Recebi um e-mail de amigos em Cambuquira dando a notícia de que o povo da cidade estava revoltado com o último ato do executivo que hoje, dia 31/12/2008, encerra o seu período administrativo. Na mensagem diziam que se planejava uma manifestação popular contra esse derradeiro ato do "até então prefeito" que devolve ao Estado de Minas Gerais, representada pela CODEMIG, estatal responsável pelos parques das Estâncias de Cambuquira, Lambari e Caxambu na nossa região, a administração e exploração do Parque das Águas.
A preocupação maior é que com essa devolução o Governo de Minas transfira à COPASA, além do engarrafamento que já é dela, também a administração do Parque das Águas e com isso o povo venha a ser coibido de apanhar a água mineral gratuitamente como é feito há muito anos e tenha que pagar pela água mineral.
Considerando que nos tempos da HIDROMINAS, empresa anterior a CODEMIG/COMIG, o povo sempre teve acesso às fontes sem nenhum custo em horários pré-determinados, a empresa que ficar com a administração daquele ponto turístico deverá seguir essa tradição. Mesmo porque se a cidade não tem água tratada, o uso da água mineral no dia-a-dia é indispensável para se que se preserve a saúde do povo.
Por outro lado, se houve a intenção de minar de certa forma a futura administração municipal com essa aparente puxada de tapete, na minha opinião, os administradores envolvidos (Estado e Município) fizeram um grande favor ao novo prefeito que toma posse amanhã: tiraram um grande elefante branco das costas de "Kaka".
Por que elefante branco? Aquilo, na situação em que está, onde até as flores sumiram, iria exigir dos cofres municipais muito dinheiro para ser recuperado. A receita apurada com a venda de ingressos ou de garrafões avulsos aos visitantes e turistas, com certeza, não dá para cobrir as despesas de manutenção. Pois, a fonte maior de recursos, o balneário está desativado há muitos anos e não tem condições de entrar em operação sem as reformas necessárias, há muito esperadas pela população e turistas.
CONFIRMADO!
Recebi a confirmação que um grupo de pessoas da comunidade fizeram parte de uma manifestação, mesmo com chuva, contra a uma possível transferência do Parque das Águas para COPASA, a exemplo do que já aconteceu com o "engarrafamento das águas minerais" de Caxambu, Lambari e Cambuquira ( essas duas últimas cidades ainda sem produção).
Observação:
Evander Xavier, o futuro prefeito eleito, não deveria se preocupar esse último ato de 2008.
O novo chefe do executivo deveria agradecer e se preparar para exigir do Governador, o cumprimento dos deveres a ele atribuídos entre os quais o de zelar pela coisa pública, fato esse que nem é preciso a iniciativa judicial. Pois, uma representação ao Ministério Público, com base no artigo 261 da Constituição do Estado de Minas Gerais, é o caminho legal mais adequado de ser seguido.
O que a nova administração deve fazer é trabalhar para que a produção e venda das águas entre em operação o mais breve possível. Pois, a demora da efetivação de sua atividade prejudica a cidade com a queda da arrecadação de ICMS, imposto estadual que tem 25%devolvido ao município através do VAF - Valor Adicionado Fiscal.
Para se ter uma idéia do prejuózo dessa inatividade, o ICMS efetivamente recolhido pela SUPERÁGUAS, quando estava em atividade, representava mais ou menos 80% do total arrecadado pela Secretaria de Estado da Fazenda em nossa cidade, cabendo o 20% restantes ao comércio e as pequenas indústrias de latícinios, doces e abatedouro de frangos.
Como sugestão, a comunidade deveria se manifestar junto aos Governos do Estado e da União (essa última responsável pela liberação da outorga de exploração) para que não prejudiquem mais a cidade com a morosidade na implantação dessa nova unidade a ser explorada pela
COPASA.
Em Caxambu o engarrafamento já funciona a pleno vapor, recuperando receita e empregos perdidos com o fechamento da Superágua naquele município.
Quanto a preocupação do povo, talvez motivado por alguns boatos que apontavam para o fim da água de graça, tenho a dizer que isso provavelmente não vai acontecer, ainda mais num ano que antecede as eleições para Presidente e Governador! Preciso dizer mais alguma coisa?
NOTA:
A MGS empresa que presta serviços para o Estado de Minas Gerais já havia publicado edital de concurso público com vagas em Cambuquira. Entre essas vagas existia: serventes, jardineiros e outros profissionais. Essa empresa já prestou serviços no parque na época da CODEMIG, sucessora da GAVA. Por outro lado, a própria COPASA também publicou edital de concurso para nossa cidade com vários cargos para supostamente trabalhar no engarrafamento.
Guerra de informações: - Postado em 01/01/2009
Também conforme, e-mails, no dia 31 houve um bombardeio de informações na cidade. Primeiramente, os boatos que corriam pela cidade culpavam o novo prefeito de ter devolvido o parque ao Estado, que fora desmentido pelo mesmo através de divulgação sonora na cidade. Depois, foi Marcos Vinícius que também se justificou alegando que essa devolução fora feita sem a sua culpa, etc., etc. E, por causa desse barulho... Pelo menos, o fato veio provar que o povo aprender sim exercer o seu direito de cidadania. Graças a Deus, a nossa rádio comunitária já recebeu sua outorga e poderá entrar no ar em breve, restabelecendo a sua voz nesse importante canal de comunicação tão necessário em qualquer comunidade desse país.












