Naquela tragédia da Serras das Araras (1967) morreram cerca de 1700 pessoas.
Wanda Lemes Costa, professora nos anos 60 em Cambuquira, foi vítima de uma das maiores tragédias do gênero que aconteceu no país. Ela que viajava em lua-de-mel foi levada pela enxurrada com outros tantos que viajavam rumo ao Rio de Janeiro. Ela só pode ser reconhecida através da cor do esmalte que Edwiges Lemes, sua parenta, havia pintado as suas unhas e que na véspera ela repetidamente, e encantada com o resultado da pintura, insistia em mostrar a sua irmã Jandira. Seu marido escapou se agarrando a uma bananeira que boiava e assim permitiu que ele se salvasse enquanto em vão tentava segurar as mãos de sua amada que foi levada e encontrada alguns dias depois já desfigurada. A maioria das vítimas nem foram resgatadas e ficaram para sempre "sepultadas" no local. Conforme pude apurar, conseguiram resgatar 300 corpos.
Leia o que o jornal falou sobre o assunto:
Uma cruz de 10 metros na subida da Serra das Araras (Piraí-RJ), no local conhecido por Ponte Coberta, marca o início de um enorme cemitério construído pela natureza. Lá estão cerca de 1400 mortos (fora os mais de 300 corpos resgatados) vítimas de soterramento pelo temporal que atingiu a serra em janeiro de 1967. Foi a maior tragédia da história do país, superando o número de mortos da atual tragédia na Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro, hoje acima de 500. Leia mais (clique) - Fonte Jornal do Vale Paraiba Online.
No Estadão deste domingo, destaquei:
Fonte: Estadão Online
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