quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Um recado sério aos nossos candidados.

rodoviária antiga (demolida)














1. Pesquisem as expectativas e demandas das comunidades que desejam representar.
2. Proponham um conjunto de programas, viável, factível, crível, sincero. Não apareçam com idéias extravagantes e mirabolantes.
3. As idéias precisam primar pela objetividade, honestidade de propósitos, compromisso de luta e equação demonstrativa de recursos para sua viabilização e tempo para realização das ações. (Migalhas)
Acrescentando....
4. A prefeitura e Câmara não podem ser consideradas cabides de empregos e nem fonte geradora de rendas particulares. Pois, se assim as considerar, serão obrigados a assistir a decadência e a estagnação com conseqüente destruição da cidade.
Consequentemente, também terão como única opção no futuro, um bilhete de passagem de ida para outros lugares onde possam viver dignamente, deixando a cidade morta ou agonizante para trás para que outros a enterrem num funeral sem assistência.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Nosso parque na época da adm.Gava.



















Uma imagem do parque na perfeita foto de Waldir Rodrigues que retrata a beleza natural desse patrimônio na época da administração Gava de Gerson e Luisa. Para ficar assim de novo, basta força de vontade. Afinal, essas plantas coloridas nem foram compradas. Elas foram coletadas por algumas pessoas junto à comunidade e com a supervisão de Paulo Totti foram plantadas para ornamentar aquilo que já era bonito e mais belo ficou na época.
Clique na foto para ampliar!

A P A T I A ,

A apatia é a falta de emoção, motivação ou entusiasmo. É um termo psicológico para um estado de indiferença, no qual um indivíduo não responde aos estímulos da vida emocional, social ou física. A apatia clínica é considera depressão no nível mais moderado e diagnosticado como transtorno de identidade dissociativo no nível extremo. O aspecto físico da apatia se associa ao desgaste físico, enfraquecimento dos músculos e a falta de energia chamada letargia, que tem muitas causas patológicas também.
O "Dicionário de termos técnicos de medicina e saúde", de Luís Rey, registra a palavra apatia como termo psiquiátrico, com a seguinte definição:


"Estado caracterizado pelo desinteresse geral, pela indiferença ou insensibilidade aos acontecimentos; falta de interesse ou de desejos". (do Wikipédia.)

A definição acima, eu a coloquei aqui para que todos entendam o que passa em nossa cidade nessas eleições.

No último fim de semana, quando estive na cidade, pude sentir isso na população. Ninguém se interessa em nada, nem nas propagandas dos políticos. O povo parece se sentir como aquele condenado, sem chances de recursos, que caminha para forca. Ninguém ousa sonhar um plano ou uma sugestão de governo para este ou para aquele candidato. Todos parecem ter sido atacados por uma letargia política. E, embora a administração se esforce para dar um ar de efetividade, limpando melhor as ruas, deixando o estádio iluminado, asfaltando um trecho aqui e outro acolá, isso parece que nem acontece. O povo sofreu de um desgaste político. Ou seriam os candidatos os desgastados? Todos parecem, já no começo do pleito, desprovidos de emoções.
Acho que isso serve de alerta para os postulantes à prefeitura e câmara para que realmente mostrem, se forem capazes, que podem mudar os rumos que a cidade tomou nos últimos anos. Isso nem vale a pena lembrar, e não é um discurso de oposição, nem de situação. É um alerta!
Nossa cidade precisa de cidadãos realmente comprometidos com o futuro dela e de seus cidadãos, o que até agora não é outra coisa do que um "grande buraco negro" , uma incógnita que ninguém é capaz de prever o que virá depois. Essa é a razão da "apatia" descrita no começo do texto.
Quem discordar que mostre o contrário. O espaço está aberto.


A população precisa ter consciência que a organização social e política da sociedade tem uma estrutura que determina a participação de cada cidadão. Omitir-se por descrédito nas intenções dos candidatos não irá conduzir a uma situação melhor, pelo contrário. Portanto, quem quer uma cidade melhor, gente mais capacitada e bem intencionada, responsabilidade, idoneidade e trabalho com o verdadeiro sentido de bem coletivo, não se reserve; pelo contrário, participe das discussões, promova reflexões e emita opiniões.

Do texto de Sandra Silva pub. em Espaço Vital

É BOM LEMBRAR QUE OS CANDIDATOS PASSAM, MAS A CIDADE FICA.E, O BEM OU O MAL QUE FIZEREM TAMBÉM PERMANECE.

VOTO NULO ANULA ELEIÇÃO?























Entenda o caso acessando: METEORO FINAL.
Veja mais:
Pesquisa revela que 82% dos brasileiros não confiam nos políticos

A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) divulgou ontem uma pesquisa constatando que a população tem uma imagem negativa dos políticos brasileiros. Para 82% dos entrevistados, a maioria dos políticos não cumpre as promessas que faz durante a campanha. Segundo 85% dos ouvidos, de maneira geral, a política é uma atividade na qual "os próprios políticos são os principais beneficiados".
Mais detalhes ESPAÇO VITAL e no site da AMB (arquivo em PDF)

domingo, 3 de agosto de 2008

CONHECE ALGUÉM NESSA FOTO?



















Se você se interessou, vá à página de nossa história em preto e branco para fazer uma viagem no tempo......Clique em:
ESTÂNCIA DE CAMBUQUIRA.
Se prepare! Já temos centenas de fotos no blog. Confira!
Adiantando....
Essa é uma foto da nossa seleção de futebol onde temos da direita para esquerda:
Em pé - esquerda p/direita; Rubens da farmácia, Zica (irmão do Celinho Soldado), Pingo Clementino, Paulo do Podereso, Ernane, Rui Capeta, Toquinho Rezende, Rogério Barros, Newton Manes e Fusca Fonseca.
Agachados - esquerda p/direita; Luiz Justino, Ricardo (Prego do Catete), Becão, Dulval (jacaré), Antônio Galo, Zé Maria da Caixa, Mauro Trapatoni.
As crianças: Marcio e Marcos Manes.

e-mail no gmail: gilberto.lems.

Bons tempos aqueles quando tínhamos um bom futebol!

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

LIBERDADE PELO PROGRESSO.


“Em uma sociedade em avanço, qualquer restrição à liberdade reduz o número de coisas experimentadas e, portanto, reduz a taxa de progresso.”

(H. B. Phillips)

quarta-feira, 30 de julho de 2008

ATÉ QUANDO VÃO DESPREZAR NOSSO PATRIMÔNIO?

Foto de Waldir Rodrigues em 2.000.




















Esta é uma das últimas fotos da Casa de Rodolfo Lahmeyer ainda parcialmente preservada.
Na gestão "Pudim" tiraram-lhe o telhado com a promessa de fazer uma reforma geral no patrimônio. Mas, o afastamento daquele prefeito e a crise que se abateu sobre a administração local fez com que a casa ficasse à mercê do tempo. Já são mais de seis anos de abandono. E, o pouco que restou do prédio, que hoje se resume hoje às paredes, ainda não foi ao chão devido à qualidade da obra.
Lahmeyer foi o protagonista de um sonho perdido no tempo de fazer essa estância um lugar próspero. Tomé e Manoel Brandão na obra "Cambuquira Estância Hidromineral e Climática" o descreveu bem e a sua agonia nos tempos da ditadura Vargas.

Granja Maroim (Chácara das Rosas)

Completava a Vila das Rosas (hoje chamada Chácara das Rosas) o conjunto da Granja Maroim, propriedade na qual empregava o Dr. Rodolpho Lahmeyer elevada soma de energias e capitais, onde possuía um posto de criação de gado da raça Jersey, que destinava ao suprimento da leiteria que pretendia estabelecer para exploração do leite e seus derivados.
As pocilgas de criação, estabelecidas na zona do Marimbeiro, onde se estendiam em longos corpos de edifícios, de uma extensão de 200 metros, possuía o Dr.Lahmeyer porcos da raça Duroc-Jersey, cujo núemro de exemplars puro sangue, em pouco tempo se elevava a mais de um milheiro.
Contígua ao estábulo, a fábrica de banha e subprodutos do porco, com as instalações necessárias a tal indústria, entre as quais frigoríficos, câmaras de defumação para "bacons", presuntos, salsichas, etc., e a fábrica de latas para acondicionamento dos produtos.....

O resto da história é muito triste: com a falta de milho para tratar dos animais da granja, o proprietário daquele empreendimento resolveu importar milho da Argentina, que foi confiscado pelo Governo da República. Estava decretada a falência do complexo agro-industrial da cidade.
Lahemyer sem ter como tratar dos animais possou a abater as matrizes. A dívida se avolumou.
A propriedade foi adquirida pelo Governo do Estado "à preço de bananas".
Mais tarde parte da propriedade foi transferida ao município, onde está o ginásio, sede do DER, Rodoviária e a casa abandonada. Outra parte, a da granja propriamente dita, se transformou na Fazenda da Epamig, que apesar de esforços e pedidos da população, foi vendida pelo Estado no Governo Newton Cardoso e seu gado holandês pó/pc arrematado por alguém de fora. Os novos proprietários ainda ensaiaram fazer naquele lugar um loteamento que não saiu do papel.






terça-feira, 29 de julho de 2008

MAZINHO QUEVEDO FAZ SHOW COM CAMBUQUIRENSES NA ESTÂNCIA.






















Mazinho Quevedo, o mago da viola, esquentou a noite fria do inverno de Cambuquira acompanhado de Vinícius Mira Lemes, Tarcísio( o da Viola), Russo, José Marcos e Cia.
Não estive lá. Mas, quem assistiu ao Show gostou muito.
Eventos dessa natureza deveriam ser repetidos. Pois, a boa música originalmente caipira, e de raiz, é o retrato da cultura do nosso povo e deve ser difundida, principalmente junto às novas gerações que hoje tendem ouvir e imitar aquilo que vem dos grandes centros que, aliás, não tem nada com nossos costumes.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

CURSO DA REDE VALOR EM CAMBUQUIRA.

Conforme foi noticiado neste blog, realizou-se em Cambuquira no dia 22/07/2008 o primeiro curso da Rede Valor para os afiliados desse sistema corporativo de supermercados.
Quem participou, aprendeu e aprimorou seus conhecimentos na área, o que será capaz de ajudar no dia-a-dia do comércio, quando todos devem ter jogo de cintura para driblar a concorrência sempre atenta, sem ter prejuízos numa época onde o lucro se prende ao volume e não nos preços como antigamente.
A reunião aconteceu no Salão de Festas do Grupo Pierrotti, localizado no primeiro andar do Supermercado Pierrotti - em Cambuquira.
Vô Carola serviu a sua saborosa comida que com certeza vai ser um dos motivos para os participantes voltarem à nossa terra, além do lindo cartão postal natural que é a nossa Estância, modéstia à parte.

A JUSTIÇA ELEITORAL DE HOJE E OS CANDIDATOS DE SEMPRE.

Os candidatos devem ficar atentos à nova postura da Justiça Eleitoral do Brasil, fruto da evolução dos tempos, da lei e do próprio povo.
Hoje a comunidade é mais participativa, embora não pareça para alguns dos postulantes a cargos públicos via eleição. Por outro lado,o povo provocado pelo fluxo de informações que lhes vêm principalmente pela televisão, hoje já é possível discernir quem é quem no meio político.
Com base nisso, para não ficar à margem do processo evolutivo, as leis devem ser sempre aprimoradas para não se tornar aquela velho carro que trava o trânsito na hora do “rush”.Nasceu uma Justiça Eleitoral mais substancial, investigativa e corretiva, ao contrário daquela dos tempos passados que ficava à espera que os fatos acontecessem ou das “denúncias de terceiros”, popularmente falando.


Para ler mais vá ao
LEME JURÍDICO.

terça-feira, 22 de julho de 2008

PREFEITURA JUSTIFICA A CRISE DOS QÜINQÜÊNIOS E FPM.

Jornal Encontro, edição 474 de 0l a 26 de junho de 2008.

Prefeitura supera a “crise dos Quinquênios”

A retenção de uma parcela do repasse do“Fundo de Participação dos Municípios –FPM” pela Justiça, devido à dívida de Qüinqüênios do funcionalismo público, no valor de
aproximadamente R$ 480.000,00 (quatrocentos e oitenta mil reais), foi notícia na impren-
sa regional no início do mês. A retenção pegou de surpresa a Administração Municipal,
que imediatamente acionou o Departamento Jurídico, dando início a uma série de providências contra a medida, que certamente teria conseqüências para toda a cidade e em espe-
cial para o comércio local, ainda traumatizado pela inadimplência do triste Natal de 2004.
Relativa a anos anteriores ao de 2000, a cobrança judicial provocou o receio dos atuais funcionários da Prefeitura de ter seus salários atrasados, como ocorreu nos últimos
quatro meses de 2004; a inadimplência da Prefeitura gerou a maior crise econômica da his-
tória de Cambuquira devido à enorme repercussão negativa no comércio e do conseqüen-
te aumento do desemprego na cidade.
O temor não era infundado, pois o FPM é fundamental para se cumprir o Orçamento
Municipal, já sacrificado com a mordida das dívidas de administrações anteriores. Até

dezembro de 2004, a Prefeitura indicava o pagamento de pouco mais de R$ 2.284.786,56
(dois milhões, duzentos e oitenta e quatro mil,setecentos e oitenta e seis reais e cinqüenta e
seis centavos), segundo a placa informativa que ficou exposta na frente do Paço Municipal no início de 2008, alvo de matéria na página 5 desta edição.
Em janeiro de 2005, foi quando teve início o processo de recuperação econômica da
Prefeitura com o pagamento dos meses de salários devidos aos funcionários, das dívidas
junto ao comércio local e regional, além da renegociação de outros débitos junto a diver-
sos órgãos dos governos estadual e federal.
Tais ações e uma austera contenção de despesas possibilitaram a obtenção de certidões, a
recuperação do crédito e, o mais importante,o resgate da credibilidade da Administração
Municipal e da cidade. Dentre as dívidas herdadas, e pagas pela atual gestão no início de
2008, está uma ação similar à atual – relativa à dívida de qüinqüênios dos anos 2000 até
meados de 2003, na casa dos R$ 400.000,00 (quatrocentos mil reais) –, foi saudada e engordou o orçamento dos funcionários municipais em duas parcelas.
Para evitar o caos administrativo, a Prefeitura entrou com uma Petição no Tribunal
de Justiça, argumentando que no ano de 2000 o prefeito da época, Rubens Barros Santos, foi notificado pelo Tribunal de Contas para colocar o valor devido pelos qüinqüênios no
Orçamento de 2001 para o pagamento da dívida em 2003, o que não foi cumprido. Em 2004, uma nova notificação do Tribunal de Contas veio endereçada em nome do prefeito cassa do em 2003, sendo a ele entregue pelo correio, via Sedex, quando o correto seria o en
dereçamento ao prefeito que o substituiu,Amedeo Pannone. Naquela Notificação, o Tribunal de Justiça dava 90 dias para a manifestação da Prefeitura, o que não ocorreu, atravessando 2004 até 2007, sendo “cobrado” só agora, em 2008, e sem a devida notificação.
Também foi demonstrado a correta conduta da atual administração e o transtorno que a retenção causaria na cidade, sacrificando a qualidade de Serviços Públicos, da Saúde e da Educação, além das conseqüentes demissões.
Finalmente, o Tribunal de Justiça acatou os argumentos do Executivo e, nos próximos
meses, o Sindicato e a Prefeitura deverão sentar à mesa para novas negociações, havendo a
certeza por parte da Assessoria Jurídica do Município de que a proposta do parcelamento
será aceita, pois “o perfil da Justiça é o de solucionar o problema e não o de penalizar o
Município”.Ficaram retidos do FPM aproximadamente R$ 60.000,00 (sessenta mil reais) relativos a uma parcela, estando liberados os depósitos dos próximos repasses, não sacrificando o Orçamento.
Ao noticiar a retenção da parcela do FPM, a imprensa regional divulgou que a Prefeitura
de Cambuquira estaria em situação irregular junto ao Tesouro Nacional, o que não é verdade, estando a atual administração em dia com as declarações junto àquela Secretaria,
no período de 2005 a 2007. No documento reproduzido no “Comunicado da Prefeitura”,
.........., as declarações “não homologadas” se restringem aos anos de 1998 a 2004, das gestões anteriores.

Fonte: Jornal Encontro.

Veja um vídeo sobre o caso, original da TV Alterosa/Varginha.


Link para o vídeo direto:


http://www.dzai.com.br/jornaldaalterosasuldeminas/video/playvideo?tv_vid_id=16391


domingo, 20 de julho de 2008

Os benefícios do Café (um dos nossos principais produtos)


O café já pode ser riscado da lista de pecados para a saúde. Porém, sem excessos. O ideal, apontado por estudiosos do assunto, é o consumo de até quatro xícaras por dia. Um dos principais mitos que envolvem a bebida - os seus malefícios para o corpo e o cérebro - começa a ser revisto em pesquisas que vão além do estudo da cafeína. Uma modificação desse cenário no Brasil pode ser comprovada no levantamento feito, neste ano, pela TNS InterScience sobre o café e seus consumidores. Ele revela uma queda de 50%, em 2003, para 39%, em 2007, no porcentual de pessoas que indicam os riscos à saúde como motivo para não apreciar a bebida. E demonstra, ainda, uma tendência de crescimento no consumo futuro.

Leia mais em DICAS E SAÚDE (CLIQUE AQUI)

Para quem deseja visitar Minas

Origens
Como todas as línguas que, ao se desenvolverem no interior de um continente, perdem as influências da matriz, o português de Minas Gerais se distanciou do "S" alveodental carioca, que foi legado direto de Portugal, das vibrantes e líquidas dos paulistas que, foram legadas da Itália, e do "cantado" baiano, legado de inúmeros dialetos africanos. Resultou daí que, uma vez distante de tais influxos colonialistas, o mineiro inventou um jeito próprio de falar. O mesmo fenômeno pode ser percebido na língua Inglesa na Inglaterra, onde nas terras centrais das Midlands, alguém mais desavisado ao ouvir o Inglês de York Sure pensara ter chegado em algum país da Europa Central. O mesmo acontece com os mineiros: engolem letras, com preguiça de dizer o resto, possuem inflexões assustadoras e gírias absolutamente locais, mas a frase ganha em economia e sonoridade, e, claro, incompreensibilidade.
O Mineirês é facilmente reconhecivel por quem fala português (muito embora não entenda o que está sendo dito), e só sabe falar mineirês quem é mineiro.
Uma interjeição foi legada da Inglaterra quando do governo de Pedro II, no expansionismo ferroviário brasileiro: com a Inglaterra sempre presente na implantação dos trens em Minas Gerais, o interrogativo "Why?" passou a ser falado como "Uai!" no mesmo sentido de "por que?", mas como interjeição. Se você reparar bem ao ouvir mineirês autêntico, poderá substituir os uai por interjeições de "por que?". Outro legado anglosaxão foi a própria palavra "train" que passou a figurar como "trem", uma idéia de qualquer amontoado de coisas (trem de pouso, trem de ferro, trem de doido).
As regras do uso da preguiça para cortar as palavras se assemelha a regra inglesa no interior da ilha: por exemplo, a frase inglesa "Do not forget to put on your flat cap", típica de York Sure, é normalmente falada com o som de "du no fogoh tu pa ton io fla ca", tal como as reduções do mineirês, o que deixa desesperados aqueles que achavam que sabiam falar inglês só torcendo a língua como os americanos. Esquisitamente, a mesma frase em ingles é falada em Minas Gerais com sotaque de Brighton, a terra da Rainha, na versão "Do Not forget to put on THY flat cap". Isso é principalmente devido as inúmeras escolinhas caras de inglês para menininhas e menininhos metidinhos que acham que sabem inglês até cairem na real.

TREINCOMPRICADU SÔ! CREINDOSPADI NUNINTENDI NADA!NADA MEMO!!! (mineirinho após ler o texto acima)

Estrutura falatorial/linguística - o diminutismo do mineirês

Os mineiros sempre foram conhecidos por seus hábitos sovinas austeros, ou seja, todo mineiro gosta de economizar em tudo que pode, principalmente nas conversas. Isso gerou o hábito milenar de cortar as sílabas das palavras para economizar saliva e tempo de pronúncia. Afinal para quê ficar falando uma palavra enorme, se é suficiente falar algumas sílabas principais?
Além da regra da preguiça fonética (o ato de cortar palavras), e com exceção do vocabulário elementar da língua (que será visto logo abaixo), o mineirês costuma se caracterizar pelo largo uso da regra do diminutismo, também chamada de diminutização prosal. O uso do dialeto é mais forte na região de Belorizonte e vai perdendo suas influências conforme cê vai deslocando.
De acordo com tal regra, toda palavra que admitir seu uso no diminutivo será usada no diminutivo, sem exceções.

Texto original publicado no
BLOG DO ANTONIO ALMEIDA.

COMENTÁRIOS DO BLOG:

Exageros à parte, algumas dessas expressões ainda são usadas também na nossa região que fica distante da zona Central do Estado. No entanto, isso perde espaço à cada dia que passa com a migração para as zonas urbanas. E, principalmente na região do Circuito das Águas onde a influencia de turistas, principalmente do Rio de Janeiro e depois S.Paulo, tem provocado há muito tempo a alteração do sotaque e a adição de novas palavras e expressões, inclusive as piores.
Entendeu tio? (Tem coisa mais chata que isso?...)