qualquer atrativo. Como Cambuquirense não posso deixar de lamentar o que ocorre na cidade, jovens sem perspectivas de futuro, comerciantes sofrendo com a falta de circulação monetária e a Prefeitura não buscando qualquer alternativa para a melhoria do município. Texto original de Antônio Almeida, publicado em seu blog, endereço abaixo: http://antonioalmeidablog.blogspot.com/ Comentário deste blog: " Até a nossa água, embora considerada a primeira do mundo, vai demorar um pouco mais para chegar às mesas do brasileiro. Enquanto isso "Caxambu" já aparece na novela "Beleza Pura", pela personagem Joana que bebericava numa garrafinha pet. Lambari já está com as obras quase prontas. Em Cambuquira, o maquinário parece não ter saído nem das embalagens." As últimas oportunidades de emprego criadas na cidade, ainda no governo Pudim, foram com a implantação da Industria de Biscoitos Marina no Bairro da Lavra. Depois, nada mais foi feito para que os jovens não tenham que partir para outras cidades em busca de oportunidade. E, como o turismo praticamente não existe mais na cidade, nem a construção civil que ainda empregava há algum tempo, não acontece mais. Sobra para a população as safras de café que acontecem uma vez por ano. PARA VER OUTRAS POSTAGENS CLIQUE NO LINK: POSTAGENS MAIS ANTIGAS ABAIXO. |
quarta-feira, 7 de maio de 2008
DIA 12: ANIVERSÁRIO DE CAMBUQUIRA.

Na segunda-feira, dia 12 de maio, nossa cidade completa mais um ano dos 99 de emancipação política. Dizem que ela tem muito mais, mais de 100. Mas, contentam em dar-lhe menos.
Poderia ser um dia feliz que justificasse as festividades que o poder público com certeza vai realizar. Mas, vai ser um dia como outro qualquer.
Gostaria que os nobres políticos que comandam os rumos dessa tão bela Estância, presenteasse o seu povo com uma só notícia:
"Cambuquira ganha geradora de empregos", uma fábrica que dará ocupação para a maioria dos seus jovens sem rumos e sem futuro que até agora não têm outro caminho que não seja o terminal rodoviário. Essa nova empresa, fruto do esforço conjunto entre os poderes legislativo e executivo, com a ajuda de amigos da cidade junto ao governo estadual,que conseguiram colocá-la no programa da Rota Tecnológica, além de gerar emprego e renda vai aumentar a arrecadação de impostos, combustível necessário para que a cidade retome verdadeiramente o seu rumo na história. "
Primeira Igreja da cidade, contruída pelos irmãos Lemes: Tomé,José Vicente, João Evangelista e Antonio Joaquim, filhos de Vicente da Silva Leme e Escolástica Joaquina do Monte Cassino (da Ribeira), netos de José da Silva Leme e Rosa Maria Gularte.A cidade na realidade pode ter como idade bem mais que 100, aliás 147 anos. Pois em 1861 nascia com a desapropriação das terras dos meus avós José da Silva Leme e Rosa Maria Gularte. Ou poderia ter um pouco menos, já que a Lei 1884 de 15 de julho de 1872 criou o distrito que mais tarde se tornaria uma cidade.
Então, como não há uma data precisa no ano de 1861, poderíamos considerar a data da Lei de l872. Se for assim, a cidade então tem 136 anos de idade.
Então, Cambuquira faz mesmo aniversário em l5 de Julho e não em 12 de maio.
Mas, como os políticos querem, coisa vindas do passado, em 12 de maio de 1909 nasceu a cidade de Cambuquira, naquela época Boa Vista de Cambuquira.
Como a cidade foi sempre ingrata com os seus benfeitores,relembro dos dados de Manoel Brandão, alguns dos principais motivadores para que aquela pequena povoação viesse um dia a se tornar cidade: Vereador Midões da Câmara Municipal de Campanha,que praticamente criou a cidade, José Vicente da Silva Lemes,Tomé da Silva Lemes, João Evangista da Silva Lemes e Antônio Joaquim da Silva Lemes, mentores e construtores da primeira igreja da cidade, com a ajuda de seus primos Manoel e José Martins Ribeiro, além de Cassimiro José da Costa, um dos patriarcas dos atuais Cassimiro da Costa.
Estive em Cambuquira no último fim de semana. Em frente ao Parque das Águas, lá estava instalado um grande palco onde no sábado apresentou uma dupla sertaneja de Varginha, no domingo apresentará um grupo de música baiana e na segunda um grupo de rock brasileiro. Enfim, música para quase todos. Faltou para os mais velhos, o que não foi lembrado pelo prefeito. Mas, seria bom que lembrasse, pois os mais velhos também votam. E, festa de aniversário bem bem a calhar num ano de eleições. Se eu tiver errado, que conteste.
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Jonas Lemes

União do acadêmico com o contemporâneo
Uma questão fundamental da arte que vem preocupando muitos artistas plásticos é como conseguir dar à arte acadêmica, entendendo esta como um resultado visual que se aproxima daquilo que se vê na chamada realidade, um ar contemporâneo, ou seja, um novo respirar que a possa colocar em espaços que foram aparentemente perdidos.
O mineiro Jonas Lemes encontrou uma alternativa das mais louváveis. Manteve a sua habilidade no trato com a figura humana, com as paisagens e com cenas da vida no campo somente que com um novo suporte e com a valorização das figuras centrais em detrimento dos fundos, que passaram a dar o mencionado toque de modernidade e originalidade.
Nascido em Cambuquira, MG, e atualmente residente em São Lourenço, iniciou sua jornada pela arte em 1990. Autodidata, recebeu, com pinturas a óleo, diversas premiações em salões de arte, mas percebeu que era necessário dar um salto para ganhar destaque no cada vez mais competitivo mundo da arte.
A partir de 2001, desenvolve um estilo próprio, no qual atinge pleno domínio de realização. Passou a pintar sobre lonas usadas de caminhão e retoma seus temas preferidos sob uma nova perspectiva. Está ali o apuro técnico de uma arte mais clássica e comportada, a contemporaneidade do suporte e a reciclagem de materiais, politicamente correta e socialmente importante.
Num país em que o transporte rodoviário é essencial, trabalhar sobre lonas ganha a dimensão de dar ao objeto usado um novo sentido. Significa ainda saber aquilo que o próprio suporte sugere em termos de imagem. Jonas lembra que, ainda na infância, ao ver paredes manchadas pela umidade, brincava de encontrar ali formas, paisagens e figuras – e as fazia vir à tona com um lápis.
Bem mais tarde, soube que o mestre italiano Michelangelo havia declarado que existia muito mais arte nos muros manchados pelo tempo do que se imaginava. Assim, o trabalho com as lonas é na verdade um exercício plástico de respeito ao suporte e busca dos locais mais adequados para desenvolver os temas preferidos pelo artista.
Estão sobre a lona belas paisagens com ipês floridos, significativas cenas de trabalhadores rurais nas diversas fases envolvidas na produção do café – com ótimo resultado nos tons ocres do suporte – além de locomotivas e estações de trem do interior de Minas Gerais. Há ainda homenagens a diversas manifestações artísticas e cenas rurais, como condução de boiada e de preparação de terra para o plantio.
O cuidado técnico aliado à originalidade do suporte torna a obra plástica de Jonas Lemes diferenciada. Sua pesquisa visual é uma excelente resposta aos que julgam que a pintura tradicional está morta e que não há mais o que inventar. Sempre existem novos caminhos para quem está atento para descobri-los e percorrê-los com seriedade e competência.
Oscar D’Ambrosio, jornalista e mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Unesp, integra a Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA- Seção Brasil).PARA VER OUTRAS POSTAGENS CLIQUE NO LINK: POSTAGENS MAIS ANTIGAS ABAIXO.

