
Enquanto algumas pessoas ligadas ao setor de turismo em nosso Estado classificam o termalismo como algo do passado (saudosismo), o Estado de São Paulo, com o apoio do Ministério do Turismo, promove suas Estâncias Hidrominerais e buscam atrair turistas com base no poder curativo de suas águas.
Minas Gerais, principalmente no Sul do Estado, é um Estado privilegiado em águas minerais naturais que brotam já gaseificadas pela natureza. Suas fontes de águas virtuosas têm sido usadas há mais de 100 anos como alternativa para diversos males e em torno das quais nasceram as cidades de Cambuquira, Lambari, Caxambu e S.Lourenço, além do arraial de Contendas em Conceição do Rio Verde.
Naqueles bons tempos, o Governo Federal depois o Governo do Estado, investiram muito nesse bem. E, para comprovar o valor terapêutico das águas foi buscar no exterior algumas pessoas que já haviam se destacado na Europa, berço da cultura do Termalismo. Cambuquira, por exemplo, recebeu Charles Berthaud, cientista francês que adotou nossa cidade e por aqui se tornou um dos principais personagens que trabalharam pela efetivação da pequena vila como município.
Leiam abaixo, o texto da Abinam:
Terapia em águas minerais também é turismo
As medidas alternativas para a prevenção à saúde e ao tratamento de doenças são cada vez mais procuradas em todo o mundo. O termalismo, ou terapia em águas minerais, é praticado em algumas partes do Brasil, como nos municípios que compõem os circuitos paulista e mineiro das águas. As águas com componentes medicinais atraem muitos turistas que buscam descanso, cura de estresse e de dores musculares, dentre outros.
O assunto foi discutido nesta quarta-feira (30), em Águas de São Pedro (SP), por empresários, gestores públicos e representantes de entidades de classe. O I Simpósio Brasileiro de Crenologia e Hidrologia Médica é promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Águas Minerais (ABINAM). Na pauta dos debates estão o termalismo na América do Sul, as experiências internacionais, o Turismo de Saúde e Lazer e as tendências atuais.
A coordenadora geral de Segmentação do Ministério do Turismo (MTur), Sáskia Lima, participante do simpósio, diz que a oferta de termalismo no Brasil pode ser mais explorada. “Destinos cujo destaque são as águas termais podem atender tanto a uma demanda de pacientes em busca de cura, como também aquele público que busca a prevenção, o bem estar”, afirma Lima, ao lembrar que o termalismo é um nicho do Turismo de Saúde. “O diferencial desse segmento é que, em geral, o turista ou o paciente-turista não viaja sozinho, e sua permanência não costuma ser de menos de 10 dias” complementa.
Para desenvolvimento a técnica do MTur, Alessandra Lana, “o encontro contribuirá para a consolidação e para o do segmento, uma vez que está provocando a discussão e a aproximação de atores importantes do Turismo de Saúde, que têm grande conhecimento sobre o assunto”.
Na última terça-feira (29), uma equipe do MTur participou de reunião com os prefeitos de Águas de São Pedro, Paulo Cesar Borges e de Águas de Lindóia, Martinho Antônio Mariano, para discutir e avaliar a situação do Termalismo no Brasil e as experiências bem sucedidas na Itália. Também estiveram presentes o diretor Administrativo do Circuito das Águas paulistas, Geraldo Tartarelli Pontes, o presidente e o vice-presidente da Organização Mundial de Termalismo (OMTh), Ennio Gori e Fábio Lazzerini, respectivamente, além de representantes do turismo local.
Durante a reunião, a coordenadora do MTur propôs a criação de uma rede de relacionamento entre representantes do poder público, privado e terceiro setor envolvidos com o termalismo. O objetivo é o debate das necessidades e entraves relativos a atividade.
ABINAM - Associação Brasileira de Indústria de Água Mineral
FONTE: ABINAM - Associação Brasileira de Indústria de Água Mineral .










