Parece que até a presente data nada se resolveu com relação à empresa estatal COPASA e a exploração das águas minerais do Estado de Minas Gerais. Pelo menos em Cambuquira, ninguém sabe o que vai acontecer. Enquanto isso, o município perde receita, empregos e renda. Para se ter uma idéia da importância do comércio das águas minerais para o município, a SUPERÁGUAS, enquanto explorava o negócio era a principal arrecadadora de ICMS por substituição tributária dessa cidade mineira. A sua participação representava, estimadamente, quase 80%, se não for mais, da arrecadação total mensal.
Isso pode significar um grão de areia no montante estadual de tributos. Mas, é essencial para uma cidade que não dispõe de indústrias e tem o comércio prejudicado pela proximidade com Três Corações que hoje é um pólo regional.
Aliás, falando disso, os pequenos municípios deveriam pedir uma mudança na Lei que regulamenta o VAF (Valor Adicionado Fiscal) para incluir no montante gerador de débitos de um município para outro, parte do valor arredado nas vendas efetuadas em seu comércio para outras cidades. Assim, Cambuquira, São Bento, São Tomé, Carmo da Cachoeira teriam compensações no citado processo de repartição da receita com débitos de Três Corações que se beneficia dos consumidores dessas cidades.
Mas, voltando ao caso das águas minerais, defendo que o município, ou até mesmo a comunidade tome medidas mais drásticas, inclusive apelando à tutela da Justiça para que se resolva essa "lengalenga" do governo estadual com relação esse bem público.
Como base, poder-se-ia usar a própria natureza da "mina de água" que é um bem de subsolo e que pela sua natureza pertence à União. Se o Estado não usufrui da posse que tem, que o detentor do domínio intervenha e requeira para si esse papel. Só assim, quem sabe os governantes tomam alguma providência.
Você já ouviu falar em D.Quixote e os moinhos de vento? Pois é!...
O povo grita como Quixote e seu companheiro Sancho Pança. Mas, os governantes, mais preocupados com outras coisa, nem dão importância. E, ainda os chamam de loucos!...
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