"O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais."
(Bertolt Brecht)
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais."
(Bertolt Brecht)
A frase acima não é de minha autoria, mas de Berthold Brecht que viveu entre o fim do século dezenove até pouco mais da metade do século vinte. A citação se aplica muito ao nosso país, à nossa cidade e à atual situação política do Brasil em geral. Por aqui, inúmeros estufam o peito, como disse o autor, para dizer que não gosta de política. Entendo que talvez não queiram expressar isso, pois o sentido real que querem dizer é que "não gostam de políticos", pelo menos do tipo de cidadão que se aproveita dos votos dos ingênuos para levar vantagem num cargo público que se fosse por concurso de capacidade poucos teriam condições de assumir. Aí, principalmente nas cidades pequenas e sem nenhum emprego e pouca renda, a ocupação se transformou numa alternativa para ganhar dinheiro. Pela que grande parte ganham essa espécie de salário para não fazer nada pela sua terra.