segunda-feira, 14 de março de 2011

Jornal divulga lucro da estatal Codemig.

Raquel Faria
Publicado no Jornal OTEMPO em 13/03/2011
Cofre cheio
A Codemig recebeu perto de R$ 1 bilhão em dividendos da CBMM, cujos lucros chegaram a R$ 1,9 bilhão em 2010. A estatal tem direito à metade dos ganhos com as vendas do nióbio, mineral estratégico que é explorado pela mineradora da família Moreira Salles em jazidas do Estado em Araxá, as maiores conhecidas no mundo, aliás.
É poderosa
O lucro do ano passado é um recorde. Em relação a 2009, mais que dobrou. O nióbio está bombando. Tanto que investidores asiáticos acabam de pagar cerca de R$ 3,3 bilhões por um pedacinho de 15% da CBMM. A mineradora foi avaliada em R$ 21,5 bilhões. E ela apenas explora o nióbio. Não é dona de nada. Por aí se pode imaginar o valor da empresa que detém a concessão das jazidas: a Codemig, uma estatal que os mineiros mal sabem que existe, porém cada vez mais rica e poderosa.
Qual é o projeto?
Com os lucros do nióbio, a Codemig construiu e equipou na Linha Verde as novas e magníficas instalações do governo mineiro, cujo custo total é estimado em cerca de R$ 1,5 bilhão. Agora se pergunta: depois da Cidade Administrativa, onde a Codemig vai investir o farto dinheiro do nióbio?
Fonte: Jornal O Tempo (BH)
Se a empresa aceita sugestões:
Por que não investir em Cambuquira e nas demais Estâncias para preparará-las para as Olimpíadas e Copa do Mundo no Brasil?
Esta estatal mineira representa o Estado nas explorações de jazidas e de águas minerais. A Codemig, antes chamada de Comig, é a "dona" dos parques e dessas nascentes em três das quatro estâncias hidrominerais do nosso Circuito das Águas.
Por outro lado, a COPASA, outra estatal de Minas Gerais, detém os direitos de exploração, engarrafamento e comercialização dessas águas, inclusive a de Araxá, no Triângulo Mineiro. Infelizmente, para nossa desgraça, até agora, só Caxambu recebeu melhor atenção. As outras duas ainda esperam que em algum dia suas águas voltem ao mercado e que com isso possam gerar empregos, rendas e divisas tributárias diretas e indiretas com o comércio desse produto e com a divulgação dos nomes "Cambuquira" e "Lambari" entre os consumidores.


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