Fonte: Medindo a Água.
Justiça determina que município implante tratamento de água em Cambuquira.
Prazo é que o serviço esteja pronto até janeiro de 2012
03/02/2011 - 15:07
EPTV
A Justiça determinou que o município de Cambuquira, no Sul de Minas, implante o serviço de tratamento de água na cidade até 2012. O problema da falta de tratamento já se arrasta há seis anos. Na sentença, publicada na semana passada, o juiz da 1ª Vara Cível de Cambuquira, Márcio Benfica, afirma que "a saúde da população está em perigo e os moradores se veem obrigados a consumir uma água de péssima qualidade".
Cambuquira, conhecida internacionalmente por ter uma das melhores águas minerais do mundo, não possui água encanada tratada. O problema começou a ser discutido na Justiça há seis anos, até que o Supremo Tribunal Federal autorizou um contrato com a Copasa para a realização da obra. Mas o serviço não foi colocado em prática. A atual administração alegou que o acordo havia sido firmado na última gestão e por isso não teria mais validade. Em novembro de 2010, uma audiência pública que reuniu representantes da prefeitura, do Ministério Público e da Copasa foi realizada na tentativa de um acordo, mas não houve solução.
Agora, segundo a nova sentença, o serviço deverá estar funcionando até 31 de janeiro de 2012. Caso o prazo não seja cumprido, a multa será de R$ 10 mil por dia. O prazo para a apresentação de um cronograma de obras é de um mês. O prefeito Evanderson Xavier decidiu que o tratamento da água será feito pelo Saae, Serviço Autônomo de Água e Esgotos do município. A autarquia foi criada no ano passado e um projeto de implantação já foi apresentado.
Estação
Segundo a prefeitura, a estação de captação de água será construída em uma área de mil metros quadrados, onde fica um dos seis reservatórios da cidade. O investimento será de R$ 3 milhões. A verba virá da Funasa, a Fundação Nacional de Saúde. Para que o recurso seja liberado, a prefeitura tem que apresentar licenças ambientais, cronogramas e planilhas do custo de construção. Segundo a direção do Saae, os documentos estão em fase final de elaboração. A expectativa é de que as obras comecem em dois meses.
Custo
Segundo a prefeitura, a população vai pagar R$ 1,06 pelo metro cúbico de água. Se o morador consumir 10 metros cúbicos, ou seja, 10 mil litros de água, o preço será de R$ 16.
Veja a reportagem original com vídeo no link abaixo (clique)
http://eptv.globo.com/noticias/NOT,4,221,334207,Justica+determina+que+municipio+implante+tratamento+de+agua.aspx
Fonte: EPTV SUL DE MINAS.
Fonte: EPTV SUL DE MINAS.
Comentários:
1- Segmentos da comunidade acreditam que os recursos programados para essa empreitada deveriam ser maiores para que se realize esse projeto conforme as necessidades do município que necessita, além do tratamento da água, a montagem de uma nova rede urbana de distribuição em substituição à antiga existente na cidade. Espera-se agora que se tenha sucesso neste projeto aprovado que se não der certo poderá ser revisto pelo novo prefeito a ser eleito em 2012.
2- Cambuquira estará preparada para voltar à rota do desenvolvimento com a criação de novos empregos, principalmente com a reativação do turismo, quando essa questão que tem manchado a imagem e o nome da Estância seja solucionado definitivamente.
3- Os defensores do projeto da COPASA acham que essa empresa estatal, que já tem os recursos necessários, executaria a implantação desse tratamento e ainda o tratamento do esgoto que hoje é lançado "in natura" no córrego que sai da área central com a urgência necessária. Acreditam também que a rejeição à empresa do Governo de Minas pode afetar outros investimentos na cidade como a reativação do engarrafamento da água que foi recentemente confirmado pelo atual governador.
Com relação ao engarrafamento, acreditamos que uma coisa não tem ligação com a outra, pois a falta da água mineral Cambuquira no mercado não causa só prejuízos à cidade mas também deixa o Estado de ter uma fonte de recursos diretos vindos da venda da água e da arrecadação de tributos que ela teria. Anastasia, com certeza, não quer perder receitas!... E, nem o prefeito atual.
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