Cúmplices na inoperância, governos não têm como dizer que não sabiam do risco nas áreas devastadas. Ainda assim, tratam o problema como coisa recente.
Providências depois da tragédia: casal assiste, no Vale do Cuiabá, em Itaipava, ao movimento de operários nos escombros.
Depois de lama, descem as promessas. A população brasileira aprendeu, à custa de alguns traumas, que prefeitos, governadores e presidentes só atentam para as áreas de risco quando as pedras já rolaram – ou, no caso da tragédia em curso, quando os corpos começam a aparecer. No Rio de Janeiro, onde há muito não se tem verão sem vítimas da chuva, passam de 700 os mortos na maior catástrofe natural do país – se é que morrer com chuva é algo que se pode aceitar com naturalidade em 2011. A lista dos desaparecidos pode fazer esse número chegar a mil. Ainda assim, o refrão das explicações oficiais se apega à força da chuva e a uma condenação das “ocupações irregulares”, como se o clima do estado e as construções em encosta tivessem surgido na semana passada. Continue lendo (clique)
Fonte: Revista Veja.
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