As últimas manutenções do ribeirão que passa pelo local foram feitas ainda na administração de Gerson Ferreira da Costa, GAVA, quando foi feita a limpeza do curso d’água da fonte até a junção do córrego com o pontilhão da antiga linha férrea, perto das Congonhas.
O que se espera de proprietário e administrador é que se tome medidas urgentes para recuperação daquele patrimônio da cidade, que conforme destacamos do e-mail-notícia a nós enviado, tem nas suas águas valores terapêuticos de grande importância.
CARACTERÍSTICAS
Os primeiros registros sobre a fonte indicam que já era conhecida no final do século 18, mas a captação planejada das águas minerais e sua classificação ocorreram somente em 1915, pelo chefe de Laboratório de Análises do Estado de Minas, o químico Dr. Alfredo Schaeffer. O nome "Marimbeiros" corresponde a certo tipo de árvore frondosa, da família do tamarindeiro, que existia em profusão neste local, onde também se erguia um hotel-cassino homônimo.
A fonte servia através de seis bicas, com vazão total de quase 40 mil litros por dia. Eram três águas alcalino-gasosas e férreas, diferentes apenas na concentração de gás e de substâncias minerais, sendo a nº 1 a mais fraca, a nº 2 média e a nº 3 a mais forte. Todas apresentavam quantidades elevadas de carbonatos de cálcio e magnésio. O líquido que jorrava nas bicas era a água de chuva que se infiltrou no solo há cerca de 35 anos, tempo que leva para absorver os sais minerais, o gás e as propriedades medicinais.”
Também nos informou o pesquisador Celso Serqueira, que essa água foi usada pelo então presidente Floriano Peixoto, que depois de Marechal Deodoro da Fonseca, que inclusive faleceu na cidade, usou dessa água para sua cura.
NOTA: Por outro lado,conforme resposta a um e-mail eviado por nós, respondeu o Sr, Márcio Zandona, Assessor de Imprensa da Copasa, que a fonte não é de responsabilidade desta estatal que hoje é detentora da exploração das águas minerais nas Estâncias.
Fotos:Diniz/Inf.Históricas:Celso Serqueira.