quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Quase metade das famílias admite que desperdiça água

Quase metade das famílias admite que desperdiça água

“Varrer” calçada com mangueira e não consertar vazamentos são alguns vilões do desperdício

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Desconhecimento. Pesquisa mostra que população só pensa na água “da torneira para a frente”, e segue sem se preocupar com consumo
PUBLICADO EM 17/09/14 - 03h00

Quase metade das famílias brasileiras (48%) não controla o uso da água. Apesar disso, sete em cada dez pessoas acreditam que o desperdício vai levar à falta de água no futuro. Os dados são de uma pesquisa do programa Água para a Vida, uma parceria entre a ONG WWF-Brasil e o grupo HSBC. Banhos longos, hábitos como “varrer” as calçadas com mangueira e não consertar vazamentos são alguns vilões responsáveis pela perda de milhões de litros de água, segundo a pesquisa.
Leia a matéria completa no Jornal O Tempo (clique)


A diminuição da mata nos mananciais e a lição da seca em São Paulo

A cobertura vegetal de mananciais em São Paulo é ainda menor do que se imaginava, segundo a SOS Mata Atlântica. O que nos ensina a seca paulista

BRUNO CALIXTO
09/10/2014 12h45
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FRÁGIL Nascente exposta a agressões em  Joanópolis, São Paulo. Essas áreas precisam ser reflorestadas (Foto: Rogério Cassimiro/ÉPOCA)
A cidade de Extrema, no sul de Minas Gerais, enfrenta a mesma situação de seca que São Paulo. Só que, enquanto nascentes paulistas se esgotam, Extrema não corre risco de racionamento. A água brota, mesmo sob forte estiagem, graças a um programa de reflorestamento. A cidade mostra quanto a floresta importa para o abastecimento de água. Projetos que usem Extrema como referência poderão suavizar os efeitos das estiagens em todo o país. Infelizmente, a cidade mineira é um caso isolado. Um levantamento feito pela Fundação SOS Mata Atlântica, divulgado com exclusividade por ÉPOCA, mostra que as florestas da região da Cantareira, de onde sai a água que abastece São Paulo, estão muito mais desmatadas do que se imaginava. Isso causa impacto no abastecimento de água.
A crise de falta de água em São Paulo é também uma crise ambiental. A floresta tem o papel de extrair umidade do ar e levá-la aos mananciais. Ela também impede deslizamentos de terra e evita o assoreamento dos rios. Quando o entorno de um rio é desmatado, o solo empobrece, e o rio seca. Os efeitos não acontecem imediatamente após o desmate. Quando chegam, podem levar ao colapso – situação que ameaça o Sistema Cantareira. A crise piorou nos meses de seca, e os reservatórios estão com menos de 8% do volume total. O governo paulista teve de anunciar, pela segunda vez em quatro meses, que faz obras para captar água das represas numa profundidade antes considerada apenas reserva, ou “volume morto”.

O estudo da SOS Mata Atlântica, com imagens de satélite de alta definição, constatou que sobraram 21% de cobertura florestal na região da Cantareira. Antes, acreditava-se que a percentagem de cobertura florestal era de 30%. Para piorar, a cobertura remanescente tem menor capacidade de prestar serviços ambientais (como repor água nos rios e abrigar animais), pois está espalhada em “ilhas” em meio a pastos, terras degradadas e produção de cana e eucalipto. Em alguns municípios, a cobertura florestal é ainda menor. Em Itapeva, no sul de Minas, restam apenas 7,9% de floresta preservada. Municípios paulistas como Piracaia, Vargem e Joanópolis preservaram menos de 18% das matas. “A destruição da mata fez com que a água de São Paulo perdesse em qualidade e quantidade. Isso contribui com a atual situação de escassez”, diz Marcia Hirota, da SOS Mata Atlântica.
Fonte: Revista Época

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Em tempos de eleição, qualquer assunto pode virar confusão!

O MINEIRIN E O CORONÉ

Dois mineiros reconhecidamente considerados "adversários", um da cidade - o "Coroné", e outro caipira do interior - o "Mineirim", se encontraram na única barbearia da cidade.

Lá sentados, lado a lado, não trocaram uma só palavra.
Os barbeiros temiam iniciar qualquer conversa, pois poderia descambar para discussão, e o Coroné tinha fama de brabo e 
sempre andava armado.
Terminaran a barba de seus clientes, mais ou menos ao mesmo tempo.
O barbeiro que atendeu o Coroné estendeu o braço para pegar a loção pós-barba e oferecer, 
quando foi interrompido rapidamente por seu cliente, que disse:
- Não, obrigado. A minha esposa vai sentir o cheiro e pensar que 
eu estive num puteiro.
O outro barbeiro virou-se para o Mineirim:
- E o senhor? - indagou.
- Uai, popassá, sô! Minha muié num sabe memo como é cheiro de puteiro.
Nunca trabaiô pur lá...

(A barbearia está fechada até hoje, para reforma)
Enviada por Jandira Adami.

domingo, 31 de agosto de 2014

Falta de fornecimento de água. O que fazer?
O problema, recorrente no verão, afeta a saúde da população.
Para o Idec, o direito à informação é a primeira medida a ser cumprida pelas empresas. O consumidor afetado pode pedir ressarcimento em caso de má prestação de serviço Como todos os anos, a falta de água é um problema recorrente na época do verão. No entanto, por se tratar de uma questão que afeta a saúde da população, algumas medidas preventivas podem ser tomadas para evitar grandes períodos sem o fornecimento deste serviço essencial.
As concessionárias de água poderiam fazer campanhas e enviar na própria conta orientações sobre a necessidade de economizar água e evitar o desperdício. Além disso, no atendimento ao consumidor, quando da falta de água, as informações sobre o motivo e a previsão de normalização do abastecimento deveriam ser mais claras e objetivas.
O direito à informação é garantido pelo CDC (Código de Defesa do Consumidor). “Somente com a informação o consumidor pode se organizar e tomar as medidas corretas para enfrentar as dificuldades ocasionadas pela falta de água, que afeta as necessidades mais básicas como saúde e higiene”, explica a advogada do Idec, Mariana Alves Tornero.
Quando o serviço de abastecimento de água tiver acontecido por motivo de má prestação de serviço, como por exemplo, um vazamento de água fora do domicílio, a concessionária deve ressarcir ao consumidor todos os custos decorrentes deste problema, como a compra de um caminhão pipa.
“A empresa é responsável pela reparação de danos e o consumidor deve guardar todos os comprovantes de gastos para exigir esse reembolso”, orienta Mariana. A conta de água também precisa ter o abatimento proporcional ao período que não houve fornecimento de água já que a prestação do serviço não foi contínua.
Caso o consumidor não consiga um acordo com a empresa ele pode formular uma denúncia na Agência Reguladora do seu Estado, caso exista uma, nos Procons e até pleitear ressarcimento na Justiça.

Fonte: http://www.idec.org.br/consultas/

* Na falta do Procon em sua cidade, o Ministério Público pode ser acionado para que tome as medidas legais e judiciais com relação a esse crime.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Notícia de última hora: "Hotel Elite pode ter sido vendido"

Conforme foto, o que esperamos ser verdade, o nosso Hotel Elite acabou de ser vendido. Não sabemos para quem e nem por quanto. O que se espera é que, como é um patrimônio histórico e paisagístico, se faça algo e urgente para preservar o que classifico como um dos mais belos prédios de nossa região do Circuito das Águas.

terça-feira, 10 de junho de 2014

O Analfabeto Político

"O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais."

(Bertolt Brecht)
A frase acima não é de minha autoria, mas de Berthold Brecht que viveu entre o fim do século dezenove até pouco mais da metade do século vinte. A citação se aplica muito ao nosso país, à nossa cidade e à atual situação política do Brasil em geral. Por aqui, inúmeros estufam o peito, como disse o autor, para dizer que não gosta de política. Entendo que talvez não queiram expressar isso, pois o sentido real que querem dizer é que "não gostam de políticos", pelo menos do tipo de cidadão que se aproveita dos votos dos ingênuos para levar vantagem num cargo público que se fosse por concurso de capacidade poucos teriam condições de assumir. Aí, principalmente nas cidades pequenas e sem nenhum emprego e pouca renda, a ocupação se transformou numa alternativa para ganhar dinheiro. Pela que grande parte ganham essa espécie de salário para não fazer nada pela sua terra.