terça-feira, 1 de janeiro de 2008

ACABOU A COMILANÇA, A DANÇA, A FESTANÇA....












Este é o primeiro dia do primeiro mês do ano bissexto de 2008.

Neste ano você vai ter um dia a mais, e em fevereiro, para viver.Também vai ter um dia a mais para pensar. E, vai pensar que se não merecer , apesar de ser mais longo,este ano vai ser mais um período perdido da sua vida.Por isso, e aquilo, procure ser melhor em tudo.

Neste ano teremos eleições em nossas cidades, um evento eleitoral de maior importânci do que qualquer outro, até mais do que para presidente. Pois, neste ano vamos eleger aqueles que comandarão os rumos de nossos municípios para o infinito, ou para o buraco.Tudo depende do seu voto.

Neste ano é preciso lembrar que os cargos de prefeito, vice-prefeito e vereadores não devem ser usados para empregar este ou aquele indivíduo.Pois, enquanto você resolve o problema de um ou de outro, a cidade perde.

Essa a eleição é o momento de se escolher os melhores ou os piores administradores dessa grande empresa que é a cidade de cada um. Se os administradores não souberem trabalhar, a empresa vai à falência, a sua cidade vai falir. E, você, com certeza, não quer isso. Por isso, comece a pensar, desde hoje, no seu voto, para não errar de novo.
Você, como dono de um negócio qualquer, não colocaria na sua empresa alguém que não quer trabalhar, ou que não é honesto. Então se lembre que a Prefeitura e a Câmara Municipal são suas empresas, pois os ocupantes dessas casas é que comandarão o sucesso ou o fracasso da sua empresa: sua cidade.
Um funcionário relapso, desonesto e corrupto leva uma empresa para o buraco. O mesmo acontece quando se admite um incompetente e desonesto num cargo público.
Vereadores devem ser pessoas capazes de ler, interpretar, criar e fiscalizar leis. Se alguém não tem esses atributos não deve fazer parte desse órgão.
O prefeito, muito antes de ser simpático ou bonito, deve ser honesto. Pois, se ele for honesto, com certeza, será também competente. Pois, uma coisa leva à outra.
Pense nisso durante esses dez meses que faltam para as eleições (para não errar de novo!).


Nota: Este é o primeiro de muitas outras notas que pretendo publicar para servir de alerta para os eleitores.
Aproveite e avalie o desempenho da atual adminitração em enquete temporária do blog.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

ESTUDIOSO BELGA VEM CONHECER OS SEUS PARENTES "LEMES" DO BRASIL.

O livro "GENEALOGIA LEMNIANA" é um livro especializado em genealogia
Principalmente relativo às famílias: LEM - Leme(s) - LEMS - LEMSON(m)

Mas ele também contém bastante informações sobre famílias relacionadas a esses sobrenomes, como: LEMME - LEMMEN - LEMMENS.

Os autores deste livro são Ruud J. Lem e Wil F. Th. Lem, ambos da Holanda. Ruud nasceu no final de 1938 em Nijmegen, e é um engenheiro, mas tem estado em negócios até que aposentou em 1978. Ele é casado com Louisa e eles têm duas filhas, agora casadas e com suas próprias família. Ruud e sua família se mudaram para New Forest, Inglaterra. Eles amam a beleza da floresta nos arredores e velejam no Solent.

Seu primo Wil nasceu em 1945 em Maastricht e é um engenheiro químico. Ele casou-se duas vezes e está agora casado com Hennie e eles têm 4 filhos. Quando em 1980 ambos os primos se encontraram pela primeira vez, eles tiveram imediatamente um interesse mútuo em genealogia e história da família da qual este LEM – LEME c.s. é tão rica. Eles se tornaram muito ativos em encontrar respostas às suas perguntas relativas à origem da família e vínculos entre eles. Um bom ponto de partida foi o arquivo que o pai do Ruud lhe deixou, sendo ele também interessado nesse assunto, já em 1934. Igualmente interessado estava o Rev. Padre Leo LEM de Bruges em Flandres (que passou sua vida de trabalho no Brasil!), e ambos os arquivos foram de uma ajuda tremenda na pesquisa. Várias outras publicações locais ajudaram também, vindas da Noruega, Alemanha e dos EUA.

Em 1993 eles publicaram o livro com o título de "Genealogia Lemniana", já que ele sugere que mais de uma família está incluída. Realmente, para as pessoas com os nomes mencionados acima, este livro é uma "Mina de Ouro" em detalhes e sugestões.

O livro consiste de duas partes: um tomo de texto com 472 páginas em tamanho A4 com bastante fotografias e desenhos e uma parte 2, tendo 22 Árvores Genealógicas grandes e outras muito grandes.

A pesquisa foi feita nos arquivos locais e centrais em quase todos os países onde a ocorrência do nome foi achada, mas acima de tudo nos arquivos do IGI, o Índice Genealógico Internacional, serviço prestado pela Igreja de Jesus Cristo de Santos dos Últimos Dias, popularmente chamada A Igreja Mórmon de Salt Lake, Utah nos EUA.

Nenhum historiador de família pode se igualar a essa instituição e dificilmente possa se achar melhor fonte de informações genealógicas em qualquer outro lugar!

Estes pesquisadores da família LEM (e famílias relacionadas) tiveram a boa sorte de conseguir a ajuda de uma arquivista da Cidade de Salt Lake com sangue dos Lems em suas veias e são muito gratos a ela, e acima de tudo por aquele grande tesouro de história da família, chamado IGI.

Publicar o livro "Genealogia Lemniana" foi só o início e mais trabalho tem que ser feito. Ambos os autores estão constantemente fazendo mais pesquisas e estão tentando chegar a uma árvore genealógica mais completa. Várias outras publicações pequenas foram feitas, mas tentar conseguir o retrato global da família LEM c.s. pode levar mais tempo, e, portanto toda ajuda é bem-vinda!

Ruud J. Lem (Out. 2007)

A ARTE NAS MÃOS DE UM "LEMES"

Jonas Lemes
Joaquim Jonas Mendes Lemes, nome artístico, Jonas Lemes, natural de Cambuquira – MG, nasceu em 08/09/1964. Artista plástico, autodidata, filho de João da Silva Lemes e Olga Mendes Lemes. Casado com Geice Cristiane Saturnino Lemes com quem tem uma filha, Cristiane Saturnino Mendes Lemes. Atualmente reside em São Lourenço - MG.

Iniciou suas atividades artísticas em 1990 e desde então recebeu mais de vinte premiações em Salões de Arte pelo País. É artista catalogado no Dicionário de Artes Júlio Louzada – volumes VIII, IX, X, XI, XII e XIII.

Teve início na pintura acadêmica e faz da arte uma busca incessante aos detalhes que a configuram. Depois de conquistar várias premiações nesta modalidade, começou a definir um estilo inédito. A originalidade e apuro técnico alcançados nesta nova fase são as marcas deste artista autodidata que sempre investe em seus dons.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

PUDIM SOFRE NOVA CONDENAÇÃO: 20 ANOS SEM DIREITOS POLÍTICOS.

Conforme noticiou o Jornal Encontro, em julgamento da Apelação Civil Pública nº 1.0107.06.999989-7/001, o TJMG confirmou por unanimidade a sentença proferida pelo ex-Juiz de Direito da Comarca de Cambuquira, Dr. João Batista Lopes, que condenou o Sr. Rubens Barros Santos (cassadi oir crune eleitoral em 2003) à pena de 20 (vinte) anos de suspensão dos direitos políticos e l1(doze) anos de proibição de contratar com o poder público, receber benefícios. incentivos fiscais ou creditícios,direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, conforme a sentença prolatada em 09/03/2006, acórdão em 23/11/2006, cujo trânsito em julgado se deu em 27/06/2007”.
A sentença teve origem na “juntada”de quatro “Ações Penais Ambientais” impetradas pelo Ministério Público em 2004 e 2005 por intermédio de nosso Promotor de Justiça, Dr. Cristiano Rocha Gazal, devido a intervenções praticadas pela Prefeitura sob o mando ex-prefeito, a saber: depósito do lixo a céu aberto (APA 429/04-5); danos à Área de Preservação Permanente
nas margens do Córrego da Lavra, entreo CTC e a Rodoviária (APA 178/04-5); por idêntica intervenção em área de preservação permanente às margens do Córrego Barnabé, para abrir a “Avenida Sanitária” (APA 198/04-5); e, por último, devida a “danos diretos e indiretos” cometidos na Reserva Biológica Santa Clara (APA 204/05-5).
Com a confirmação da sentença, foifixado um comunicado no Quadro de Avisos da Justiça Eleitoral no Fórum informando a suspensão do Título Eleitoral de Rubens Barros Santos .

Devido à condenação, o político só a partir de 2.027 poderá recuperar seus direitos políticos.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

MAS NEM TUDO É NOTICIA RUIM....

O HOTEL ELITE, OUTRORA SÍMBOLO DO MELHOR TURISMO DA ESTÂNCIA, E QUE ESTAVA ABANDONADO FOI FINALMENTE ADQURIDO POR UM GRUPO E JÁ ESTÁ EM OBRAS DE RECUPERAÇÃO.
MESMO SEM CONHECER, GOSTARIA DE PARABENIZAR A ILUSTRE INICIATIVA DA GESTORA DO PROJETO DE RECUPERAÇÃO, A ADVOGADA DRA. MARIA ELISA MASCARENHAS, CONFORME NOTICIADO NO JORNAL REGIONAL DA EPTV/SUL DE MINAS.

Observação: As fotos do Hotel Elite:acima é o estagio atual, abaixo como era em de 1932 com as tropas da revolução em frente.

“__Mãe! Nesse ano vamos ter um natal melhor. Arrumei um emprego.”


Essa foi a frase inicial de um breve telefonema de um filho para sua mãe que aflita que o aguardava com ansiedade como toda boa mãe brasileira.

Uma notícia que encheu de alegria o lar que há tantos anos esperava por boas noticias como aquela. Sua irmã menor sorria. E, com certeza levou a noticia às suas amigas da vizinhança. Imaginaram todos uma mesa farta e quem sabe algo mais, já que algumas empresas costumam dar uma cesta de natal para os empregados nas festas de fim de ano.


O sonhos devem ter também passado como um filme de ficção pela mente daquele jovem.
Poderia, quem sabe, comprar um carrinho, principal sonho de consumo de muitos que os elevam no meio da sociedade. Ou, poderia comprar roupas, tênis e outras coisas mais que o tornassem mais atraente para um determinada menina que ele em segredo tinha um grande afeto. E, com certeza, poderia melhorar muito a vida de sua mãe lutadora e viúva que apesar dos pesares conseguiu lhe dar uma boa educação, que o ensinou os caminhos certos da vida e o incentivou ser um homem de bem e não se perder pelas veredas tristes como outros tantos da cidade.

Ele e o seu amigo que o apresentara numa empresa em Varginha não viam a hora de ver a carteira assinada para que a história tivesse um belo epílogo.
Na volta de um telefone publico para se apresentar ao novo emprego, a historia mudou.
Quem soube do verdadeiro final dessa história, conhecendo a vida de desesperança por que passam os jovens dessas pequenas cidades abandonadas nas mãos de políticos pouco compromissados com suas terras, não conseguiram segurar as suas lágrimas.

No dia 29 de novembro de 2007, que passaria para a vida daquelas pessoas como o começo de uma vida melho, no calendário da família passou a ser o dia do óbito prematuro daquele garoto que até bem poucos dias corria pelas ruas atrás de uma pipa, que queria estudar mas não conseguiu. E, que viu aquele primeiro emprego como uma "asa" que o permitiria voar além dos sonhos. Mas, uma moto em alta velocidade o apanhou a atravessar a mais perigosa via de Varginha, a saída para BR 381 conhecida como Av. Princesa do Sul que também é parte urbana da BR 491. Num choque sem definição, o jovem cambuquirense repleto e sonhos e entusiasmo foi lançado a mais de 3 metros do solo tendo o crânio espatifado no chão. O motoqueiro, um também jovem rapaz de Belo Horizonte, com o impacto voou com sua moto caindo à muitos metros do local também sem chances de vida. Assim terminou uma história que poderia ter um final feliz no natal desse ano."


CONCLUSÃO:


Isso poderia ter passado como um simples acidente como outros tantos que acontecem todos os dias devido a armadilhas do trânsito brasileiro. Talvez muitos culparam a imprudência do garoto ou do motoqueiro. Outros lamentaram a fatalidade do fato. Alguns se conformaram com aquilo que acreditam que tudo já foi escrito por um ente superior, e disso ninugém escapa. Mas, eu não!... Contrariando todas esses hipóteses para justificar um epílogo tão cruel culpo os políticos, não só os da cidade, mas o conjunto com raras exceções
O governo estadual inventou as cidades-polo.E, para efetivar isso concentrou toda atenção nesses municípios privilegiados. Os prefeitos mais compromissados com suas cidades menores correram atrás para tirar o prejuízo. Na nossa estância hidromineral nada se fez a espera de um "virtual" liberação dos jogos. Como prova disso, para se ter uma idéia, Cambuquira é a única cidade da região que não tem nem uma casa da Cohab ou projeto similar. A Figueira foi a alternativa para os "sem casas" da cidade. Por que isso?

A cidade só decaiu nos últimos 50 anos. Quem entender o contrário que o prove. A hotelaria faliu. O comércio faliu com a facilidade que todos têm para ir a Três Corações e por lá deixar parte de suas rendas.Os comerciantes da cidade reclamam, mas pouco fizeram para que isso não continuasse acontecendo. As principais firmas da cidade ou fecharam ou se mudaram para cidades vizinhas. Enquanto isso, os políticos se preocupavam com "projetos pequenos" e ignoraram as necessidades do povo, e principalmente dos jovens desesperançados dessas cidades.

Aquele menino, até poucos anos, talvez há uns sete, oito ou dez anos fora provavelmente aluno da Escolinha Sementinha” do Bairro S. João/Fátima. Era um “mulatinho” saudável, inteligente e alegre. Naquele tempo os governantes que passaram pela cidade não tiveram tempo, como outros tantos não tiveram antes, de preparar a cidade para que ela não caísse na estagnação. Alguns se preocuparam mais com suas reeleições e esqueceram, ou não tiveram competência, ou não se importaram com os rumos que tomava a cidade tomava.

Enquanto isso o menino cresceu, como todos os outros da sua idade: "sem futuro".

Hoje, os cambuquirenses que residem fora têm que agüentar as críticas e uma perguntas quase que irrespondíveis": "__Mas, o que aconteceu com a sua cidade? Onde estão os políticos de lá?

O que espero é que mais esse “mártir” sirva para alertar os candidatos que vêm por aí. Cambuquira precisa mesmo acordar, como aliás vi escrito certa vez num muro da cidade como um insulto a um candidato, caso contrário outros tantos garotos não terão outra chance a não ser o da saída pela Estação Rodoviária, sem tiverem coragem ou juizo, ou se transformarão em membros de um elenco triste de uma comunidade de desvalidos ou participantes de grupos de revoltados.


Talvez os políticos justifiquem que isso acontece em outras cidades. Mas, está dificil achar outra cidade que foi como a nossa há alguns anos e que caiu tanto. Pois, algumas dessas "vilas" menores ultrapassaram a nossa em tudo. Exemplo disso é Monsenhor Paulo que hoje arrecada mais que Cambuquira e Campanha juntas.

Por falar em Campanha, essa cidade berço do Sul de Minas, que ficou adormecida por muitos anos, já descobriu o caminho, inclusive gera empregos até para cambuquirenses. Mas, não podemos ficar à espera das sobras dos vizinhos. Urge aqui termos as nossas próprias vagas.
Se não for feito algo de importante na geração de campo de trabalho, criação de escolas capazes de preparar essas novas gerações, a cidade pode acabar mesmo, como alguns prevêem, transformando-se num bairro de Três Corações, como de fato já o é. Aliás, muitos da comunidade até já defendem essa idéia como a única alternativa perante a "desilução" com os políticos.


Um dos mais recentes episódios que envolveu PM e um bando de jovens na cidade é o retrato desse desamparo por que passam esses novos cidadãos-sem-rumos. Não que eles sejam de má índole, como definem alguns, pois são vítimas da ociosidade, da falta de oportunidades, do preconceito, da inexistência de "futuro" e, em suma, "vítimas da má política". Assim, tornam-se presas fáceis dos fatores perversos que rondam essa idade, que os levam a embriaguez e aos demais vícios, muitas vezes num caminho sem volta para muitos deles. E, aquilo não foi o primeiro e não será o último ato desse triste drama se aqueles que escrevem a história da cidade, os administradores públicos e a comunidade, não mudarem o enredo.

Alerta: " Ainda há tempo, a cidade é forte e ainda respira. Assim, se houver um coalisão em prol do bem, Cambuquira ainda pode renascer, como "Fênix", das cinzas.
"





quarta-feira, 31 de outubro de 2007

BOA PROPAGANDA É A ALMA DO NEGÓCIO!...

Em 1907 os administradores da empresa que explorava as águas minerais do Circuito das Águas já sabiam. Sabiam que nossas águas independentemente de que cidade for, Cambuquira, Lambari ou Caxambu tinham as suas qualidades. Com isso, ao divulgar as águas divulgavam as cidades. Mas, os que seguiram não tiveram pulso para dar continuidade nos projetos e na qualidade dos serviços. Por outro lado, o mundo mudou e ficou pequeno. Os turistas que vinham para essas estâncias foram passear em Miami, na Europa, já que representavam os mais abastados daquela época. Hoje o circuito amarga pela pouca frequência, resultado do pouco caso dos administradores que por um século não aprenderam que devem sempre investir não só na propaganda mas também na qualidade.

Quem sabe não está na hora da administração pública voltar ao passado e copiar essa idéia?

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

O FIM DA GUERRA DE 32.

Aqui as autoridades e políticos da cidade dá a boa-nova à população: "A guerra acabou!..."

A foto fala por si só: a alegria do povo com o fim da revolução e a vitória das forças do governo contra os revoltosos paulistas.


Parte das tropas sediadas em Cambuquira batem retirada.....Descem a rua direita rumo a estação ferroviária e outros tomam o caminho de Três Corações.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

IMAGENS DA REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA EM CAMBUQUIRA-MG

Num dia daqueles do ano de 1930, Estêvão Horácio do Prado chega a sua casa e ordena que todos saiam da cidade para se abrigar na zona rural.As tropas do exército brasileiro já chegavam à cidade. Seu "Cassmiro" já tinha sido avisado de que o seu engenho serviria de abrigo para as famílias que não tinhm parentes na roça. E, para lá se encminharam várias pessoas que residiam na cidade.
D. Mariinha do Prado, sua esposa, juntou toda crinçada, agasalhos, colchões e alimentos e rumaram pela estrada até aquele lugar.
Quem viveu na época ainda se lembra da preocupação de Seu "Antônio da Erva", um velho curandeiro do Bairro da Lavra, pediu que a esposa que soltasse sua "cabritinha" de estimação para que não morresse de fome. Não se sabe se a tal cabra sobreviveu ou se virou petisco para os recrutas.
Se Estêvão e outros chefes de família continuariam na cidade para guardar o patrimônio público e particular, eram os "bate-paus", encarregados de informar os comandantes da tropa de qualquer movimento ou pessoa estranha no local.
Os hotéis e o grupo escolar foram transformados em quartéis e alojamentos de soldados.Nesses lugares eram feitas as refeições, eram dadas as instruções para os soldados antes que partissem no trem rumo à região de Passa Quatro, onde as tropas paulistas ameaçavam invadir o Estado de Minas Gerais. Lá também já havia um grande contigente de soldados, entre ele um jovem médico que viria mais tarde se tornar Presidente da Republica, JUSCELINO KUBITSCHEK.(O primeiro da foto da esquerda para direita abaixo)
Juscelino Serviu no hospital improvisado naquela cidade para atender os feridos nos combates..

Cartaz paulista, que nos moldes do apelo do Tio Sam. O que foi a Revolução Constitucionalista?
A Revolução Constitucionalista de 1932, Revolução de 32 ou Guerra Paulista, foi o movimento armado ocorrido no Brasil entre Julho e Outubro de 1932 visando à derrubada do governo provisório de Getúlio Vargas e à instituição de um regime constitucional após a supressão da Constituição de 1891 pela Revolução de 1930.

Foi a primeira grande revolta contra o governo de Getúlio Vargas.

Enquanto isso, Benedito Augusto Ribeiro,KTT, um jovem cambuquirense que tinha ido para São Paulo em busca de novas oportunidades que a sua terra não oferecia, havia se alistado no exército paulista, talvez não por algum sentimento de simpatia aos revoltosos daquele Estado, mas porque não havia outra ocupação já que as fábricas, comércio e outras atividades estavam paralisadas

Paulistas guardavam a saída do túnel em Cruzeiro.


Muitos brasileiros morreram nessa guerra que para uns foi injusta mas que mudou os rumos da história do Brasil.

IMAGENS DA REVOLUÇÃO DE 1930/32

A chegada da Tropa - A população assiste a chegada dos soldados do exército brasileiro que iria lutar contra as forças paulistas que ameaçavam invadir o Estado de Minas Gerais pelos caminhos da Mantiqueira.


Pausa para foto - pelas feições grande parte da tropa teriam vindo de outras áreas do Brasil, principalmente do nordeste brasileiro. Esse um momento de discontração ao lado do muro de arrimo perto do coreto no fim da Rua Direita (Virgilio de Melo Franco)

Nesta foto, o Prefeito Silvio Marinho distribui água mineral para o comando da tropa sediada na cidade.
Após a chegada,parte de tropa esperava novas ordens do comando em frente o Hotel Elite, enquanto outros já tinha embarcado no trem rumo à área do conflito.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

UM HERÓI DA REVOLUÇÕ DESCONHECIDO.

Esta á uma foto de 1930, quando um cambuquirense, herói da Revolução de 1930 era sepultado no Cemitério Municipal. Será que alguém sabe o nome dele? De que família fazia parte? Hoje, alguns acham que o soldado não era de Cambuquira. Mas, teria um estranho consternado tanto população como se pode ver na foto?

CONFORME INFORMAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO DO CEMITÉRIO MUNICIPAL: existe
uma nota sobre um soldado morto a tiro em 14.10.1930, que se chamava Perpetiu Gonçalves de Oliveira e que tinha 23 anos. Mas, a transcrição falha nos impossibilita afirmar que esse era o nome do soldado sepultado naquele dia.


No local da cova tinha um pé de flor...


Contam os mais velhos que uma moça,compadecida da morte prematura daquele rapaz, plantou naquele dia no local um ramo de Bougainvillea que brotou e veio se tornar uma bela árvore que enchia de flores todos anos. Mas, nem isso conservaram. Num dia qualquer, na poda feita pela prefeitura,acabaram por matar também a árvore, única referência da cova do soldado.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

A IGREJINHA DA LAVRA, SEU VENÂNCIO E DONA MARIQUINHA

Quando se começa pesquisar a história descobrimos a injustiças do passado.


O Bairro da Lavra, em Cambuquira, como a cidade, tem os seus fatos e personagens históricas que a ingratidão do povo, ou dos políticos, deixou de lado. Talvez, por ser aquela localidade o local de moradia dos “operários,” gente humilde. Mas, esses humildes também têm história. E, uma das mais belas histórias, exemplo de coletividade e movimento comunitário da cidade aconteceu ali.
Sr Venâncio, “que até agora é essa a única referência”,e sua esposa “Dona Mariquinha” foram exemplos de pessoas boas desprendidas de qualquer sentimento de egoísmo, apesar de ter sido comerciantes.
O casal foi responsável pela construção da Igreja do Rosário que todos conhecíamos como “a igrejinha da Lavra”. E, se aquela casa de orações está de pé e imponente lá no alto do morro, tudo isso se deve a esse casal hoje desconhecido.
Contam que no dia em que as tropas da revolução de 30 entrariam na cidade, seu Venâncio recolheu todo faturamento e levou num saco junto com a multidão rumo o engenho dos Cassimiros, onde grande parte da população se refugiou. O casal, como não tinha filhos, economizou um pouquinho a cada dia que passava para formar uma “poupança” para deixar para os afilhados, já que não tinham ascendentes e nem descendentes.
Quando faleceu D. Mariquinha, a alguns anos depois do marido, um testamento ditou todos os procedimentos de divisão do que restou do espólio.
Vários cidadãos do bairro, ainda vivos, talvez nem se recordem mais que estavam no rol de beneficiários.
O bairro e a cidade devem, por compromisso moral, resgatar essa história verídica, os nomes verdadeiros desses vultos históricos e registrar para que a posteridade se recorde desses bons cambuquirenses do passado.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

A casa de Berthaud

Quem tem por volta de 40 anos deve se lembrar dessa casa. Era uma mansão com relação as demais moradias da vila naqueles tempos do início do Século XX. Ali morou Monsier Berthaud e sua esposa por alguns anos, local que escolheu para viver o marido depois da conclusão de seus trabalhos sobre as águas minerais. Como outras construções históricas da cidade, um dia o proprietário do loteamento mandou demolir tudo para que pudesse vender a um veranista. Dizem que por exigência do comprador, que não queria aquela "Casa Mal Assombrada".