quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Bem vindos ao nicho das águas minerais.

Denominam-se águas minerais aquelas que, provenientes de fontes naturais ou artificiais, possuem características químicas, físicas e físico-químicas que as distinguem das águas comuns e que, por esta razão, lhes conferem propriedades terapêuticas. Esta conceituação é a mais aceita, embora existam outras definições baseadas em tipos de águas minerais que não se enquadrem completamente no critério acima.
O Código de Águas Minerais do Brasil define as águas minerais como águas provenientes de fontes naturais ou artificiais captadas, que possuam composição química ou propriedades físicas ou físico-químicas distintas das águas comuns, com características que lhes confiram uma ação medicamentosa.


O texto acima foi retirado do site ambientebrasil.com.br. Mas, ele serve muito bem para definir a nossa cidade, onde esse líquido divino não só brota em diversos lugares da área urbana como também está presente em algumas propriedades rurais.
As nossas águas têm as características citadas no texto diferentemente de outras tantas “jogadas” no mercado com essa definição. São essencialmente gasosas naturais sem a adição de qualquer elemento químico pelo homem.E, isso qualquer um pode provar ao degustar diretamente nas fontes do Parque das Águas que tem 5 (cinco) variedades distintas quimicamente e com sabores diferenciados, ou na Fonte do Marimbeiro na saída para BR Vital Brasil. Além dessas fontes oficiais, a cidade tem outras no Portão, divisa com Três Corações, Fonte do Dico e um grande número de fontes ainda não captadas e nem analisadas na Figueira (área pública do Estado de Minas Gerais, onde se formou um bairro de posseiros), uma fonte na Estação Rodoviária sob o calçamento de uma das plataformas, outras nos terrenos que acompanham o córrego que corta a cidade. Dizem que uma das empresas instaladas na cidade descobriu água mineral no seu terreno por ocasião da pefuração de um poço artesiano, o que é mais uma prova da riqueza do nosso solo com esse bem precioso.
Apesar disso, a cidade parece adormecida no tempo, vítima do desprezo das autoridades competentes que não ligavam para esse produto tão valorizado no país e no exterior. O exemplo da Figueira está aí para mostrar a atitude dos governantes da município e do Estado. No lugar de promover a construção de casas populares para população de baixa renda, achou-se mais fácil incentivar por ação e omissão uma invasão desordenada. Os posseiros, crentes que em algum lugar no tempo irão receber título de propriedade, construiram lá uma “cidade paralela”, onde o poder público nem pode cobrar os impostos como IPTU já que ninguém é dono de nada oficialmente. Com isso, apesar de ter que dar assistência àquela vila, não se pode cobrar por isso. Até início dos anos 80 existiam poucas casas. Mas, por ação ou omissão dos órgãos públicos responsáveis, no fim dessa décda iniciou-se um processo de asseleração da ocupação, nem sempre feita por “realmente necessitados”, assim onde originalmente durante mais de 50 anos existiam escassas casas de funcionários da empresa exploradora das águas, virou um “bairro ilegal”.
Como em todo ano eleitoral é tempo de boatos, comenta-se hoje que o governo promete dar título de propriedade a esses posseiros. Aliás, isso não acontece pela primeira vez.
Para que se efetive uma ocupação dessa natureza, há necessidade de elaboração de norma específica que tem que levar em consideração vários fatores de órdem legal e técnica, principalmente por que o “esbulho” aconteceu em terras públicas especiais. Se uma lei estadual diz que as “terras devolutas do Estado” que contenham água mineral são protegidas com a inalienabilidade, como uma propriedade reconhecidamente pública, poderia sofrer tal processo?
Uma lei específica sobre o caso, após parecer de um e de outro órgão responsável, e até do IBAMA ou demais órgãos federais ligados a assunto, considerando que a ocupação está sobre um lençol importante do mais precioso mineral dos minerais preciosos, a água mineral, isso não sai de uma noite para outra. Isso se sair, já que tudo aquilo além de ser bem imóvel estadual, o subsolo pertence á União.
Deixarm que um monstrinho virasse um “monstrão”. E, o que se resolveria com a construção de algumas casas populares, coisa que a cidade nunca recebeu, hoje sairia bem mais caro. E, se nada for feito o preço disso tudo pode sair bem mais salgado para todo mundo. Nesse ponto, a COPASA, que é uma estatal de renome, ao assumir a captação e comércio dessas águas famosas deve intervir junto ao executivo para que se faça algo útil e “não eleitoreiro” para preservar nosso bem maior, matéria prima essencial para o seu sucesso no novo empreendimento, as “ÁGUAS MINERAIS DE CAMBUQUIRA”.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Tá puian'o?...

JORGE PUIADOR,

Quando criança conheci um velho senhor mulato e muito prosa que todos o chamavam de Jorge Puiador. Assim era chamado porque tinha a mania de se dirigir às pessoas numa indagação que todos entendiam, sem que para comunidade a palavra tivesse algum significado.
Uma vez perguntei à minha mãe o porquê daquele apelido e o que queria dizer aquela expressão “puiador”. Nem ela e nem ninguém souberam explicar .Só falavam que aquilo era uma invenção daquele velho senhor.
Tá puiano? (Está puiando, no seu modo caipira de falar.)
“Tá puiano” para ele podia ser tudo: “o que está pegando?”, como dizem os jovens hoje.
“Tá puiano” poderia ser: “o que está acontecendo”, “está gozando da minha cara?” ou qualquer outra resposta para alguma indagação maliciosa ou brincalhona.
Tá puiano?......

Agora, curioso sobre o verbo, procurei na internet se o vocábulo existe ou existiu. Parece que no português atual não existe esse verbo “puiar”. Mas, num texto de Gonzalo de Berceo, poeta espanhol do Sec XIII,que viveu entre 1197 e 1264, encontrei o verbo puiar, que significa “subir” ou algo semelhante.
Assim, minha dúvida foi renovada com essa descoberta.
Será que Seu Jorge Puiador queria dizer “Tá subindo?”...Quem o conheceu garante que puiar do velho senhor nada tinha com a definição espanhola;

Se ele pudesse ler esse texto, ciente da minha curiosidade, com certeza iria me falar:

__”Rapaz! Cê Tá puiano?

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

CAMBUQUIRA, A ÁGUA DA COPA DE 2014.


Conforme publicado no Jornal Encontro de Cambuquira, a COPASA, através de seu representante, apresentou as novas instalações reformada e prontas para receber os novos equipamento que darão condições à empresa de iniciar o engarrafamento da "melhor água mineral do país (Conf.RevistaVip/Exame), recolocando no mercado a marca "Cambuquira"
com consequente divulgação da Estância.



A implantação da nova industria, a cidade vai recuperar um pouco a arrecadação de impostos e melhorar o retorno do repasse estadual que neste ano teve grande queda. Para se ter um idéia,o imposto recolhido pela Superáguas, empresa que explorava as águas, representava mais de 80% na arrecadação do ICMS.



Por outro lado, há ainda a criação de novas vagas de trabalho na cidade, algo que devia ser prioridade de qualquer governo.

Para confirmar a boa-nova, chegaram neste mês Jan/2008 todos os equipamentos comprados pela estatal, que custaram à empresa mais de R$2 milhões de reais. Com isso, a expectativa é que a instalação e produção comece já. Mesmo porque, a empresa já instalou novos tubos para captação das águas, e portanto só faltam montagem dos equipamentos e prováveis testes.
Com isso, em pouco tempo, esperamos que a nossa boa água volte às mesas dos bons hotéis e restaurantes, além dos lares, do Brasil e de outros países.

As autoridades presentes no local ainda afirmaram que CAMBUQUIRA será a água da Copa de 2014.


quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Cambuquirense fala sobre levantamento do Censo/2007

Roberto Lemes, chefe do IBGE/Varginha, respondeu às indagações do legislativo e outros participantes de uma reunião no dia 03/10/07 sobre os novos dados coletados e o que isso representa para o municípios
Em janeiro/2006,também participou de programa em uma rádio FM quando abordou o mesmo tempa para conhecimento geral.
O que foi apurado nos levantamentos pelos recensiadores já mudou neste ano de 2008 a receita dos municípios, pois por esse trabalho é que se apura o índice a ser aplicado no FPM do Governo Federal, usado para o repasse de verbas da União para cada uma das milhares de cidades Brasileiras.
Roberto é filho do fiscal municipal Adnel da Silva Lemes, já falecido.
Foto: Câmara Municipal de T.Corações.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

MOSTRA AUDIOVISUAL DE CAMBUQUIRA - 4º edição.
















A MOSCA – MOSTRA AUDIOVISUAL DE CAMBUQUIRA é uma mostra de curtas-metragens que acontece no antigo Cine Elite, onde atualmente funciona o Espaço Cultural Sinhá Prado.
Trata-se de projeto de descentralização cultural, que desde 2005, movimenta Cambuquira e região nos meses de julho, buscando formar um público mais crítico e consciente da técnica e da linguagem audiovisual que assiste no cinema, na TV e na própria mostra. A idéia do projeto é fazer de Cambuquira mais um palco de discussão audiovisual nacional, consolidar a mostra como um novo atrativo turístico, e retomar o cinema na cidade. Para tanto, há a preocupação em oferecer uma programação voltada basicamente para atividades culturais e de entretenimento que tragam à tona discussões e reflexões produtivas para pessoas de todas as faixas etárias e camadas sociais; oficinas que proporcionem algum aprendizado principalmente para jovens e crianças; e atividades que procurem valorizar a cultura local, sempre com o intuito de proporcionar o intercâmbio cultural entre o público da comunidade e os diretores e produtores audiovisuais que comparecem ao evento.



A quarta edição do evento deve acontecer entre 05 e 13 de julho deste ano. A proposta de programação é composta por:

-Projeção digital gratuita de aproximadamente 80 curtas-metragens, divididos em sessões de categorias e propostas diversas: ficções, documentários, animações, vídeos experimentais, infantis, filmes de gênero, etc…

- Debates entre o público e os realizadores dos filmes;


- Oficinas introdutórias na área audiovisual;


- Exposições de fotografia e artes plásticas;


- Café da Mosca: café e restaurante que funciona durante a mostra e é o ponto de encontro entre os realizadores, o público e a organização.


Enquanto as inscrições para a MOSCA 4 não estão abertas, é possível conferir o histórico, a programação e o regulamento do último evento no site http://www.mostramosca.com.br/




Os colaboradores deste blog que foram aos eventos afirmam que todas as mostras realizadas no Espaço Sinhá Prado (Antigo Cine Elite) não perdem nada para outros do gênero realizado no Brasil.

Por isso, vale a pena conferir e quem sabe ter um gostinho de "volta no tempo" quando para anunciar que o filme ia começar o Sr. Annunciato Ponzo tocava "Night and day" c/ Ray Conniff.


terça-feira, 1 de janeiro de 2008

ACABOU A COMILANÇA, A DANÇA, A FESTANÇA....












Este é o primeiro dia do primeiro mês do ano bissexto de 2008.

Neste ano você vai ter um dia a mais, e em fevereiro, para viver.Também vai ter um dia a mais para pensar. E, vai pensar que se não merecer , apesar de ser mais longo,este ano vai ser mais um período perdido da sua vida.Por isso, e aquilo, procure ser melhor em tudo.

Neste ano teremos eleições em nossas cidades, um evento eleitoral de maior importânci do que qualquer outro, até mais do que para presidente. Pois, neste ano vamos eleger aqueles que comandarão os rumos de nossos municípios para o infinito, ou para o buraco.Tudo depende do seu voto.

Neste ano é preciso lembrar que os cargos de prefeito, vice-prefeito e vereadores não devem ser usados para empregar este ou aquele indivíduo.Pois, enquanto você resolve o problema de um ou de outro, a cidade perde.

Essa a eleição é o momento de se escolher os melhores ou os piores administradores dessa grande empresa que é a cidade de cada um. Se os administradores não souberem trabalhar, a empresa vai à falência, a sua cidade vai falir. E, você, com certeza, não quer isso. Por isso, comece a pensar, desde hoje, no seu voto, para não errar de novo.
Você, como dono de um negócio qualquer, não colocaria na sua empresa alguém que não quer trabalhar, ou que não é honesto. Então se lembre que a Prefeitura e a Câmara Municipal são suas empresas, pois os ocupantes dessas casas é que comandarão o sucesso ou o fracasso da sua empresa: sua cidade.
Um funcionário relapso, desonesto e corrupto leva uma empresa para o buraco. O mesmo acontece quando se admite um incompetente e desonesto num cargo público.
Vereadores devem ser pessoas capazes de ler, interpretar, criar e fiscalizar leis. Se alguém não tem esses atributos não deve fazer parte desse órgão.
O prefeito, muito antes de ser simpático ou bonito, deve ser honesto. Pois, se ele for honesto, com certeza, será também competente. Pois, uma coisa leva à outra.
Pense nisso durante esses dez meses que faltam para as eleições (para não errar de novo!).


Nota: Este é o primeiro de muitas outras notas que pretendo publicar para servir de alerta para os eleitores.
Aproveite e avalie o desempenho da atual adminitração em enquete temporária do blog.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

ESTUDIOSO BELGA VEM CONHECER OS SEUS PARENTES "LEMES" DO BRASIL.

O livro "GENEALOGIA LEMNIANA" é um livro especializado em genealogia
Principalmente relativo às famílias: LEM - Leme(s) - LEMS - LEMSON(m)

Mas ele também contém bastante informações sobre famílias relacionadas a esses sobrenomes, como: LEMME - LEMMEN - LEMMENS.

Os autores deste livro são Ruud J. Lem e Wil F. Th. Lem, ambos da Holanda. Ruud nasceu no final de 1938 em Nijmegen, e é um engenheiro, mas tem estado em negócios até que aposentou em 1978. Ele é casado com Louisa e eles têm duas filhas, agora casadas e com suas próprias família. Ruud e sua família se mudaram para New Forest, Inglaterra. Eles amam a beleza da floresta nos arredores e velejam no Solent.

Seu primo Wil nasceu em 1945 em Maastricht e é um engenheiro químico. Ele casou-se duas vezes e está agora casado com Hennie e eles têm 4 filhos. Quando em 1980 ambos os primos se encontraram pela primeira vez, eles tiveram imediatamente um interesse mútuo em genealogia e história da família da qual este LEM – LEME c.s. é tão rica. Eles se tornaram muito ativos em encontrar respostas às suas perguntas relativas à origem da família e vínculos entre eles. Um bom ponto de partida foi o arquivo que o pai do Ruud lhe deixou, sendo ele também interessado nesse assunto, já em 1934. Igualmente interessado estava o Rev. Padre Leo LEM de Bruges em Flandres (que passou sua vida de trabalho no Brasil!), e ambos os arquivos foram de uma ajuda tremenda na pesquisa. Várias outras publicações locais ajudaram também, vindas da Noruega, Alemanha e dos EUA.

Em 1993 eles publicaram o livro com o título de "Genealogia Lemniana", já que ele sugere que mais de uma família está incluída. Realmente, para as pessoas com os nomes mencionados acima, este livro é uma "Mina de Ouro" em detalhes e sugestões.

O livro consiste de duas partes: um tomo de texto com 472 páginas em tamanho A4 com bastante fotografias e desenhos e uma parte 2, tendo 22 Árvores Genealógicas grandes e outras muito grandes.

A pesquisa foi feita nos arquivos locais e centrais em quase todos os países onde a ocorrência do nome foi achada, mas acima de tudo nos arquivos do IGI, o Índice Genealógico Internacional, serviço prestado pela Igreja de Jesus Cristo de Santos dos Últimos Dias, popularmente chamada A Igreja Mórmon de Salt Lake, Utah nos EUA.

Nenhum historiador de família pode se igualar a essa instituição e dificilmente possa se achar melhor fonte de informações genealógicas em qualquer outro lugar!

Estes pesquisadores da família LEM (e famílias relacionadas) tiveram a boa sorte de conseguir a ajuda de uma arquivista da Cidade de Salt Lake com sangue dos Lems em suas veias e são muito gratos a ela, e acima de tudo por aquele grande tesouro de história da família, chamado IGI.

Publicar o livro "Genealogia Lemniana" foi só o início e mais trabalho tem que ser feito. Ambos os autores estão constantemente fazendo mais pesquisas e estão tentando chegar a uma árvore genealógica mais completa. Várias outras publicações pequenas foram feitas, mas tentar conseguir o retrato global da família LEM c.s. pode levar mais tempo, e, portanto toda ajuda é bem-vinda!

Ruud J. Lem (Out. 2007)

A ARTE NAS MÃOS DE UM "LEMES"

Jonas Lemes
Joaquim Jonas Mendes Lemes, nome artístico, Jonas Lemes, natural de Cambuquira – MG, nasceu em 08/09/1964. Artista plástico, autodidata, filho de João da Silva Lemes e Olga Mendes Lemes. Casado com Geice Cristiane Saturnino Lemes com quem tem uma filha, Cristiane Saturnino Mendes Lemes. Atualmente reside em São Lourenço - MG.

Iniciou suas atividades artísticas em 1990 e desde então recebeu mais de vinte premiações em Salões de Arte pelo País. É artista catalogado no Dicionário de Artes Júlio Louzada – volumes VIII, IX, X, XI, XII e XIII.

Teve início na pintura acadêmica e faz da arte uma busca incessante aos detalhes que a configuram. Depois de conquistar várias premiações nesta modalidade, começou a definir um estilo inédito. A originalidade e apuro técnico alcançados nesta nova fase são as marcas deste artista autodidata que sempre investe em seus dons.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

PUDIM SOFRE NOVA CONDENAÇÃO: 20 ANOS SEM DIREITOS POLÍTICOS.

Conforme noticiou o Jornal Encontro, em julgamento da Apelação Civil Pública nº 1.0107.06.999989-7/001, o TJMG confirmou por unanimidade a sentença proferida pelo ex-Juiz de Direito da Comarca de Cambuquira, Dr. João Batista Lopes, que condenou o Sr. Rubens Barros Santos (cassadi oir crune eleitoral em 2003) à pena de 20 (vinte) anos de suspensão dos direitos políticos e l1(doze) anos de proibição de contratar com o poder público, receber benefícios. incentivos fiscais ou creditícios,direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, conforme a sentença prolatada em 09/03/2006, acórdão em 23/11/2006, cujo trânsito em julgado se deu em 27/06/2007”.
A sentença teve origem na “juntada”de quatro “Ações Penais Ambientais” impetradas pelo Ministério Público em 2004 e 2005 por intermédio de nosso Promotor de Justiça, Dr. Cristiano Rocha Gazal, devido a intervenções praticadas pela Prefeitura sob o mando ex-prefeito, a saber: depósito do lixo a céu aberto (APA 429/04-5); danos à Área de Preservação Permanente
nas margens do Córrego da Lavra, entreo CTC e a Rodoviária (APA 178/04-5); por idêntica intervenção em área de preservação permanente às margens do Córrego Barnabé, para abrir a “Avenida Sanitária” (APA 198/04-5); e, por último, devida a “danos diretos e indiretos” cometidos na Reserva Biológica Santa Clara (APA 204/05-5).
Com a confirmação da sentença, foifixado um comunicado no Quadro de Avisos da Justiça Eleitoral no Fórum informando a suspensão do Título Eleitoral de Rubens Barros Santos .

Devido à condenação, o político só a partir de 2.027 poderá recuperar seus direitos políticos.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

MAS NEM TUDO É NOTICIA RUIM....

O HOTEL ELITE, OUTRORA SÍMBOLO DO MELHOR TURISMO DA ESTÂNCIA, E QUE ESTAVA ABANDONADO FOI FINALMENTE ADQURIDO POR UM GRUPO E JÁ ESTÁ EM OBRAS DE RECUPERAÇÃO.
MESMO SEM CONHECER, GOSTARIA DE PARABENIZAR A ILUSTRE INICIATIVA DA GESTORA DO PROJETO DE RECUPERAÇÃO, A ADVOGADA DRA. MARIA ELISA MASCARENHAS, CONFORME NOTICIADO NO JORNAL REGIONAL DA EPTV/SUL DE MINAS.

Observação: As fotos do Hotel Elite:acima é o estagio atual, abaixo como era em de 1932 com as tropas da revolução em frente.

“__Mãe! Nesse ano vamos ter um natal melhor. Arrumei um emprego.”


Essa foi a frase inicial de um breve telefonema de um filho para sua mãe que aflita que o aguardava com ansiedade como toda boa mãe brasileira.

Uma notícia que encheu de alegria o lar que há tantos anos esperava por boas noticias como aquela. Sua irmã menor sorria. E, com certeza levou a noticia às suas amigas da vizinhança. Imaginaram todos uma mesa farta e quem sabe algo mais, já que algumas empresas costumam dar uma cesta de natal para os empregados nas festas de fim de ano.


O sonhos devem ter também passado como um filme de ficção pela mente daquele jovem.
Poderia, quem sabe, comprar um carrinho, principal sonho de consumo de muitos que os elevam no meio da sociedade. Ou, poderia comprar roupas, tênis e outras coisas mais que o tornassem mais atraente para um determinada menina que ele em segredo tinha um grande afeto. E, com certeza, poderia melhorar muito a vida de sua mãe lutadora e viúva que apesar dos pesares conseguiu lhe dar uma boa educação, que o ensinou os caminhos certos da vida e o incentivou ser um homem de bem e não se perder pelas veredas tristes como outros tantos da cidade.

Ele e o seu amigo que o apresentara numa empresa em Varginha não viam a hora de ver a carteira assinada para que a história tivesse um belo epílogo.
Na volta de um telefone publico para se apresentar ao novo emprego, a historia mudou.
Quem soube do verdadeiro final dessa história, conhecendo a vida de desesperança por que passam os jovens dessas pequenas cidades abandonadas nas mãos de políticos pouco compromissados com suas terras, não conseguiram segurar as suas lágrimas.

No dia 29 de novembro de 2007, que passaria para a vida daquelas pessoas como o começo de uma vida melho, no calendário da família passou a ser o dia do óbito prematuro daquele garoto que até bem poucos dias corria pelas ruas atrás de uma pipa, que queria estudar mas não conseguiu. E, que viu aquele primeiro emprego como uma "asa" que o permitiria voar além dos sonhos. Mas, uma moto em alta velocidade o apanhou a atravessar a mais perigosa via de Varginha, a saída para BR 381 conhecida como Av. Princesa do Sul que também é parte urbana da BR 491. Num choque sem definição, o jovem cambuquirense repleto e sonhos e entusiasmo foi lançado a mais de 3 metros do solo tendo o crânio espatifado no chão. O motoqueiro, um também jovem rapaz de Belo Horizonte, com o impacto voou com sua moto caindo à muitos metros do local também sem chances de vida. Assim terminou uma história que poderia ter um final feliz no natal desse ano."


CONCLUSÃO:


Isso poderia ter passado como um simples acidente como outros tantos que acontecem todos os dias devido a armadilhas do trânsito brasileiro. Talvez muitos culparam a imprudência do garoto ou do motoqueiro. Outros lamentaram a fatalidade do fato. Alguns se conformaram com aquilo que acreditam que tudo já foi escrito por um ente superior, e disso ninugém escapa. Mas, eu não!... Contrariando todas esses hipóteses para justificar um epílogo tão cruel culpo os políticos, não só os da cidade, mas o conjunto com raras exceções
O governo estadual inventou as cidades-polo.E, para efetivar isso concentrou toda atenção nesses municípios privilegiados. Os prefeitos mais compromissados com suas cidades menores correram atrás para tirar o prejuízo. Na nossa estância hidromineral nada se fez a espera de um "virtual" liberação dos jogos. Como prova disso, para se ter uma idéia, Cambuquira é a única cidade da região que não tem nem uma casa da Cohab ou projeto similar. A Figueira foi a alternativa para os "sem casas" da cidade. Por que isso?

A cidade só decaiu nos últimos 50 anos. Quem entender o contrário que o prove. A hotelaria faliu. O comércio faliu com a facilidade que todos têm para ir a Três Corações e por lá deixar parte de suas rendas.Os comerciantes da cidade reclamam, mas pouco fizeram para que isso não continuasse acontecendo. As principais firmas da cidade ou fecharam ou se mudaram para cidades vizinhas. Enquanto isso, os políticos se preocupavam com "projetos pequenos" e ignoraram as necessidades do povo, e principalmente dos jovens desesperançados dessas cidades.

Aquele menino, até poucos anos, talvez há uns sete, oito ou dez anos fora provavelmente aluno da Escolinha Sementinha” do Bairro S. João/Fátima. Era um “mulatinho” saudável, inteligente e alegre. Naquele tempo os governantes que passaram pela cidade não tiveram tempo, como outros tantos não tiveram antes, de preparar a cidade para que ela não caísse na estagnação. Alguns se preocuparam mais com suas reeleições e esqueceram, ou não tiveram competência, ou não se importaram com os rumos que tomava a cidade tomava.

Enquanto isso o menino cresceu, como todos os outros da sua idade: "sem futuro".

Hoje, os cambuquirenses que residem fora têm que agüentar as críticas e uma perguntas quase que irrespondíveis": "__Mas, o que aconteceu com a sua cidade? Onde estão os políticos de lá?

O que espero é que mais esse “mártir” sirva para alertar os candidatos que vêm por aí. Cambuquira precisa mesmo acordar, como aliás vi escrito certa vez num muro da cidade como um insulto a um candidato, caso contrário outros tantos garotos não terão outra chance a não ser o da saída pela Estação Rodoviária, sem tiverem coragem ou juizo, ou se transformarão em membros de um elenco triste de uma comunidade de desvalidos ou participantes de grupos de revoltados.


Talvez os políticos justifiquem que isso acontece em outras cidades. Mas, está dificil achar outra cidade que foi como a nossa há alguns anos e que caiu tanto. Pois, algumas dessas "vilas" menores ultrapassaram a nossa em tudo. Exemplo disso é Monsenhor Paulo que hoje arrecada mais que Cambuquira e Campanha juntas.

Por falar em Campanha, essa cidade berço do Sul de Minas, que ficou adormecida por muitos anos, já descobriu o caminho, inclusive gera empregos até para cambuquirenses. Mas, não podemos ficar à espera das sobras dos vizinhos. Urge aqui termos as nossas próprias vagas.
Se não for feito algo de importante na geração de campo de trabalho, criação de escolas capazes de preparar essas novas gerações, a cidade pode acabar mesmo, como alguns prevêem, transformando-se num bairro de Três Corações, como de fato já o é. Aliás, muitos da comunidade até já defendem essa idéia como a única alternativa perante a "desilução" com os políticos.


Um dos mais recentes episódios que envolveu PM e um bando de jovens na cidade é o retrato desse desamparo por que passam esses novos cidadãos-sem-rumos. Não que eles sejam de má índole, como definem alguns, pois são vítimas da ociosidade, da falta de oportunidades, do preconceito, da inexistência de "futuro" e, em suma, "vítimas da má política". Assim, tornam-se presas fáceis dos fatores perversos que rondam essa idade, que os levam a embriaguez e aos demais vícios, muitas vezes num caminho sem volta para muitos deles. E, aquilo não foi o primeiro e não será o último ato desse triste drama se aqueles que escrevem a história da cidade, os administradores públicos e a comunidade, não mudarem o enredo.

Alerta: " Ainda há tempo, a cidade é forte e ainda respira. Assim, se houver um coalisão em prol do bem, Cambuquira ainda pode renascer, como "Fênix", das cinzas.
"





quarta-feira, 31 de outubro de 2007

BOA PROPAGANDA É A ALMA DO NEGÓCIO!...

Em 1907 os administradores da empresa que explorava as águas minerais do Circuito das Águas já sabiam. Sabiam que nossas águas independentemente de que cidade for, Cambuquira, Lambari ou Caxambu tinham as suas qualidades. Com isso, ao divulgar as águas divulgavam as cidades. Mas, os que seguiram não tiveram pulso para dar continuidade nos projetos e na qualidade dos serviços. Por outro lado, o mundo mudou e ficou pequeno. Os turistas que vinham para essas estâncias foram passear em Miami, na Europa, já que representavam os mais abastados daquela época. Hoje o circuito amarga pela pouca frequência, resultado do pouco caso dos administradores que por um século não aprenderam que devem sempre investir não só na propaganda mas também na qualidade.

Quem sabe não está na hora da administração pública voltar ao passado e copiar essa idéia?