Essa é a Cambuquira de 1920.Note que a cidade parecia uma “maquete” com seus prédios novos e a Igreja Matriz reluzente ao lado ainda da pequena “Capela dos Lemes”. Essa era a imagem de uma pequena cidade que nascia para a prosperidade.
Foi essa visão da época que atraiu inúmeras pessoas e famílias que chegaram para compor a nova comunidade. Na sua maioria eram pessoas que fugiam da vida dura do campo em outras cidades, e procuravam novas oportunidades para eles e para os seus filhos. Assim para essa cidade rumaram famílias inteiras. Vieram de Campanha, São Gonçalo do Sapucaí, Bonsucesso, Conceição do Rio Verde, Santa Catarina (Natércia hoje) e de outros lugares mais longe, até do estrangeiro. Não vieram sós aqueles que procuravam empregos como hoje fazem nossos conterrâneos que partem rumo às cidades pólo da região ou para São Paulo e outros grandes centros. Veio também pessoa, famílias interessadas no grande filão, o turismo que progredia por causa do valor medicinal de nossas águas. Assim, vieram os “Lemos”, os “Goursand Villar”, os “Beltrão”, “os Siqueira”, “os Matos”, “Lahmeyer”, entre outros. Vieram os italianos “Ponzo”, ”Jesualdi”, “Torino”, “Ferroni”, “Manes”, ”Penido” e outros. Portugueses, espanhóis, alemães (Möller, Wald, etc.), libaneses (Kalil, Carim, Bacha, etc.) também chegaram e instalaram lojas, padarias, fábricas de doces, fábricas de embutidos, laticínios. Vieram médicos, dentistas e outros profissionais que a cidade precisava. Cambuquira estava para se tornar uma grande cidade-polo da região. Os tricordianos, com a construção da estrada também descobriram a cidade e o movimento que hoje se processa de ida de cambuquirenses ao comércio deles, acontecia o contrário. Os casinos atraiam jogadores e investidores e foi um grande reforço para que muitas desses emigrantes se tornassem empresários e detentores de bom patrimônio que até hoje ainda se vê nas mãos de alguns descendentes (Ponzo, Torino, Kalil, etc.).
Nesse grupo de pessoas podemos destacar os “Lemos e os Siqueira”, eles foram os que mais investiram na cidade, ao lado também de alguns sócios como os da Família Beltrão. Trouxeram dinheiro e investiram pesado na construção de hotéis e na remodelação de alguns comprados por eles. Exemplo disso, o Hotel Elite que é um cartão postal digno de ser preservado, mas, no entanto está ali se deteriorando a cada dia que passa a caminho de uma implosão espontânea. Se ele cair, ou se for demolido como querem alguns vai acontecer mais um crime contra o patrimônio histórico da cidade, a exemplo do que já fizeram com a Casa de Charles Berthaud, injustiçadamente chamada por muito anos de “casa malassombrada” até cair ao chão por exigência do comprador do terreno(ou por mera desculpa ou especulação) que nada construiu no local por quase quarenta anos, tendo-o vendido mais tarde para terceiros.
Note que na época já existia o coreto que seguia o mesmo estilo francês da frente do Elite. Talvez, ele já tivesse até nome e não se chamava “Biá”.
Ao olhar essa foto, podemos imaginar as pessoas a circular pelas ruas, o comércio
dinâmico e as pessoas a sorrir.
PARA VER A FOTO EM TAMANHO MAIOR: clique sobre ela!...
Nenhum comentário:
Postar um comentário