quarta-feira, 29 de abril de 2009

Szabó, um dos personagens dos 100 anos de Cambuquira.

O personagem de hoje, apesar da idade avançada, ousou sonhar algo maior para uma cidade que ainda não soube dar o devido valor na sua obra, o Observatório Centauro.

Apaixonado pelas estrelas, como uma herança genética das raízes mais profundas do seu povo, Sigmund Szabó não conseguiu ver a sua obra finalizada, apesar de todo esforço possível e a ajuda de algumas pessoas da comunidade.

Políticos e administradores da coisa pública,parece que nunca reconheceram o real valor desse feito para uma cidade que, aparentemente, sempre cultivou o ideal turístico, como uma alternativa de receita e rendas, além do lado cultural que o projeto sempre representou.

Conheça mais esse personagem que, sem sombra de dúvidas, merece um lugar na história como um dos homens que fizeram os 100 anos de Cambuquira. (clique no destaque!)

terça-feira, 28 de abril de 2009

PROJETO PIERROTTI


O desenho acima é a representação de um sonho que Reginaldo Pierrotti, um dos sócios do Supermercado Pierrotti, tem para a cidade de Cambuquira.

Quando vieram para nossa cidade, isso há mais de 30 anos, nem imaginavam o quanto a vida reservava para os três irmãos Reginaldo, Márcio e Milton e,que se tornariam verdadeiramente cambuquirenses.
Por aqui há um ditado, que aliás não é uma exclusividade desta pequena cidade, que diz:
"__essa cidade é uma boa madrasta!"
Por que? Porque nela os não nativos fazem sucesso e sobem na escala econômica e social? Alguns até citam esse "slogan" com certa inveja oculta. Não consideram que o que conseguiram veio com muito suor e dedicação. Pois, nada cai do céu como um " manah bíblico".
A história desses Pierrotti começou em Cambuquira com uma pequena porta onde hoje se encontra uma farmácia na mesma rua Júlio Calil. Aquilo era um misto de mercearia e leiteria, coisa que não provocava medo nos demais comerciantes.
Reginaldo, que trabalhava em S.Paulo, carregava o seu gol-1000 a ar com mercadorias compradas num atacadista chamado "Benjamim" e lá vinha quase parando pela Fernão Dias até Cambuquira para reabastecer a vendinha que na época era comandada por Regina, a irmã mais velha.
Passou algum tempo e aí surgiu a chance de se adquirir uma velha casa conhecida na cidade como "Pensão da Odila" e eles entraram nessa empreitada. No lugar daquela velha pensão construíram um local maior já preparado para posterior expansão.
Logo depois, Reginaldo deixou aquela vida louca da capital paulista e resolveu com os irmãos investir mais no negócio. E, aquela leiteria ou vendinha virou uma loja maior conhecida popularmente como "Mercadinho dos Pierrotti".
Enquanto outros nem abriam no domingo e feriados e até fechavam mais cedo, lá estavam os irmãos a trabalhar, criar e diversificar as ofertas até chegar no padrão de hoje nada a perder para nenhuma grande rede existente na região.
Com a melhora dos negócios, o comércio crescendo, a firma começou a incomodar muita gente. E, talvez isso tenha até contribuído para mudar a postura de alguns comerciantes locais que teimavam em não se modernizar. A não ser o Supermercado Serve Bem (Torino) que já desistia, os outros, apesar do tempo, eram as mesmas vendinhas de antigamente.
Para justificar o progresso de pessoas que vem de fora, vi escrito em algum lugar, algo corrente nas bocas de algumas pessoas, que aliás não é "privilégio" deste lugar. O ditado diz que "a cidade é uma boa madrasta" . Os adeptos dessa pseudo máxima a usam-na como justificativa dos seus próprios fracassos, frutos talvez de suas falhas, em vez de se mirarem nos bons exemplos trazidos de longe.
Num desses textos publicados, li que com a mentalidade tacanha, alguns procuram por todos os meios afastar aqueles que possam incomodar os seus negócios com medo da concorrência.
Mas, no caso dos três irmãos, não teve jeito. Eles vieram para ficar e isso foi muito bom para cidade.
Com a cara e a coragem, sem medo de reinvestir, o negócio foi crescendo como um bolo onde se coloca fermento, até que a empresa resolveu a criar uma filial na cidade natal, Campanha e logo depois mais outra na mesma cidade.
Com essa nova empreitada, o trabalho ficou ainda mais duro. E, poucas pessoas tem a vontade e a coragem de entrar numa empreitada dessas. Tinham que se levantar mais cedo, carregar mercadorias da matriz e pegar a estrada com alguns funcionários rumo às novas lojas campanhenses.
Com a criação da terceira loja aconteceu a divisão da empresa em três unidades distintas administradas por cada um dos sócios daquela pequena casa de comércio dos anos 70. Márcio ficou com a unidade de Cambuquira, Milton ficou com o mercadinho da área central de Campanha e Reginaldo com a outra unidade nem tanto assim longe do centro. Essa foi a história de uma "estrela que nasceu para servir" como eles mesmos apelidaram o empreendimento.
Apesar dessa subdivisão da empresa, Reginaldo continua residindo em Cambuquira onde ele sonha montar um Spa na antiga e histórica Fazenda do Retiro, com escola, tratamento fisioterápico, piscina, heliporto, pousadas, algo que a região ainda não tem.
Márcio, casado com a cambuquirense Valéria, ficou com a gerência dos negócios em Cambuquira que além do Supermercado ainda engloba uma loja hoje alugada a uma rede de lojas de móveis e eletrodomésticos, que melhora o comércio local com mais uma opção antes não existente, além de criar empregos numa cidade sofrida com a escassez de ofertas de trabalho e rendas. Completando os negócios da filial da cidade, Márcio adquiriu recentemente um cômodo comercial de um mercadinho menor que encerrou as atividades. E, quando já havia fechado uma locação para uma firma que criaria vagas de trabalho numa pequena indústria a ser instalada no local, veio a crise mundial que paralisou a iniciativa.Também pertence a um dos Pierrotti o prédio onde hoje funciona a fábrica de Biscoitos Marina que dá empregos numa cidade carente de vagas de traabalho depois da queda do turismo nas Estâncias.
Este é um pequeno resumo de uma história escrita por três jovens campanhenses que como os pioneiros dessa cidade, largaram a terra natal para plantar aqui uma semente que deu certo. A dedicação destes rapazes, sua vontade e coragem para trabalhar, de certa forma deve ter influenciado um pouco a cidade. Aqueles que ainda não conheciam essa história e que passam a conhecer agora, com certeza, vão olhar para eles com outros olhos. Pois, como grande parte dos nativos, mesmo antes de olhar os lucros eles também olham para o progresso da cidade e aplicam a lógica esquecida por alguns políticos que deveriam ver que "quando a cidade ganha todos ganhamos" ou "se a cidade progride, todos progredimos". Isso deveria ser a lógica mais corrente na cidade que infelizmente alguns ainda não entendem, o que esses três jovens aventureiros acreditaram e entenderam.

Cidade da Campanha realiza 9ª Feira do Livro.

A 9ª Feira do Livro, será dedicada ao historiador Thomaz de Aquino Araújo e Ano Nacional Euclides da Cunha Agendada para o período de 4 a 7 de junho, a 9ª Feira do Livro, será dedicada ao historiador, desenhista, escritor e jornalista Thomaz de Aquino Araújo e Ano Nacional Euclides da Cunha.
Serviço:
A 9ª Feira do Livro acontecerá no Ginásio Pronoama, Campanha/MG, de 14 às 22
horas, com entrada franca, nos dias 4 a 7 de junho de 2009.

Mais informações; (35) 9907-9457 (José Reinaldo)

Mais informações: Sebo Cultural (clique!)

NOTA:
Tomaz de Aquino Araújo - Historiador, desenhista, escritor e jornalista

Thomaz de Aquino Araújo nasceu em Campanha, aos 10 de julho de 1899. Era
filho de Francisco Raphael de Araújo e Olympia Cândida da Fonseca. Casou-se
com Ana Lemes* de Araújo, filha de Jeremias da Silva Lemes e Maria Gabriela

das Dores Lemes, antigos fazendeiros no Palmital no município de Cambuquira – MG.

* Na obra de José (da Silva Lemes) Guimarães, a esposa de Thomaz aparece com o nome de  Maria Izabel da Silva Lemes. - Sendo seu pai Jeremias, filho de  Tomé da Silva Lemes e Cândida Maria de Jesus ( Família Borges da Costa).

Mais dados no blog:

http://silvalemes.blogspot.com

sábado, 25 de abril de 2009

Um poeta dos 100 anos de Cambuquira.

Este é Argemiro Martins Correa, o eterno poeta cambuquirense.
Nascido em Caxambu em 1918, veio para Cambuquira onde trabalhou em vários setores da vida na cidade. Foi garcom, alfaiate, servidor público municipal, coletor estadual, provedor do hospital, fundador e administrador de jornal, presidente de sindicato entre outras atribuições. Mas, a atividade que o marcou na história desta cidade foi mesmo a de poeta apaixonado pela terra que adotou. Seu amor está evidente nas trovas, nas prosas e na poesia em geral quase sempre Cambuquira.
Por isso e mais outras tantas virtudes, o consideramos como um dos principais personagens que fizeram os 100 anos dessa cidade. Que o seu exemplo seja imitado pelos mais jovens!
Visite a página especial dos 100 personagens desses 100 anos e conheça mais sobre mais esse grande homem! (clique!)

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Empresas de Cambuquira apoiam "Mosca"

Conscientes que o poder público não pode andar sozinho quando se quer uma comunidade culturalmente melhor, efetivando a responsabilidade social de cada um, algumas empresas da cidade resolveram apoiar a bela iniciativa do Espaço Sinhá Prado que já virou tradição.
Assim, Cambuquira ganha mais uma vez o evento "Mosca"- Mostra Audiovisual de Cambuquira . de 15 a 19 de Julho de 2009.
Parabéns aos parceiros do Mosca!...

Que esse fato se transforme em exemplo para os outros. E, quem sabe assim, a cidade possa recuperar um pouco do brilho que teve no passado.

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Veja histórico no site da Mostra Audiovisual de Cambuquira (clique!)


Exposição de fotos de Becherini em SP mostra "Cambuquira".

O cambuquirenses ou amigos que moram em S.Paulo poderão ver uma exposição de fotos da Coleção de Flávio Prado, adquirida pela Prefeitura paulista na década de 1930. São mais de 350 fotografias do período que vai de 1900 a 1930.
Até aí o que a exposição tem com Cambuquira?
Quem for lá verá uma foto da Rua XV de Novembro onde figuram letreiros de propagandas de produtos da época. Destacada em grandes letras lá está "Cambuquira - água mineral com gaz natural" - "com gás"como se escrevia na época.

Quem quiser ver uma amostra vá ao link abaixo e acesse a página de "O Globo" sobre o tema:
Veja algumas fotos no link abaixo:

Exposição de fotos do italiano Aurélio Becherini mostra transição de SP no início do século XX
Ao abrir a página clique na linha "Veja as fotos de Aurélio Becherini".

Local da exposição:
Exposição Aurélio Becherini - São Paulo em Transição
Centro Cultural São Paulo
Rua Vergueiro, 1000, Paraíso, 3397-4000.
Metrô Paraíso
Terça a sexta, 10h às 20h; sábado, domingo e feriado, 10h às 18h.
Grátis
Até 10 de maio

Agostinho Franco, um dos 100 anos de Cambuquira.

Este é Agostinho Franco, um daqueles personagens que fizeram os 100 anos de nossa cidade.
Mestre da construção no sentido nato da palavra, pai amoroso e enérgico, exemplo de dedicação e esmero em tudo que fazia, ele foi, sem sombra de dúvidas, um desses quase anônimos que dedicaram a vida para que nossa cidade se firmasse como um dos lugares mais belos da região.
As suas obras estão aí firmes e imponentes como prova desses seus predicados.

Vá à página especial dos 100 anos e conheça mais sobre esse nobre cambuquirense" (clique no destaque)
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quarta-feira, 22 de abril de 2009

Vai-se mais um ilustre cambuquirense!.

Cambuquira vai passar o dia do seu aniversário com mais um vazio. Faleceu, nesta terça-feira, Cícero Acayaba, poeta, escritor e vai compor o grupo de outros poetas da terra ou que na cidade residiram como Argemiro Correia, Martha Antiério, Mário Azevedo, Thomé Brandão, Manoel Brandão, José Vieira Brandão.....


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Veja abaixo a nota postada no Blog do Madeira (Varginha-mg)
Morre "O eterno poeta"
Morreu, nesta terça-feira 21 de abril, Cícero Acayaba, um dos mais importantes escritores brasileiros. Nascido em Cambuquira, Cidadão Varginhense Honorário, Presidente de Honra Vitalício da Academia Varginhense de Letras, Artes e Ciências. Nosso Poeta Maior, nacionalmente conhecido desde os tempos de novelista da Rádio Nacional, considerado como melhor sonetista do Brasil por vários críticos literários. “O eterno poeta”, como gostava de ser chamado, escreveu 130 radionovelas e 34 livros, sendo que 14 foram publicados. Durante vários anos, publicou seus textos no Jornal Sul de Minas. Uma de suas maiores obras é o “Diário Lírico”, de poesias. Escreveu livros de ficção, poesias, memórias e prosa. Além de escritor, foi radialista, novelista e advogado. Formou-se no Rio de Janeiro. Cícero trabalhou na Rádio Nacional do Rio de Janeiro por mais de vinte anos, durante os anos de ouro do rádio. Escreveu inúmeros livros. Entre eles sua biografia, “Meu pé Direito”.
Cícero Acayaba era filho do farmacêutico Benevenuto Braz Vieira, natural de Cambuquira, um dos primeiros vereadores da vizinha cidade. Se estabeleceu em Varginha na rua Presidente Antonio Carlos, 346 onde foi dono da Farmácia Braz (hoje Farmacia Emílio) ao lado da prefeitura. Benevenuto teve três filhos: Maria do Rosário Acayaba Vieira (Mariazinha), Fabiano e Cícero, nascido em 09/02/1925 em Cambuquira, mudou-se para Varginha em 1936.

Fonte: Blog do Madeira

terça-feira, 21 de abril de 2009

TIRADENTES.

21 de abril de 1792

Neste quadro, Pedro Américo tentou reproduzir a triste cena de vandalismo dos colonizadores. Mas, com certeza,creio que a realidade tenha sido muito pior. Esse ato era para servir de exemplo para algum outro "herói"( ou "heróis") que se aventurasse sonhar aquela independência.
O Brasil, e principalmente as Minas Gerais, era literalmente o filão de ouro da coroa portuguesa e muitos interesses em jogo.
Hoje não estamos mais subjugados aos colonizadores, mas a mesma ânsia tributarista é a mesma..

Continue lendo (clique!)

domingo, 19 de abril de 2009

FLAGRANTES DA HISTÓRIA

Na foto ao lado,o prefeito Dr. Manoel Brandão, acompanhado de Geraldo Pimenta, seu secretário, e outras pessoas da comunidade, numa evidente admiração, aprecia a força da água mineral da Fonte do Dico, resultado de um trabalho de captação feito na sua administração.
O Infelizmente, o governo do Estado de Minas, detentor dos direitos de exploração das nossas águas, não se interessou pelo negócio.
Recentemente, outra pessoa, Fausto Ribeiro, proprietário rural no município e morador de Varginha, também tentou adquirir os direitos para exploração. Este senhor faleceu e o processo parece estar "emperrado" até hoje em Brasília. Fato lamentável numa cidade que precisa de empregos e rendas.


Leia mais sobre Manoel Brandão acessando o post dedicado a ele na página dos 100 anos e no Arquivo de Notícias onde também há uma nota sobre esse cambuquirense. (clique nos destaques!)
Veja a fonte hoje! (clique!)

Foto enviada por Marília Noronha.

Já tentaram destruir essa paisagem.

O que você acha?
Um grupo de pessoas da cidade já planejou comprar o velho Hotel Elite para demolir essa construção de estilo romano e vender os terrenos. Com isso nossa cidade perderia mais um motivo do seu cartão postal que a faz diferente entre os demais centros urbanos da região.
Espero que nossa comunidade aprenda a dar valor naquilo que vem no dia-a-dia e que às vezes nem nota que é bonito. Descobrem isso quando vão embora e quando conhecem outros lugares.
O cartão postal que é, mesmo sem o progresso desejado, vítima dos mandos e desmandos de alguns, ainda continua merecendo o apelido dado por Vicente Urti: "Paraíso"!...
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sábado, 18 de abril de 2009

Um cambuquirense ilustre na música.

José Vieira Brandão, cambuquirense de nascimento, nasceu em 26 de setembro de 1911 e faleceu no Rio de Janeiro em 17 de julho de 2002.
Os cambuquirenses não tiveram o privilégio de assistir ou ouvir nenhuma das suas grandes obras que o fizeram um dos mais famosos pianistas do Brasil.
Vieira Brandão foi responsável em grande parte pela difusão da música erudita e clássica no Brasil. Destacou-se também no exterior com seus arranjos para Villa Lobos, Bach e outros.

Veja mais sobre esse nobre conterrâneo no blog Estância de Cambuquira (Clique!)

VAF-DAMEF 2008/2009

Atenção Prefeituras e contribuintes.

Os senhores prefeitos devem ficar atento a entrega desses documentos obrigatórios por parte dos contribuintes de ICMS, pois é com base nesses arquivos que a Secretaria de Estado da Fazenda calcula o índice de participação do VAF, para repasse de receita para cada cidade de Minas Gerais.
Paralelamente, acontece o levantamento dos dados das operações rurais que na maioria de nossas pequenas cidades representa o maior valor que vai somar e compor a base de cálculo do índice citado acima.
Sendo assim, cuidado e dedicação serão sempre válidos.
Procure a administração fazendária estadual do seu município para ficar por dentro desse processo antes que seja tarde!

Prazos: A Secretaria da Fazenda do Estado de Minas Gerais, através da Instrução Normativa SRE nº 001/2009, definiu que o prazo de entrega das declarações DAMEF e VAF A e a GI/ICMS, para o exercício de 2009, ano base 2008, é até o dia 15 de Maio de 2009.