segunda-feira, 26 de março de 2007

Primeira Furiosa

Esta oi a primeira "furiosa"(assim é que era apelidada a Banda de Música da cidade), cujos músicos nem temos os nomes. Mas, com certeza, algum deles pode ter tido alguma ligação de parentesco com muitos dos atuais cambuquirenses. Analisando a foto, descobrimos que ela bem aparelhada e com muitos músicos, mostrando a dinâmica vida que nossa cidade tinha na primeira década do Século XX.

terça-feira, 6 de março de 2007

CAMBUQUIRA PERDEU MUITAS CHANCES...POR QUE? Dê a sua opinião no espaço reservado para COMENTÁRIOS abaixo.

Com a faca e o queijo, os administradores da época da ditadura não souberam, ou não conseguiram, aproveitar o que o governo militar fazia para se assegurar no poder.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

Cambuquira, sem palavras.

Clique na foto para aumentar. A velocidade de abertura depende do seu PC e da sua conexão.






UNIÃO CÍVICA E CULTURAL DA MOCIDADE CAMBUQUIRENSE

No dia 30 de maio de 1956 nascia à idéia de se construir um colégio no município de Cambuquira.

Aos 30 de maio de 1956, realizou-se no Salão Paroquial, gentilmente cedido pelo Reverendíssimo Pároco da cidade, o Padre José Inácio de Melo, a primeira reunião da entidade intitulada de UNIÃO CÍVICA E CULTURAL DA MOCIDADE CAMBUQUIRENSE.
Estavam presentes no evento as seguintes pessoas:
Antônio Dias da Silva, conhecido como “Capitão”, idealizador do projeto e presidente do grupo que se formava; Antônio V. da Rocha, Antônio Lucas Filho, Avilbar Almeida, Fábio Borges, Fernando Marques Manes, Fernando Barberini, Hélio Lemes Costa, Ladislau Pereira, José Teixeira, José Pedro Costa (Butina), Norival Lucas, Semeão Batista e João Silva Filho, além da presença do então prefeito da época, André Bacha.
Este foi o ponto inicial para a criação do hoje Colégio Estadual Clóvis Salgado. Pois, até então, quem quisesse fazer o curso ginasial e o colegial da época teriam que procurar outras cidades, como a cidade vizinha de Campanha, o que era impossível para os jovens de famílias mais humildes.
O projeto debatido visava à criação dessa escola na área da Chácara das Rosas que fora cedida pelo Estado ao município.
Como passo inicial, depois de inquirido pelos participantes, o Prefeito André Bacha adiantou que já havia requerido ao Tenente Hely, veterinário do Estado, que desocupasse a área para que se iniciasse a implantação naquele lugar da escola almejada.
Foram discutidos alguns temas inerentes ao projeto, tais como a contratação de professores, o pedido de auxilio à Esa de Três Corações para o corpo docente e a chance de que o governo estadual ajudasse nessa empreitada.
Sob a liderança de capitão, a comunidade tentava com esse projeto dotar a cidade de uma unidade educacional que facilitasse a formação dos jovens cambuquirenses. Inclusive, era a idéia do grupo que se instalasse na cidade o ensino técnico, o que aconteceu bem mais tarde, por muito pouco tempo, com a instalação de Curso Técnico de Contabilidade.
A idéia foi lançada. Como tudo nessa cidade acontece devagar, muitos desses idealistas nem esperaram a implantação. A entidade ficou esquecida e só se sabe que existiu graças ao cuidado de Conceição Dias, irmã de Capitão que guardou os documentos e livro de atas como prova para posteridade.
O próprio líder, “Capitão”, pouco tempo depois se mudara para São Paulo, onde foi trabalhar. E, sem nunca esquecer da sua terra querida, ele faleceu poucos anos depois sem ver o progresso que todos ainda almejamos para sua Cambuquira.
Para nós, os membros da geração que se beneficiou desse sonho realizado, cabem o nosso o agradecimento e a homenagem, mesmo que póstumas.
Parabéns! Pena que muitos já se foram.
Cambuquira precisa de gente como vocês!...

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

MOSTRA DE PINTURA DA ASSOCIAÇÃO DOS ARTISTAS PLÁSTICOS DE CAMBUQUIRA


MOSTRA DA ASSOCIAÇÃO DOS ARTISTAS PLÁSTICOS DE CAMBUQUIRA
Logo na entrada nos deparamos com o “Rosto da Primavera”, obra de Elizabeth da Silva Lemes do Prado que faz a abertura da mostra realizada no salão nobre do antigo Hotel Globo, hoje Paço Municipal.
Percorrendo o labirinto de quadros e mais quadros de autodidatas da cidade viajamos pelo mundo da pintura em todos os seus estilos.
Ali, estava estampado o talento da comunidade que brilha nas reproduções de William Gorgulho, nas paisagens de Betinha retratando a “Estrada do Chororó”e "A ponte do Juca", entre os “Lírios e Abóboras” de Dione Tavares, “La belle Femme” de Jackson Magalhães, na perfeição da “Onça e o Andaluz Branco” de Martha Salles e nas “Frutas” do artista nato Anderson Oliveira, além da “Natureza” em alto relevo de Zinha e as “Tulipas” de Marly e outros tantos mais.
A descoberta desse dom na comunidade começou com a formação de um grupo na casa do gaúcho João Couto, através de aulas ministradas por sua esposa. Até então muitas pessoas nem sabiam que tinham esse dom artístico escondido lá no fundo de cada um.
A semente germinou e virou uma grande árvore que cresce, apesar das dificuldades a cada dia que passa. Com o sucesso de cada mostra novas sementes são lançadas na cidade.
As obras desses cidadãos já ornamentam inúmeros lares de turistas que visitaram Cambuquira e levaram nas suas bagagens um pouco do talento e da história de nosso povo.
Parabéns!

Parabéns!...

MOSTRA DE ARTESANATO DE CAMBUQUIRA NO CARNAVAL

Sob o comando de Madalena Silva realizou-se durante o carnaval no Paço Municipal (Hotel Globo) mais uma mostra de artesanato onde os artesões da cidade puderam expor e vender os seus produtos. A exposição tinha como base a tapeçaria, tricô, crochê, fibras naturais entre outros materiais nas obras de cidadãos simples da comunidade.
Encantados com a qualidade dos produtos, um grupo de turistas vindos da França, encomendou um tapete de fibras no formato da “Bandeira Nacional Brasileira” para que seja exposta numa loja naquele país. Rosa Gil, uma das artesãs prometeu confeccionar a encomenda e enviar via correios onde sutilmente poderá ter uma referência à nossa cidade.

Ao lado, os tapetes de Madalena Silva, que já trabalha com vários tipos desse produto, dão boas vindas aos visitantes e à comunidade que prestigiou o evento.
Essas bonequinhas fazem sucesso em qualquer lugar. Representa a ingenuidade da infância perdida no tempo mas que vale a pena relembrar. Este é um dos trabalhos que mais muito sucesso em todas as gerações.
Exemplares dessas almofadas de muito bom gosto já ornamentam vários lares pelo Brasil e representam bem a cultura do nosso povo através das mãos hábeis dos artesões cambuquirenses.

Estes são os panos de pratos onde pintura e contornos representam os trabalhos de pessoas simples da comunidade, na sua maioria autodidata, ou que receberam os conhecimentos dessa tradição mineira dos seus avós, ou de pessoas mais velhas da comunidade, e agora repassam para nova geração que também participa da mostra.
O que era uma opção para ocupar o tempo ocioso virou fonte de rendas para muitas famílias pelo Brasil. Em Cambuquira não é diferente, tornando-a referência regional.
Quem não viu perdeu. E, quem foi lá pode conhecer a força da comunidade que quando quer é capaz de criar alternativas mesmo sem muito apoio do poder público.

Por se falar em poder público, o Sebrae tem sido aliado do grupo atual orientando a produção e a realização de eventos. Por outro lado, a Legislação Estadual que trata do comércio de mercadorias dá um tratamento especial a esses produtos, premiando com a isenção de impostos desde 1975 com a edição de lei básica ainda em vigor.


A administração municipal atual criticada pela morosidade em alguns setores primordiais, pelo menos por esse lado mereceu nota dez. Esperamos que esse seja o espírito predominante também em outras áreas, pois a cidade merece um tratamento melhor e capaz de recuperar parte do era há bem pouco tempo.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

COPASA E ÁGUA MINERAL DE CAMBUQUIRA


Parece que até a presente data nada se resolveu com relação à empresa estatal COPASA e a exploração das águas minerais do Estado de Minas Gerais. Pelo menos em Cambuquira, ninguém sabe o que vai acontecer. Enquanto isso, o município perde receita, empregos e renda. Para se ter uma idéia da importância do comércio das águas minerais para o município, a SUPERÁGUAS, enquanto explorava o negócio era a principal arrecadadora de ICMS por substituição tributária dessa cidade mineira. A sua participação representava, estimadamente, quase 80%, se não for mais, da arrecadação total mensal.
Isso pode significar um grão de areia no montante estadual de tributos. Mas, é essencial para uma cidade que não dispõe de indústrias e tem o comércio prejudicado pela proximidade com Três Corações que hoje é um pólo regional.

Aliás, falando disso, os pequenos municípios deveriam pedir uma mudança na Lei que regulamenta o VAF (Valor Adicionado Fiscal) para incluir no montante gerador de débitos de um município para outro, parte do valor arredado nas vendas efetuadas em seu comércio para outras cidades. Assim, Cambuquira, São Bento, São Tomé, Carmo da Cachoeira teriam compensações no citado processo de repartição da receita com débitos de Três Corações que se beneficia dos consumidores dessas cidades
.

Mas, voltando ao caso das águas minerais, defendo que o município, ou até mesmo a comunidade tome medidas mais drásticas, inclusive apelando à tutela da Justiça para que se resolva essa "lengalenga" do governo estadual com relação esse bem público.
Como base, poder-se-ia usar a própria natureza da "mina de água" que é um bem de subsolo e que pela sua natureza pertence à União. Se o Estado não usufrui da posse que tem, que o detentor do domínio intervenha e requeira para si esse papel. Só assim, quem sabe os governantes tomam alguma providência.

Você já ouviu falar em D.Quixote e os moinhos de vento? Pois é!...
O povo grita como Quixote e seu companheiro Sancho Pança. Mas, os governantes, mais preocupados com outras coisa, nem dão importância. E, ainda os chamam de loucos!...

domingo, 11 de fevereiro de 2007

100 + COMENTÁRIOS!...

"É possível enganar parte do povo, todo tempo; é possível enganar parte do tempo, todo povo; jamais se enganará todo povo, todo tempo."

Abrahão Lincoln

"Quando, numa terra de miséria, a misericórdia já é algo herdado, porque as pessoas que ali vivem hoje tinham pais e avós que já viviam na miséria, então a tendência dessas pessoas é criar no fatalismo. Nessa altura, o povo perde o sentido da independência, consideram-se a si próprios como objeto da assistência e paternalismo sem quaisquer direitos a liberdade ou justiça. É uma existência subumana. É a mentalidade escravo."

Dom Helder Câmara

De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.
(Senado Federal, RJ. Obras Completas, Rui Barbosa. v. 41, t. 3, 1914, p. 86)

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007


A foto é da portaria antiga do parque das águas e da fonte gasosa antes da reforma efetuado lá pelos anos 50.
Pelas vestes dos veranistas pode-se notar que a clientela era formada das altas classes dos grandes centros, Rio principalmente. E, a cena pode ser do começo do Século XX, por volta de 1920, por aí.

A casa de Berthaud


Da casa de Charles Berthaud só restou uma foto maltratada na parede de uma da muitas salas da atual sede da Prefeitura de Cambuquira.
Deixaram derrubar a velha casa que por muito tempo, injustamente, foi conhecida por Casa Mal-assombrada do Bairro Carioca.
Turistas eram levados até aquele local para conhecer o que muitos da comunidade tinham como uma habitação de espíritos perdidos que assombravam qualquer um que se atrevesse ali pernoitar.
Os mal informados não sabiam que nessa casa morou um dos homens que mais amou nossa cidade, abdicando a sua cidadania francesa para terminar os seus dias na terra que ele adotou como sua com todo amor. Foi o doador da área para o cemitério novo, e foi ali o primeiro sepultado depois de muitos anos de dedicação às águas e o tratamento medicinal com essa dádiva de Deus. Foi, em grande parte pelo seu trabalho, que a cidade ficou conhecida por suas águas incomuns.
Por aquela comunidade inculta, desculpe-nos Charles!...

Cambuquira pelas mãos de quem?

Essa pintura é uma obra de uma grande artista.

É isso mesmo, alguem fugindo um pouco da Paulicéia Desvairada do seu tempo, procurou a nossa Estância para se livrar do stress. Não agüentou ficar só descansando. Pegou o pincel e provavelmente do alto da Matriz pinto a paisagem que via a leste, o Morro da Lavra com a sua Igrejinha do Rosário, o fundo com o barração onde se engarrafavam as águas minerais famosas e o hospital antigo na Colina dos 3 Cavalinhos (hoje, Figueira).
Como todas as suas obras, essa também deve valer muitos reais, e nós cambuquirenses nem sabemos onde ela está.
Isso foi o que me informaram. Quem entende de sua obra poderá confirmar a autenticidade dessa bela obra. Quem seria a autora do quadro? Tarcila? Anita? Ou, outro gênio da pintura?

BLOG SILVA LEMES - Pesquisa da família quase completa.

O Administrador deste blog está efetuando uma pesquisa usando como base a obra "As Três Ilhoas" do também cambuquirense Dr. José Guimarães, descendente de Antônio Joaquim da Silva Lemes, um dos mais importantes vultos de nossa história, sobre a Família Silva Lemes.
Se você é descendente, visite o blog e faça uma viagem no tempo.
Se tiver comentários, correções, ou quiser contribuir, faça-o usando o espaço abaixo de cada texto intitulado "Comentários".
Grande parte da população de nossa cidade tem na sua genética um pouco do sangue dessa família.
No Blog demonstramos o que já temos pesquisado sobre os diversos troncos, que foram divididos por "apelidos" tais como os Germanos, Lifonso, Reis, etc. Tem foto de hoje, mas principalmente do passado.
Faça uma visitinha para conferir!