quinta-feira, 1 de maio de 2008

Jonas Lemes


União do acadêmico com o contemporâneo

Uma questão fundamental da arte que vem preocupando muitos artistas plásticos é como conseguir dar à arte acadêmica, entendendo esta como um resultado visual que se aproxima daquilo que se vê na chamada realidade, um ar contemporâneo, ou seja, um novo respirar que a possa colocar em espaços que foram aparentemente perdidos.

O mineiro Jonas Lemes encontrou uma alternativa das mais louváveis. Manteve a sua habilidade no trato com a figura humana, com as paisagens e com cenas da vida no campo somente que com um novo suporte e com a valorização das figuras centrais em detrimento dos fundos, que passaram a dar o mencionado toque de modernidade e originalidade.

Nascido em Cambuquira, MG, e atualmente residente em São Lourenço, iniciou sua jornada pela arte em 1990. Autodidata, recebeu, com pinturas a óleo, diversas premiações em salões de arte, mas percebeu que era necessário dar um salto para ganhar destaque no cada vez mais competitivo mundo da arte.

A partir de 2001, desenvolve um estilo próprio, no qual atinge pleno domínio de realização. Passou a pintar sobre lonas usadas de caminhão e retoma seus temas preferidos sob uma nova perspectiva. Está ali o apuro técnico de uma arte mais clássica e comportada, a contemporaneidade do suporte e a reciclagem de materiais, politicamente correta e socialmente importante.

Num país em que o transporte rodoviário é essencial, trabalhar sobre lonas ganha a dimensão de dar ao objeto usado um novo sentido. Significa ainda saber aquilo que o próprio suporte sugere em termos de imagem. Jonas lembra que, ainda na infância, ao ver paredes manchadas pela umidade, brincava de encontrar ali formas, paisagens e figuras – e as fazia vir à tona com um lápis.

Bem mais tarde, soube que o mestre italiano Michelangelo havia declarado que existia muito mais arte nos muros manchados pelo tempo do que se imaginava. Assim, o trabalho com as lonas é na verdade um exercício plástico de respeito ao suporte e busca dos locais mais adequados para desenvolver os temas preferidos pelo artista.

Estão sobre a lona belas paisagens com ipês floridos, significativas cenas de trabalhadores rurais nas diversas fases envolvidas na produção do café – com ótimo resultado nos tons ocres do suporte – além de locomotivas e estações de trem do interior de Minas Gerais. Há ainda homenagens a diversas manifestações artísticas e cenas rurais, como condução de boiada e de preparação de terra para o plantio.

O cuidado técnico aliado à originalidade do suporte torna a obra plástica de Jonas Lemes diferenciada. Sua pesquisa visual é uma excelente resposta aos que julgam que a pintura tradicional está morta e que não há mais o que inventar. Sempre existem novos caminhos para quem está atento para descobri-los e percorrê-los com seriedade e competência.

Oscar D’Ambrosio, jornalista e mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Unesp, integra a Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA- Seção Brasil).

PARA VER OUTRAS POSTAGENS CLIQUE NO LINK: POSTAGENS MAIS ANTIGAS ABAIXO.

domingo, 20 de abril de 2008

COPASA, a foto abaixo representa a vontade do povo de Cambuquira.

A foto ao lado é de um dos mais importantes eventos com a participação popular em Cambuquira.Isso aconteceu em 2006 quando o assunto COPASA estava efervecente no município. Naquele tempo o projeto da estatal de encampar a exploração das águas minerais não era muito bem vista por camadas da comunidade que temiam acontecer com Cambuquira o mesmo que aconteceu com as águas de outra estância do circuto onde a exploração descontrolada e a desminerialização das águas comprometeu a qualidade da riqueza natural de uma cidade.
No mesmo evento a maior preocupação da população era o projeto do prefeito de transferir o tratamento de água e esgoto para essa mesma empresa estatal, cujo preço a comunidade admite não poder pagar.
Nesse ponto o argumento se prende ao fato da cidade não oferecer condições econômicas de se sustentar mais esse custo, pois a maioria assalariados da classe C, trabalhadores rurais e alguns trabalhadores da construção civil(hoje prejudicada com a falta dos turistas) e aposentados não ganham o suficiente para um aumento nas despesas familiares.
Se a cidade tivesse um projeto de criação de empregos talvez isso fosse amenizado. Mas, pelo andar da carruagem, parece não haver vontade e dispossição para isso há muito tempo na cidade.
Com relação ao tratamento das águas das torneiras a Câmara Municipal, atendendo vontade do povo, idealizou e aprovou o SAAE, cujos preços, conforme pesquisa dos vereadores, são mais favoráveis aos argumentos de nossa população.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

O POVO NÃO PODE SE ACOSTUMAR COM A DECADÊNCIA E ESTAGNAÇÃO COMO O PEIXEIRO SE ACOSTUMA AO MAU CHEIRO DA PEIXARIA.


PENSAMENTO DO DIA QUE SERVE DE ALERTA PARA ESSA GENTE ACOMODADA QUE ESPERA QUE FAÇAM EM VEZ DE FAZER ELA MESMA.

O progresso de uma cidade não depende só dos administradores que a comandam. Ele vem com a vontade das pessoas. E, essa vontade deve estar presente até na hora do voto.
Nesse ano de eleições, pense bem em quem vai eleger, ou reeleger. Analise se esse ou aquele candidato merece bem o seu voto. Lembre que os cargos ocupados com esse sistema devem ser preenchidos por pessoas realmente comprometidas com o povo, com bem estar, com a geração de empregos e rendas. Caso contrário, se não prestar atenção, você acabará colocando nos postos chaves da cidade pessoas que apenas querem usar da função para proveito próprio.
Pense Nisso!...E, não diga depois que você não recebeu um alerta!

NOTÍCIAS DO PASSADO..

Há oitenta anos...............

Em Cambuquira, um médico fazia experimentos sobre rejuvenescimento em 1928.


Em fins de 1928, um médico em Cambuquira afirmava possuir um método de rejuvenescimento que consistia na aplicação de injeções que atuaríam no sistema nervoso. Tratava-se de Las Casas dos Santos, médico diplomado na Alemanha (Diário de Minas, 15 dez. 1928), discípulo de Koch. O medicamento seria uma espécie de 'elixir da longa vida', capaz de restituir as antigas energias. Las Casas teria testado as injeções em si mesmo durante cinco ou seis anos, e o repórter do jornal atribuía a esse senhor de 65 anos a aparência de um homem vinte anos mais novo. Quanto à cor de seus cabelos, Las Casas explicava estarem readquirindo a coloração original.

Alguém sabe mais sobre esse médico-cientista que viveu em nossa cidade?

NOTÍCIA BOA. ALIÁS, MUITO BOA...






PARABENS ESCOLA ESTADUAL CLOVIS SALGADO!.....





Conforme, ofício da SRE/Varginha, os alunos (concluintes) do ensino Médio da E.E. Clóvis Salgado de Cambuquira,Minas Gerais ,tiveram a melhor média do estado de Minas Gerais nas provas do ENEM 2007


Sendo: Prova Objetiva com média de 50.260; prova redação e objetiva com média de 55.280; Média com correção: 49.730 e média total de 54.890.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

ADEUS VÔO LIVRE!...

Depois do "boato" de que alguém ligado à administração municipal teria adquirido a área do Piripau de onde partem as asas-delta e os paragliders ( Jornal Encontro)*, agora o e-mail a abaixo nos conta que nossa cidade perdeu o último ponto que a fazia diferente das demais vilas da região.
Infelizmente, é com tristeza que transcrevo mais essa grande perda. Gostaria de que os envolvidos com esses campeonatos nos contassem o que realmente aconteceu. Pois, o local foi classificado como o melhor "pointer" para realização desses eventos na região, ficando abaixo só da Serra de Ibituruna em Governador Valadares. O acesso e a vista são maravilhosos. Por que então isso?


Leia o texto do e-mail abaixo, enviado por Celso:


Cada vez mais, uma aldeia
Além das associações brasileiras de Paraglider terem eliminado Cambuquira (tradicional etapa final) do campeonato nacional há seis meses, agora chegou a vez da Associação Brasileira de Vôo Livre cancelar a realização das (também tradicionais) provas do Super Race 2008 e Campeonatos Carioca, Mineiro e Paulista de Asa Delta - cerca de 500 turistas entre pilotos, acompanhantes e público - que aconteceriam aqui no próximo dia 21, feriado de Tiradentes.

Restou ao Piripau no feriado apenas um modestíssimo evento regional de Parapente, com meia dúzia de voadores. Traduzindo: Cambuquira perdeu de vez o seu lugar como sítio dos campeonatos importantes de vôo livre.

CMS12.04.2008
(*) A questão da transformação da área em propriedade privada, se isso for verdade, pode muito bem ser resolvida pelo próximo prefeito com a desapropriação do terreno, mesmo por que antes das asas deltas e paragliders alí estão instaladas as antenas de retransmissão de TV para Cambuquira.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

SE NÃO TIVERMOS CUIDADO, A DENGUE VAI NOS PEGAR.

Apesar da “dengue” já provocar um epidemia na cidade do Rio de Janeiro, e ameaça outras metrópoles do país, algumas pessoas por indolência pura não tem dado importância a prevenção.
Não é preciso visitar as casas das pessoas para se confirmar essa atitude do povo. Parece que alguns acreditam que o mosquito transmissor escolheu só os cariocas para dar a sua “chupadinha mortal”. Infelizmente, com o aquecimento global, área onde nunca tinham assistido a presença do “Aedes aegypti”( um pernilonguinho africano sem vergonha bem menor que o nosso pernilongo ou “borrachudo” nacional). Os bares e botequins servem suas bebidas, o que acontece também nas festas e eventos do gênero, e os copos e garrafas são jogados por aí até nas praças públicas, além das embalagens dessas batatas chips, chocolates, potes de iogurtes, entre outras tralhas. Parece que vivemos numa comunidade de porcos (Que os suínos nos perdoem essa expressão.). Isso tudo vai virar viveiro do mosquito e fabrica de doença. Mas, ninguém liga.
Antigamente, o clima mais frio de nossa região, as anuais geadas e várias frentes frias talvez fossem uma barreira para o mosquito que gosta de calor, sombra e água limpa e fresca (Folgado, além de tudo!...). E, talvez se algum se atravesse a botar seus ovos por aí a geada vinha e o inutilizava.
Mas hoje, essa “besta do Apocalipse”chegou voando sobre e se não fizermos nada nós vamos embora e ele vai se tornar o dono do pedaço.
O pior é que ele é agente de outra doença terrível, a “febre amarela” que só ouvíamos dizer que existia na Amazônia. E, o contato mais próximo que tivemos com esse mal era nas citações dos livros escolares. Pelo menos para esse mal já temos vacina, o contrário do que acontece com a dengue que já apresenta quatro tipos diferentes sem que exista vacina para nenhum deles.

O QUE É DENGUE


A dengue é uma doença infecciosa febril aguda causada por um vírus da
família Flaviridae e é transmitida através do mosquito Aedes aegypti, também infectado pelo vírus. Atualmente, a dengue é considerada um dos principais problemas de saúde pública de todo o mundo.
Tipos de Dengue
Em todo o mundo, existem quatro tipos de dengue, já que o vírus causador da doença possui quatro sorotipos: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4.
No Brasil, já foram encontrados da dengue tipo 1, 2 e 3. A dengue de tipo 4 foi identificada apenas na Costa Rica.
Sintomas
O vírus da dengue pode se apresentar de quatro formas diferentes, que vai desde a forma inaparente, em que apesar da pessoa está com a doença não há sintomas, até quadros de hemorragia, que podem levar o doente ao choque e ao óbito.
Há suspeita de dengue em casos de doença febril aguda com duração de até 7 dias e que se apresente acompanhada de pelos dois dos seguintes sintomas: dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores musculares, dores nas juntas, prostração e vermelhidão no corpo.
- Infecção Inaparente -A pessoa está infectada pelo vírus, mas não apresenta nenhum sintoma.
- Dengue Clássica-Geralmente, inicia de uma hora para outra e dura entre 5 a 7 dias. A pessoa infectada tem febre alta (39° a 40°C), dores de cabeça, cansaço, dor muscular e nas articulações, indisposição, enjôos, vômitos, manchas vermelhas na pele, dor abdominal (principalmente em crianças), entre outros sintomas.
Os sintomas da Dengue Clássica duram até uma semana. Após este período, a pessoa pode continuar sentindo cansaço e indisposição.
- Dengue Hemorrágica-Inicialmente se assemelha à Dengue Clássica, mas, após o terceiro ou quarto dia de evolução da doença, surgem hemorragias em virtude do sangramento de pequenos vasos na pelo e nos órgãos internos. A Dengue Hemorrágica pode provocar hemorragias nasais, gengivais, urinárias, gastrointestinais ou uterinas.
Na Dengue Hemorrágica, assim que os sintomas de febre acabam a pressão arterial do doente cai, o que pode gerar tontura, queda e choque. Se a doença não for tratada com rapidez, pode levar à morte.
- Síndrome de Choque da Dengue A pessoa acometida pela doença apresenta um pulso quase imperceptível, inquietação, palidez e perda de consciência. Neste tipo de apresentação da doença, há registro de várias complicações, como alterações neurológicas, problemas cardiorrespiratórios, insuficiência hepática, hemorragia digestiva e derrame pleural.Entre as principais manifestações neurológicas, destacam-se: delírio, sonolência, depressão, coma, irritabilidade extrema, psicose, demência, amnésia, paralisias e sinais de meningite. Se a doença não for tratada com rapidez, pode levar à morte.
É importante destacar que a dengue é uma doença dinâmica, que pode evoluir rapidamente de forma mais branda para uma mais grave. É preciso ficar atento aos sintomas que podem indicar uma apresentação mais séria da doença.

SINAIS DE ALERTA - DENGUE HEMORRÁGICA


1. Dor abdominal intensa e contínua (não cede com medicação usual);
2. Agitação ou letargia;
3. Vômitos persistentes;
4. Pulso rápido e fraco;
5. Hepatomegalia dolorosa;
6. Extremidades frias;
7. Derrames cavitários;
8. Cianose;
9. Sangramentos expontâneos e/ou prova de laço positiva;
10. Lipotimia;
11. Hipotensão arterial;
12. Sudorese profusa;
13. Hipotensão postural;
14. Aumento repentino do hematócrito;
15. Diminuição da diurese;
16. Melhora súbita do quadro febril até o 5 dia;
17. Taquicardia.

Fonte: Dengue - Aspectos Edipemiológico, diagnóstico e tratamento (Ministério da Saúde)
fonte: http://www.combateadengue.com.br/


PEDIDO

SE VOCÊ SOUBER QUE ALGUÉM ESTÁ FAZENDO MAU USO DE SUA PROPRIEDADE, E COLOCANDO EM RISCO A SUA SAÚDE E A DA POPULAÇÃO MANTENDO LIXO, LATAS, GARRAFAS, PISCINAS E CAIXAS D’ÁGUA DESTAMPADAS, ALÉM DE PNEUS E OUTRO TIPOS DE VASILHAS QUE POSSAM ACUMULAR ÁGUA, CHAME A VIGILÂNCIA SANITÁRIA, OU ATÉ MESMO A POLÍCIA OU O CORPO DE BOMBEIROS.


SE QUISER PODERÁ ACIONAR O MINISTÉRIO PÚBLICO COM UMA REPRESENTAÇÃO, QUE PODE SER ATRAVÉS DE UMA SIMPLES CARTA COMUNICANDO O FATO, PARA QUE O PROMOTOR DE JUSTIÇA DA CIDADE ACIONE OS ÓRGÃOS RESPONSÁVEIS PELO COMBATE DESSE MOSQUITO. (Com base no art.261 da Constituição do Estado de Minas Gerais).

LEMBRE-SE QUE O MOSQUITO NÃO TEM PRECONCEITO. ELE PICA A MOCINHA DE OLHOS AZUIS, A MULATA, NEGRO, O JAPONÊS, O ALEMÃO E QUEM MAIS VIER.ELE GOSTA DE SANGUE, E DE QUALQUER TIPO E ORIGEM.

EM VARGINHA LIGUE PARA VIGILÂNCIA SANITÁRIA: 3690-2230 (DE SEGUNDA A SEXTA)


CORPO DE BOMBEIROS: 193


POLÍCIA MILITAR: 190.



EM CAMBUQUIRA, LIGUE PARA PREFEITURA E FALE COM A VIGILÂNCIA SANITÁRIA PELO TELEFONE: 3251.2000


POLICIA MILITAR PELO 190.


SE O POVO NÃO TOMAR JEITO, A EPIDEMIA VAI TOMAR CONTA DO BRASIL!

PARA COMBATER A DENGUE, VOCÊ E A ÁGUA NÃO PODEM FICAR PARADOS.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Escola irá receber verba para quadra poliesportiva

A Escola Estadual Maria Umbelina de Andrade Gomes, no Bairro Regina Coeli, dirigida pela Professora Dione Tavares Pinto Alexandrini, vai receber o valor de 100 mil reais para a construção de uma quadra poliesportiva naquela escola.
Esse recurso só foi possível com a ajuda do Deputado Federal Odair Cunha, conforme e-mail enviado ao blog pelo seu assessor parlamentar Antônio Almeida.

Veja abaixo cópia do oficio remetido ao estabelecimento:

Ofício nº 0186/2008-DF
Brasília, 2 de abril de 2008

Senhora Diretora,

Com satisfação, comunico que o deputado Odair Cunha destinou ao município de Cambuquira, através de Emenda nº 14070004 ao Orçamento Geral da União/2008, recursos no valor de R$ 100.000,00 (cem mil reais), para implantação de infra-estrutura para o desenvolvimento do esporte educacional (construção de quadra poliesportiva) na Escola Estadual Maria Umbelina, que a prezada amiga, com competência dirige.
Atenciosamente,


Antonio Almeida
Assessor Parlamentar
Gabinete do Deputado Federal Odair Cunha
PT/MG

Exma. Sra.
Dione Tavares Pinto Alexandrini
DD. Diretora da Escola Estadual Maria UmbelinaCambuquira - MG

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Exposição do nosso artista plástico em São Paulo.

Caros amigos,


Estaremos realizando duas exposições em São Paulo. Já enviamos o convite para a Exposição "Lonas com Arte" e agora segue em anexo o convite para a Exposição "Ares de Minas" na Assembléia Legislativa - SP.

Saudações,
Jonas Lemes.

Abertura: dia 14 de abril de 2008
visitações: de 15 a 30 de abril de 2008-
Horário: das 09,00 às 19,00 horas.
Local: Espaço Cultural V Centenario.

http://www.artmajeur.com/jonaslemes



domingo, 6 de abril de 2008

Esse casal se conheceu em Cambuquira.

O casal da foto: Barbosa Lima Sobrinho e sua esposa Maria José se conheceram em Cambuquira, onde jovens, acompanhando os pais, provavelmente, foram curtir a Estância Hidromineral, como era costume naqueles tempos.
O jovem advogado Alexandre Jose Barbosa Sobrinho, pernambucano e residente no Rio de Janeiro, fitou os olhos de Maria José, paulistana. Foi paixão à primeira vista.
Acabaram as férias. Alexandre e Maria José não conseguiram ficar mais longe um do outro. E, depois de idas e vindas do Rio a São Paulo, acabaram por se casarem.
Nesta foto, tirada de uma página na internet que trata da vida e obra do grande jurista, ela estava com os seus 93 anos de idade e ele um pouco mais.
Mesmo idoso, Barbosa Lima Sobrinho foi, em 1973, candidato a Vice-Presidente da República na chapa encabeçada por Ulisses Guimarães.

"Em 1992 foi o primeiro signatário do pedido de impeachment do presidente Fernando Collor de Mello. A partir de 1994 participou de manifestações contrárias as privatizações de empresas públicas, política iniciada no governo Collor e ampliada no governo Fernando Henrique Cardoso. Em 1998 foi contrária a revisão constitucional que permitia a reeleição dos ocupantes de cargos executivos, por considerar prejudicial aos interesses do Brasil" ,conforme informa a página.
Fonte:http://www.recifeminhacidade.hpg.ig.com.br

quinta-feira, 3 de abril de 2008

UM APELO PELA MEMÓRIA DE NOSSA CIDADE.

O projeto lançado pela Professora Adriana Almeida deve ter a colaboração de toda comunidade cambuquirense e daqueles que embora não residam na cidade têm com ela alguma ligação, seja de origem ou seja de afeto.
A historia de um povo, de uma comunidade morre com aqueles que vivem nela se não houver registro. As casas vão sendo mudadas com as reformas e as demolições, e como tal se não se registra a história, acontece o mesmo.
A geração de hoje quase nem tem tempo para prestar atenção nas coisas e nas mudanças que silenciosamente acontecem. Então, um projeto dessa natureza, com o envolvimento e todas gerações, farão voltar no tempo numa viagem que mudará, com certeza a maneira de ver o mundo. Fará com que todos dêem mais valor às pessoas idosas pelo papel que tiveram na construção da sua cidade. E, descobrirão que se não fosse aquilo que chamamos passado não existiria o presente e também não haverá futuro.

Cada um de nós tem o seu papel nessa vida e nesse mundo e que ficar alheio aos fatos é passar pelo mundo como nunca tivesse existido.
Sendo assim, vamos registrar os fatos, os causos, as fotos das pessoas para reeditar a nossa história.
Não deixem essa idéia morrer!

Gilberto Lemes
e-mails para contato:

gilberto.lems@gmail.com
adriana.almeida@gmail.com

quarta-feira, 2 de abril de 2008

FAZENDO HISTÓRIA NA ESCOLA (Minha cidade tem memória/Memórias de Cambuquira)

Charles Berthaud (foto)
APRESENTAÇÃO

Os projetos de memória propiciam aos alunos a oportunidade de construir uma percepção sobre o passado e o presente a partir das narrativas de pessoas que viveram esses tempos. Por meio deles, os alunos podem perceber que a História não é uma narrativa fria acerca de algumas pessoas importantes e fatos políticos e econômicos, mas um conjunto de narrativas articuladas e que podem ser compreendidas a partir de sua riqueza e de sua diversidade. Isto possibilita que criem vínculos com as pessoas e com as histórias narradas e ainda se sintam parte da comunidade cujas histórias são acolhidas pela escola, valorizadas e preservadas.

Este projeto é inspirado em outro semelhante feito pelo Museu da Pessoa, e visa, num primeiro momento, fazer o levantamento das famílias em Cambuquira, suas histórias e suas origens, através de pesquisa com os familiares e outros membros da cidade. Junto a essas narrativas, depoimentos escritos, fotos, documentos seriam agregados somando valor documental à memória oral que levantaríamos.
Parque antigo (foto)
A intenção inicial é que esse trabalho tenha desdobramentos, em uma segunda etapa, com o levantamento de documentos e relatos em livros, além de aprofundamento das entrevistas, de forma a darmos prosseguimento às árvores genealógicas, remontando os primórdios de Cambuquira, e sua trajetórias no tempo através não dos eventos em si, mas das pessoas que viveram nesta cidade.

O período estimado de duração da primeira etapa do projeto seria de aproximadamente 12 meses, tendo seu ápice no aniversário da cidade em maio de 2009, onde esse projeto seria apresentado à comunidade, através de relatórios, painéis, exposição fotográfica e de documentos, etc. A segunda etapa se iniciaria a partir desse ponto, a ser cumprida nos anos seguintes, com relatórios gerados regularmente, seja ao fim de cada ano ou em cada aniversário da cidade, de forma que os participantes pudessem constantemente estar em contato com o produto (semi) final de suas pesquisas, estimulando-os para prosseguirem nas buscas pela história individual de sua cidade.

METODOLOGIA

O projeto seria desenvolvido de forma diferenciada nas diferentes séries da Escola Centro Educacional Aquarelinha, a saber:

Na pré-escola

As crianças levariam para casa um pequeno questionário a ser preenchido pelos pais, com espaço para nomes (e datas) de pais e avós, e uma história narrada por cada um deles sobre suas infâncias e suas brincadeiras favoritas. Se possível, agregariam a este material, fotos. Complementarmente, pedir-se-á que se explique no questionário a origem do prenome de cada criança.
Em sala a professora trabalharia tanto a origem dos nomes (eventualmente em homenagem a parentes mais velhos) como as brincadeiras preferidas de pais e avós, fazendo correlação com as brincadeiras das crianças de hoje.
O material entregue, após trabalhado em sala, seria usado na compilação final.

Nas séries iniciais do Ensino Fundamental (FI a 4a)

Nas séries iniciais do Ensino Fundamental, o trabalho com a memória pode ser uma oportunidade interessante para o trabalho com diferentes tipos de texto e também com os conceitos da área de Estudos Sociais como história do bairro e da cidade, mudanças e permanências.


Em termos práticos, as crianças levariam uma versão um pouco ampliada do questionário da pré-escola, com os mesmos pedidos (narrativas, fotos, documentos).
Em adição, deverão compor um pequeno texto, condizente seu nível de conhecimento (no caso do FI, pode ser feito com auxílio, através de narrativa da criança e transcrição da professora) com o tema “Eu me lembro” onde deverão narrar, e posteriormente ilustrar, um episódio marcante de suas vidas.
A professora poderá trabalhar em sala com os resultados desse trabalho nas disciplinas de Português, História, Cidadania, e eventualmente outras, de acordo com a natureza dos relatos que as crianças trouxerem de casa.
O resultado, após trabalhado em sala, será usado na compilação.

No segundo ciclo do Ensino Fundamental e no Ensino Médio

No segundo ciclo do Ensino Fundamental e no Ensino Médio o trabalho com a memória pode se articular às diferentes áreas do conhecimento como História, Ciências e Língua e ainda se configurar como uma interessante proposta de trabalho interdisciplinar nas áreas de Ética e de Cidadania. Os relatos podem trazer, por meio da experiência vivida, uma percepção mais humana dos fatos históricos, como a Guerra e as mudanças na cidade, e ainda a compreensão dos modos de vida de ontem e de hoje. Vários projetos com adolescentes têm propiciado aos jovens aprofundar os conhecimentos e os vínculos com suas comunidades na medida em que se aproximam das pessoas do seu entorno, suas vivências, seu cotidiano e seus problemas, como no
projeto Oldnet , realizado pelo Museu da Pessoa em parceira com o Projeto Aprendiz.

faixa etária, o projeto consistira:

a)Questionário para pais e avós, com relatos, fotos e documentos, conforme séries anteriores.
b) Produção de texto com tema “Eu me lembro”, conforme ciclo anterior.
c)Pesquisa e entrevista com os habitantes mais antigos da cidade, com os mais proeminentes (moradores na cidade ou, se houver como entrar em contato, fora dela), moradores dos bairros mais afastados, enfim, conduzindo a pesquisa para fora do eixo familiar dos alunos da escola.
As entrevistas deverão ser cuidadosamente organizadas, com confecção de um roteiro a ser discutido em classe, e deverá ser gravada ou filmada para posterior transcrição.

ENVOLVENDO PROFESSORES E FUNCIONÁRIOS.

Os professores e funcionários serão convidados a participar do projeto, e sua colaboração poderá se dar das seguintes formas:
a) Fornecendo eles próprios dados sobre sua ascendência (com datas e procedência: pais, avós, etc. E fornecendo destes e de si próprio, relatos no estilo “eu me lembro”.
b) Caso não sejam originários de Cambuquira, que relatem o porque terem escolhido Cambuquira como moradia ou local de trabalho, e suas impressões sobre a cidade, bem como relatos de “Eu me lembro” posteriores a suas vindas para Cambuquira.
c) Auxiliando os alunos mais velhos no processo de preparação das entrevistas, sugerindo nomes (e intermediando contatos) a serem entrevistados, etc

TEMAS DAS ENTREVISTAS

Compreendemos que a história de vida de cada pessoa é o grande tema dos projetos de memória na escola. Ela será abordada a partir de um foco, um tema que desencadeia a pesquisa, a busca pelo depoente e a construção de roteiros, entrevistas e produtos finais. O projeto abordará, portanto, a vida do entrevistado com um destaque especial para o tema escolhido.
Cap.Cláudio Amâncio da Silva Lemes

O Museu da Pessoa tem trabalhado com temas relacionados ao universo mais próximo das crianças do Ensino Fundamental, como a história do bairro, a história da própria escola, das festas da comunidade. Com alunos mais velhos pode-se trabalhar com as histórias de vida dos idosos, com foco em temas mais amplos como a imigração, as práticas culturais, costumes mudanças no cotidiano. No
projeto Oldnet, por exemplo, trabalha-se com a história de vida dos idosos, a maioria imigrantes europeus, com foco na imigração para o Brasil e nas práticas culturais na nova terra.

Exceto pelas crianças da pré-escola, cujo tema sugerido é o de brinquedos e brincadeiras, e talvez também pelas crianças do FI, que podem adotar o mesmo tema, as crianças de 1a série do Ensino Fundamental ao 3o ano do Ensino Médio poderão utilizar o tema geral de história de vida em Cambuquira, e, a partir do material levantado, em fases futuras do projeto, poderíamos achar pontos comuns a serem explorados e investigados mais a fundo, deixando assim livre para os entrevistados, nesse primeiro momento, o fluxo natural de suas lembranças, narrando o que julgarem mais importante em suas vidas na cidade de Cambuquira.

ESCOLHA DOS ENTREVISTADOS:

A escolha dos entrevistados se dará através de sugestões dos professores, funcionários, alunos e familiares dos alunos da escola. Para termos um painel significativo ainda neste primeiro momento do projeto, é importante que se leve em conta na escolha certos fatores:

a) Cidadãos mais antigos tem normalmente mais histórias para contar. Viram mais coisas. Conheceram mais pessoas.

b) Deve-se tentar englobar entre os pesquisados pessoas de várias famílias diferentes. Embora sempre haja a questão da perspectiva, membros de uma família normalmente tem memórias em comum, e nesse momento, a diversidade seria mais interessante. Num segundo momento, poderiam ser feitas entrevistas com outros membros de uma mesma família de forma a construir um relato multidimensional da mesma lembrança.

c) Pelo mesmo motivo acima, é interessante que se escolham pessoas de locais diferentes da cidade. Centro, Lavra, Figueira, Bairro Carioca, Marimbeiro, etc... de forma a mapear as lembranças da cidade por suas diferentes regiões.

Armando Almeida e Manoel Almeida (Neco)

DAS DATAS DE INÍCIO E TERMINO DO PROJETO


O projeto se iniciaria em meados do mês de abril, mas com fases de avaliação através das tarefas propostas nos 3o e 4o bimestres letivos, nas disciplinas de História, Português, Sociologia e Cidadania.

Poderá ser feita uma apresentação em forma de painel no fim do ano para pais e convidados, e será feita uma apresentação para a comunidade em maio de 2009.
Este é um “Projeto Permanente” e não possui uma data limite para acabar, podendo ser complementado nos anos subseqüentes a primeira apresentação pública, de forma a constituir um retrato amplo da cidade ao fim de alguns anos de pesquisa.

EXTENSÕES:

Este projeto pode ser proposto às escolas públicas do município, para que seja feito de forma colaborativa, obtendo resultados mais expressivos de forma mais rápida. Caberia a estas escolas escolher seu grau de participação, com o compromisso de ceder o material recolhido, com os devidos créditos (aos alunos, aos professores responsáveis por esses alunos e a escola em questão), para a compilação final do projeto.

O patriarca João Batista de Souza (foto)

DOS CRÉDITOS E TRATATAMENTO DO MATERIAL:

Toda produção intelectual desde trabalho pertencerá aos seus autores, tendo o projeto o direito de reproduzir (conferindo o crédito devido ao aluno, seu professor e a escola a qual pertence, e / ou ao entrevistado quando for o caso). Caso venha a ser confeccionado livro ou outro material de divulgação do projeto, fica entendido que os direitos de reprodução foram concedidos, desde que os créditos sejam respeitados. A todos os participantes (alunos, professores, funcionários e entrevistados) isso deve ser comunicado.

Documentos e fotos deverão ser digitalizados e xerocados (cópia virtual e cópia física) e devolvidos o mais rapidamente possível aos seus donos de direito. Poderão ser solicitados novamente em outros momentos para serem expostos em painéis para eventos específicos, e depois, deverão ser devolvidos novamente.

Todo material entregue para ser compilado deverá conter em seu verso ou em anexo o nome de quem o cedeu bem como o aluno a quem foi cedido, seguido de sua série, professora e escola, de forma a facilitar que os créditos sejam propriamente conferidos. Fotos, documentos, relatos, desenhos e outros materiais sem nome não serão aceitos para fazerem parte da compilação.

OBSERVAÇÃO:

Alunos que nasceram ou que vêm de famílias de fora de Cambuquira devem fazer seu trabalho escrito nos moldes sugeridos aos professores e funcionários no item B, relatando o porque da escolha da cidade como moradia ou local de estudo.

Cambuquira, 31 de março de 2008

Adriana M. Almeida

(Professora de Cidadania e Filosofia do Centro Educacional Aquarelinha)

Adaptado do Projeto Fazendo História na Escola do Museu da Pessoa
(em itálico, partes retiradas do projeto original)

NOTA: As fotos ilustrativas representam um pouco da nossa história fotográfica.(Incluídas pelo adm.do blog)

NOTA COMPLEMENTAR DA AUTORA DO PROJETO:

A título de esclarecimento... Esse é um projeto que idealizei inspirada no trabalho do Museu da Pessoa de resgate das histórias individuais, bem como nas pesquisas do Gilberto sobre Cambuquira e no meu mais novo vício, o de pesquisar minha árvore genealógica. Nos últimos tempos, durante minha pesquisa pessoal, me deparei com tantas histórias interessantes, comoventes, retratos fieis de uma época, me sentido próxima de parentes tão distantes, muitos dos quais eu nem sabia que existiam. Como nas vezes que citei minha pesquisa para os meus alunos, eles se mostraram estranhamente interessados nesses laços de família, acreditei que poderia compartilhar com eles não a minha história, mas a história deles, de seus familiares e de sua cidade, até para a melhor compreensão do momento em que vivem hoje.O projeto ainda se encontra em fase de discussão e organização, a fim de torna-lo viável e prático, muito embora eu já esteja nessa semana trabalhando com meus alunos a noção de história individual, a importância das memórias, e de como cada história por mais simples que seja, compõe um painel que forma e explica uma comunidade e uma época. ENVIAR COMENTÁRIOS PARA: adriana.almeida@gmail.com

APOIO À CIÊNCIA E TECNOLOGIA EM CAMBUQUIRA Texto de Renan R. Campos.

A foto abaixo é de Sigmund Szabó em sua oficina nos anos sessenta.
Centro de Estudos de Astronomia

A diretoria do CEA, vem relatar os trabalhos executados durante o período compreendido do início de sua organização, em 1961, até os dias atuais. Durante este espaço de tempo, esta diretoria, através de esforços próprios e com a colaboração de elementos da comunidade local e a colaboração de alguns comerciantes, conseguiu organizar, legalizar e reunir materiais, documentos e utensílios, inclusive aparelhos com fins de estudos astronômicos. Damos destaque ao recebimento feito por doação de 2 telescópios e recentemente, um computador.

Para sintetizar os acontecimentos deste longo período, vale lembrar que o CEA está sediado no Observatório Centauro, um prédio que sempre passou por manutenções rotineiras, e de forma alguma deixou de ser utilizado por seus associados. No ano de 1983, por uma iniciativa da comunidade local, organizou-se a reforma do prédio e objetivando para 1986, a observação do Cometa Halley, daí em diante, o Observatório sempre estava aberto ao atendimento público. No período de julho de 1991 a junho de 1996, o Observatório Centauro atendia em média um público de 25 pessoas por evento, conforme registro no Livro de Presença. Neste mesmo livro, o período que compreende o início de 1997 a 2001, o número de visitantes ficou reduzindo, desmotivado por falta de professores qualificados, ficando o espaço do CEA apenas para apresentações de palestras, encontros culturais, e alguns eventos mensais de observações astronômicas.
E com esclarecimento, que elevamos o reconhecimento da importância do CEA como centro de estudos científicos durante o período de 2001 até a data atual, onde com o auxílio do corpo técnico, composto por Raoni Nogueira de Vilhena, Uirá Nogueira de Vilhena e Trumai Nogueira de Vilhena, com os diretores Gilson Benatti de Aquino e Rafael Resende, e os professores Renan Rezende de Campos e Eliane Vicente Sagulha Walsh, consegui-se estabilizar um período de atividades semanais no Observatório, podemos citar as atividades: observações noturnas, oficinas pedagógicas, participação de eventos nacionais, como a OBA (Olimpíada Brasileira de Astronomia), Semana da Ciência e Tecnologia, todos estes eventos com assídua participação da comunidade escolar local, alunos e professores. Deste período em diante, a média de visitantes subiu de 25 para 40 pessoas por evento, onde os nomes acima colaboram até hoje.
O fato acima exposto, sem dúvida alguma, foi um trabalho dinâmico, e de muito sacrifício dos diretores, professores, corpo técnico e algumas pessoas do comércio local, levando em conta os poucos recursos existentes por esta fundação científica. Para melhor informar às pessoas que não acompanham o desenvolvimento científico do CEA, informamos que muitos cientistas apóiam esta entidade, mesmo sabendo que se trata de uma fundação científica sem fins lucrativos, não podendo ser comparada com entidades federais de pesquisas, como O LNA, situado em Brasópolis.

Podemos citar os seguintes nomes que sempre estão ajudando com visitas a Cambuquira e no CEA, atuando como palestrantes e no apoio técnico ao Observatório Centauro:
Nelson Travinik, astrônomo amador de renome nacional, atuante no Observatório Capricórnio em Campinas. Dr. Dalton Faria Lopes, astrofísico pesquisador do LNA Observatório Nacional Rio de Janeiro, filho de Cambuquira. Prof. Dr. Artur Justiniano Roberto, astrofísico pesquisador do LNA, pesquisador do Observatório de Brasópolis, situado em Itajubá. E o Prof. Dr. Marcomede Rangel, astrônomo do Observatório do Rio de Janeiro, conhecedor da história do Observatório Centauro desde sua fundação.

Estes cientistas apóiam e acompanham todas as iniciativas realizadas e auxiliam na elaboração de projetos e elevam o nome do CEA em ações científicas na comunidade astronômica nacional e internacional, mesmo sabendo dos escassos recursos que a comunidade científica Brasileira em sua totalidade recebe.

Sem dúvida alguma, foi unânime o elogio que recebemos pelo que está sendo feito em nosso Clube de astronomia, como atendimento às escolas locais e das cidades vizinhas, atendimento a turistas e o público leigo geral. Mesmo sabendo da falta de informação e formação intelectual de algumas pessoas da cidade, que sendo uma minoria, querem acreditar que o Observatório Centauro está abandonado, conforme publicado em última edição deste jornal.

E para informar a população de Cambuquira e a comunidade escolar, citamos abaixo, alguns Projetos e Ações que estão sendo desenvolvidas e executados em parceria com órgãos municipais, regionais e federais de ensino.

1) Recentemente, enviamos um projeto de revitalização do Observatório Centauro para o Ministério da Ciência e Tecnologia, este projeto visa a reforma do Observatório e a transformação do CEA em um Parque de Ciências, onde este espaço poderá ser utilizado num futuro próximo por todos os cientistas da ciência moderna, cientistas das áreas: biológica, humanas e naturais e principalmente na área das ciências exatas.

2) IYA 2009, Ano Internacional de Astronomia: Foi nomeado pela Unesco e ONU, que em 2009 o Brasil sediará o Ano Internacional de Astronomia. Sendo o CEA, uma das quatro entidades cadastradas em Minas Gerais, estamos participando todas as atividades que estão programadas, mais informações entre no site: http://www.astrobyte.com.br/cea.html, ou visite o Observatório todas as quartas-feiras, a partir das 19 horas.

3) Projeto Sistema Solar em escala, será construído entre a distância do Observatório Centauro até a saída da cidade, 8 orelhões telefônicos em forma de planetas do sistema solar, cada orelhão ficará num local estratégico da cidade, no seu interior, será colocado um placa com informações do planeta e com um mapa de todos os outros pontos. Estamos em contato com as empresas para efetivação das parcerias, para a construção dos planetas – orelhões telefônicos.

Outra ação importante é a Reforma da Cúpula, onde foi feito o planejamento financeiro e estrutural. Com isso, mobilizamos a comunidade para efetivar doações em prol da reforma da cúpula. Esperamos qualquer tipo de doação das pessoas físicas e jurídicas. O CEA poderá emitir recibos para fins de abatimento do imposto de renda.

O CEA, conforme estatuto, é um centro de estudos que fomenta o ensino da astronomia e ciências afins, desta maneira apóia as seguintes ações que estão sendo realizadas no município.
Projeto Ciência e Tecnologia na Escola: Em agosto de 2007 em parceria com a Diretoria Municipal de Educação e as escolas estaduais, que disponibilizou os laboratórios de informática, um está situado na escola estadual Maria Umbelina e outro na escola estadual Clóvis Salgado. Este projeto tem o objetivo principal a Formação Científica e Tecnológica de alunos e professores da rede municipal e estadual de ensino.

Enfim, mesmo sendo o CEA, uma fundação de apoio a pesquisa e científica que colabora e auxilia nas ações de fomento a astronomia e ciências correlatas administra o Observatório Centauro com esforços de seus diretores. Recebemos nesta semana a doação de tinta para pintura externa, faltando apenas a doação do valor da mão de obra. Disponibilizamos um tel celular – (35) 8853.8227 para contato a quem se interessar. Enquanto isso, permanecemos unidos e de braços abertos, e aceitamos qualquer apoio, repetimos, qualquer apoio que venha colaborar para o desenvolvimento científico e educacional do CEA e do povo de Cambuquira.

Renan Rezende de Campos
Presidente do CEA

Na foto abaixo a atual equipe coordenador do CEA.