sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Para quem ainda pensava em cassinos, vai aí uma "pá de cal".

Arquivada ação que pedia legalização de cassinos
O ministro Ricardo Lewandowski determinou o arquivamento do Mandado de Injunção (MI) 771, em que o empresário Sérgio Antônio Camargo pedia que o Supremo Tribunal Federal (STF) declarasse a mora e, por conta da ausência de norma sobre o tema, determinasse ao Congresso Nacional a expedição de uma lei regulamentando a exploração e o funcionamento de cassinos no Brasil. Para Lewandowski, não existe lacuna normativa, uma vez que a matéria é tipificada no Decreto-Lei 3.688/41, a chamada Lei de Contravenções Penais.
Camargo sustentava, na ação, que essa lei estaria em desuso, o que acarretaria a ausência de uma regulamentação sobre a exploração de cassinos. A falta de uma norma federal sobre o tema estaria violando o princípio da igualdade, no tocante ao exercício da atividade econômica, alegava o empresário.
O ministro Ricardo Lewandowski salientou, em sua decisão, que a Lei 3.688/41 está em plena vigência e, em seu artigo 50, tipifica a exploração de cassinos como contravenção penal. (grifo nosso)
Ele disse entender que o objetivo do impetrante, com o mandado de injunção, seria a substituição das normas proibitivas vigentes por outras que permitiriam a exploração dos jogos de azar, o que seria “totalmente impertinente”.
O ministro negou seguimento ao MI afirmando que “a matéria não só está disciplinada em lei, ou melhor, está vedada pela legislação especial, como também se encontra fartamente estudada pela doutrina penal”.
fonte:http://www.stf.gov.br

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

DE VOLTA PARA O FUTURO...

A foto ao lado é do Hotel Silva na década de 30,e nos foi enviada via e-mail, com autorização para publicação, pela jornalista Alzira Costa, residente na cidade baiana de Cachoeira, localizada no Recôncavo Baiano, à 110 Km da capital.
Conta a mensageira, que esta e outras fotos de nossa cidade chegaram às suas mãos com a aquisição de imóvel e todo acervo de João Vieira Lopes, ex-prefeito da sua cidade, homem culto e abastado que provavelmente fora freqüentador assíduo das Estâncias Hidrominerais nas primeiras décadas do século passado.
Esta é mais um prova da importância turística e climática que era Cambuquira no passado, que inclusive fora objeto de um trabalho do também baiano de Salvador, o Padre Antônio Ferreira, também freqüentador desta Estância e autor da obra “Memórias” sobre nossa cidade.
Alzira, colocou à venda esse acervo composto de várias fotos de Cambuquira dos anos 30, inclusive algumas da Revolução Constitucionalista de 32. Para maiores informações visite o seu blog: http://alzirajornalista.blogspot.com

Esta é Cachoeira-BA, que como Cambuquira procura "redescobrir" o seu caminho na história.
A vantagem é que a cidade baiana parece já ter encontrado o caminho:


"Ganhou um campus da Universidade Federal do Recôncavo Baiano". (Parabens!...)

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

DNPM VISITOU FONTE DO MARIMBEIRO.

Conforme notícia veiculada pela EPTV-Sul de Minas, a Fonte do Marimbeiro passou por uma vistoria nesta terça-feira, dia 26/02/08, por representantes do DNPM - Departamentao Nacional de Proteção Mineral, vindos de Belo Horizonte.
O local que está interditado há duas semanas, pelo jeito, vai continuar como está por bom tempo.E, aqueles que usam da água curativa da fonte terão que interromper o tratamento, até que os órgãos responsáveis decidam nos gabinetes o que já deveriam ter feito há muito tempo para que essa tragédia não acontecesse.


Conforme artigo postado neste blog, na semana passada moradores e ONGs da cidade, inconformados com a situação já haviam prometido comunicar o fato ao órgão,alem da representação ao Ministério Público para este apure os verdadeiros responsáveis e requeira da Justiça a aplicação das medidas cabíveis pelo dano ao patrimônio, ao meio ambiente e ao turismo, uma das principais fontes de renda da cidade. Pelo que se sabe, também conformido pela reportagem, é que a administração das fontes da cidade(parque das águas e Marimbeiro)é de responsabilidade da Prefeitura e CODEMIG, empresa do governo de Minas Gerais.

Rafaela Antiero Amarante, atual secretária do turismo local, informou que a prefeitura aguarda liberação dos órgãos ambientais para que se tome as medidas de recuperação da fonte e drenagem do córrego, hoje assoreado, que passa pelo local.

A CODEMIG, por sua vez, conforme a mesma nota, informou que existe um projeto de revitalização do local e do parque, algo que já se ouve em Cambuquira há mais de um ano quando o prefeito até convidou o reporter da emissora para voltar em seis meses para ver como ficaria o "novo" parque das águas.

Marília Noronha, filha do ex-prefeito da cidade Jorge Noronha, e presidente da ONG NOVA CAMBUQUIRA,também lembrou o descaso das autoridades com esses patrimônios.

Mas esse descaso com esse bem da humanidade vem de longa dada. Para confirmar isso existe na Figueira, bairro formado por posseiros em terras públicas sob responsabilidade da própria CODEMIG, onde brotam várias fontes de águas mineral gasosa,sendo que de uma das quais a "gasosa" é bombeada para a casa de um dos moradores, que a usa para banho,cozinha e demais utilidades domésticas (com certeza a única no mundo!...).

Já o laudo que comprove os danos e determine as medidas para recuperação devem ser liberados pelos técnicos do DNPM dentro de 30 dias.

PÓS GRADUAÇÃO EM CAMBUQURA


Pós Graduação Universidade Cândido Mendes - UCAM

MBA Marketing e Gestão de Negócios
Administração e Supervisão Escolar
Gestão Pública Empreendedora
Direito Civil
Direito do Consumidor
Direito Público


Local: Cambuquira
Duração: 15 meses, sendo 1 final de semana por mês ( sexta-feira, sábado e
domingo)

Mensalidade: R$ 239,00 ( já inclusa a hospedagem )


Telma Mafra
(35) 3223-3613
(35) 9954-2369

UCAM
Universidade Cândido Mendes
Sul de Minas

(35) 3251-1496

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

E, depois disso tudo...só cantando um mantra!

Mantra (Quando acabou com tudo!)
Nando Reis
Composição: Nando Reis / Arnaldo Antunes

Quando não tiver mais nada
Nem chão, nem escada
Escudo ou espada
O seu coração... Acordará

Quando estiver com tudo
Lã, cetim, veludo
Espada e escudo
Sua consciência... Adormecerá

E acordará no mesmo lugar
Do ar até o arterial
No mesmo lar, no mesmo quintal
Da alma ao corpo material

UH UH NOW!...

Hare Krishna Hare Krishna
Krishna Krishna
Hare Hare
Hare Rama Hare Rama
Rama Rama
Hare Hare


Quando não se têm mais nada
Não se perde nada
Escudo ou espada
Pode ser o que se for... Livre do temor

Hare Krishna Hare Krishna
Krishna Krishna
Hare Hare
Hare Rama Hare Rama
Rama Rama
Hare Hare


Quando se acabou com tudo
Espada e escudo
Forma e conteúdo
Já então agora dá... Para dar amor

Amor dará e receberá
Do ar, pulmão; da lágrima, sal
Amor dará e receberá
Da luz, visão do tempo espiral

UH UH NOW (2)

Quando não tiver mais nada
Nem chão, nem escada
Escudo ou espada
O seu coração... Acordará


Quando estiver com tudo
Lã, cetim, veludo
Espada e escudo
Sua consciência... Adormecerá

E acordará no mesmo lugar
Do ar até o arterial
No mesmo lar, no mesmo quintal
Da alma ao corpo material

UH UH NOW(2)

Quando se acabou com tudo
Espada e escudo
Forma e conteúdo
Já então agora dá... Para dar amor


Amor dará e receberá
Do braço, mão; da boca, vogal
Amor dará e receberá
Da morte o seu guia natal

Adeus dor (4x)

Hare Krishna Hare Krishna
Krishna Krishna
Hare Hare
Hare Rama Hare Rama
Rama Rama
Hare Hare (x 6)


VEJA O VÍDEO: http://www.youtube.com/watch?v=2bTrQI1tlWk

OS HOTEIS DE CAMBUQUIRA.

HOTEL CAMBUQUIRA, cujo argumento principal é a boa comida servida no seu restaurante aberto também aos demais turistas e visitantes. Vale a pena testar o pratos deliciosos de cada dia, entre eles até a famosa comida que leva o mesmo nome da cidade, além da comida típica com tempero mineiro.
.
GRANDE HOTEL TRILOGIA
que se chamou EMPREZA (com Z)até o aquele fatídico carnaval de frente a portaria do Parque das Águas, quando o seu proprietário, Afrânio Siqueira, depois de ter o seu hotel esvasiado no dia seguinte a uma noite de muitos decibéis além do que podiam os hóspedes, maioria da terceira idade. Ficou por alguns anos fechado até ser adquirido pelo grupo Trilogia que o reformou, construiu piscina e criou um teatro anexo chamado de "Thalia" na parte antiga do prédio, cuja arquitetura fora alterada nos anos 60, conforme pode-se ver na foto em preto e branco.


HOTEL SANTOS DUMONT que se chamou Victória desde o sua primeira construção, adquirido nos anos 70 por José Evangelista Cortez, passou a ter a denominação atual de Santos Dumont. Esse seu proprietário, e sua esposa D.Virginia faleceram antes de concretizarem os seus projetos para o Hotel. Dizem que ele pretendia construir uma "Escola Modelo", definição dada por ele, para propor uma troca pelo prédio do Grupo Escolar Raul Sá, para onde pretendia expandir o seu hotel. Ele construiu ali uma garagem subterrânea sob um salão de convenções, o primeiro e único da cidade, onde ele promoveu vários encontros, simpósios e eventos que atraiam turistas para nossa Estância. O hotel tinha uma propriedade rural, conhecida como Recanto dos Amores, onde produzia boa parte dos legumes, ovos, suinos entre outros produtos para uso dos hóspedes, além de área de lazer para os veranistas que gostassem da vida rural. Mas, tudo acabou num acidente na Rodovia Presidente Dutra e Sr. Cortez, com os seus mais de 70 anos e esposa nos deixaram, para tristeza e amargura da cidade que o estimava e muito esperava deles.
HOTEL SÃO LUIZ - que já se chamou "Ideal" e "Anna Virgínia", hoje Hotel São Luiz, carrega uma história que remonta aos velhos tempos da estância, como aliás a nova direção parece ter herdado ao assumir o seu comando. Tem um site próprio: www.cambuquira.org Na foto antiga da av.João Silva, já vemos o hotel como era antes no começo do seculo XX, quando ainda existia na esquina onde hoje temos parte do Hotel Santos Dumont, a casa de Antônio Joaquim da Silva Lemes, um dos maiores benfeitores da cidade, desprezado pela história e pelos políticos locais que nunca se importaram com a história de nossa terra.
HOTEL BRASÍLIA - Um dos mais antigos hoteis da cidade que já se chamou no começo do século XX como Hotel Bella Vista, depois Hotel Matos e hoje Hotel Brasília, é o cartão de entrada para quem vem de BH e de outras cidades ao norte de Cambuquira.
E, logo terremos de volta um dos mais belos e importantes hotéis, sucesso de passado que, adquirido recentemente, vai ser completamente reformado,e sem perder o seu charme que lembra o estilo europeu de sua construção, o HOTEL ELITE.


Hotel Cambuquira Avenida Virgilio de Melo Franco, Nº60.


Fazenda dos Anjos Rodovia Mg 167, Km 2,5


Pousada Da Fonte Rodovia 167 Km 93,5 Novo Marimbeiro


Grande Hotel Brasilia Avenida Quintino Bocaiuva, Nº357 Centro


Hotel Grande Trilogia Av João de Brito Pimenta, 70 Centro


Pousada Lua Luana Rodovia Vital Brasil Br 267 - Km 341,..


Hotel São Luiz - Av. João Silva,

sábado, 23 de fevereiro de 2008

FONTE DO MARIMBEIRO, conseqüências do desmoronamento.


Conforme e-mail postado para este blog, o Departamento Nacinal de Produção Mineral vai vistoriar as fontes de Cambuquira, para apurar as denúncias feitas pela ong NOVA CAMBUQUIRA, que também prepara uma representação para o Ministério Público sobre o caso e a situação das demais fontes.

E-MAIL:

GOVERNO VISTORIA CONCESSÕES DE ÁGUA EM CAMBUQUIRA, MG

O Departamento Nacional de Produção Mineral - DNPM vai vistoriar as fontes de água mineral de Cambuquira, MG e exigir providências de manutenção e reparo aos titulares de suas concessões.



A determinação partiu do diretor geral do órgão federal, João César de Freitas Pinheiro, nesta sexta-feira (22), atendendo a apelo feito pela organização não governamental Nova Cambuquira. A entidade ambientalista denunciou na semana passada o desabamento da Fonte do Marimbeiro e a má conservação, pelos poderes municipal e estadual, dos parques de água mineral da tradicional estância.



Denúncia ao Ministério Público



A ONG comunicou que prepara uma denúncia formal ao Ministério Público, por considerar que a degradação do patrimônio hídrico de Cambuquira chegou ao nível mais grave, havendo o risco de serem soterradas outras fontes preciosas, como ocorreu no Marimbeiro.



A ação poderá basear-se parcialmente no artigo 261 da Constituição do Estado, que trata da punição por "ato lesivo ao meio ambiente, ao patrimônio artístico ou histórico, ao turismo ou paisagismo e aos direitos do consumidor". Deverão ser responsabilizados os poderes municipal e estadual pela inércia administrativa em relação às fontes.



Desde 1980 não é feita reforma nas fontes de Cambuquira, que, paradoxalmente, fornecem a melhor água mineral da América e segunda do mundo, conforme avaliação de especialistas internacionais. Trata-se da "gasosa nº1", que no segundo semestre deste ano voltará a ser engarrafada e comercializada, pelo Estado, como uma água nobre, especial. Se a velha fonte ainda resistir.
.....................................................................................................
23.02.2008
Comite Cambuquira de Turismo
imprensa@cambuquira.org

Nota: a notícia também foi destaque em "O Globo" na coluna de Ancelmo do dia 20.02.08 , sob o título:"É PENA..." (GLOBO ONLINE).

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

A NOTICIA QUE EU GOSTARIA DE POSTAR.

Nesses anos de minha existência, para ser preciso, mais de meio século, não consegui transmitir muitas notícias boas de minha cidade. E, aquelas com as quais ficou contente não passaram de estouro de “bombinhas de festa junina” num universo de um vazio profundo.
Uma das notícias que li no jornal, certa vez, foi sobre o projeto do deputado Murilo Badaró para Cambuquira.
Badaró, então membro do governo de Minas, projetou uma obra que talvez se tornaria a salvação do turismo não só de Cambuquira como também Lambari.
A idéia era a construção de um grande lago na região do Triângulo de São Domingos ( Até parece coisa do Triângulo das Bermudas, mas não é!). Essa represa estancaria as águas do Rio Lambari com a construção de uma barreira junto à ponte do Abatedouro. E, no entorno desse reservatório seriam construídos parques temáticos, hotéis e pousadas e muitas opções de lazer. Nas suas águas poderia se praticar campeonatos de esporte náuticos, remo, barcos, etc. Iates iriam pontuar a paisagem que ficaria mais bela com o ornamento da Serra do Piripau e Santa Quitéria além das pedreiras e matas do local que, mesmo sem o lago, já tornam o lugar muito lindo.
Falando assim, até consigo imaginar e as idéias povoam meus pensamentos com tanto progresso que isso traria para nossas estâncias tão decadentes, onde o “povo parece ter acostumado com a estagnação como o peixeiro se acostumou ao mau cheiro da peixaria.”
A geração de empregos e renda seria inevitável e o marasmo, com certeza, iria embora.
Mas, infelizmente isso tudo parece um sonho, pois não passou disso: apenas uma notícia de jornal.
Quem sabe algum outro idealista que tenha o poder nas mãos consiga transformar essa “utopia” numa realidade.
Essa é a noticia que eu gostaria de dar.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

FONTE DO MARIMBEIRO DESABA.

Uma das principais fontes de “águas medicinais” de Cambuquira, localizada fora do parque das águas, desabou na manhã dessa segunda-feira, dia 18/02/200. A construção antiga, só reformada por volta dos anos 80, não suportou a ação do tempo e o descuido das autoridades competentes do “Estado, proprietário do bem, e do Município, atual administrador”.
As últimas manutenções do ribeirão que passa pelo local foram feitas ainda na administração de Gerson Ferreira da Costa, GAVA, quando foi feita a limpeza do curso d’água da fonte até a junção do córrego com o pontilhão da antiga linha férrea, perto das Congonhas.
O prédio não ruiu completamente graças a uma coluna central que sustenta o telhado estar ainda escorada por algumas fileiras de tijolos que a água não arrancou.
O que se espera de proprietário e administrador é que se tome medidas urgentes para recuperação daquele patrimônio da cidade, que conforme destacamos do e-mail-notícia a nós enviado, tem nas suas águas valores terapêuticos de grande importância.
“ A água da Fonte do Marimbeiro, tradicional recurso para combater males do aparelho digestivo, vinha ganhando notoriedade ultimamente no tratamento das recentes doenças auto-imunes. Um dos grandes apreciadores desta fonte foi o presidente Marechal Floriano Peixoto, que se tratou com ela em 1896.”

CARACTERÍSTICAS

Os primeiros registros sobre a fonte indicam que já era conhecida no final do século 18, mas a captação planejada das águas minerais e sua classificação ocorreram somente em 1915, pelo chefe de Laboratório de Análises do Estado de Minas, o químico Dr. Alfredo Schaeffer. O nome "Marimbeiros" corresponde a certo tipo de árvore frondosa, da família do tamarindeiro, que existia em profusão neste local, onde também se erguia um hotel-cassino homônimo.

A fonte servia através de seis bicas, com vazão total de quase 40 mil litros por dia. Eram três águas alcalino-gasosas e férreas, diferentes apenas na concentração de gás e de substâncias minerais, sendo a nº 1 a mais fraca, a nº 2 média e a nº 3 a mais forte. Todas apresentavam quantidades elevadas de carbonatos de cálcio e magnésio. O líquido que jorrava nas bicas era a água de chuva que se infiltrou no solo há cerca de 35 anos, tempo que leva para absorver os sais minerais, o gás e as propriedades medicinais.”

Também nos informou o pesquisador Celso Serqueira, que essa água foi usada pelo então presidente Floriano Peixoto, que depois de Marechal Deodoro da Fonseca, que inclusive faleceu na cidade, usou dessa água para sua cura.

NOTA: Por outro lado,conforme resposta a um e-mail eviado por nós, respondeu o Sr, Márcio Zandona, Assessor de Imprensa da Copasa, que a fonte não é de responsabilidade desta estatal que hoje é detentora da exploração das águas minerais nas Estâncias.
Fotos:Diniz/Inf.Históricas:Celso Serqueira.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

UM E-MAIL QUE DIZ TUDO,

Prezado Sr. Gilberto Lemes

Visitei sua página Cambuquira blogspot onde pude constatar sua preocupação em manter viva a história desta linda Cidade Estância e mais do que isso agitar a comunidade elevando a auto estima do pacato povo cambuquirense.
Tive o prazer de conhecer esta inesquecivel cidade , a primeira vez ainda menino de calças curtas em 1959. Voltei várias vezes, sempre com meus pais e irmãos e depois com esposa, cunhados, filhos e sobrinhos até mais ou menos 1989. Nunca desisti de ir Cambuquira, porem com a morte de meus pais e nossos parentes próximos que lá residiam, e outras ofertas de turismo e lazer mais atraentes para minha esposa e filhas, fiquei sem argumentos para convence-las..
Confesso que tenho muitas saudades daqueles tempos, das amizades que constituí e principalmente do céu de profundo azul nos dias de inverno.
Li no blog a notícia da reforma do Hotel Elite. Era lá que nos hospedavamos e depois que fechou,no Santos Dumont.

Janeiro/1979:
Meu pai era primo da Sra. Lya, casada com o Sr. Rodrigo Vilhena. que moravam num casarão contíguo ao terreno do Elite, lá no fim da ladeira quase na Rua do Tênis Clube. Lá morava também a Dna Maria José que era víuva de um Lemes.
Como pode ver comecei a escrever e as coisas estão fluíndo assim mesmo, expontâneamente, peço desculpas.
Mais uma vez obrigado pelas novas noticias e as velhas também( uma loucura a queda do avião em plena rua
).
Tomo a liberdade de enviar algumas fotos antigas, Meus pais no caramanchão do Parque das águas, minha avó YaYa, tias Nicia, Maria , Carmo e Dna.Lya sentadas debaixo de uma frondosa árvore e uma inocente turma de amigos adolescentes fazendo brincando de " Eu via a Margarida" subindo a ladeira da rodoviária em direção ao Hotel Brasília.
Meus votos de admiração pelo seu trabalho

Luiz Manoel M. Gomes

São Paulo


Na foto(em preto/branco e abaixo)Luiz Manoel é o primeiro puxando a fila, atraz estão sua irmã e seus irmãos. Os demais "veranistas" hóspedes do Hotel Brasilia: familias Favroud e Valladão do Rio de Janeiro.
Na outra foto do grupo de senhoras,Dna Lya, esposa do Sr.Rodrigo Vilhena, é a segunda a contar da esquerda.
Assim era a canção:
Eu vi a Marieta passeando de lambreta! VAI MARIETA, VAI MARIETA! Eu vi a Margarida passeando na avenida! VAI MARGARIDA, VAI MARGARIDA! E quem não gosta de brincar? VAI PRA CASA DO JUQUINHA! Ele pula, ele roda, ele dá uma requebradinha!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

CAMBUQUIRA - a cidade que merece mais carinho.

Estamos condenados à civilização. Ou progredimos ou desaparecemos." Euclides da Cunha (1868-1909), "Os Sertões"

Não podemos nos acostumar com a estagnação e a decadência como o peixeiro se acostuma com o mau cheiro da peixaria.”

Introdução:

O texto abaixo tenta explicar o “porquê” da cidade ter chegado ao atual e inegável estágio de estagnação. Os fatos históricos nos podem indicar os caminhos alternativos nos ensinando o que fazer ou o que não fazer com vista a recuperar pelo menos uma parte mínima de tudo que perdemos nos últimos cinqüenta anos, portanto meio século, dos quase cem de existência do lugar como cidade. E, assim poder reconduzí-la aos trilhos do progresso para não perder o bonde da história.

Histórico:

Cambuquira nasceu nas propriedades dos meus antepassados, muito embora a história local não dê muita ênfase, essas terras pertenciam aos Silva Lemes, informação prejudicada com a citação “Silva Goulart”, sobrenome das nossas ditas tias solteironas que teriam legado parte de suas terras a alguns dos seus ex-escravos: Ana, Joana e Francisca Gularte( ou Goulart). Elas foram herdeiras de José da Silva Lemes, o Furriel, casado com Rosa Maria Gularte, juntamente com os demais irmãos, um deles Vicente da Silva Leme, o meu quinto-avô.
José da Silva Leme, nascido talvez em Baependi, era filho de Mécia da Veiga Leme e de Guilherme da Cunha Gago, de quem não herdou o nome, o que era privilégio apenas do primogênito, enquanto ele era o cacula. Fornecendo mais dados de sua raiz genealógica, Mécia da Veiga Leme descendia dos primeiros Leme vindos da Ilha da Madeira, os quais descendiam de Martin Lem, comerciante belga que teria residido em Lisboa durante algum tempo.

Se você se interessou por esse assunto, vá até a página dos Lemes, no link:
http://silvalemes.blogspot.com

Nascimento:

A descoberta de águas minerais num brejo das terras da Fazenda Boa Vista de propriedade da família, nessa época, conforme citado por Manoel Brandão, de propriedade de um tal “Cambuquira”, que conclui não se tratava de nenhum escravo, mas o Alferes José Antônio Rodrigues, casado com Maria Vitória da Silva, talvez uma outra herdeira de José da Silva Leme e Rosa Maria Gularte, que divisavam com os tais escravos beneficiados aos quais coube parte da área urbana, hoje centro da cidade, sendo que outra parte pertencia a Maria Joaquina da Silva , filha do mesmo casal e irmãs das citadas solteironas, casada com o Cap.Tomé Martins Ribeiro, filho do Alferes de mesmo nome e pai da esposa de Vicente da Silva Leme, nosso avô. Essa última informação justifica a existência de propriedades do entorno do centro, naquela época, em nome de alguns Martins Ribeiro, o que confirma ainda mais que todas essas terras eram sim dos Silva Leme. Esses Martins eram donos, por exemplo, da área onde se localiza o Ginásio Estadual, Casa de Lahmeyer, DER e adjacências que divisavam com as terras hoje dos descendentes do Cap.Cláudio Amâncio da Silva Lemes, neto de Vicente acima citado.

O nome Cambuquira foi assim herdado desse Alferes José Antônio Rodrigues, citado em registros campanhenses com o acréscimo do apelido “Cambuquira” e não de um escravo que assim, hipoteticamente era chamado.
Essas terras urbanas forem desapropriadas pelo poder público pelo valor de 800 mil réis, sendo que parte foi repassada aos ex-escravos na forma de uma gleba de terras ainda hoje habitada pelos seus descendentes no lugar conhecido como Garganta, divisa entre Marimbeiro e Miranda.
Antônio Joaquim da Silva Lemes, filho de Vicente da Silva Leme e Escolástica Joaquina do Monte Cassino (ou da Ribeira, Martins Ribeiro) foi um dos que mais ajudaram para que o projeto de vila viesse a se tornar uma cidade. Ele deixou a sua residência confortável localizada na Rua Áustria, na cidade da Campanha, para se mudar para o primeiro sobrado construído por ele na esquina da João Silva com Virgilio de Melo Franco (parte do Hotel Santos Dumont). Já residindo na vila, promoveu com seus irmãos (José Vicente, Tomé e João Evangelista) e outros residentes, a construção da primeira igreja local, criminosamente derrubada pela administração municipal que, já no começo do século XX, demonstravam o seu desprezo pelos valores históricos. Essa capela aparece em fotos da década de 20 ainda do lado direito da matriz.

Eles também construiram o primeiro cemitério, logo atrás da capela como era de costume, hoje Praça Tomé Brandão, ex-Colégio S.José e parte das propriedades do Neto dentista e Salão Paroquial.

Se duvidar, os corpos desses benfeitores podem ter sido abandonados debaixo desses prédios, como a história da cidade fez com os seus nomes.

Para não dizer que os antigos antepassados da família foram completamente esquecidos, existe no Parque S.João ruas com os nomes das tias desses homens, Ana, Joana e Francisca Goulart, que não sei se foi homenagem dada por Samuel Martins Ribeiro, que pelo nome deve ter parentesco com nossos antepassados, ou por algum político nas gestões de Dr.Antônio Almeida Oliveira.

Primeira cidade planejada do Sul de Minas:

Não é preciso conhecer a sua história, nem pesquisar dados nos arquivos municipais, onde provavelmente não encontrarão nada, mas só ao caminhar pelas nossas vias públicas que qualquer visitante concluirá que esta foi, sem sombra de dúvidas, um lugar diferente dos demais municípios vizinhos. Suas ruas largas, aqui há muito tempo chamadas de “avenidas”, e os seus jardins planejados, um deles mutilado para a construção da Biblioteca Mario Azevedo, são os indicativos da existência de um planejamento que determinou o seu nascimento. Além disso, a sua própria posição natural com relação a trajetória do sol, a faz uma cidade fotogênica, conforme concluiu Waldir Rodrigues, nosso fotógrafo atual que seguiu o caminho de Armindo Costa, também descendente dos Lemes, nos áureos tempos da Estância.
Ornamentada pela Serra do Piripau, de onde partem as dezenas de Asas-deltas e para-pentes durante todo o ano a cidade chama a atenção de todos que por ali passam.E, mesmo maltratada durante os tempos não perdeu o seu charme que ainda encanta muita gente. Pena que alguns habitantes, acostumados com tudo isso não, dão o devido valor a essa qualidade invejada por muitos outros municípios vizinhos. Quem conhece o Sul de Minas como eu, pode confirmar isso. Não existe outro lugar mais lindo e mais gostoso de estar do que na nossa cidade.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Relembrando o passado...

Em 1907 os administradores da empresa que explorava as águas minerais do Circuito das Águas já sabiam. Sabiam que nossas águas, independentemente das cidades da origem, Cambuquira, Lambari ou Caxambu tinham as suas qualidades. Com isso, ao divulgar suas águas divulgavam suas cidades. Mas, os que seguiram não tiveram pulso para dar continuidade nos projetos e na qualidade dos serviços. Por outro lado, o mundo mudou e ficou pequeno. Os turistas que vinham para essas estâncias foram passear em Miami, na Europa, já que representavam os mais abastados daquela época. Hoje o circuito amarga pela pouca frequência, resultado do pouco caso dos administradores que por um século não aprenderam que devem sempre investir não só na propaganda mas também na qualidade.

NOTA: Esse tipo de propaganda conjunta tem chances de se repetir agora já que a COPASA - empresa estatal do Governo de Minas resolveu investir nesse campo das águas minerais. Caxambu já está sendo engarrafada. Depois será a vez de Cambuquira, que já recebeu novos equipamentos, e Lambari. Com isso, espera-se que essas cidades que perderam muito com o fechamento da Superáguas, recuperem pelo menos parte da arrecadação. O turismo já é outra história. Mas, torcemos que isso também tenha influência nessa área, uma das principais fontes de rendas de muitos países mas aqui deixada de lado.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

“Estamos condenados à civilização. Ou progredimos ou desaparecemos." Euclides da Cunha (1868-1909), "Os Sertões"

O escritor ao lado, sábio que era, já naqueles tempos tinha a visão do futuro. Hoje, muito mais que no final do Século XIX e início do Século XX, no terceiro milênio, nenhuma comunidade pode ficar alheio à civilização. Cabe aos responsáveis pelos destinos do povo ter a ciência disso, o que esperamos deles todos, indistintamente em qual grau militam. Pois, a imagem que deixaram para os seus e para história dependem da atitude que tomarem em favor da sua terra.
Por outro lado, cabe ao povo grande parte dessa responsabilidade, quando deixa de lado o seu direito natural de se indignar, ignorando que a indignação pode ser o começo da correção das coisas.
Pense nisso!...

Essa paisagem já é bonita assim. Mas, vai ficar melhor!

Adquirido por uma empresária, turista de muitos anos de Cambuquira, esse hotel, ELITE, vai passar por uma grande reforma. O importante é que não perderá o seu estilo romano com sua cúpula imponente que ao lado do coreto, embelezam o circuito das águas de Minas Gerais.
Parece que novos ventos sopram sobre a cidade, que ao mesmo tempo que tem esse hotel em restauração, recebe novos investimentos no parque da cidade cujas águas minerais agora serão exploradas e comercializadas pela empresa estatal COPASA. Se for confirmado, o que acreditamos não ser só campanha de ano eleitoral pois o Estado investiu mais de 2 milhões de reais na aquisição de novas máquinas, a cidade ganha novo impulso, melhor arrecadação de impostos e geração de empregos. Além de Cambuquira, a empresa vai explorar Lambari e Caxambu, na região.
PARA VOLTAR À PÁGINA PRINCIPAL CLIQUE AQUI

NOVOS ÂNGULOS DE CAMBUQUIRA

Lago do Parque (Fonte:Astrobyte) para você que está longe matar um pouco as saudades da terrinha.
Lago do Parque (Fonte:Astrobyte)- mate a saudade que está em você!....
Alambique da Cachaça Paraiso.
Essa é das boas para que aprecia um aguardente original das Minas Gerais.

Cambuquira na internet - alguém sabe quem postou esses slides?


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Piadinha de políticos:

Minerim...

Um avião, cheio de deputados e senadores, cai numa região de mata em Minas Gerais.
Um mineirinho, que viu a queda, foi até o local e enterrou todo mundo.
No dia seguinte, um helicóptero que procurava o avião desaparecido, ao localizar os destroços, pousou, e perguntaram ao mineirinho, que logo apareceu:
- Onde estão as pessoas que estavam no avião?
- Uai sô! Interrei tudo.
- Mas não podia, pois eram políticos importantes...! E não tinha nenhum vivo?
- Óia, inté discunfiei que tinha. Eu gritei:
- TEM ARGUÉM VIVO AI? Uns 10 levantô a mão.
- E onde eles estão?
- Uai!! Interrei anssim mermo, pruque du jeito que político mente, num creditei em ninhum deles...

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

O LAMENTO DE ANA ELISA

Sobre o comentário postado por filha de Cambuquirense, hoje residindo em S.Lourenço, onde ela transmite bem o sentimento de cada um de nós que espera sempre que os políticos tratem melhor a coisa pública.

Felizmente, uma das queixas de Ana Elisa,a não existência da nossa água mineral no mercado, ao lado de Lambari, Caxambu e Araxá vai ser resolvida. Num dos textos postados aqui, dei a notícia de que o engarrafamento recebeu recentemente nossos equipamentos e tão logo seja feita a montagem dos mesmos, contratação e treinamento de pessoal, nossas águas voltarão às mesas brasileiras e também, talvez, aos palácios dos Sheiks Árabes.
Falaram até que Cambuquira será a bebida das seleções na Copa de 2014!

O lamento de Ana Elisa, conforme comentário postado por ela:
em 28 de Janeiro de 2008 09:42