quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

MOSTRA DE ARTESANATO DE CAMBUQUIRA NO CARNAVAL

Sob o comando de Madalena Silva realizou-se durante o carnaval no Paço Municipal (Hotel Globo) mais uma mostra de artesanato onde os artesões da cidade puderam expor e vender os seus produtos. A exposição tinha como base a tapeçaria, tricô, crochê, fibras naturais entre outros materiais nas obras de cidadãos simples da comunidade.
Encantados com a qualidade dos produtos, um grupo de turistas vindos da França, encomendou um tapete de fibras no formato da “Bandeira Nacional Brasileira” para que seja exposta numa loja naquele país. Rosa Gil, uma das artesãs prometeu confeccionar a encomenda e enviar via correios onde sutilmente poderá ter uma referência à nossa cidade.

Ao lado, os tapetes de Madalena Silva, que já trabalha com vários tipos desse produto, dão boas vindas aos visitantes e à comunidade que prestigiou o evento.
Essas bonequinhas fazem sucesso em qualquer lugar. Representa a ingenuidade da infância perdida no tempo mas que vale a pena relembrar. Este é um dos trabalhos que mais muito sucesso em todas as gerações.
Exemplares dessas almofadas de muito bom gosto já ornamentam vários lares pelo Brasil e representam bem a cultura do nosso povo através das mãos hábeis dos artesões cambuquirenses.

Estes são os panos de pratos onde pintura e contornos representam os trabalhos de pessoas simples da comunidade, na sua maioria autodidata, ou que receberam os conhecimentos dessa tradição mineira dos seus avós, ou de pessoas mais velhas da comunidade, e agora repassam para nova geração que também participa da mostra.
O que era uma opção para ocupar o tempo ocioso virou fonte de rendas para muitas famílias pelo Brasil. Em Cambuquira não é diferente, tornando-a referência regional.
Quem não viu perdeu. E, quem foi lá pode conhecer a força da comunidade que quando quer é capaz de criar alternativas mesmo sem muito apoio do poder público.

Por se falar em poder público, o Sebrae tem sido aliado do grupo atual orientando a produção e a realização de eventos. Por outro lado, a Legislação Estadual que trata do comércio de mercadorias dá um tratamento especial a esses produtos, premiando com a isenção de impostos desde 1975 com a edição de lei básica ainda em vigor.


A administração municipal atual criticada pela morosidade em alguns setores primordiais, pelo menos por esse lado mereceu nota dez. Esperamos que esse seja o espírito predominante também em outras áreas, pois a cidade merece um tratamento melhor e capaz de recuperar parte do era há bem pouco tempo.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

COPASA E ÁGUA MINERAL DE CAMBUQUIRA


Parece que até a presente data nada se resolveu com relação à empresa estatal COPASA e a exploração das águas minerais do Estado de Minas Gerais. Pelo menos em Cambuquira, ninguém sabe o que vai acontecer. Enquanto isso, o município perde receita, empregos e renda. Para se ter uma idéia da importância do comércio das águas minerais para o município, a SUPERÁGUAS, enquanto explorava o negócio era a principal arrecadadora de ICMS por substituição tributária dessa cidade mineira. A sua participação representava, estimadamente, quase 80%, se não for mais, da arrecadação total mensal.
Isso pode significar um grão de areia no montante estadual de tributos. Mas, é essencial para uma cidade que não dispõe de indústrias e tem o comércio prejudicado pela proximidade com Três Corações que hoje é um pólo regional.

Aliás, falando disso, os pequenos municípios deveriam pedir uma mudança na Lei que regulamenta o VAF (Valor Adicionado Fiscal) para incluir no montante gerador de débitos de um município para outro, parte do valor arredado nas vendas efetuadas em seu comércio para outras cidades. Assim, Cambuquira, São Bento, São Tomé, Carmo da Cachoeira teriam compensações no citado processo de repartição da receita com débitos de Três Corações que se beneficia dos consumidores dessas cidades
.

Mas, voltando ao caso das águas minerais, defendo que o município, ou até mesmo a comunidade tome medidas mais drásticas, inclusive apelando à tutela da Justiça para que se resolva essa "lengalenga" do governo estadual com relação esse bem público.
Como base, poder-se-ia usar a própria natureza da "mina de água" que é um bem de subsolo e que pela sua natureza pertence à União. Se o Estado não usufrui da posse que tem, que o detentor do domínio intervenha e requeira para si esse papel. Só assim, quem sabe os governantes tomam alguma providência.

Você já ouviu falar em D.Quixote e os moinhos de vento? Pois é!...
O povo grita como Quixote e seu companheiro Sancho Pança. Mas, os governantes, mais preocupados com outras coisa, nem dão importância. E, ainda os chamam de loucos!...

domingo, 11 de fevereiro de 2007

100 + COMENTÁRIOS!...

"É possível enganar parte do povo, todo tempo; é possível enganar parte do tempo, todo povo; jamais se enganará todo povo, todo tempo."

Abrahão Lincoln

"Quando, numa terra de miséria, a misericórdia já é algo herdado, porque as pessoas que ali vivem hoje tinham pais e avós que já viviam na miséria, então a tendência dessas pessoas é criar no fatalismo. Nessa altura, o povo perde o sentido da independência, consideram-se a si próprios como objeto da assistência e paternalismo sem quaisquer direitos a liberdade ou justiça. É uma existência subumana. É a mentalidade escravo."

Dom Helder Câmara

De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.
(Senado Federal, RJ. Obras Completas, Rui Barbosa. v. 41, t. 3, 1914, p. 86)

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007


A foto é da portaria antiga do parque das águas e da fonte gasosa antes da reforma efetuado lá pelos anos 50.
Pelas vestes dos veranistas pode-se notar que a clientela era formada das altas classes dos grandes centros, Rio principalmente. E, a cena pode ser do começo do Século XX, por volta de 1920, por aí.

A casa de Berthaud


Da casa de Charles Berthaud só restou uma foto maltratada na parede de uma da muitas salas da atual sede da Prefeitura de Cambuquira.
Deixaram derrubar a velha casa que por muito tempo, injustamente, foi conhecida por Casa Mal-assombrada do Bairro Carioca.
Turistas eram levados até aquele local para conhecer o que muitos da comunidade tinham como uma habitação de espíritos perdidos que assombravam qualquer um que se atrevesse ali pernoitar.
Os mal informados não sabiam que nessa casa morou um dos homens que mais amou nossa cidade, abdicando a sua cidadania francesa para terminar os seus dias na terra que ele adotou como sua com todo amor. Foi o doador da área para o cemitério novo, e foi ali o primeiro sepultado depois de muitos anos de dedicação às águas e o tratamento medicinal com essa dádiva de Deus. Foi, em grande parte pelo seu trabalho, que a cidade ficou conhecida por suas águas incomuns.
Por aquela comunidade inculta, desculpe-nos Charles!...

Cambuquira pelas mãos de quem?

Essa pintura é uma obra de uma grande artista.

É isso mesmo, alguem fugindo um pouco da Paulicéia Desvairada do seu tempo, procurou a nossa Estância para se livrar do stress. Não agüentou ficar só descansando. Pegou o pincel e provavelmente do alto da Matriz pinto a paisagem que via a leste, o Morro da Lavra com a sua Igrejinha do Rosário, o fundo com o barração onde se engarrafavam as águas minerais famosas e o hospital antigo na Colina dos 3 Cavalinhos (hoje, Figueira).
Como todas as suas obras, essa também deve valer muitos reais, e nós cambuquirenses nem sabemos onde ela está.
Isso foi o que me informaram. Quem entende de sua obra poderá confirmar a autenticidade dessa bela obra. Quem seria a autora do quadro? Tarcila? Anita? Ou, outro gênio da pintura?

BLOG SILVA LEMES - Pesquisa da família quase completa.

O Administrador deste blog está efetuando uma pesquisa usando como base a obra "As Três Ilhoas" do também cambuquirense Dr. José Guimarães, descendente de Antônio Joaquim da Silva Lemes, um dos mais importantes vultos de nossa história, sobre a Família Silva Lemes.
Se você é descendente, visite o blog e faça uma viagem no tempo.
Se tiver comentários, correções, ou quiser contribuir, faça-o usando o espaço abaixo de cada texto intitulado "Comentários".
Grande parte da população de nossa cidade tem na sua genética um pouco do sangue dessa família.
No Blog demonstramos o que já temos pesquisado sobre os diversos troncos, que foram divididos por "apelidos" tais como os Germanos, Lifonso, Reis, etc. Tem foto de hoje, mas principalmente do passado.
Faça uma visitinha para conferir!

sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

Córrego Barnabé ligado aos Lemes e Martins Ribeiro.

CÓRREGO BARNABÉ

Há muito tempo, desde criança, ouvimos falar em Barnabé. E, o que parecia ser o nome de alguma personagem folclórica da cidade, o nome pertence a um dos habitantes mais antigos da Vila de Cambuquira.
Tivemos na cidade João Barnabé de Souza, que veio ser avô de José Guimarães, o nosso parente mais importante e autor da obra genealógica “As Três Ilhoas”. João, por sua vez, foi filho de José Barnabé de Souza casado com Maria Joaquina da Silva (Gularte ou Leme), filha do Furriel José da Silva Leme e de Rosa Maria Gularte.
Descendem ambos de Tomé Martins Ribeiro, ligado à fundação de Três Corações e Antônio Martins da Costa, irmão de Tomé Martins da Costa, também considerado um dos fundadores daquela cidade.
João Barnabé de Souza, pais de José Barnabé, era descendente de Tomé Martins Ribeiro, através de sua filha Ana Bárbara Florentina (Rolim).

quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

UM CAMBUQUIRENSE EM ÁGUAS SALGADAS

Sob o título de de uAs aventuras m mineiro em águas salgadas”, O Globo de 02.04.1987 publicou uma ampla matéria sobre o trabalho realizado por um cambuquirense, Dr. Aloysio Gomes Carneiro, o capitão que levou três anos navegando pelo litoral fluminense para coletar dados para montar um guia sobre o mar e as ilhas brasileiras, sendo esse trabalho de vital importância, não só para o turismo, mas principalmente para servir de base para todos os navegantes, dando mais segurança às viagens pela costa.

Aloysio nasceu em Cambuquira, filho de Gabriel Flávio Carneiro (Dr.Biloti), engenheiro que construiu a estrada Cambuquira-Caxambu, e tinha uma propriedade rural junto ao morro de Santa Quitéria que divisa com o Bairro Carioca.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

PRAGA DE PADRE?

A história da praga do padre.

Ditados Populares:



Praga de padre, madrinha e mãe sempre pega"

" Padre e mulher grávida azaram a pescaria"

Contam os mais velhos que esteve no comando da paróquia um padre que não agia “muito de acordo” com as regras da “Santa Madre Igreja”. Depois de chamar-lhe à atenção por várias vezes, ele insistia em continuar com o comportamento impróprio.
Paquerava as mulheres. Parece que chegou a ter uma família e até filhos. Freqüentava as casas de tolerância, etc. e etc.
Um grupo de cidadãos da cidade arrumou um burro e o levou até a saída da cidade e o fez partir com “mala e cuia”. Alguns contam que puseram a banda para tocar no evento, comemorando a partida do padre fanfarrão.
Dizem que ele montado no tal burrinho olhou para trás e profetizou:
“___Isso aqui ainda há de se tornar um formigueiro!”
Tem gente que diz que certa vez, no bairro da lavra aconteceu mesmo uma grande invasão de formigas. Será que já era a concretização da “praga do padre”?
Pois é!... Nos últimos dias foi dito por aí que algum político teve a iniciativa ou teria pelo menos “cogitado” de pedir ao bispo da Campanha que retirasse essa praga maldita, causa da estagnação por que passa a nossa cidade.
Verdade ou não, dizem que na pregação do reverendo em visita à cidade teria dito que o progresso ou não de uma cidade depende dos políticos que ela tem.
Acrescento que “política e progresso” estão ligados à maneira com que cada político trata a “coisa pública.” Uma cidade é uma grande empresa e como tal deve ser bem administrada. Se o empresário não cuidar bem de sua firma ela vai à bancarrota. O mesmo acontece com a cidade, mal administrada. A praga do padre já se tornou desculpa da “ingerência”.

foto:www.wunderblogs.com

quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

MAIS UMA DA TV


Para aqueles que acessam o blog e,por acaso, tenham ouvido(ou visto) a notícia veiculada pela EPTV sobre o acesso da cidade à estrada de vem do Rio de Janeiro, no lugar de Rio entenda uma rua que liga o centro para estrada que vai para Três Corações.
Pora outro lado, o acesso pode ser feito via pátio da rodoviária, passando pelo parque das águas ou usando a rua da esquina do casarão(Casa de D.Ilda Tassara) e rua Direita.
Pela forma que foi veiculada parece que nossa cidade está ilhada.
Uma notícia,conforme o texto, muda uma história.

OBSERVAÇÃO: no mapa está destacada EM VERMELHO a via em obra, que vai da esquina do antigo posto texaco(Petrobrás) até a casa de queijos).

quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

JORNAIS DE CAMBUQUIRA

Desde o surgimento da vila que se tornaria um dia a cidade de Cambuquira, tentou-se dotar o lugar de uma imprensa escrita.
Como conta Dr. Manoel Brandão em sua valiosa obra sobre nossa cidade, em 1907, tal de Francisco da Veiga Ferreira Lopes (campanhense) lançou o “Águas de Cambuquira”, imprenso na gráfica do Monitor Sul Mineiro, e dedicado, principalmente à propaganda da estância, suas águas e seu clima. Mas, a falta de assinantes, ou de interesse da população local a idéia não vingou, vindo fechar com grande prejuízo ao proprietário.
Em 1910, em 27 de janeiro, surgiu um novo semanário denominado “A gazeta de Cambuquira” dirigida pelo Sr. Antônio Ferreira de Vasconcellos que pelo espírito combativo não seguiu as mesmas linhas do seu antecessor, tornando-se um órgão combativo e crítico da política e dos políticos locais.
Naquele tempo, muito mais que hoje, entrar nesse terreno é pisar em campo minado. E, parodiando as palavras do Dr. Manoel, “o jornal morreu, não de morte natural, (dizem), mas de morte violenta, de tal sorte que, como no histórico caso de Castro Malta, a polícia teve de intervir a procurar-lhe o cadáver desaparecido em uma fria noite de 31 de maio de 1911”. (Estilo à la Barão de Araruna da novela "Sinha Moça").
Depois teve “O Jacaré” com o intuito de cuidar dos interesses locais e tecer alguma crítica, que deve ter sido mais branda devido ao triste fim do seu antecessor. Parece que este não passou de alguns números.
Em 16 de março de 1913, sob a direção do Dr.Antônio Martins de Andrade, surgiu o jornal “Sul de Minas” que na realidade quase não falava de outros lugares a não ser de nossa própria cidade, e principalmente do mesmo campo minado em que tocou a Gazeta de Vasconcellos. Aliás, se ele escapara do triste fim daquele jornal desta vez não escapou do outro. Esse redator teria atentado contra a própria vida. (Será?) e não morreu apesar de uma bala ter atravessado o conduto auditivo se alojando na base do crânio, determinando uma “hemiplegia”,
Com isso a edição desse novo jornal foi suspensa.
Depois disso a cidade teve o “Grêmio Cambuquirense” e seu “A notícia” (oito de julho de 1915), que acabou com o 5º número.
Em dois de abril de 1916, João Toledo, apesar do fracasso de todos os outros periódicos, lançou “O CAMBUQUIRA”. Esse jornal foi um sucesso. Chegou a ser imprenso, depois de edições feitas pelo Monitor, em uma gráfica própria.
O jornal durou alguns anos, tendo sido vendido ao Dr. Thomé Brandão. Lá foi revelado para o povo os dotes de MARIO DE AZEVEDO, jovem e brilhante jornalista que o assumiu em 1920 como redator chefe, que o comandou por vários anos, quando em 1930 o jornal passava à direção de Dr.Manoel Brandão.
Nessa época, Mário Azevedo, provavelmente já enfermo partira para São Paulo e internado em um sanatório, mais tarde veio falecer em 27 de julho de 1935.
O jornal foi um dos que mais durou em nossa cidade, 17 anos e sete meses e praticamente morreu com Mário de Azevedo.

Um outro fato ligado à existência desse jornal, “O CAMBUQUIRA”, foi que após a venda feita a Thomé Brandão, João Toledo (pai do João Toledo Filho ex-dono da Banca de jornais), teria ido para também para São Paulo, voltando mais tarde para montar um jornal na cidade vizinha de Três Corações onde fora covardemente assassinado na porta da Igreja Matriz daquela cidade. Talvez, o diretor do nosso famoso jornal “tenha pisado nos calos“ de algum político local...

Paralelamente, e mesmo depois do jornal criado por Toledo, existiram outros como o “Shoot”, ”Verruma”, ”Metralha”, “O Regenerador”, ”O Progresso”, ”Infância Patriótica”, ”A voz da Cidade”. “A folha de Cambuquira”, “A fonte”, “A Estância”, etc.
“O Encontro” foi o último jornal editado na cidade ainda em atividade.