
Não conheço muito bem a sua história. Só sei que foi um grande poeta e que teria morrido jovem. Parece que na sua família todos tinham esse dom poético, que vinha do velho Francisco Eugênio de Azevedo, Dr. Fernando Azevedo e o autor de "Vigílias", Mário Azevedo. Pouco se falou sobre ele, o quase nada, nos bancos escolares. Mas, suas poesias são conhecidas pelo Brasil afora por aqueles que amam esse tipo de literatura.
Uma das suas obras, que copiei de "Memórias" do Padre Antonio Ferreira (1916):
A uma figueira do Egito.
(inspirado no parque de Cambuquira)
Hei-la garbosa, a verde fronde ostenta.
Qual a cúpula de campanário antigo
Ao sol de outubro, encantadora e lenta
Meneia, convidando ao fresco abrigo.
A criança atraída ali se assenta
Assombra e dorme qual no lar amigo,
E o velho vendo-a, diz: que sombra benta
Para dormir fina, para um jazigo.
No entanto eu que a vejo sempre, sonho
Como uma época envolvida no passado,
E lágrimas então nos olhos ponho!...
É que me lembro com cruel saudade
Que eu vi nascer seu tronco encarquilhado.
Como corre veloz a minha idade.
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