Comentários:
1) Cambuquira consta da lista acima citada. Quem não conhece a cidade pode imaginar uma imensa área alagada com parte da população deslocada, outros tantos desaparecidos, mortes e caminhões de socorro do Exército e da Cruz Vermelha. Graças a Deus e por escolha do destino esta é uma cidade abençoada onde nada disso aconteceu e nem teria como, a não ser que um "novo dilúvio" viesse acontecer nos moldes bíblicos. Veja no link abaixo, notícia veiculada pela tv regional que esclarece o que aconteceu em nossa cidade:
Reportagem da EPTV/Sul de Minas. (clique)
2) Na década de 60, não sei precisar exatamente o ano, um fenômeno climático análogo aos que têm acontecido agora pelo Brasil aconteceu em Cambuquira.
Naquele evento, eu e outros coleguinhas brincávamos no lugar que chamávamos de "Campinho" (parte da R.D.Pedro no Bairro Carioca- acima da pracinha 13 de maio). De repente sem nenhum aviso, começou a ventar muito. Era provavelmente uma das primeiras chuvas que acontecia naquele ano pois uma grande nuvem de poeira composta de papéis, sacos plásticos que já entravam no mercado e pingos grossos de chuva chegaram com muita rapidez que não dei nem para correr para dentro de nossa casa ali perto. Tivemos que entrar pela janela que ficava do lado oposto ao do vento que vinha da direção oeste-leste. As nuvens rolavam no céu como um rolo compressor e só aquela imagem já nos amedrontava muito.
De dentro de nossa casa que ficava junto à pracinha, pudemos ver pelos vidros das janelas que muita coisa voava pelo ar, árvores caiam e até um telhado ou parte dele voou como se fosse um avião vindo a cair na parte baixa do bairro Regina Coeli que naquele tempo era um grande brejal. Esse telhado, soubemos depois, pertencia a casa de um alemão chamado Gustavo Siebert, construída bem perto do terreno onde antigamente existia o sobrado de Charles Berthaud.
Depois que a chuva parou, pouco eram as casas que não tinha alguém em cima a consertar os estragos. Lembro-me muito bem que o sol com a sua luz amarelada do entardecer iluminava bem aquele cenário de devastação com os telhados destruídos e muitas árvores derrubadas.
Perto dali, a casa do Sr. Júlio de Liz, apelidado de "Júlio Menino" estava sem telhado. O vento arrancou telhado com as telhas de amianto e também jogou tudo no brejal junto com parte do telhado do alemão.
Parece que não caiu muita água, mas aquele vento pavoroso deixou nas nossas cabeças aquela visão pavorosa do que pode ser um fenômeno desses. Até hoje, não se sabe o que aconteceu, se foi um furacão, tornado ou outra coisa.
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