domingo, 18 de março de 2012

Gestão Fiscal Crítica.

Despesas com funcionários públicos elevadas, receita própria reduzida, investimentos escassos ou até inexistentes: essa mistura levou duas em cada três cidades brasileiras (63,5%) a viver situação difícil ou crítica em 2010, segundo o Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF) divulgado oficialmente neste sábado, 17.


 O indicador, criado pela Federação das Indústrias do Rio para medir a qualidade da administração financeira dos municípios brasileiros, aponta que apenas 95 (1,8%) das 5.266 prefeituras pesquisadas ganhou Conceito A - tinham a chamada Gestão de Excelência. O levantamento apontou que nas Regiões Sul e Sudeste ficavam 81 das 100 municipalidades com melhor desempenho nas finanças. Na ponta inversa, as 93 piores administrações municipais estavam no Norte e no Nordeste - em correlação forte, mas não automática, com a renda. 


Só 2% dos municípios no Brasil teve boa administração financeira, aponta Firjan
Indicador que mede a qualidade da administração financeira dos municípios mostra que duas em cada três cidades viveu situação difícil em 2010

 
O IFGF vai de 0 a 1 - quanto maior, melhor a situação financeira da prefeitura - e divide-se em quatro conceitos: A, para quem recebe mais de 0,8 e 1, considerada Gestão de Excelência; B, para mais de 0,6 e 0,8, considerada Boa Gestão; C, para a faixa de mais de 0,4 e 0,6, a Gestão em Dificuldade; e D, para a faixa de zero a 0,4, Gestão Crítica.

Cambuquira, conforme demonstra o mapa ficou com 0,3982 (dentro da faixa D para Gestão Crítica que vai de 0(zero) a 0,4 (zero,vírgula quatro)


Os técnicos da Firjan atribuíram nota máxima para as cidades que conseguem obter pelo menos 50% de receita própria, mas 83% não consegue gerar nem 20% do que precisam para manter funcionários e serviços. São 4,3 mil prefeituras que dependem excessivamente dos repasses de estados e municípios.

No trabalho a Federação dá alguns conselhos aos administradores:

"O tamanho não é um impedimento para que cidades pequenas busquem maior grau de autossustentabilidade. Elas podem atrair empresas e aperfeiçoar a arrecadação", diz Guilherme Mercês, da Firjan, citando que, entre as 331 cidades com que tiveram avaliação A ou B (mais de 50% de receita própria) nesse quesito, 60% são pequenas. A dependência das transferências é crônica no País, já que 83% das cidades não conseguem gerar 20% do que gastam. 


Fonte: FIRJAN via Estadão Online (clique para ler matéria completa)

Veja também o Mapa da Gestão Fiscal e compare o desempenho com outros municípios (clique)


Municípios que conseguiram desenvolver economia vivem situação melhor clique para ler no Jornal Estado de Minas. 

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Pesquisa mostra penúria de municípios (clique para ler no DGABC)

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