O fundamentalismo do Estado cubano
Cuba só se converteu na tirania que é hoje - caquética, mas de pé - porque soube transformar a militância que a sustenta, dentro e fora da ilha, numa seita religiosa. Há décadas, amaldiçoou o pensamento crítico, baniu toda divergência, fez da imaginação um vício proscrito e, no vazio deixado pelo que havia de inquieto na revolução, instalou o dogma e a obediência cega. Criticar Fidel virou pecado mortal. O silêncio obsequioso diante do sofrimento e da humilhação que ele impôs e impõe ao povo cubano virou sacerdócio. Ser socialista virou sinônimo de crer na infalibilidade do ditador. Foi assim que a ditadura confinou sua gente, com a cumplicidade de muitos que se calaram, por medo de serem vistos como agentes do imperialismo. O imperialismo é a encarnação do demônio. (parte destacada do texto original que se pode ler completo pelo link abaixo)
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