segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

“__Mãe! Nesse ano vamos ter um natal melhor. Arrumei um emprego.”


Essa foi a frase inicial de um breve telefonema de um filho para sua mãe que aflita que o aguardava com ansiedade como toda boa mãe brasileira.

Uma notícia que encheu de alegria o lar que há tantos anos esperava por boas noticias como aquela. Sua irmã menor sorria. E, com certeza levou a noticia às suas amigas da vizinhança. Imaginaram todos uma mesa farta e quem sabe algo mais, já que algumas empresas costumam dar uma cesta de natal para os empregados nas festas de fim de ano.


O sonhos devem ter também passado como um filme de ficção pela mente daquele jovem.
Poderia, quem sabe, comprar um carrinho, principal sonho de consumo de muitos que os elevam no meio da sociedade. Ou, poderia comprar roupas, tênis e outras coisas mais que o tornassem mais atraente para um determinada menina que ele em segredo tinha um grande afeto. E, com certeza, poderia melhorar muito a vida de sua mãe lutadora e viúva que apesar dos pesares conseguiu lhe dar uma boa educação, que o ensinou os caminhos certos da vida e o incentivou ser um homem de bem e não se perder pelas veredas tristes como outros tantos da cidade.

Ele e o seu amigo que o apresentara numa empresa em Varginha não viam a hora de ver a carteira assinada para que a história tivesse um belo epílogo.
Na volta de um telefone publico para se apresentar ao novo emprego, a historia mudou.
Quem soube do verdadeiro final dessa história, conhecendo a vida de desesperança por que passam os jovens dessas pequenas cidades abandonadas nas mãos de políticos pouco compromissados com suas terras, não conseguiram segurar as suas lágrimas.

No dia 29 de novembro de 2007, que passaria para a vida daquelas pessoas como o começo de uma vida melho, no calendário da família passou a ser o dia do óbito prematuro daquele garoto que até bem poucos dias corria pelas ruas atrás de uma pipa, que queria estudar mas não conseguiu. E, que viu aquele primeiro emprego como uma "asa" que o permitiria voar além dos sonhos. Mas, uma moto em alta velocidade o apanhou a atravessar a mais perigosa via de Varginha, a saída para BR 381 conhecida como Av. Princesa do Sul que também é parte urbana da BR 491. Num choque sem definição, o jovem cambuquirense repleto e sonhos e entusiasmo foi lançado a mais de 3 metros do solo tendo o crânio espatifado no chão. O motoqueiro, um também jovem rapaz de Belo Horizonte, com o impacto voou com sua moto caindo à muitos metros do local também sem chances de vida. Assim terminou uma história que poderia ter um final feliz no natal desse ano."


CONCLUSÃO:


Isso poderia ter passado como um simples acidente como outros tantos que acontecem todos os dias devido a armadilhas do trânsito brasileiro. Talvez muitos culparam a imprudência do garoto ou do motoqueiro. Outros lamentaram a fatalidade do fato. Alguns se conformaram com aquilo que acreditam que tudo já foi escrito por um ente superior, e disso ninugém escapa. Mas, eu não!... Contrariando todas esses hipóteses para justificar um epílogo tão cruel culpo os políticos, não só os da cidade, mas o conjunto com raras exceções
O governo estadual inventou as cidades-polo.E, para efetivar isso concentrou toda atenção nesses municípios privilegiados. Os prefeitos mais compromissados com suas cidades menores correram atrás para tirar o prejuízo. Na nossa estância hidromineral nada se fez a espera de um "virtual" liberação dos jogos. Como prova disso, para se ter uma idéia, Cambuquira é a única cidade da região que não tem nem uma casa da Cohab ou projeto similar. A Figueira foi a alternativa para os "sem casas" da cidade. Por que isso?

A cidade só decaiu nos últimos 50 anos. Quem entender o contrário que o prove. A hotelaria faliu. O comércio faliu com a facilidade que todos têm para ir a Três Corações e por lá deixar parte de suas rendas.Os comerciantes da cidade reclamam, mas pouco fizeram para que isso não continuasse acontecendo. As principais firmas da cidade ou fecharam ou se mudaram para cidades vizinhas. Enquanto isso, os políticos se preocupavam com "projetos pequenos" e ignoraram as necessidades do povo, e principalmente dos jovens desesperançados dessas cidades.

Aquele menino, até poucos anos, talvez há uns sete, oito ou dez anos fora provavelmente aluno da Escolinha Sementinha” do Bairro S. João/Fátima. Era um “mulatinho” saudável, inteligente e alegre. Naquele tempo os governantes que passaram pela cidade não tiveram tempo, como outros tantos não tiveram antes, de preparar a cidade para que ela não caísse na estagnação. Alguns se preocuparam mais com suas reeleições e esqueceram, ou não tiveram competência, ou não se importaram com os rumos que tomava a cidade tomava.

Enquanto isso o menino cresceu, como todos os outros da sua idade: "sem futuro".

Hoje, os cambuquirenses que residem fora têm que agüentar as críticas e uma perguntas quase que irrespondíveis": "__Mas, o que aconteceu com a sua cidade? Onde estão os políticos de lá?

O que espero é que mais esse “mártir” sirva para alertar os candidatos que vêm por aí. Cambuquira precisa mesmo acordar, como aliás vi escrito certa vez num muro da cidade como um insulto a um candidato, caso contrário outros tantos garotos não terão outra chance a não ser o da saída pela Estação Rodoviária, sem tiverem coragem ou juizo, ou se transformarão em membros de um elenco triste de uma comunidade de desvalidos ou participantes de grupos de revoltados.


Talvez os políticos justifiquem que isso acontece em outras cidades. Mas, está dificil achar outra cidade que foi como a nossa há alguns anos e que caiu tanto. Pois, algumas dessas "vilas" menores ultrapassaram a nossa em tudo. Exemplo disso é Monsenhor Paulo que hoje arrecada mais que Cambuquira e Campanha juntas.

Por falar em Campanha, essa cidade berço do Sul de Minas, que ficou adormecida por muitos anos, já descobriu o caminho, inclusive gera empregos até para cambuquirenses. Mas, não podemos ficar à espera das sobras dos vizinhos. Urge aqui termos as nossas próprias vagas.
Se não for feito algo de importante na geração de campo de trabalho, criação de escolas capazes de preparar essas novas gerações, a cidade pode acabar mesmo, como alguns prevêem, transformando-se num bairro de Três Corações, como de fato já o é. Aliás, muitos da comunidade até já defendem essa idéia como a única alternativa perante a "desilução" com os políticos.


Um dos mais recentes episódios que envolveu PM e um bando de jovens na cidade é o retrato desse desamparo por que passam esses novos cidadãos-sem-rumos. Não que eles sejam de má índole, como definem alguns, pois são vítimas da ociosidade, da falta de oportunidades, do preconceito, da inexistência de "futuro" e, em suma, "vítimas da má política". Assim, tornam-se presas fáceis dos fatores perversos que rondam essa idade, que os levam a embriaguez e aos demais vícios, muitas vezes num caminho sem volta para muitos deles. E, aquilo não foi o primeiro e não será o último ato desse triste drama se aqueles que escrevem a história da cidade, os administradores públicos e a comunidade, não mudarem o enredo.

Alerta: " Ainda há tempo, a cidade é forte e ainda respira. Assim, se houver um coalisão em prol do bem, Cambuquira ainda pode renascer, como "Fênix", das cinzas.
"





quarta-feira, 31 de outubro de 2007

BOA PROPAGANDA É A ALMA DO NEGÓCIO!...

Em 1907 os administradores da empresa que explorava as águas minerais do Circuito das Águas já sabiam. Sabiam que nossas águas independentemente de que cidade for, Cambuquira, Lambari ou Caxambu tinham as suas qualidades. Com isso, ao divulgar as águas divulgavam as cidades. Mas, os que seguiram não tiveram pulso para dar continuidade nos projetos e na qualidade dos serviços. Por outro lado, o mundo mudou e ficou pequeno. Os turistas que vinham para essas estâncias foram passear em Miami, na Europa, já que representavam os mais abastados daquela época. Hoje o circuito amarga pela pouca frequência, resultado do pouco caso dos administradores que por um século não aprenderam que devem sempre investir não só na propaganda mas também na qualidade.

Quem sabe não está na hora da administração pública voltar ao passado e copiar essa idéia?

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

O FIM DA GUERRA DE 32.

Aqui as autoridades e políticos da cidade dá a boa-nova à população: "A guerra acabou!..."

A foto fala por si só: a alegria do povo com o fim da revolução e a vitória das forças do governo contra os revoltosos paulistas.


Parte das tropas sediadas em Cambuquira batem retirada.....Descem a rua direita rumo a estação ferroviária e outros tomam o caminho de Três Corações.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

IMAGENS DA REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA EM CAMBUQUIRA-MG

Num dia daqueles do ano de 1930, Estêvão Horácio do Prado chega a sua casa e ordena que todos saiam da cidade para se abrigar na zona rural.As tropas do exército brasileiro já chegavam à cidade. Seu "Cassmiro" já tinha sido avisado de que o seu engenho serviria de abrigo para as famílias que não tinhm parentes na roça. E, para lá se encminharam várias pessoas que residiam na cidade.
D. Mariinha do Prado, sua esposa, juntou toda crinçada, agasalhos, colchões e alimentos e rumaram pela estrada até aquele lugar.
Quem viveu na época ainda se lembra da preocupação de Seu "Antônio da Erva", um velho curandeiro do Bairro da Lavra, pediu que a esposa que soltasse sua "cabritinha" de estimação para que não morresse de fome. Não se sabe se a tal cabra sobreviveu ou se virou petisco para os recrutas.
Se Estêvão e outros chefes de família continuariam na cidade para guardar o patrimônio público e particular, eram os "bate-paus", encarregados de informar os comandantes da tropa de qualquer movimento ou pessoa estranha no local.
Os hotéis e o grupo escolar foram transformados em quartéis e alojamentos de soldados.Nesses lugares eram feitas as refeições, eram dadas as instruções para os soldados antes que partissem no trem rumo à região de Passa Quatro, onde as tropas paulistas ameaçavam invadir o Estado de Minas Gerais. Lá também já havia um grande contigente de soldados, entre ele um jovem médico que viria mais tarde se tornar Presidente da Republica, JUSCELINO KUBITSCHEK.(O primeiro da foto da esquerda para direita abaixo)
Juscelino Serviu no hospital improvisado naquela cidade para atender os feridos nos combates..

Cartaz paulista, que nos moldes do apelo do Tio Sam. O que foi a Revolução Constitucionalista?
A Revolução Constitucionalista de 1932, Revolução de 32 ou Guerra Paulista, foi o movimento armado ocorrido no Brasil entre Julho e Outubro de 1932 visando à derrubada do governo provisório de Getúlio Vargas e à instituição de um regime constitucional após a supressão da Constituição de 1891 pela Revolução de 1930.

Foi a primeira grande revolta contra o governo de Getúlio Vargas.

Enquanto isso, Benedito Augusto Ribeiro,KTT, um jovem cambuquirense que tinha ido para São Paulo em busca de novas oportunidades que a sua terra não oferecia, havia se alistado no exército paulista, talvez não por algum sentimento de simpatia aos revoltosos daquele Estado, mas porque não havia outra ocupação já que as fábricas, comércio e outras atividades estavam paralisadas

Paulistas guardavam a saída do túnel em Cruzeiro.


Muitos brasileiros morreram nessa guerra que para uns foi injusta mas que mudou os rumos da história do Brasil.

IMAGENS DA REVOLUÇÃO DE 1930/32

A chegada da Tropa - A população assiste a chegada dos soldados do exército brasileiro que iria lutar contra as forças paulistas que ameaçavam invadir o Estado de Minas Gerais pelos caminhos da Mantiqueira.


Pausa para foto - pelas feições grande parte da tropa teriam vindo de outras áreas do Brasil, principalmente do nordeste brasileiro. Esse um momento de discontração ao lado do muro de arrimo perto do coreto no fim da Rua Direita (Virgilio de Melo Franco)

Nesta foto, o Prefeito Silvio Marinho distribui água mineral para o comando da tropa sediada na cidade.
Após a chegada,parte de tropa esperava novas ordens do comando em frente o Hotel Elite, enquanto outros já tinha embarcado no trem rumo à área do conflito.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

UM HERÓI DA REVOLUÇÕ DESCONHECIDO.

Esta á uma foto de 1930, quando um cambuquirense, herói da Revolução de 1930 era sepultado no Cemitério Municipal. Será que alguém sabe o nome dele? De que família fazia parte? Hoje, alguns acham que o soldado não era de Cambuquira. Mas, teria um estranho consternado tanto população como se pode ver na foto?

CONFORME INFORMAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO DO CEMITÉRIO MUNICIPAL: existe
uma nota sobre um soldado morto a tiro em 14.10.1930, que se chamava Perpetiu Gonçalves de Oliveira e que tinha 23 anos. Mas, a transcrição falha nos impossibilita afirmar que esse era o nome do soldado sepultado naquele dia.


No local da cova tinha um pé de flor...


Contam os mais velhos que uma moça,compadecida da morte prematura daquele rapaz, plantou naquele dia no local um ramo de Bougainvillea que brotou e veio se tornar uma bela árvore que enchia de flores todos anos. Mas, nem isso conservaram. Num dia qualquer, na poda feita pela prefeitura,acabaram por matar também a árvore, única referência da cova do soldado.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

A IGREJINHA DA LAVRA, SEU VENÂNCIO E DONA MARIQUINHA

Quando se começa pesquisar a história descobrimos a injustiças do passado.


O Bairro da Lavra, em Cambuquira, como a cidade, tem os seus fatos e personagens históricas que a ingratidão do povo, ou dos políticos, deixou de lado. Talvez, por ser aquela localidade o local de moradia dos “operários,” gente humilde. Mas, esses humildes também têm história. E, uma das mais belas histórias, exemplo de coletividade e movimento comunitário da cidade aconteceu ali.
Sr Venâncio, “que até agora é essa a única referência”,e sua esposa “Dona Mariquinha” foram exemplos de pessoas boas desprendidas de qualquer sentimento de egoísmo, apesar de ter sido comerciantes.
O casal foi responsável pela construção da Igreja do Rosário que todos conhecíamos como “a igrejinha da Lavra”. E, se aquela casa de orações está de pé e imponente lá no alto do morro, tudo isso se deve a esse casal hoje desconhecido.
Contam que no dia em que as tropas da revolução de 30 entrariam na cidade, seu Venâncio recolheu todo faturamento e levou num saco junto com a multidão rumo o engenho dos Cassimiros, onde grande parte da população se refugiou. O casal, como não tinha filhos, economizou um pouquinho a cada dia que passava para formar uma “poupança” para deixar para os afilhados, já que não tinham ascendentes e nem descendentes.
Quando faleceu D. Mariquinha, a alguns anos depois do marido, um testamento ditou todos os procedimentos de divisão do que restou do espólio.
Vários cidadãos do bairro, ainda vivos, talvez nem se recordem mais que estavam no rol de beneficiários.
O bairro e a cidade devem, por compromisso moral, resgatar essa história verídica, os nomes verdadeiros desses vultos históricos e registrar para que a posteridade se recorde desses bons cambuquirenses do passado.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

A casa de Berthaud

Quem tem por volta de 40 anos deve se lembrar dessa casa. Era uma mansão com relação as demais moradias da vila naqueles tempos do início do Século XX. Ali morou Monsier Berthaud e sua esposa por alguns anos, local que escolheu para viver o marido depois da conclusão de seus trabalhos sobre as águas minerais. Como outras construções históricas da cidade, um dia o proprietário do loteamento mandou demolir tudo para que pudesse vender a um veranista. Dizem que por exigência do comprador, que não queria aquela "Casa Mal Assombrada".

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Nem relei!...


Esse é mais um indivíduo que entrou para história popular contada até hoje nos bares de Cambuquira.
Garrucha era um senhor de certa idade e talvez por necessidade,ou sei lá o que, adquiriu o costume de sair cedo e “arrecadar para si” os pães alheios recém colocados pelo padeiro nas casas da cidade.
Um morador,depois de reclamar na padaria e ter tido a confirmação de que os pães eram entregues todos os dias, teve a certeza de que alguém os pegava antes. Sendo assim, resolveu pegar o larápio.
Esperou que o padeiro colocasse o pão e ficou rente à janela esperando só o momento em que o “freguês” viesse pegar.
Dito e feito. Lá veio o sujeito de mansinho como sempre e quando colocou mão no embrulho levou o maior susto com a janela a abrir bem na hora. Mas, ele não perdeu a classe:

“__ Padeiro mandou entregar o pão e eu não roubei pão de ninguém.”

Noutra ocasião, como Spagolla, dono de um armazém notou que as latinhas de sardinha estavam sumindo. E, como a fama de coletor de pães daquele senhor já era de conhecimento de todos, aliou aquele sumiço ao caso do furto dos pães. Pois, “Seu Garrucha” era o seu freguês diário. Não comprava nada. Entrava. Dava uma olhadinha em tudo e saía do jeito que tinha entrado. (Aparentemente!....È claro.)
Na dúvida resolveu amarrar as latinhas uma a uma como um “trenzinho”. Tudo para pegar o larápio.
No outro dia lá chegou o dito cujo para a sua costumeira visita. Entrou. Olhou ltudo e quando se preparava para sair levou o maior susto. Atrás dele vinham outras tantas latinhas amarradas naquela que ele acabara de colocar no bolso do paletó.
Mesmo assim, ele não perdeu a pose. Jogou as mercadorias para longe dele e exclamou:

“__Nem relei, sardinha!...Não peguei sardinha de ninguém."

Essa expressão, por muito tempo foi ouvida na boca do cambuquirense, em algumas situações:

“__Nem relei!....”

Um anjo chamado Capricho.


Capricho era um rapaz trabalhador. Trabalhava de “chapa” e carregava e descarregava caminhões de milho e café que partiam e chegavam à cidade. Mas, num dia da vida experimentou um gole de pinga e nunca mais foi o mesmo. Aquele fatídico gole despertou o seu alcoolismo transformando-o de homem trabalhador a um cachaceiro de mão cheia. Aliás de mão vazia, já que para manter o vício passou a esmolar, dormir pelas praças, andar sujo e descabelado.
Mesmo assim, ele não se tornara a pessoa chata que a maioria dos “bebuns” que se tornam quando escravos da cachaça. E, mesmo bêbado continuou a ser o homem espirituoso de sempre.
Quando pedia e não tinha a sua vontade realizada, ele dava uma resposta que as pessoas acabavam por rir:

“__ Dá um trocadinho aí p’rá eu comprar alguma coisa de comer!..” Falava ele.

Em resposta a maioria falava:

“__Você já está bêbado! Por isso, não dou nada! Vai trabalhar vagabundo! .."

Capricho olhava bem nos olhos do interlocutor, e mesmo que não conhecesse dizia:

“___Enjoado!....Quando você morrer, você vai p’ro céu! Viu bem?

Essa era a sua maneira de “xingar”, entendessem como quisessem.

Passou o tempo e não se viu mais o nosso personagem. Soube-se que ele tinha morrido muito tempo depois. Até que a família pediu para avisar na Igreja. Mas, se esqueceram de dizer que Jose Carlos Borges era a mesma pessoa que a comunidade conhecia como "Capricho".

Mané Cuco, o turista


Certa vez um senhor foi à Cambuquira, Estância Hidromineral famosa do Sul de Minas, para descansar alguns dias e aproveitar de suas boas águas e clima ameno.
Sua viagem foi longa e penosa. Mas, viajou contente, certo que compensaria.
Após algumas horas de viagem do Rio de Janeiro, finalmente chega à Rodoviária da cidade. Desde cara teve boa impressão daquele lugar. O ar puro com sua brisa fresca que era soprado do bosque que cercava a área urbana enchia os seus pulmões de vida. Tudo era diferente dos grandes centros que conhecida e o povo alegre e amistoso refletia a felicidade estampada no rosto.
Já descia do ônibus quando ouviu alguém se dirigir ao guarda:

“__ Zé Boi! O Canarinho está te chamando!”

“__ Já vou! “ Respondeu o militar.

E o visitante ainda ouviu a conversa com o tal Canarinho:
“__Olha a delegado está no telefone e pede que você vá até a praça de esportes, pois o “Porco” está brigando com o “Mane boca de peixe”, briga essa que teria começado lá pelos lados dos “Lobos”.” Explicou Canarinho que trabalhava na agência de veículos da família.
Nesse intervalo um engraxate já se oferecia para dar um trato nos seus sapatos, no que levou uma bronca do gerente da estação que deixasse o turista em paz pois deveria estar cansado da viagem:
“__Pulguinha... não perturba! O homem está exausto da viagem.!

O turista pensou consigo: “será que aqui ninguém tem nome, ou tem nome de bicho?”

Solicitou uma charrete para levá-lo ao hotel. E, como charreteiro cochilava serenamente no seu veículo mascando uma folha, um dos presentes no local foi até ele e disse:

“__Lagarto! Lagarto! Tem corrida p’rá você....”

Mas não é possível!...(Reclamou o turista.) Outro bicho?!...
Subiu a Rua Direita rumo ao hotel Globo onde ele tinha feito reserva e no caminho continuou ouvindo as conversas do povo. Alguém no telefone público falava:

“__Alô?!...É o Pinto? Aqui é o Tião Tatu.... Sabe? Eu tenho um recado do Tio Jaguar.....”

“__Meu Deus!...”.Exclamou o carioca.

No hotel já acomodado se dirigiu à sala de jantar e pediu a refeição ao garçom que passava que devido ao grande movimento de turista não lhe deu muita atenção. Então o gerente do restaurante interpelou o empregado e disse:
“__Galo! Galo! O moço já está à mesa e quer ser servido.”
“__Já vou Preá, só estou esperando o Luiz Porquinho acabar de fazer a refeição.”

“__O porquinho era o cozinheiro? Não é possível! Será que dá para comer isso? “ Falou baixinho o nosso visitante. E, teve nojo da comida. Afinal, Porco não é um animal muito asseado.
Naquela noite, o porteiro de plantão era o “Grilo”. Que sufoco!...

E, assim foram se passando os dias e nas suas caminhadas sempre ouvia alguma conversa entre os populares e sempre tinha bicho, e outros apelidos, no meio.

Descobriu que tinha uma senhora no bairro da Lavra que se chamava Zezé Galinha, que um rapaz que namorava a filha do dono do Hotel era o Sapo do Major, que o marceneiro que cuidava dos móveis era o Sr. João Siriema, que um dos garçons se chamava “Zé Boi Gordo”. Soube que o pessoal acostumava levar os turistas para curtir a vida no campo lá na fazenda do Sr. Nico Beija-flor. E, que um serviçal da prefeitura era chamado de “Marreco”, outro de “Pé de Pato”. Conheceu o João Pomba, o Nestor Sabiá que vendia material de construção, o Hélio Gatinho que tinha um caminhão que fazia transportes para os comerciantes, além do menino Coruja, que não queria saber de nada...

Com a sua permanência foi se familiarizando com os nomes daquele povo simples. Nas suas andanças pela cidade acabou por concluir que nem só de bichos eram servidos os habitantes para colocar apelidos. Tinha o “Cocô-Marelo”,“Zé-troção”,“Firestone” (mecânico),“Cavaquinho”, “Fubá”,” o Prefeito Museu”, o menino “Pudim”, “Pão Veio”, o menino “véio”, “Boião”, “Zé da Faca”, “Maria Sem Tripa”(que virou personagem histórica, casou e foi morar na França), “Quatro contos”, “Seu Quatorze”, “Marreta” ou “Marrêtis”(que dizem foi a inspiração para o modo de falar do personagem “Muçum)” e outros mais.

Ouviu dizer que “Seu Antônio Vaca Brava” tinha enterrado mais um!...(Cruz Credo!..)
E, antes que fizesse mau juízo da cidade alguém explicou que Vaca Brava era o administrador do cemitério.
O turista começou a se apavorar. Temia que alguém lhe desse algum desses apelidos que ele detestava e tivesse que carregar pelo resto da vida. Alem de tudo, trabalhava na “Cica” (Indústria de Alimentos) e era gordinho.

“__será que vão me chamar de elefante?” Indagou-se.

Acabou por bem se trancar no quarto e só saia na janela de vez em quando e a fechava rapidamente. Repetia isso por várias vezes, o que chamou a atenção do povo. A notícia da sua mania já se espalhava pela cidade e começou a virar motivo de apostas entre os freqüentadores da avenida.

Chegou o dia de ir embora. Malas prontas lá foi ele rumo à rodoviária ajudado por dois meninos: Jacaré e seu amigo Rui Gambá (também conhecido como o Capeta, neto do Armando Coisa Ruim.)

Entrou no ônibus apressadamente, mas esqueceu as bagagens lá fora.

“__ Alguém esqueceu essas malas!” Gritou o auxiliar do motorista do ônibus.
“___De quem são?! “ Acrescentou um funcionário da rodoviária.

Tião Sucuri, um rapaz muito gentil não retrucou em responder:
Essas malas, pelo que vi, são daquele homem que estava hospedado no Hotel Globo.
“___ Qual?” Retrucou o gerente da estação.
“___ Daquele homem que abria e fechava a janela várias vezes por dia como um relógio.
“__Ah!...Já sei. São do “Seu Mané Cuco”!....

Assim, seu Manoel, o gordinho carioca de nascimento passou a ser conhecido como o “Cuco de Cambuquira” e levou a lembrança da cidade que o acompanhara por toda a sua vida.
Nunca mais ninguém ouviu falar mais dele. Com certeza não voltou mais à cidade.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

CONHECE ALGUÉM NESSA FOTO?



Nesta foto vemos D.Maria do Carmo Rezende do Prado, seu filho Manoel Amâncio e os netos:Gilberto,Francisco Cesar, Nelson, Antônio Fernando e Luiz Eduardo

sábado, 18 de agosto de 2007

Zé Gordo,o professor que foi abduzido.

Há pessoas que passam pelo mundo como nuvens negras que deitam tempestades e são assim lembrados. Outros, porém, se os comparamos dessa forma são nuvens alvas que não passam sem deixar boas lembranças e saudades nos lugares em que viveu. Assim é a imagem do personagem que relato abaixo.

Um personagem que o povo não esquece em Cambuquira chama-se João Raimundo Rosa, para os íntimos: Professor Zé Gordo, Zé Louco, hoje residindo em sua cidade natal, Pouso Alegre.
O tempo parece que parou para o professor. Com a mesma feição alegre de sempre, muito espirituoso, ele e sua esposa nos receberam para um longo papo na sua residência.

Naquele dia, ele indagou sobre nossa cidade. Lembrou os fatos de quando viveu no Bairro Regina Coeli, seu envolvimento político e as iniciativas que deram dor de cabeça. Dor de cabeça? Que nada! Zé parece que não levava muito a sério aqueles problemas ou sabia superar tudo de letra sem se estressar. Lamentou que a cidade tem decaído tanto, a politicagem de alguns personagens que nem merecem serem citados pelo mal que fizeram à Cambuquira, etc.,etc.
E, que durante o tempo que viveu em nossa cidade vestiu verdadeiramente a camisa de cambuquirense. (Aliás, acrescento eu, muito mais do que grande parte dos conterrâneos da Estância!.)

Zé Gordo, o personagem de uma história verídica, é o professor que foi abduzido.
José casado com D.Wilma Cortes, servidora fazendária do Estado, tiveram dois filhos: Chico e Carina. Durante 10 anos residiram na cidade onde sua esposa exercia um cargo de confiança de Coordenadora do SIAT (SEF/MG) enquanto ele trabalhava de professor na Escola Estadual, na Faculdade de Odontologia de Três Corações e depois na unidade da UEMG-Lavras. Nessa última cidade, por ocasião de sua aposentadoria, recebeu em homenagem o seu nome dado a uma ala, cuja foto ele ostenta com muito orgulho na sua de sala estar.

Como aconteceu essa virtual abdução?

A história do professor e sua “abdução” por alienígenas em nossa cidade aconteceu por volta dos anos 80, muito antes do ET de Varginha. Isso prova que a cidade deve ter sido visitada por extraterrestres muito antes.Mas, os cambuquirenses, ao contrário dos nossos amigos daquela cidade, não souberam aproveitar essa “deixa” que hoje gera “royalties” (Repetindo as palavras do professor.). E, Varginha hoje é conhecida no mundo inteiro como a cidade do ET.

“O evento Aliens” em Cambuquira aconteceu quando o professor brincalhão que era comentou com os alunos que ele teria sido abduzido por tripulantes de uma nave que descera na cidade. E, para provar o fato para os incrédulos, eles voltariam em tal dia. 19 era a data.
Chegou o dia, os alunos do Colégio Estadual já se organizavam para assistir o reencontro entre aquele terráqueo e os seres espaciais. Poucos tiveram a coragem,ou não acreditaram nas palavras do professor, a não ser Pasteur, Mauro, Picka e Magali, além de Jorge Mafra, o Coruja, que o acompanharam nesse “contato imediato do terceiro grau”.
O grupo foi esperar o grande momento saboreando goles de vinhos lá pelos lados do Marimbeiro, perto da Fonte de Água Mineral, ponto marcado para o eventual encontro intergaláctico.
O tempo passava e nada de ET, nem nave. As pessoas que estavam por lá já ficavam impacientes. Enquanto isso, na sua residência, D.Wilma, sua esposa, aflita não dormira naquela noite. E, lá pelas três horas da manhã nem sinal do marido. Os filhos, Carina e Chico já começavam a chorar com medo de que o pai tivesse ido literalmente para o espaço numa viagem sem volta. Nem barulho do fusquinha do professor que podia ser ouvido de longe com o silêncio daquelas altas horas. O tempo passava e o galo já começava a cantar.
Já estava quase amanhecendo quando o professor chegou a sua residência e contou o que havia acontecido.

“Enquanto todos olhavam para o céu, de repente uma luz veio do nada e, em “zigue-zague” planou em direção do grupo a indicar que uma possível aterrissagem poderia acontecer. Mas, da mesma forma que veio partiu rumo ao infinito desconhecido, adiando mais uma vez esse encontro histórico.”

O fato, conforme testemunhas, realmente aconteceu e deixou prova de que alguma coisa, além de nossa imaginação, habita mesmo o cosmo. E,naquele dia quase atendeu aos apelos do professor.

Não fora dessa vez que outros mortais puderam compartilhar desse encontro. Pois, “alienígena esperto não dorme no ponto!....”

Quanto à abdução anterior...Isso continua sendo segredo do professor. E, ele nem afirma e nem nega o acontecimento.
(Foto de Szavó na obra do Observatório)
Nota:

O texto acima representa a mais pura verdade afirmada não só pelo nosso personagem principal mas também por todos os seus colegas daquele grupo de observação.
Por outro lado, Cambuquira, onde se localiza o Observatório Centauro, obra idealizada pelo Húngaro Sigmund Szabó, há muito tempo tem atraído a atenção de estudiosos das áreas de Astronomia e Ufologia. Esse não foi o único exemplo de fatos acontecidos dessa natureza. Várias pessoas têm relatos de que coisas curiosas acontecem naquela área, principalmente entre o Monte de Santa Quitéria e a Serra do Piripau (um ponto para Asa Deltas e Para-pentes). Meu avô, por exemplo, Estevão Horácio do Prado, na década de 30 que trabalhara como chefe de operários do município na construção da captação da água da cidade na Serra das Águas, foi testemunha de um evento dessa natureza. Contam os familiares que provocada por gestos e palavras, por parte alguns operários, uma luz que os acompanhava durante a caminhada numa madrugada rumo ao cume da serra, de repente investiu contra aquela fila indiana de trabalhadores atravessando os seus corpos ou “zigue-zagueando” entre as suas pernas.
Naquele dia ninguém trabalhou. Todos doentes, com o corpo dolorido, alguns dos quais com diarréia, tiveram que tomar o caminho inverso e voltar para cidade.

O Ladrão e a caveira (Parece mentira, mas não é!).

Um outro fato que Zé Gordo conta e dá muitas gargalhadas é o caso dos ladrões e a caveira.

Conta ele trabalhava no laboratório de anatomia de uma faculdade vizinha à cidade. E, como a escola tinha urgência em apresentar um esqueleto aos alunos, levou o serviço para casa: um crânio humano para ser dessecado.
À noite, enquanto sua esposa e os filhos curtiam as novelas da tevê, ele se isolava num cômodo nos fundos do quintal para trabalhar na sua empreitada. E, quando cansava ia dormir deixando o material coberto por uma toalha molhada para evitar que secasse, o que prejudicaria a limpeza perfeita dos ossos.
Por algum motivo numa daquelas noites Zé Gordo, Wilma e filhos saíram e quando voltaram notaram que o cômodo dos fundos tinha recebido visitas. O professor, preocupado com as sua ferramentas e o “material de trabalho” correu para o local. Mas, tudo estava no mesmo lugar. Apenas a “caveira” estava descoberta e jazia sobre a mesma bandeja inoxidável que ele trouxera para acabar a sua empreitada. No chão um pé de um chinelo 44 do larápio que deve estar correndo até hoje.


Outro caso que aconteceu, e que é confirmado pelo professor, foi um fato relacionado ao seu trabalho de anatomia. Da mesma forma da caveira que assustou o ladrão, Zé Gordo levou ossos de uma mão de criança para montagem.
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Mesa posta, todos almoçam e Zé estranha algo no feijão e pergunta:

“___Wilma! Você fez feijão com galinha?”
“___ Eu não! Não temos galinha hoje.” Respondeu a esposa.
“___Onde estão os ossos que estava montando? “ Perguntou .

Aqueles ossos não eram de galinha nenhuma. Os ossinhos eram as partes da mão que ele montava. Chico, seu filho,tinha jogado tudo no feijão.

Aula de combate ao aborto para a turma do colegial.


Professor preocupado com a notícia de alguns abortos entre suas alunas resolveu montar uma aula capaz de tocar a cada um dos adolescentes.
No dia levou um microscópio e solicitou que alguns meninos fossem ao banheiro e fizessem “coleta do material”. Coloco um pouco na lâmina e chamou um por um para assistir a movimentação dos espermatozóides.
“__Olha gente! Isso tem vida e quando há o encontro com o óvulo há a fecundação e formação de novo ser. Nessa hora, já existe uma pessoa. Não se pode fazer sexo com irresponsabilidade e depois ir abortar por aí colocando a vida em risco”. Salientou o professor. E, acrescentou:
“__Se vão ter relações, usem “camisinhas!.”
Dessa forma.,vocês não geram filhos e evitam um grande número de doenças.

Foi um reboliço na escola e um escândalo na cidade. A Diretora o chamou a atenção dizendo que ele não deveria ter feito aquilo. O prefeito, que era médico sanitarista alegou que ele estava invadindo sua área de competência. Padre Joel, pároco enérgico e moralista da cidade o convocou para uma “troca de idéias”.

Zé Gordo foi até a Casa Paroquial mesmo não sendo católico praticante, talvez obedecendo a sua esposa que é muito religiosa. Ouviu do vigário:

“__José! O que você está fazendo, meu filho!.... Isso não está certo.”

“__Mas Padre! Estão acontecendo muitos abortos entre as meninas da escola.” Retrucou o professor.

“__Dessa maneira, você estimula que eles tenham relações ao indicar o uso de preservativos...” Reclamou o padre.

“__Mas Padre?!... Adianta eu mandar que eles não façam? “ Perguntou José Gordo.

Padre Joel coçou a cabeça, pensou um pouco. E, terminou a conversa dizendo:

“__ É Zé!...Você não tem jeito!...


A carroça do italiano.

Seus filhos Chico e Carina também, como filhos de daquele pai, não poderiam ficar fora da história. E, um fato ficou para marcar a história de nossa cidade: o “caso do cavalo do italiano”.

Sr. Luigi Bugini era um italiano bonachão e querido por todos na comunidade. Produzia legumes e verduras no seu sítio no Bairro Regina Coeli e vendia a sua produção entregando-a de casa em casa em sua carroça.

Num dia estacionou o seu veículo de carga junto à calçada na esquina da Rua Direita com a via de acesso à rua da piscina. E, passando por lá os curiosos meninos Chico e Carina forma examinar o cavalo.Não se sabe quem foi o dono da arte. Um deles resolveu cutucar o traseiro do cavalo. O animal se assustou e começou a pular. Desceu aquela ladeira, passou em disparada pela rua da piscina, praça do parque e só foi parar no lugar conhecido como “buracão” perto do Bairro da Lavra quando animal e veículo tombaram. Por causa disso, Luigi não confiou mais no animal e vendeu-o mesmo contra a vontade de sua esposa, a italiana Maria.
Maria passou em frente a repartição onde D.Wilma trabalhava e ao ver os dois levados a observá-la pela janela lhes falara:
“__ Não gosto de vocês não! Cutucaram “culo” de meu cavalo e por causa disso Luigi o vendeu.”