Incumbido de fazer um “panorama da advocacia no Brasil em 2012, pela visão da OAB”, D’Urso argumentou que o cenário de insegurança jurídica no país é fruto da baixa qualidade legislativa. “A legislação é um caos. Enquanto lamentavelmente tivermos legisladores com perfis semelhantes aos do Tiririca [deputado federal pelo PR-SP], teremos problema”, comentou D’Urso. Para ele, as dificuldades no Poder Legislativo se evidenciam com a quantidade de leis aprovadas que, posteriormente, são declaradas inconstitucionais e, em consequência, têm seus efeitos anulados.
As críticas do presidente licenciado de seu terceiro mandato seguido à frente da seccional paulista da Ordem, no entanto, não ficaram restritas às ações dos parlamentares; sobrou também para o Poder Executivo. “Segurança jurídica é perenidade de regras. E ainda hoje, verificamos a presidente abusando de medidas provisórias e mudando as regras do dia para a noite”, questionou.
Na opinião de D’Urso, a solução desses problemas passa necessariamente pelos 4 milhões de bacharéis espalhados pelo país, segmento que deveria ter uma participação mais ativa nas questões nacionais. “Eu fico perplexo quando vou a faculdades de direito, que historicamente sempre foram o berço das lideranças políticas no nosso país. Eu indago, entre os muito estudantes, se algum deles tem interesse em ingressar na vida pública. Invariavelmente, ninguém se manifesta e, quando muito, que se interessa é alvo de censura entre os colegas”, contou o advogado.
Frente aos 21% dos votos, que renderam à chapa de D’Urso a terceira colocação no pleito municipal de São Paulo, o advogado criminalista tranquiliza e afirma não ter planos políticos para o futuro. Por defender que “a atividade de presidir a Ordem não pode ser misturar com a atividade partidária”, D’Urso afirma que permanecerá licenciado da OAB-SP até o final do segundo turno das eleições — período em que seu partido, o PTB, já confirmou apoiar o candidato José Serra, do PSDB. “Depois disso, retorno para o finalzinho do meu mandato”, disse o D’Urso, já que as eleições para a nova gestão da OAB-SP ocorrem na segunda metade do mês de novembro.
Fonte: Última Instância.
OBS. - Há de se discernir "bachareis" de "bachareis", pois nem todos que têm diploma representam a moral e a ética. E, é de "ética e moral" que o país precisa. Por outro lado, o brasileiro deve aprender a destacar o bom político dos oportunistas que só pensam em levar vantagem. Será que alguns dos eleitos sabem o que isso significa?.
Fonte: Última Instância.
OBS. - Há de se discernir "bachareis" de "bachareis", pois nem todos que têm diploma representam a moral e a ética. E, é de "ética e moral" que o país precisa. Por outro lado, o brasileiro deve aprender a destacar o bom político dos oportunistas que só pensam em levar vantagem. Será que alguns dos eleitos sabem o que isso significa?.
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