terça-feira, 21 de agosto de 2007

Nem relei!...


Esse é mais um indivíduo que entrou para história popular contada até hoje nos bares de Cambuquira.
Garrucha era um senhor de certa idade e talvez por necessidade,ou sei lá o que, adquiriu o costume de sair cedo e “arrecadar para si” os pães alheios recém colocados pelo padeiro nas casas da cidade.
Um morador,depois de reclamar na padaria e ter tido a confirmação de que os pães eram entregues todos os dias, teve a certeza de que alguém os pegava antes. Sendo assim, resolveu pegar o larápio.
Esperou que o padeiro colocasse o pão e ficou rente à janela esperando só o momento em que o “freguês” viesse pegar.
Dito e feito. Lá veio o sujeito de mansinho como sempre e quando colocou mão no embrulho levou o maior susto com a janela a abrir bem na hora. Mas, ele não perdeu a classe:

“__ Padeiro mandou entregar o pão e eu não roubei pão de ninguém.”

Noutra ocasião, como Spagolla, dono de um armazém notou que as latinhas de sardinha estavam sumindo. E, como a fama de coletor de pães daquele senhor já era de conhecimento de todos, aliou aquele sumiço ao caso do furto dos pães. Pois, “Seu Garrucha” era o seu freguês diário. Não comprava nada. Entrava. Dava uma olhadinha em tudo e saía do jeito que tinha entrado. (Aparentemente!....È claro.)
Na dúvida resolveu amarrar as latinhas uma a uma como um “trenzinho”. Tudo para pegar o larápio.
No outro dia lá chegou o dito cujo para a sua costumeira visita. Entrou. Olhou ltudo e quando se preparava para sair levou o maior susto. Atrás dele vinham outras tantas latinhas amarradas naquela que ele acabara de colocar no bolso do paletó.
Mesmo assim, ele não perdeu a pose. Jogou as mercadorias para longe dele e exclamou:

“__Nem relei, sardinha!...Não peguei sardinha de ninguém."

Essa expressão, por muito tempo foi ouvida na boca do cambuquirense, em algumas situações:

“__Nem relei!....”

Um anjo chamado Capricho.


Capricho era um rapaz trabalhador. Trabalhava de “chapa” e carregava e descarregava caminhões de milho e café que partiam e chegavam à cidade. Mas, num dia da vida experimentou um gole de pinga e nunca mais foi o mesmo. Aquele fatídico gole despertou o seu alcoolismo transformando-o de homem trabalhador a um cachaceiro de mão cheia. Aliás de mão vazia, já que para manter o vício passou a esmolar, dormir pelas praças, andar sujo e descabelado.
Mesmo assim, ele não se tornara a pessoa chata que a maioria dos “bebuns” que se tornam quando escravos da cachaça. E, mesmo bêbado continuou a ser o homem espirituoso de sempre.
Quando pedia e não tinha a sua vontade realizada, ele dava uma resposta que as pessoas acabavam por rir:

“__ Dá um trocadinho aí p’rá eu comprar alguma coisa de comer!..” Falava ele.

Em resposta a maioria falava:

“__Você já está bêbado! Por isso, não dou nada! Vai trabalhar vagabundo! .."

Capricho olhava bem nos olhos do interlocutor, e mesmo que não conhecesse dizia:

“___Enjoado!....Quando você morrer, você vai p’ro céu! Viu bem?

Essa era a sua maneira de “xingar”, entendessem como quisessem.

Passou o tempo e não se viu mais o nosso personagem. Soube-se que ele tinha morrido muito tempo depois. Até que a família pediu para avisar na Igreja. Mas, se esqueceram de dizer que Jose Carlos Borges era a mesma pessoa que a comunidade conhecia como "Capricho".

Mané Cuco, o turista


Certa vez um senhor foi à Cambuquira, Estância Hidromineral famosa do Sul de Minas, para descansar alguns dias e aproveitar de suas boas águas e clima ameno.
Sua viagem foi longa e penosa. Mas, viajou contente, certo que compensaria.
Após algumas horas de viagem do Rio de Janeiro, finalmente chega à Rodoviária da cidade. Desde cara teve boa impressão daquele lugar. O ar puro com sua brisa fresca que era soprado do bosque que cercava a área urbana enchia os seus pulmões de vida. Tudo era diferente dos grandes centros que conhecida e o povo alegre e amistoso refletia a felicidade estampada no rosto.
Já descia do ônibus quando ouviu alguém se dirigir ao guarda:

“__ Zé Boi! O Canarinho está te chamando!”

“__ Já vou! “ Respondeu o militar.

E o visitante ainda ouviu a conversa com o tal Canarinho:
“__Olha a delegado está no telefone e pede que você vá até a praça de esportes, pois o “Porco” está brigando com o “Mane boca de peixe”, briga essa que teria começado lá pelos lados dos “Lobos”.” Explicou Canarinho que trabalhava na agência de veículos da família.
Nesse intervalo um engraxate já se oferecia para dar um trato nos seus sapatos, no que levou uma bronca do gerente da estação que deixasse o turista em paz pois deveria estar cansado da viagem:
“__Pulguinha... não perturba! O homem está exausto da viagem.!

O turista pensou consigo: “será que aqui ninguém tem nome, ou tem nome de bicho?”

Solicitou uma charrete para levá-lo ao hotel. E, como charreteiro cochilava serenamente no seu veículo mascando uma folha, um dos presentes no local foi até ele e disse:

“__Lagarto! Lagarto! Tem corrida p’rá você....”

Mas não é possível!...(Reclamou o turista.) Outro bicho?!...
Subiu a Rua Direita rumo ao hotel Globo onde ele tinha feito reserva e no caminho continuou ouvindo as conversas do povo. Alguém no telefone público falava:

“__Alô?!...É o Pinto? Aqui é o Tião Tatu.... Sabe? Eu tenho um recado do Tio Jaguar.....”

“__Meu Deus!...”.Exclamou o carioca.

No hotel já acomodado se dirigiu à sala de jantar e pediu a refeição ao garçom que passava que devido ao grande movimento de turista não lhe deu muita atenção. Então o gerente do restaurante interpelou o empregado e disse:
“__Galo! Galo! O moço já está à mesa e quer ser servido.”
“__Já vou Preá, só estou esperando o Luiz Porquinho acabar de fazer a refeição.”

“__O porquinho era o cozinheiro? Não é possível! Será que dá para comer isso? “ Falou baixinho o nosso visitante. E, teve nojo da comida. Afinal, Porco não é um animal muito asseado.
Naquela noite, o porteiro de plantão era o “Grilo”. Que sufoco!...

E, assim foram se passando os dias e nas suas caminhadas sempre ouvia alguma conversa entre os populares e sempre tinha bicho, e outros apelidos, no meio.

Descobriu que tinha uma senhora no bairro da Lavra que se chamava Zezé Galinha, que um rapaz que namorava a filha do dono do Hotel era o Sapo do Major, que o marceneiro que cuidava dos móveis era o Sr. João Siriema, que um dos garçons se chamava “Zé Boi Gordo”. Soube que o pessoal acostumava levar os turistas para curtir a vida no campo lá na fazenda do Sr. Nico Beija-flor. E, que um serviçal da prefeitura era chamado de “Marreco”, outro de “Pé de Pato”. Conheceu o João Pomba, o Nestor Sabiá que vendia material de construção, o Hélio Gatinho que tinha um caminhão que fazia transportes para os comerciantes, além do menino Coruja, que não queria saber de nada...

Com a sua permanência foi se familiarizando com os nomes daquele povo simples. Nas suas andanças pela cidade acabou por concluir que nem só de bichos eram servidos os habitantes para colocar apelidos. Tinha o “Cocô-Marelo”,“Zé-troção”,“Firestone” (mecânico),“Cavaquinho”, “Fubá”,” o Prefeito Museu”, o menino “Pudim”, “Pão Veio”, o menino “véio”, “Boião”, “Zé da Faca”, “Maria Sem Tripa”(que virou personagem histórica, casou e foi morar na França), “Quatro contos”, “Seu Quatorze”, “Marreta” ou “Marrêtis”(que dizem foi a inspiração para o modo de falar do personagem “Muçum)” e outros mais.

Ouviu dizer que “Seu Antônio Vaca Brava” tinha enterrado mais um!...(Cruz Credo!..)
E, antes que fizesse mau juízo da cidade alguém explicou que Vaca Brava era o administrador do cemitério.
O turista começou a se apavorar. Temia que alguém lhe desse algum desses apelidos que ele detestava e tivesse que carregar pelo resto da vida. Alem de tudo, trabalhava na “Cica” (Indústria de Alimentos) e era gordinho.

“__será que vão me chamar de elefante?” Indagou-se.

Acabou por bem se trancar no quarto e só saia na janela de vez em quando e a fechava rapidamente. Repetia isso por várias vezes, o que chamou a atenção do povo. A notícia da sua mania já se espalhava pela cidade e começou a virar motivo de apostas entre os freqüentadores da avenida.

Chegou o dia de ir embora. Malas prontas lá foi ele rumo à rodoviária ajudado por dois meninos: Jacaré e seu amigo Rui Gambá (também conhecido como o Capeta, neto do Armando Coisa Ruim.)

Entrou no ônibus apressadamente, mas esqueceu as bagagens lá fora.

“__ Alguém esqueceu essas malas!” Gritou o auxiliar do motorista do ônibus.
“___De quem são?! “ Acrescentou um funcionário da rodoviária.

Tião Sucuri, um rapaz muito gentil não retrucou em responder:
Essas malas, pelo que vi, são daquele homem que estava hospedado no Hotel Globo.
“___ Qual?” Retrucou o gerente da estação.
“___ Daquele homem que abria e fechava a janela várias vezes por dia como um relógio.
“__Ah!...Já sei. São do “Seu Mané Cuco”!....

Assim, seu Manoel, o gordinho carioca de nascimento passou a ser conhecido como o “Cuco de Cambuquira” e levou a lembrança da cidade que o acompanhara por toda a sua vida.
Nunca mais ninguém ouviu falar mais dele. Com certeza não voltou mais à cidade.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

CONHECE ALGUÉM NESSA FOTO?



Nesta foto vemos D.Maria do Carmo Rezende do Prado, seu filho Manoel Amâncio e os netos:Gilberto,Francisco Cesar, Nelson, Antônio Fernando e Luiz Eduardo

sábado, 18 de agosto de 2007

Zé Gordo,o professor que foi abduzido.

Há pessoas que passam pelo mundo como nuvens negras que deitam tempestades e são assim lembrados. Outros, porém, se os comparamos dessa forma são nuvens alvas que não passam sem deixar boas lembranças e saudades nos lugares em que viveu. Assim é a imagem do personagem que relato abaixo.

Um personagem que o povo não esquece em Cambuquira chama-se João Raimundo Rosa, para os íntimos: Professor Zé Gordo, Zé Louco, hoje residindo em sua cidade natal, Pouso Alegre.
O tempo parece que parou para o professor. Com a mesma feição alegre de sempre, muito espirituoso, ele e sua esposa nos receberam para um longo papo na sua residência.

Naquele dia, ele indagou sobre nossa cidade. Lembrou os fatos de quando viveu no Bairro Regina Coeli, seu envolvimento político e as iniciativas que deram dor de cabeça. Dor de cabeça? Que nada! Zé parece que não levava muito a sério aqueles problemas ou sabia superar tudo de letra sem se estressar. Lamentou que a cidade tem decaído tanto, a politicagem de alguns personagens que nem merecem serem citados pelo mal que fizeram à Cambuquira, etc.,etc.
E, que durante o tempo que viveu em nossa cidade vestiu verdadeiramente a camisa de cambuquirense. (Aliás, acrescento eu, muito mais do que grande parte dos conterrâneos da Estância!.)

Zé Gordo, o personagem de uma história verídica, é o professor que foi abduzido.
José casado com D.Wilma Cortes, servidora fazendária do Estado, tiveram dois filhos: Chico e Carina. Durante 10 anos residiram na cidade onde sua esposa exercia um cargo de confiança de Coordenadora do SIAT (SEF/MG) enquanto ele trabalhava de professor na Escola Estadual, na Faculdade de Odontologia de Três Corações e depois na unidade da UEMG-Lavras. Nessa última cidade, por ocasião de sua aposentadoria, recebeu em homenagem o seu nome dado a uma ala, cuja foto ele ostenta com muito orgulho na sua de sala estar.

Como aconteceu essa virtual abdução?

A história do professor e sua “abdução” por alienígenas em nossa cidade aconteceu por volta dos anos 80, muito antes do ET de Varginha. Isso prova que a cidade deve ter sido visitada por extraterrestres muito antes.Mas, os cambuquirenses, ao contrário dos nossos amigos daquela cidade, não souberam aproveitar essa “deixa” que hoje gera “royalties” (Repetindo as palavras do professor.). E, Varginha hoje é conhecida no mundo inteiro como a cidade do ET.

“O evento Aliens” em Cambuquira aconteceu quando o professor brincalhão que era comentou com os alunos que ele teria sido abduzido por tripulantes de uma nave que descera na cidade. E, para provar o fato para os incrédulos, eles voltariam em tal dia. 19 era a data.
Chegou o dia, os alunos do Colégio Estadual já se organizavam para assistir o reencontro entre aquele terráqueo e os seres espaciais. Poucos tiveram a coragem,ou não acreditaram nas palavras do professor, a não ser Pasteur, Mauro, Picka e Magali, além de Jorge Mafra, o Coruja, que o acompanharam nesse “contato imediato do terceiro grau”.
O grupo foi esperar o grande momento saboreando goles de vinhos lá pelos lados do Marimbeiro, perto da Fonte de Água Mineral, ponto marcado para o eventual encontro intergaláctico.
O tempo passava e nada de ET, nem nave. As pessoas que estavam por lá já ficavam impacientes. Enquanto isso, na sua residência, D.Wilma, sua esposa, aflita não dormira naquela noite. E, lá pelas três horas da manhã nem sinal do marido. Os filhos, Carina e Chico já começavam a chorar com medo de que o pai tivesse ido literalmente para o espaço numa viagem sem volta. Nem barulho do fusquinha do professor que podia ser ouvido de longe com o silêncio daquelas altas horas. O tempo passava e o galo já começava a cantar.
Já estava quase amanhecendo quando o professor chegou a sua residência e contou o que havia acontecido.

“Enquanto todos olhavam para o céu, de repente uma luz veio do nada e, em “zigue-zague” planou em direção do grupo a indicar que uma possível aterrissagem poderia acontecer. Mas, da mesma forma que veio partiu rumo ao infinito desconhecido, adiando mais uma vez esse encontro histórico.”

O fato, conforme testemunhas, realmente aconteceu e deixou prova de que alguma coisa, além de nossa imaginação, habita mesmo o cosmo. E,naquele dia quase atendeu aos apelos do professor.

Não fora dessa vez que outros mortais puderam compartilhar desse encontro. Pois, “alienígena esperto não dorme no ponto!....”

Quanto à abdução anterior...Isso continua sendo segredo do professor. E, ele nem afirma e nem nega o acontecimento.
(Foto de Szavó na obra do Observatório)
Nota:

O texto acima representa a mais pura verdade afirmada não só pelo nosso personagem principal mas também por todos os seus colegas daquele grupo de observação.
Por outro lado, Cambuquira, onde se localiza o Observatório Centauro, obra idealizada pelo Húngaro Sigmund Szabó, há muito tempo tem atraído a atenção de estudiosos das áreas de Astronomia e Ufologia. Esse não foi o único exemplo de fatos acontecidos dessa natureza. Várias pessoas têm relatos de que coisas curiosas acontecem naquela área, principalmente entre o Monte de Santa Quitéria e a Serra do Piripau (um ponto para Asa Deltas e Para-pentes). Meu avô, por exemplo, Estevão Horácio do Prado, na década de 30 que trabalhara como chefe de operários do município na construção da captação da água da cidade na Serra das Águas, foi testemunha de um evento dessa natureza. Contam os familiares que provocada por gestos e palavras, por parte alguns operários, uma luz que os acompanhava durante a caminhada numa madrugada rumo ao cume da serra, de repente investiu contra aquela fila indiana de trabalhadores atravessando os seus corpos ou “zigue-zagueando” entre as suas pernas.
Naquele dia ninguém trabalhou. Todos doentes, com o corpo dolorido, alguns dos quais com diarréia, tiveram que tomar o caminho inverso e voltar para cidade.

O Ladrão e a caveira (Parece mentira, mas não é!).

Um outro fato que Zé Gordo conta e dá muitas gargalhadas é o caso dos ladrões e a caveira.

Conta ele trabalhava no laboratório de anatomia de uma faculdade vizinha à cidade. E, como a escola tinha urgência em apresentar um esqueleto aos alunos, levou o serviço para casa: um crânio humano para ser dessecado.
À noite, enquanto sua esposa e os filhos curtiam as novelas da tevê, ele se isolava num cômodo nos fundos do quintal para trabalhar na sua empreitada. E, quando cansava ia dormir deixando o material coberto por uma toalha molhada para evitar que secasse, o que prejudicaria a limpeza perfeita dos ossos.
Por algum motivo numa daquelas noites Zé Gordo, Wilma e filhos saíram e quando voltaram notaram que o cômodo dos fundos tinha recebido visitas. O professor, preocupado com as sua ferramentas e o “material de trabalho” correu para o local. Mas, tudo estava no mesmo lugar. Apenas a “caveira” estava descoberta e jazia sobre a mesma bandeja inoxidável que ele trouxera para acabar a sua empreitada. No chão um pé de um chinelo 44 do larápio que deve estar correndo até hoje.


Outro caso que aconteceu, e que é confirmado pelo professor, foi um fato relacionado ao seu trabalho de anatomia. Da mesma forma da caveira que assustou o ladrão, Zé Gordo levou ossos de uma mão de criança para montagem.
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Mesa posta, todos almoçam e Zé estranha algo no feijão e pergunta:

“___Wilma! Você fez feijão com galinha?”
“___ Eu não! Não temos galinha hoje.” Respondeu a esposa.
“___Onde estão os ossos que estava montando? “ Perguntou .

Aqueles ossos não eram de galinha nenhuma. Os ossinhos eram as partes da mão que ele montava. Chico, seu filho,tinha jogado tudo no feijão.

Aula de combate ao aborto para a turma do colegial.


Professor preocupado com a notícia de alguns abortos entre suas alunas resolveu montar uma aula capaz de tocar a cada um dos adolescentes.
No dia levou um microscópio e solicitou que alguns meninos fossem ao banheiro e fizessem “coleta do material”. Coloco um pouco na lâmina e chamou um por um para assistir a movimentação dos espermatozóides.
“__Olha gente! Isso tem vida e quando há o encontro com o óvulo há a fecundação e formação de novo ser. Nessa hora, já existe uma pessoa. Não se pode fazer sexo com irresponsabilidade e depois ir abortar por aí colocando a vida em risco”. Salientou o professor. E, acrescentou:
“__Se vão ter relações, usem “camisinhas!.”
Dessa forma.,vocês não geram filhos e evitam um grande número de doenças.

Foi um reboliço na escola e um escândalo na cidade. A Diretora o chamou a atenção dizendo que ele não deveria ter feito aquilo. O prefeito, que era médico sanitarista alegou que ele estava invadindo sua área de competência. Padre Joel, pároco enérgico e moralista da cidade o convocou para uma “troca de idéias”.

Zé Gordo foi até a Casa Paroquial mesmo não sendo católico praticante, talvez obedecendo a sua esposa que é muito religiosa. Ouviu do vigário:

“__José! O que você está fazendo, meu filho!.... Isso não está certo.”

“__Mas Padre! Estão acontecendo muitos abortos entre as meninas da escola.” Retrucou o professor.

“__Dessa maneira, você estimula que eles tenham relações ao indicar o uso de preservativos...” Reclamou o padre.

“__Mas Padre?!... Adianta eu mandar que eles não façam? “ Perguntou José Gordo.

Padre Joel coçou a cabeça, pensou um pouco. E, terminou a conversa dizendo:

“__ É Zé!...Você não tem jeito!...


A carroça do italiano.

Seus filhos Chico e Carina também, como filhos de daquele pai, não poderiam ficar fora da história. E, um fato ficou para marcar a história de nossa cidade: o “caso do cavalo do italiano”.

Sr. Luigi Bugini era um italiano bonachão e querido por todos na comunidade. Produzia legumes e verduras no seu sítio no Bairro Regina Coeli e vendia a sua produção entregando-a de casa em casa em sua carroça.

Num dia estacionou o seu veículo de carga junto à calçada na esquina da Rua Direita com a via de acesso à rua da piscina. E, passando por lá os curiosos meninos Chico e Carina forma examinar o cavalo.Não se sabe quem foi o dono da arte. Um deles resolveu cutucar o traseiro do cavalo. O animal se assustou e começou a pular. Desceu aquela ladeira, passou em disparada pela rua da piscina, praça do parque e só foi parar no lugar conhecido como “buracão” perto do Bairro da Lavra quando animal e veículo tombaram. Por causa disso, Luigi não confiou mais no animal e vendeu-o mesmo contra a vontade de sua esposa, a italiana Maria.
Maria passou em frente a repartição onde D.Wilma trabalhava e ao ver os dois levados a observá-la pela janela lhes falara:
“__ Não gosto de vocês não! Cutucaram “culo” de meu cavalo e por causa disso Luigi o vendeu.”